Crônicas de Amor

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Nas profundezas onde o poeta arde,
nasce um amor que ele mesmo inventa
feito de brisa que afaga e tormenta,
de força que dobra, mas nunca parte.


É sutil como o gesto que não se vê,
mas feroz como o vento que rasga o céu;
um amor que ele molda no próprio véu
de sonhos que deseja reconhecer.

Sedutor e leve

Que o amor venha
Bata na minha porta,
Preencha o infinito,
Mas me arrepia por dentro.

Seja leve como as neblinas,
Amanhecendo e anoitecendo,
Tocando o coração,
E que me faça errar as batidas do coração.

No olho, me acalma.
Mas me traga felicidade,
Um aperto inigualável,
E um amor de fim de tarde.

Que o amor seja sedutor,
Elevando as neblinas em dias chuvosos,
Ensolarado, radiante,
Fazendo eu me arriscar.

Como pinturas,
Fotografias em álbuns,
Fotos colecionadas,
Lembrança de um futuro.

"⁠O amor que eu sinto por você não pode ser avaliado em dinheiro, na verdade, ele foi pago com muita dor e sofrimento, eu paguei a sua felicidade com a minha dor. Então quando, eu digo que te amo não é da boca para fora. Acredite, eu seria capaz do impossível para te fazer feliz⁠"

Hoje eu sei que não preciso mais pagar com dor.
Hoje o amor que eu vivo é troca, é riso, é leve, é presença.

Meu amor e assim...
como o toque da lua no mar
Borboleta desenhando
Corações nas folhas das flores...
E chuva leve que faz as tardes tremerem
Arco-íris depois da chuva no verão
É sonhar acordada
É desejar estar sem chão...
Viajem sem sair do lugar
banhar a alma no perfume das manhãs
É passear no jardim do Éden
Adormecer laçada na ternura
É desejar como menina
Tocar com força de mulher
Encantamento no olhar
Vislumbre do meu ser
Total fome do desejo
Calmaria na hora de beijar...
Tempestade na hora de amar...

Instruções para Não Ser Máquina


Não nos ensinem
a fazer amor
como quem planta trigo
em solo fiscal.


Não nos paguem
para gerar corpos
como se o útero fosse
fábrica de cidadãos
e não templo
de escolhas silenciosas.


Vocês marcam nossas noites
com relógios de Estado,
apagam nossas telas
para que façamos
o que vocês chamam
de “futuro” —
mas que é só
mais carne
para os canhões
dos seus mapas.


Dizem: “Tenham filhos.
É seu dever.”
Mas onde está o pão?
Onde está o teto?
Onde está o direito
de olhar nos olhos
de quem se ama
sem pensar
em bônus,
em certificados,
em perdão de dívidas
como moeda de afeto?


Amor não tem preço.
Tem território:
o espaço entre dois corpos
que decidem,
livres,
sem medo,
sem decreto,
se querem
ou não
criar mundo
juntos.


Enquanto isso,
vocês contam cadáveres
e chamam de estatística.
Contam berços
e chamam de vitória.
Mas não perguntam
se há paz
na casa
onde a criança nasce.


Nós não somos soldados
do vosso inverno demográfico.
Nem peões
num tabuleiro
de nações ansiosas.
Somos gente.
E gente
não se programa
com isenção de impostos.


Deixem-nos
errar.
Deixem-nos
esperar.
Deixem-nos
ficar sós
sem serem julgados
como desertores.


Porque o verdadeiro futuro
não nasce
onde há dinheiro.
Nasce
onde há liberdade
para dizer:
"não hoje",
"sim, mas com quem eu quiser",
"Jamais, e ainda assim sou inteiro".


Que nenhum governo
decida por nós
quando o coração
deve bater
mais forte.


Que nenhuma lei
meça o valor
de um abraço
pelo número
de berços
que ele produz.


E que, um dia,
as nações entendam:
não precisamos
de mais corpos.
Precisamos
de mais alma.

Ohh doce empatia que aos ventos se espalha,
que ao tentar semear amor, abandona a energia de quem estende as mãos.

Ohh doce gratidão, agraciada por muitos rostos conhecidos,
rostos que veem sem perceber o esvaziar do tempo, e simplesmente dizem: obrigado.

Obrigado simples palavra,
que, sem gratidão, é a hipocrisia do mundo terreno,
um parasita que invade corações
que, decepcionados, dizem não ao que poderia ser
um genuíno “obrigado”;
um olhar que nem mil vidas poderiam abarcar
o sentimento entrelaçado que ninguém vê.

Nestas ideias, guiado pela energia crua e íntima de “Amor Incendiário” (Yago Oproprio) e atravessado pela filosofia de Camus: o Absurdo, a lucidez que queima, a beleza de continuar mesmo quando tudo parece torto
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"Faísca incerta."




Há dias em que tudo dentro de mim soa como um incêndio lento — não aquele fogo glorioso que ilumina, mas o que resta: brasas escondidas debaixo da pele, consumindo devagar, sem anunciar nada além de um cansaço silencioso. Talvez seja isso que Camus chamava de lucidez: perceber o próprio coração queimando enquanto o mundo segue indiferente, como se o meu caos fosse apenas um ruído distante na paisagem.
E, ainda assim, eu continuo. Não porque faça sentido, mas porque desistir exige uma lógica que eu nunca tive.


