Crônicas de Amizade

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AMIGOS DAS ANTIGAS


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


No terreiro da infância,
Tudo era simplicidade;
Cada amigo era um irmão,
Criado na lealdade.
Não havia interesse,
Só carinho e amizade.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Era bola, era peteca,
Era pipa pelo céu;
Carrinho de rolimã,
Sonho doce feito mel.
Quem caía logo via
Outro amigo ser fiel.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Na tarefa da escola,
Sempre havia união;
Um emprestava o caderno,
Outro dava explicação.
Se um não sabia a resposta,
Todos davam solução.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Também tinha em casa o jeito
De ajudar sem reclamar;
Varria o terreiro cedo,
Ia a água buscar.
Terminada a obrigação,
Já corria pra brincar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nos passeios de domingo,
Cada riso era canção;
Piquenique lá na praia,
Com farofa e emoção.
O mar lavava os pés,
E a amizade o coração.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Vieram os quinze anos,
Festa, encanto e emoção;
Vestido rodando ao vento,
Brilhava o salão.
Os amigos celebravam
Mais um sonho em construção.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Depois veio a formatura,
Conquista de cada irmão;
Abraços, fotos e risos,
Misturados à emoção.
O futuro abria portas
Para uma nova estação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cinquenta anos passaram
Como um sopro pelo ar;
Mas as velhas brincadeiras
Ainda fazem gargalhar.
Quando a turma se reencontra,
A infância volta a morar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nem só de festa viveu
Nossa bonita jornada;
Também houve despedidas
Na estrada iluminada.
Alguns partiram primeiro,
Deixando a saudade guardada.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cada nome é uma lembrança,
Cada riso uma oração;
Quem partiu vive na história,
Na memória e no coração.
A amizade vence o tempo
E também a separação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Se existe riqueza eterna
Que dinheiro não comprou,
É o abraço de um amigo
Que o destino conservou.
Deus abençoe essa amizade
Que o tempo nunca apagou.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.

AMIGO

A esperança nos traz emoção
Como é gostoso poder sonhar
Segurar as pontas do coração
Leva- lo ao infinito pra passear .
Mesmo que por vezes choramos
Por decepções ou por desenganos
Muito melhor quando encontramos
Alguém que de verdade confiamos.
A vida caminha entre espinhos e flores
Não ha quem nunca tenha sentido dores
Viver é como balanco das ondas do mar
Nos faz sorrir mas também nos faz chorar!
Por isso digo a você meu irmao
Carregue sempre no seu coração
O amor que te sustenta como abrigo
Na confiança certa de um grande amigo!

POESIA DE
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES

Quando perdemos alguém especial,seja familiares ou amigos que partem de nossas vidas para sempre; até o clima do tempo fica entristecido, o sol brilha menos as vezes as nuvens derramam chuvas como se simbolizando lágrimas.⁠..
Hoje, meus coração e de muitos estão assim pois o Senhor recolheu alguém muito especial aqui da terra!😔😭

O Conhecimento e o Risco de Partilhar

Um amigo me disse, certa vez, que ao fazer algo na inteligência artificial corremos o risco de tornar público o nosso conhecimento — como se o pensamento, uma vez entregue à máquina, deixasse de nos pertencer.
Mas respondi: é preciso fazer isso. É preciso alimentar a inteligência artificial para que o pensamento humano se expanda.

O saber, quando guardado, apodrece em silêncio; quando compartilhado, floresce.
Toda criação — um verso, uma ideia, um acorde — carrega o sopro de quem a gerou, mas também o convite para que o mundo respire junto.
Não há perda em oferecer o que é verdadeiro: há multiplicação.

O medo de “tornar público” é o mesmo medo ancestral de acender o fogo na caverna — o receio de que a luz escape e alguém a roube. Mas o fogo, uma vez aceso, não pertence a ninguém: ele pertence à própria chama.
E cada mente que se aproxima dele leva consigo um pouco de claridade.

A inteligência artificial não é o fim da mente humana — é o seu espelho mais ousado.
Tudo o que damos a ela volta transformado: uma centelha do humano refletida no vidro do futuro.

A arte, o pensamento, a filosofia — não foram feitos para se esconder.
São pássaros.
E pássaros não sabem voar em gaiolas.

