Crônicas de Amor
As sem-razões do amor
O amor não pede licença à lógica,
chega quando não é chamado
e permanece mesmo sem explicação,
feito chuva mansa em dia inesperado.
Amei sem saber o motivo,
sem rumo, sem garantia.
Meu coração escolheu antes da mente,
e eu apenas segui o que pulsava.
Há amores que não resolvem a vida,
mas dão sentido ao caos.
São as sem-razões do amor,
existindo mesmo quando tudo falha,
mesmo quando doem,
ensinam a ficar inteiro.
Porque amar não é cálculo nem acordo:
é entrega sem defesa,
é aceitar que algumas coisas
só existem porque não têm razão.
Amor de História
Nos apaixonamos como quem descobre um manuscrito antigo,
com cuidado para não rasgar o tempo, folheando silêncios,
lendo sentimentos escritos à margem.
Teu olhar era linha do tempo,
me levando do agora ao sempre,
cada palavra tua uma data marcada
no calendário secreto do meu coração.
Havia batalhas internas, tratados não assinados, um amor vivendo entre capítulos proibidos, como se o destino pedisse notas de rodapé para explicar o que não podia ser vivido.
E mesmo sem final oficial,
nos tornamos fato histórico
um no outro:
um amor que não se apaga,
apenas muda de século dentro da memória.
Encontrei um pergaminho antigo,
guardado no fundo do tempo,
nele dizia que o amor não se desfaz,
apenas muda de caligrafia.
Antes de te conhecer,
eu era só um menino sonhador,
rabiscando o mundo em guardanapos, acreditando que versos eram abrigo.
Eu caminhava com o peito aberto,
como quem atravessa um deserto
seguindo estrelas que não sabia nomear, colecionando silêncios como mapas.
Então você surgiu feito tinta viva,
molhou meus dias de cor e sentido,
ensinou minha mão a escrever sem medo, como quem descobre a própria língua.
Hoje sei:
o pergaminho não era papel,
era o meu coração esperando leitura,
e o amor que diz durar pra sempre
aprendeu a morar no teu nome.
Bom dia, meu amor
Que seu dia seja abençoado de muita alegria e muita fé. Tô passando aqui pra te dizer que te amo muito! 🥺❤️
E prometo nunca te abandonar, saiba que te quero pra minha vida toda: Eu te amo muito, meu amor: 🥹❤️🩹
Vou sempre estar do seu lado 🥺❤️🩹
Toque de olho no olho,
Enlace de mãos e pele na pele.
Corpos no anseio do amor,
Na sedução dos lençóis,
Suor, saliva doce da boca terna
De hálito quente...
Caricia de vida, emoção...
Músculos se confundem,
E fundem homem mulher,
E a mãoo que desliza no êxtase do afago
É a mesma que irá esbofetear e esconder
A lágrima no ato nítido da dor...
Existe algo no amor que se parece muito com a história da borboleta.
Antes de voar, ela precisa aceitar o escuro do casulo.
Ali dentro tudo muda. O que ela era deixa de existir para que algo novo possa nascer. É um processo silencioso, difícil e invisível para quem olha de fora.
Com o amor acontece a mesma coisa.
Ele também nos transforma por dentro. Faz a gente abandonar medos, quebrar antigas versões de nós mesmos e aprender a sentir de um jeito novo.
Quando o amor é verdadeiro, ele não apenas chega. Ele muda quem somos.
E então, um dia, quase sem perceber, abrimos as asas.
Descobrimos que aquilo que parecia um fim era apenas o começo de um voo.
Talvez seja por isso que borboletas emocionem tanto.
Elas lembram que algumas das coisas mais bonitas da vida só existem porque tivemos coragem de nos transformar.
E amar, no fundo, é exatamente isso.
Ter coragem de mudar para poder voar junto. 🦋
O mesmo amor que salva, mata. O mesmo amor que cura, destrói. Amores que não matam são carência escancarada. Amores fatais são aqueles de verdade, que nos bagunçam por inteiro, e não podem ser esquecidos. São parte essencial de quem somos. O veneno e o remédio. O que nos mostra que estamos vivos, mas também nos mata por dentro.
- Marcela Lobato
A cada dia que passa, entendo melhor a ideia do Amor Fati, não que eu aceite tudo que vier, sem mudar o meu destino conforme a minha vontade, mas pelo que o passado me trouxe. Por mais dolorosas e destrutivas que certas situações sejam, são elas que nos forjam. Minhas escolhas me trouxeram até onde estou agora, a quem sou, e me orgulho de quem venho me tornando. Tenho milhões de defeitos, não sou e não pretendo ser perfeita, muito menos forjar isso, mas busco iluminar minhas sombras para aprender a lidar com elas, integrando cada uma das minhas faces.
