Crônicas de Amor
Eu sei o que é o Amor
Eu também sei o que é a Dor
As pessoas podem tentar ofuscar o seu valor
Podem tentar tirar o seu chão
Mas elas jamais poderão ser o que não são
Quando você tem raízes fortes
Ninguém te derruba, ninguém te ofusca!
Karin Raphaella Silveira
Autora de 'O Palco Das Flores'
e 'Cavaleiros de Beltane'
Há um amor
Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer
As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.
Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.
A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.
Nos atos insanos façam amor
Esqueça a guerra...
Mais não esqueçam das pessoas,
Todos atos insanos pela ganância,
Tantas lágrimas veladas pelos filhos perdidos.
Tudo é feito por louco...
Os grandiosos diluem a paz e a descoberta de novas descobertas...
De novos valores para a humanidade próspera...
Num suposto sonho de esperança vivemos em uma época remota no tempo...
Eu já procurei um amor-perfeito encontrei um vazio frio no peito.
Já quis uma felicidade percebi que e raridade.
Não queria esta, sozinho com uma taça e meia de vinho.
Querê e um pensamento. Que vagar no tempo
envolve tristeza esperança e sentimento,
envolve-te por pouco ou muito tempo ate cai no esquecimento.
Como ousa me prender em memórias tão antigas?
Um amor não superado, um adeus que nunca foi dado
A sua ausência é uma dor que não consigo curar
O seu amor permanece para sempre
De certa forma, é um peso a carregar
Pois queria ter me livrado de tudo isso
de todas essas memórias que não posso superar
de uma história gravada no meu coração
Eu procurei encontrar você em outras pessoas
Mas só piorou a situação
porque você foi o único que marcou a minha vida
e mostrou que do passado sempre irei lembrar
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
Amor maduro
O fruto de um sentimento
Sementes em solo férteis
Regado de muito carinho
Cuidado que os dias somam
O calor controlado no tempo
Seu Olhar na medida certa
Tendo podas, tendo vento
Vai crescendo devagarinho
Tem pestes e tem as pragas
Tudo tem um bom remédio
Paciência e persistência
O amor maduro é mais forte
Supera todos os outros
Tem mais gosto, mais sabor
Recomeçar e replantar
Sempre tem seu jeito
Plantando hoje, colhe sempre
Proteja seu arado, beije
Enquanto florir um sorriso
Esse amor estará preservado
Hoje eu acordei cantando.
Do nada, eu tô rimando.
Eu não estou falando de amor.
Acordei com uma paixão antiga.
Por mim, por você e principalmente pela vida.
Só estou no clima da canção.
Rimando essa cantiga
🎷🎹 C7+ 🎤🔛
E não explana pra não estragar.
É que amanhã eu tô em outro lugar
Mas se quiser de novo, é só chamar
Só não exagera pra não enjoar
Meu Pai do Céu, eu nunca me esqueci.
(Cresci)
Teu amor velou por mim.
(Protegendo)
Que seja feito assim.
Conforme a tua vontade!
Juntos em oração.
Não nos deixeis sozinhos.
Nesse mundo de maldades.
Cuida das nossas crianças.
Livrai-nos de todo o mal.
Livrai-nos da omissão.
Onde houver trevas, que o amor prevaleça.
Começa mais um dia comum.
Terminem, como crianças.
Que elas cresçam na Fé .
Com a paz de Jesus Cristo.
Onde não houver saída.
Dei-lhes uma solução.
Faça-se voltar à infância.
(Á)
Esses pobres pagãos...
Vamos rezar uns pelos outros e por esse mundo caótico que precisa muito de amor.
De um prato de comida em mãos daqueles que têm fome e não por meio de grandes mídias.
As marquises dos centros continuam cheias.
Enquanto a obra que nunca acaba escolhe as moedas do cristão que tentou ajudar o irmão.
ﮩـﮩﮩ٨ـ🫀ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♰ﮩـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ🕊️⋆⌂ᰔᩚ
"Senhor, Deus de Paz, escutai a nossa súplica! Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: 'nunca mais a guerra'; 'com a guerra, tudo fica destruído!' Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz"
Pequenina
Hoje eu falaria sobre a fé e a razão
Eu falaria em minhas poesias
Sobre amor e perdão.
