Crônicas de Amor
A gente está se envolvendo,
o amor da gente só
vem todo o dia crescendo,
o desejo nos conduzindo
dançando a valsa campeira,
Tenho plena consciência
do que em ti transborda,
em silêncio me namora
e quando chegar a hora
nada precisará ser dito
porque você me dará
todos os sinais para
que possa ser tocado.
O amor entre nós
nem deveria ter
nascido porque
mal nasceu era
óbvio que já
tinha morrido,
Não me esqueci
de tudo o quê
fizeste comigo,
Não vou errar
duas vezes;
A ausência
e o silêncio
são o prêmio
pelo desprezo
imerecido por
mim sofrido,
e não há nada
que faça esquecido.
Magnífico Brasileto
beijando o horizonte
como você sempre beija
com amor a minha fronte
diante do cair da noite,
Não preciso ir longe
porque tenho tudo o quê
preciso em ti e que sempre
traz o quê me mantém
viva, intensa e livre de tudo
o quê não enleva em paz,
Sei que para nós juntos
não existe o limite jamais.
Um Chimarrão da Flor
mais doce e campeira
que é capaz de te cobrir
com todo o amor,
O teu coração não pensa
em outra coisa a não ser
em me seguir para onde eu for,
Porque só o meu calor
é capaz de te trazer serenidade,
você precisa de mim como
um pássaro que nasceu feito
para viver em total liberdade.
Quero muito sinceramente
que sinta livre o calor
que arde pela fome
de receber o seu amor
interminavelmente.
Desejo que me consome
totalmente diariamente
e faz que eu a transforme
em canto para que o Universo
me escute e te convença.
Sem você você notar
venho capturando
com poesias sacanas
o seu coração de gelo
para derreter inteiro
no meu corpo em chamas.
Com o calor do meu
amor intenso amor
coloco você derretido.
Que um é a alma
do outro não é mais
nenhum segredo.
Um preso no coração
do outro não nos faz
jamais surpreendidos.
Um gesto teu atrevido
é desejável e previsto,
em ti há o querido indício.
Todo o dia deixo uma
pista nas mãos do destino,
porque eu sou sua, você
é meu e pelas estrelas está escrito.
Deslizando do mar do destino
embarcação feita para dois
e vivendo nosso amor bonito
rumo sereno à ilha perdida.
Em La Blanquilla sem querer
mais nada desta vida,
no paraíso desabitado
nos tornar parte da poesia.
O quê realmente importa
sempre chega na hora,
e sem nenhum impedimento.
O amor como oceano cabe
na embarcação leve do peito,
e com ele sempre tem um jeito.
O sentimento de desembarque
de um romance que tudo foi feito
para que o amor sobrevivesse
não conhece mais o regresso.
Agora só cabe é deixar-se levar
pelas correntes do Mar do Caribe
e na Ilha de Fraile Grande aportar
e nem mais para o relógio olhar.
Quem escolheu desdenhar
ficou lá para trás e no seu
devido lugar nunca irá mudar.
O quê realmente importa é estar
onde de fato há um amor que verdadeiramente se permita amar.
Coleciono mergulhos
e histórias de pescador
na Ilha Mata Fome
para chamar o teu amor.
Nas águas calmas dali
quero contigo mergulhar
enquanto nós dois não
vemos o tempo passar.
Quando tiver como sair
e voltar de caiaque,
o Sol contigo aplaudir.
Planos românticos muito
além de apenas um dia
para dar o toque de poesia.
A Dança da Ratoeira
Algo em nós já morava
com amor e paixão,
De longe a Dança da Ratoeira
atrai a nossa atenção,
Entramos sem permissão
e acabaram chamando
para o centro para cantar
e dançar a tradição,
Foi assim que você de vez
entregou o seu coração.
Sem palavras
Meu amor, queria que existissem
Palavras para descrever
O tanto que te amo
E o quanto quero contigo viver
Em você encontrei o amor
Também a paixão
E aquela sensação
Que aquece o coração
Você me mostrou o que é amar
Mas não sei demonstrar
De forma alguma em meu falar
O quanto é incrível a ti se apaixonar
Eu acho que é você
A melhor pessoa que conheci
E que fez eu me sentir
Como uma nuvem a subir
Meu amor, você me deixa sem palavras
eu amo você!!!
Enquanto o mundo desaba
Ó meu amor, na hora derradeira
É contigo que quero estar
É você que quero sentir e amar
De mãos dadas à morte, o céu vamos alcançar
Enquanto a bomba atômica explode
E a radiação pela mundo corre
Enquanto as árvores viram pó
E a água evapora sem dó
Você é minha companheira
Dia e noite, antes e após
Toda luz e calor
Sentimos nós, numa noite de fervor
Não temos muito tempo de vida
Que honra morrer com a minha preferida
Mas antes de nosso corpo derreter
Um último beijo, peço à minha amada
Antes da nossa alma finalmente desaparecer, nesta terrível cilada.