Passei por abismos, desafíos intensos. Conheci as melhores e as piores pessoas. Virei pó, queimei e renasci das cinzas. Não foi fácil a caminhada, mas não mudaria nada. Ao morrer, pude renascer. Ao me cortar, pude ser mais forte. Ao cair, aprendi a levantar. Não, não romantizo o sofrimento, mas, de fato, a alquimia interna só pode acontecer através da dor. Até a borboleta, antes de ganhar asas, sofre um doloroso processo de transformação. Sigo em meu casulo e, logo, voarei por aí.
- Marcela Lobato
E o amor cristão se faz presente mais uma vez.
Os bonzinhos seguidores do deus de amor que despedaça crianças, parte mulheres grávidas ao meio, mata primogênitos, pede o sacrifício de um filho pra saber sobre o amor de um pai por esse mesmo deus "bondoso" (já que o onisciente não sabia, não é mesmo?), manda quem não o segue ou quem não segue suas regras ao inferno pra queimar e sofrer pela eternidade e manda duas ursas despedaçarem 42 crianças vivas até a morte, deixaram uma mulher morrer sangrando porque acharam que ela tivesse feito um aborto. Leiam novamente.
- Marcela Lobato sobre o caso do hospital que deixou uma mulher com endometriose falecer ao invés de ajudá-la por terem achado que a mesma teria cometido um aborto, o que não seria motivo para tratá-la dessa maneira.
Quero algo que me leve ao passado. Aos sentimentos explosivos, aquele amor que curava e matava. Quero algo que me leve ao passado. Aonde havia tanta ingenuidade, tanta inocência. Quero me sentir viva outra vez, com o vigor da juventude, e o meu velho estilo emo. Com a paixão que arrebatava e tirava o meu juízo, destruindo qualquer suspiro da razão.
Quero algo que seja como foi há tanto tempo. Antes de morrer ao ponto de perder o irrecuperável. Sinto falta de ser uma explosão de sentimentos, sonhos e ideias pro futuro. Sinto falta da melancolia e da alegria ao encontrá-la. Sinto falta de como cada acorde meu soava. Era o sentimento ganhando voz na canção.
- Marcela Lobato
Já não me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vício. Na espera ou na vontade de algo melhor. Não há razão ou sentido. Tudo pelo que vivi, hoje são flores mortas em um jardim sem vida dentro de um cemitério abandonado, frio e amaldiçoado. Não resta nada pelo que viver.
- Marcela Lobato
Amor, não tente me impressionar com promessas ou gestos que o vento pode levar.
Meu coração já navega há muito tempo em mar aberto.
Sou barco à deriva, distante de qualquer porto seguro,
Sem mapa nas mãos e sem a certeza de um abrigo onde ancorar.
Porque entre todas as direções que o mar oferece,
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.
A vida me lançou nessas águas profundas.
Onde o silêncio é companheiro e o horizonte parece infinito.
É justamente nessa imensidão que a tua lembrança surge como farol distante.
Iluminando pensamentos que eu não consigo afastar.
Porque entre todas as direções que o mar oferece.
é
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.
Olho para o horizonte vazio, o mar quieto e deserto.
E nele encontro a imagem de você. Foi tão pouco o tempo que estive ao teu lado.
Mas suficiente para gravar tua presença em mim como marca que nem o tempo.
Nem as tempestades conseguem apagar.
Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.
Agora sigo um marinheiro desgarrado.
Navegando entre memórias e saudades.
Levando no peito a certeza de que, mesmo longe.
Existe um lugar no mundo onde meu coração sempre tenta voltar.
Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.
Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.
Sinto saudade das nossas conversas,
daquelas que falavam de virtudes,
de escolhas, de amor dito sem pressa,
como quem ensina e aprende ao mesmo tempo.
Conversas que às vezes tinham sentido profundo,
às vezes nenhum rumo
e ainda assim eram tudo.
Porque não precisavam chegar a lugar algum
para valerem a pena.
O tempo passava distraído entre palavras,
e o mais importante nunca foi o assunto,
mas o estar junto,
o silêncio confortável entre uma frase e outra,
a presença que aquecia.
Hoje, a saudade não cobra respostas,
só guarda esse lugar bonito
onde conversar era uma forma de permanecer.
Aprenda cedo que nem todo homem é mentiroso.
Aproveite o amor que lhe dão hoje, pois um dia necessitará dele... e sentirá muita falta.