Eu seria presença de luz na escuridão
Eu plantaria uma muda de amor
Em cada coração que sofresse dor
Eu voaria como o vento ,levando orações ao relento
Olhos de pedra sem pena de mim ,tentaram me jogar nas trevas sem fim
Mas o amor a Deus me guiou, me deu colo e não me julgou
Eu aprendi a cair e chorar, tentaram abalar minha Fé abalar
Mas na oração ,aprendi a levantar
Minha missão foi falar de amor
Eu apanhei e chorei de dor
Fiquei pequenina, fui amparada na palma da mão do Senhor.
Eu te contaria minhas tristezas.
Mas Deus fará delas riquezas
Eu posso deitar e chorar.
Mas eu prefiro ao vento me aliar, levando orações ao relento
Ensinando o duro a amar. o meu dever é ajudar
Não posso julgar, melhor ser aprendiz do que ser juiz
Sou pequenina aos olhos alheios
Mas grande é a minha Fé e o mundo é pequeno.
Eu voaria como o vento, abraçando a dor e transformando-a em amor.
Hoje eu falaria sobre a fé e a razão
E transformaria minha oração em canção.......
O amor é como as Gymnopédies de Erik Satie: Uma repetição hipnótica de melancolia e paz, onde o vazio entre as notas diz mais que o som. Amar exige a coragem de ser vulnerável em um mundo que idolatra a frieza e o descarte imediato das emoções. É aceitar que a tristeza faz parte do arranjo, e que sem o grave, o agudo não teria onde se apoiar para brilhar. Que o seu afeto seja profundo o suficiente para não temer o silêncio do outro.
- Tiago Scheimann
Poema musicado
Nildinha Freitas
Eu e você, Alê
Olha bem para o amor da gente
Olha como ele aconteceu! ?
Quem imaginaria juntar você e eu?
Estávamos
separadas pela linha do horizonte,
ainda assim o destino
Nos juntou.
Sei lá, talvez tenha sido amor,
desde antes de ser
Como você sempre me diz :
tinha mesmo que acontecer!
A gente se encontrou na hora certa,
depois de tanto esperar ter paz
e eu não tive medo de insistir em ficar.
Não que fosse preciso fazer isso,
é porque eu sabia
que tinha ali a conjugação do verbo amar.
E você também me queria, eu sei,
só que não sabia dizer,
não sabia expressar.
Foi acontecendo, acontecendo…
até que, de repente,
já éramos morada uma da outra.
E esse amor
Não é unilateral
Ele se revela
nos detalhes,
no zelo
E quando a gente se olha e diz :
vai ficar tudo bem no final!
Nosso encontro aconteceu
Agora é você, e essa sou eu.
Eu já não consigo imaginar
seguir minha vida sem teu abraço,
sem teu sorriso no final do dia,
sem nossas gargalhadas assistindo The Big Bang Theory
Com ou sem medo, a gente vai,
porque no final do dia a gente se tem.
Nosso amor só aconteceu
É amor entre eu e você Alê
O amor real não é um refúgio covarde contra a tempestade, mas o compromisso inegociável de dois náufragos que decidem construir uma ilha de paz no centro exato do furacão. Exige a coragem brutal de mostrar as próprias ruínas sem maquiagem e a paciência de reconstruir, pedra por pedra, o altar da confiança em solo movediço e incerto. Não aceite afetos rasos que temem a profundidade das suas águas escuras e a complexidade do seu arranjo interior mais íntimo e sagrado. Quem não sabe lidar com a gravidade do seu silêncio, jamais terá o direito de reger as sinfonias que pulsam em suas veias abertas. O amor é para os que não temem a intensidade de uma nota sustentada até o limite do fôlego.
- Tiago Scheimann
Que cada palavra aqui escrita seja um semente de superação, um escudo de honra e um hino de amor pela vida que não se rende à mediocridade do deserto rasteiro e sem alma. Você é o mestre da sua sinfonia, o autor da sua história e o arquiteto da sua paz interior sob as estrelas infinitas de um destino que você mesmo esculpe. Toque a sua música com todo o seu ser, ame com toda a sua verdade e viva com a dignidade suprema de quem sabe que o sublime é o seu único e verdadeiro lar.