Anjo da Terra
Tu és, meu amor, como um anjo da Terra
Como a sua beleza não tem igual
Não a nada que se aproxime, nenhum pouco
Do brilho que você emana de forma natural
Cientistas não são capazes de prever
Nem dizer, e muito menos entender
O quão grandiosa é a sua beleza
Quando Deus disse “haja luz”
Foi você que apareceu nas trevas, afinal
De todas as criações do todo poderoso
É você, que o deixa mais orgulhoso.
O sol tem inveja da sua luz
A lua tem inveja da sua paixão
E o mar, de sua vibração
Ó minha querida, tu és pura perfeição.
Dor e sofrimento
Pensava que era amor, quando saíste em Maio com aquele homem da festa de casamento, e passaste anoite em casa dele, me doeu, quando saíste com sua amiga ver ser amigo e deram vos dinheiro , me doeu, quando namoraste com o irmão da igreja, me doeu ... Hoje viajas e nem dizes nada, ainda dói... Fica feliz, enquanto brilhas
Sim! Canto, belos cânticos de amor.
Eles estão gravados, no meu coração.
Canto tantas canções, com muita emoção.
Com o meu ser vos dou, voz de tenor.
Estas canções são vossas também.
Pois para vós as faço, em verdade.
São as minhas buscas do bem.
Para vos dar toda a liberdade.
Nisso enfim, tento e tanto,
Vos levar ao caminho da paz.
Isso faço com encanto,
Para esse agir, nasci eu...
Até que vós sejais capaz...
De cantar,o que Deus me deu!!!
Eis, que é o vosso dia!
Sem que a noite, seja fria…
É dia de amor, nesse longo escurecer.
Mas que o vosso amor, faz nele, a luz nascer…
Amai! Neste jardim de rosas brancas.
Nesse amar, infindo, onde as pombas,
Voam ao vosso redor e cantam…
Sim!... Cânticos dos anjos, entoam…
Não façais … como eu fiz!
Que fui infeliz, no meu amar!
Mas amai! Amai!... Sem parar.
Pois, eu vosso amigo…
Também, assim fazer o quis!...
Mas vós! Sede! Zelosos e amigos…
Levai esse ramo de rosas, juntos!
E olhai para os Brancos cisnes,
Porque, vede! Como nadam,
No lago dos juncos…
Onde também!...
Há andorinhas!
E coelhos saltam, até ao ar…
Em redor, desse lago,
Que é vosso e das avezinhas.
Fazei, vosso ninho, oh rouxinóis!
Vós os dois, nesse eterno amar!...
Dedicado aos noivos…
Eis que voltei! À cidade, que sempre amei.
A Coimbra, onde também, no passado, o amor, encontrei.
Vim à cidade, onde estudar, não o fiz,
Porque Deus, assim não o quis.
Tanto desejei, Coimbra da universidade,
Mas não fui lá estudar, em verdade.
No passado, só encontrei, lá o amor.
Mas também, logo acabou, esse de Camões ardor.
Mas voltei a ti meu amor, à universidade hospital;
Tu minha cidade, do Mondego e do Sobral.
Onde Isabel, pão aos pobres, deu sem medo…
O rei enfrentou, porque teus filhos amou.
Também, oh Coimbra! De nada, tenho medo.
Mesmo doente! Porquanto, em ti, estou!
Por amor amor de Sião, não me calarei,
e por amor de Jerusalém, não me aquietarei.
Até que brilhe a sua verdade, como o amanhecer.
E sua salvação esteja como uma tocha a aceder.
Nunca mais serás desamparada, ou abandonada.
Nem a tua terra se dominará, "assolada"...
Mas chamar-te-ás por "Hefziba"...
E à tua terra, por "Beula"!..
As nações verão toda a tua benignidade.
E todos os reis, a tua do Senhor glória!
Outro nome será a tua identidade.
Serás uma coroa, na mão do Senhor.
Uma coroa da do Senhor glória.
E um diadema real do Senhor!
Baseado em Isaías. 62 :1-4
O meu amor é lindo!
Lindo, como um pomar!
Um pomar, de maçãs a perfumar.
O meu amor é querido!
Se verdes o meu amor!
trazei-o a mim já...
Estou, só, neste meu calor!
Dizei-lhe, o quanto estou em dor!
Vem! Amor meu! vem!...
Eis que já preparei, tudo!
Para aquele fim, enfim...
Morro, de amores, em todo o corpo.
Amor, carnal! Total! Vale fazer, tudo!...
Vem amor meu, vamos, amar, sem amor, imundo!
A Camões, honra e valor!
Porque foi poeta do amor.
E falou de Portugal…
Do seu grande historial!..
Oh! Velho do Restelo, cala-te!
Porque, Portugal ainda será…
Cala-te! Cala-te!... Cala-te!...
Porque Nuno, Álvares Pereira, ressuscitará.
E Dom Dinis, foi rei trovador.
E Dona Isabel, foi rainha…
E Inês de Castro, morreu por amor.
Cala-te! Porque o Brasil e Angola, são reais!
E Portugal, é sempre, terra linda!...
E nela eternamente, não haverá, mais ais!...