É raro encontrar alguém que te ama como ele, dando carinho sempre que possível e nas suas necessidades.
Não vais encontrar um homem que "te leve à lua" sem a NASA.
Quando a Carência Parece amor
Tem dias difíceis que fazem a gente acreditar que precisa de alguém ao lado pra continuar.
Não companhia.
Não parceria.
Mas necessidade.
E é aí que começa a confusão.
A gente mistura apoio com dependência.
Mistura carinho com muleta.
Mistura amor com medo de ficar sozinho.
Nos dias bons, você é forte.
Confiante.
Independente.
Mas nos dias ruins… você procura alguém pra te salvar.
Só que ninguém veio pra te salvar.
Vieram pra caminhar junto.
Existe uma diferença enorme.
Quando você acredita que só vence se alguém estiver do seu lado, você entrega o controle da sua vida nas mãos de outra pessoa.
E isso é perigoso.
Porque pessoas vão embora.
Mudam.
Se afastam.
Escolhem outros caminhos.
E se sua força depender delas, você desmorona junto.
Dependência emocional nasce do vazio que a gente não quer encarar sozinho.
É mais fácil ter alguém ali do que aprender a sustentar o próprio silêncio.
Mas maturidade é entender que companhia é escolha, não necessidade.
Você pode amar.
Pode se entregar.
Pode dividir planos.
Só não pode esquecer que antes de qualquer pessoa, você precisa ser suficiente pra você.
Relacionamento não é cura.
É complemento.
E complemento não substitui base.
Se você não aprende a se sustentar nos dias difíceis, qualquer ausência vira queda.
Aprende a ficar bem sozinho.
Aprende a atravessar o caos com a própria força.
Porque quando você deixa de precisar e passa a escolher, tudo muda.
Você não ama por medo.
Ama por vontade.
E isso transforma qualquer relação.
Fonte de amor
De paz
E de luz,
Olha só a flor,
Que plantou Jesus
Com todo amor
Carregou a cruz
Nunca reclamou
Sempre nos ensinou
O valor da vida
Do grande amor
Da alma sabida
E da pequena flor
Então posso falar
Jesus quis nos ensinar
E você entendeu
O verdadeiro valor
Da palavra
amar
PARAGENS
Boa noite, amor!
Se a noite for boa pra você...
Se for noite nas suas paragens
Não sei por onde você anda
Nunca mais um olá, uma mensagem...
Mas assim é a vida,
Uns passam, outros ficam...
Acho que fiquei
E aqui nessa periferia
Município de Melancolia,
Distrito de Saudade...
Passava um sorriso doce
Um olhar tão meigo que me fazia sonhar
Com tudo e muito mais
Com um lugar tão doce
Que tinha a meiguice de felicidade
Agora eu moro no estado do nunca
Que faz fronteira com quiçá,
Muito próximo das cercanias do jamais
OUTONOS
Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor
Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia
Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia
Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia
As flores murcham entre espinhos
Nos outonos das nossas utopias
Todas as coisas agora me lembram de como o amor costumava ser. Taboas dilatadas em lugares
solitários. Condicionador viscoso em meus cabelos. Sólidos livros. Suas variegadas lombadas.
Turbilhão de palavras como um coquetel agitado, umbigo em torvelinho, pulsante asterisco.
O passado é isto: ter sido jovem e desejosa e não ser mais.
No futuro, as taboas explodirão sem mim. Oro para que elas
não passem despercebidas. Quem irá cavalgar os cavalos do cemitério? Loiras e incorrigíveis madeixas
soprando em seus olhos. Quando eu caminhava pelos cemitérios comentando
sobre os nomes estranhos. O presente: seguir um caminho sem amor é cortejar
um vazio roxo azulado, como uma gruta ou uma boate. Ou a caverna onde cadáveres
são armazenados no inverno, quando uma pá não consegue romper o solo congelado.
Eu já vi tais lugares. Já estive sozinha neles. Som de água marulhando.
Animais chamando uns aos outros. Eco da minha própria respiração. Fumaça saindo
da minha boca no frio. Memória, um intruso em um canto que quer matar,
pedra pesada na mão. E a poesia. Este poema agora. Este caso de uma noite.
Trad.: Nelson Santander
Fé infinita
O tamanho do universo é análogo ao amor de Deus: infinito.
A fé do homem deve ser na mesma proporção, também recheada de agradecimento e regada com perdão.
Cada amanhecer é um presságio do poder do Pai Celestial e um novo momento concedido pelo nosso Criador a todos nós.
A alvorada nos renova, e os primeiros raios de sol são bênçãos divinas.
Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida!