- Tiago Scheimann
A disciplina é a forma mais alta e pura de amor-próprio, o escudo de aço que protege a sua chama interna contra os ventos do cinismo e da mediocridade social reinante. É a decisão de sentar-se diante da vida todos os dias e executar o seu dever com a precisão de um mestre, mesmo quando o coração, exausto, pede por uma trégua. Não espere que o mundo te entenda ou que a sorte te favoreça para começar a construir o seu império de significados, valores e virtudes. O sucesso real é o resultado de mil pequenas vitórias silenciosas sobre a vontade de desistir e de se entregar ao nada absoluto. Sua rotina é o seu altar, não profane o seu tempo com o que não te torna eterno.
- Tiago Scheimann
“Forja-me Outra Vez”
Quero voltar…
Ao primeiro amor que queimava no peito,
À chama que ardia sem jeito,
Ao clamor que subia sem medo,
Ao som do Teu vento, perfeito.
Me ensina a buscar como antes,
Com olhos fechados e alma aberta,
Que o pranto volte a ser constante,
Que minha adoração seja liberta.
Faz de mim, de novo, flecha Tua…
Mas não uma qualquer — forjada na fornalha,
Onde tudo começa: no fogo que purifica,
Que não apenas queima,
Mas transforma.
A bigorna me espera.
Sou o metal sem forma,
Toco o martelo do Teu querer,
Cada pancada me molda —
Não para ferir,
Mas para fazer florescer.
Quando penso estar pronto,
Tu me mergulhas na água.
Há vapor…
Há choque…
Mas é vida nova que brota!
Do calor do Espírito à água da Palavra,
Me sela com força e graça.
E ainda assim, não é o fim.
Vem a lima…
A pedra que afia com paciência.
Cada toque tira o que não presta,
Cada traço revela o que resta.
E o fio da minha alma,
Agora cortante e precisa,
Se prepara… não para ferir,
Mas para cumprir a missão.
Pois a flecha precisa recuar,
Antes de avançar.
Precisa confiar,
Antes de voar.
E quando enfim sair do arco da Tua vontade,
Que eu atravesse o impossível,
Ultrapasse a carne,
E alcance o alvo do Teu coração.
A maternidade atípica é uma experiência intensa, visceral e de amor profundo que transcende a compreensão superficial, exigindo uma força que humaniza e transforma a dor em esperança.
É um enfrentamento constante de preconceitos, desumanização (como a visão de “mães de anjos”), e uma necessidade angustiante de rede de apoio e busca por políticas públicas em prol de nossos filhos.
Lu Lena
O AUTISMO DENTRO DO JARRO
A alma do filho autista veio ao mundo trazendo uma mensagem de amor e aceitação.
Pois vê o mundo de forma diferente, porque profunda e verdadeira é sua visão.
O mundo não a reconhece porque é flutuante e não consegue se firmar neste ambiente denso que é a Terra; ela se perde e entra nesse conflito desgastante das crises porque sua alma é etérea.
Nas oscilações de humor, agressividade e autopunição, reflete essas nuances na alma da genitora.
O autismo é como um jarro de argila:
Devemos moldá-lo com sensibilidade e maestria.
Às vezes desmorona num segundo — que essa instabilidade traz —
Pois é nesse instante
Que o barro se desfaz.
Devemos segurar com firmeza sua construção e reconstrução
Toda vez que moldamos esse jarro na mesa (coração).
Lu Lena/2026
Amor não se dissolve
Sempre pedi ao universo um amor puro e verdadeiro, justo e transparente.
Mas eu me negaria a receber um amor líquido — que Deus me proteja —, pois esse tipo de amor inconsequente seca minha garganta, cega meus olhos, gela meu corpo e sela minha boca.
Esse amor sem compromisso, leviano, não flui em mim.
Prefiro os toques que permanecem, os beijos que acalentam e os abraços que aquecem — algo duradouro, de verdade.
E viva a força do amor.