Há um tipo estranho de dignidade em continuar existindo mesmo quando tudo parece desalinhado. Como se cada passo fosse uma pequena rebeldia contra o vazio. Eu acordo, respiro, e carrego esse amor incendiário que um dia me atravessou — não para reacender nada, mas para lembrar que eu fui capaz de sentir, mesmo quando sentir parecia uma falha.


Camus diria que o absurdo nasce desse choque: o coração querendo mais e o mundo oferecendo nada.


O amor, quando acaba ou se deforma, deixa um cheiro de fumaça nos cantos da memória. E eu caminho entre esses restos como quem tateia um quarto escuro, procurando sentido nas ruínas. Não encontro. Nunca encontro. Mas às vezes, no meio desse vazio, algo brilha: talvez uma lembrança, talvez a minha própria teimosia.


E isso basta. Por um momento, basta.
Eu carrego minhas dores como quem carrega um fósforo aceso no bolso: perigoso, inútil, mas profundamente humano. Há quem diga que a cura vem com o tempo. Camus responderia que não há cura — há apenas o trabalho contínuo de aprender a conviver com aquilo que não tem resposta.


E é isso que faço: convivo. Não com esperança, mas com uma estranha espécie de fidelidade à minha própria história.
Continuo porque, no fundo, existir já é a forma mais silenciosa e bonita de resistência.
E se o mundo não responde, eu respondo por ele: com as minhas cicatrizes, com a minha lucidez ferida, com a chama pequena que ainda se recusa a apagar.


No fim das contas, talvez seja isso:
não renascer das cinzas, mas aprender a caminhar com elas.


Y.C

Amor é escolha diária.
É ficar quando seria mais fácil ir.
É cuidar mesmo cansado, ouvir mesmo sem entender tudo.
Amor não é só sentir, é agir.


Amor é verdade sem ferir, presença sem sufocar.
É corrigir com carinho, perdoar sem jogar no rosto.
Não é perfeição, é compromisso.


Amor é quando dois imperfeitos decidem caminhar juntos,
sabendo que nem todo dia será fácil,
mas todo dia valerá a pena quando existe respeito, entrega e fé.

O amor é o detalhe que muitos ignoram.
É a presença que permanece quando tudo falha.
Amor é ser, quando nada mais consegue ser.
É insubstituível, mas também é sensível.
Amor precisa de atenção, de cuidado diário.
Porque, quando deixado de lado, ele silencia.
E às vezes, quem mais faz para mostrar que está contigo
é quem primeiro sente a ausência.

Quem chora não é home
Pelo amor que lhe consome
Quem chora não é home
Pois quem ama não se some
Se chora não reclame
Um amor nunca abandone
Mesmo amor, amor infame
Amor que dá vexame
Amor que amor leva em seu nome
Quem chora não é home
Pelo amor que se declame
Amor que inflame
Amor que queime, que emocione
Quem chora não é home
Por um amor que não tem nome
Não sabe o sexo ou sobrenome
Não importa como chame
Se fez do amor o verbo
Do verbo amor se fez o home
E não há home que conjugue
No presente, passado ou futuro
Não há tempo nem pessoa
Amor pretérito
Amor perfeito
Onde amor o home sente
O home é verbo
E o amor Presente.

Se me disseres adeus, meu amor,
Meus olhos vão se fechar.
É a morte de um sonho meu
Que sozinha estive a sonhar.

Eu quis me dar um presente
Infinito além do céu.
Eu quis me dar um amor
Como dos filmes que ninguém fez.

Se me disseres adeus,
Tudo que havia em mim eu já chorei.
Não me restaram palavras
Nem medos que me pusessem fim.

Tudo em ti, meu amor,
Eu já ganhei e perdi.

Eu definhei em segredo
E também em silêncio eu cresci.
Foram para ti os poemas
Que a Deus eu dirigi.

E diante de um sonho
Tão salgado,
Tão pobre e tão rica eu me vi.

E diante do hoje
No qual conquistei
Tudo e ao mesmo tempo, nada,
Pronta, eu morro em mim.

Eu me amei,
Eu me aplaudi,
Também sozinha
Chorei,
Também sozinha sorri.

Se me disseres adeus,
Me conforto dentro de mim.
Eu não sou Deus,
Eu não sou Deus,
E desse sonho, ainda viva,
Eu vou me despedir.

Mas, se me disseres oi e sorrir,
Entrego meu amor
Por uma vida inteira a ti,
Na esperança de um milagre
Que no meu coração senti.

Talvez eu seja só ilusão
E um dia saudades.
Ainda assim, eu sonhei,
Eu te amei, eu te vi.

Mas se disseres adeus, meu amor,
A Deus entrego o amor que dei
E não recebi...

E de todas as tolices que a vida humana reserva,
Não me arrependeria de reparar em ti.
És belo...
És belo...
És belo...

Assim te vi.
Assim te fiz
E assim hei de me despedir.

Eu? O que sou?
Pétala ao vento...
Poucos hão de reparar em mim...
Mas eu, tudo vivo, e reparei...

Ao menos tentei dar um final feliz para ti.

E para mim? Meu final?

Eu morro todas as noites...
E renasço todas as manhãs
Até o dia em que não existir mais Sol...

Eu morro a cada minuto e renasço a cada sinal.

Mas, se me disseres adeus, meu amor,
Ainda haverá outros olhos, até meu último suspiro, pelos quais lutar, com os quais me distrair.

Os meus olhos?

Ora, que ricos! Ora, que tristes...
Ora, que tudo veem...

Menos o futuro, além do meu coração.

Meu coração: eterno jardim a esperar florir.

Um dia, quem sabe, encontro consolo em mim.

Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.

⁠Eu odeio o amor.

Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim.
Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado.
Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude.
Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração.
Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer.
Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo.
Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo.
Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado.
Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔

És mãe,
A mais bela das flores
A mais linda poesia
A mais preciosa clara luz
A expressão do amor mais verdadeiro
Anjo de tantos nomes
Gratidão por tua dedicação e zelo.
Bendito seja o teu ventre.
Bendito seja o teu coração e abençoada seja a tua alma, lar vivo do mais puro e doce amor.

No fundo, a gente só quer ser lembrado por alguém.
Só quer um amor sincero, que sinta o nosso interior,
que se aprofunde no oceano do nosso mar,
mas que não perca a respiração ao se afogar.
Que traga a vida e sinta cada onda passar,
sem levar embora o amor que há.
Um amor intenso, cheio de sentimentos e boas intenções,
que dure toda a vida que nos foi dada,
até o momento da sua partida.
— Mara Ferly

É….. ser humano é esse paradoxo ambulante.
Aquilo que nos eleva também nos atravessa. O amor dá sentido, mas cobra o preço da perda; o apego aquece, mas queima; a esperança sustenta, mas também cansa. Parece que tudo o que torna a vida mais viva é, ao mesmo tempo, o que a torna mais difícil de suportar.


Talvez o problema não seja sentir demais, mas sentir sabendo que nada é permanente. Ainda assim, a gente insiste porque, no fundo, uma vida sem amor dói menos….. mas também significa menos. E entre a dor vazia e a dor cheia de sentido, quase sempre escolhemos a segunda.

Amor de amigo

Será que existe !!!!
Para mim sim !!
É amor diferente !!!!
Não é amor de irmão
Não é de namorada !!!
Não , não é disso , nada
Não é de pai
Não é de Mae
Não isso não existe igual!!!
Amor de amigo
Não fica em estância
Não tem distancia !!!!
Porque amor de verdadeiro amigo...
É uma sina .........
O tempo passa !!!
Mas esse amor nunca termina !!!!!
Amigo de tudo temos
De igreja....... de lampeja ....
Do face .... De enfeite ........
De momento .... E também de rebento !!!!
Amigo do amigo .... Que as vezes está contigo ....
Tem amigo Ate .... De onde amigo!!!!
HÁAAAA também tem do 1 beijo , da primeira festa ....
Daquela noite indigesta !!!!
Mas amigo... Amigo ..
É aquele daquele momento importante..
Que muitas vezes quando não presentes ...
Nos leva a uma vida angustiante
Nos momentos mais solicitantes
Porque amigo é aquele que em qualquer momento está em nossas mãos nos acudindo em tudo .....
É eeeee amor de amigo é um amor que nunca se faz acabar !!!!!!!!

Entre o que tenho e o que me falta


Tenho um amor que me acolhe,
amizades que me sustentam,
caminhos que me fazem crescer…


E mesmo assim, sinto um vazio.
Não de coisas, mas de momentos,
de sensações que ainda não vivi,
de um brilho que não se compra.


A vida é essa dança silenciosa:
entre a gratidão pelo que construí
e a curiosidade pelo que ainda me chama.

Pra quê lamentar mendigar compaixão por todo o amor que te dei.
Cada gesto, cada cuidado, cada silêncio respeitado foi entrega inteira, sem cálculo, sem reserva.
Não houve excesso — houve verdade.
Se não coube na tua vida, não foi por falta de valor,
mas por ausência de espaço em quem não soube receber.
O amor que ofereci não me diminui; me confirma.
Não me arrependo do que fui, porque fui inteiro.
O que não ficou não foi erro, foi destino.
E sigo em frente sem culpa, sem ruínas no peito,
carregando apenas a certeza de que amei com dignidade

O que é o amor?
É uma forma de aprisionar aquele que acredita ser amado e fazê-lo pagar pelo amor recebido.
É uma forma de dar e cobrar sem que o outro perceba.
É fazer tudo pelo ser amado esperando submissão pelo amor dado.
Enfim, o amor não tem nada de despretensioso, ele é uma moeda de troca.
Se eu te amo e te cuido, deves me idolatrar e jamais rebelar-se contra mim.
Pois se a amo, logo, sou um Deus, é assim que devo ser tratado!
Me ame e curve-se!