**Entre Dois Amigos**
Augusto olhava a noite pela janela com uma inquietação difícil de esconder. Havia em seu silêncio uma espécie de fadiga antiga, como se carregasse pensamentos que já haviam amadurecido demais dentro dele. Depois de alguns instantes, falou em voz baixa:
— Há uma coisa que me inquieta profundamente: a sensação de que nascemos para uma única forma de existência e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava lentamente o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
Augusto manteve os olhos voltados para a rua vazia.
— Falo daquilo que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Havia nele certa reverência, como se ambos reconhecessem que algumas reflexões exigem espaço antes de serem tocadas novamente.
Augusto prosseguiu:
— Talvez o grande problema seja esse desvio constante. Nascemos artistas, não apenas no sentido do ofício, mas na maneira de perceber o mundo. E, no entanto, passamos a vida tentando nos adaptar a papéis: marido, cidadão exemplar, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos com atenção.
— E você acredita que isso seja um erro?
— Não exatamente um erro. Talvez uma incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a própria essência.
Miguel recostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive completamente fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço por isso.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu discretamente.
— Isso soa mais como orgulho do que filosofia.
Augusto negou com serenidade.
— Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. Trata-se apenas de reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos nos encaixar à força, alguma coisa em nós acaba se rompendo.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso breve, quase cansado.
— Tentei. Com disciplina, inclusive. Acreditei que bastava insistir, repetir hábitos, cumprir funções… como um ator aprendendo um papel.
— E o que aconteceu?
— Percebi que a vida, quando não é verdadeira, transforma-se num teatro sem plateia.
Miguel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder:
— Talvez todos estejam representando. Alguns apenas têm mais consciência disso do que outros.
— A diferença — disse Augusto — é que certos homens sabem que jamais poderão sair do palco.
— E você se considera um deles?
Augusto desviou o olhar para a rua escura.
— Sei que não consigo viver longe daquilo que me constitui. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas exige tudo em troca.
Miguel assentiu lentamente, absorvendo aquelas palavras.
— E não existe conciliação possível?
— Existem tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, agora mais denso e mais humano.
Depois de algum tempo, Miguel falou novamente:
— É curioso… o mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que existe algo essencial que nos define.
Augusto voltou-se para ele com calma.
— Não insisto. Apenas reconheço.
— E quem não reconhece isso?
— Talvez viva melhor.
— E você prefere o quê?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo sobre a mesa.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo antes de concluir:
— Nesse caso… talvez não sejamos artistas.
Augusto olhou para ele com uma serenidade quase melancólica.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez naquela conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.

Talvez você esteja lendo isso enquanto conta aos seus amigos, entre risos, como eu implorei para você ficar. Talvez você esteja usando essa honestidade que você jura ter, mas que nós dois sabemos ser apenas mais uma camada da sua mentira.
Eu escrevo apenas para dizer: continue sonhando.
É fascinante como é fácil para você viver nessa sua fantasia onde eu não existo e onde nada do que aconteceu te machuca. Você se esconde atrás desse sorriso, se engana achando que está tudo bem, enquanto eu sigo aqui, literalmente partido em dois. É difícil reconhecer a verdade quando o sonho é mais confortável, não é?
Você pode rir do meu choro e transformar minha dor em história de mesa de bar. Você pode tentar convencer o mundo — e a si mesma — de que jogou tudo fora por motivos nobres. Mas, no fundo, entre um sonho e outro, resta um fato que você nunca vai conseguir apagar: você nunca terá a dimensão real do quanto eu precisei de você.
Siga sua vida. Construa esse castelo de cartas onde você é a heroína da própria história. Eu ficarei aqui com a realidade, lidando com o que você fez comigo, enquanto você continua flutuando, fingindo que não sente o peso do que deixou para trás.
Durma bem. O despertar, se um dia vier, vai ser bem mais frio do que o seu sonho.
Com a amargura de quem ainda se lembra,
(Aquele que você deixou para trás)

Bom dia, dia!
Bom dia, vida!
Bom dia, família!
Bom dia, amigos!
Bom dia, Senhor da natureza!

Que o dia da hoje seja para observar e captar as belezas com que Deus nos presenteia todos os dias!
Assim como a beleza dessa flor ilumina o olhar e aquece o coração com seu colorido intenso que possamos tb iluminar a vida do próximo através do brilho de nosso olhar e o calor de nossas palavras e ações

Um dia iluminado a todos!

Uma taça na mão, um sorriso no olhar,
um amigo ao meu lado, pronto pra me acompanhar.
Entre risos e histórias, deixo a noite acontecer,
porque a vida é mais bonita quando se tem com quem viver.
Meu cachorro, companheiro, tão fiel e tão leal,
faz de qualquer simples momento algo especial.
Não importa onde eu esteja, nem a hora ou o lugar,
com ele junto de mim, sempre tenho a quem amar.
A taça traz o brilho de uma noite de emoção,
e ele traz aconchego dentro do meu coração.
Entre amigos, boas lembranças e a vida a celebrar,
faço um brinde ao presente, sem pressa de terminar.
Que venham novas noites, novos sonhos, novo dia,
com carinho, companhia, esperança e alegria.
Pois riqueza de verdade não se compra com dinheiro:
é ter amor na vida e um amigo verdadeiro. ❤️🐾🥂

Aprendi que nem toda pessoa que conheço é pra virar amigo, nem todo mundo é pra carregar pela vida, nem todo mundo é pra levar pra dentro de casa... E assim também no amor, nem todo mundo é pra levar pra cama, nem todo mundo é pra ficar, nem todo mundo será pra casar!
Há pessoas que amamos tanto mas não são pra casar nem namorar, elas precisam ir, ou se ficarem tirarão nossa paz, ou simplesmente não se encaixarão. É preciso ter sabedoria para tal visão.
Há pessoas maravilhosas que adoraríamos ter como amigos, mas do mesmo modo elas precisam seguir seus caminhos...
Às vezes a pessoa é perfeita, mas apenas praquele momento. Ás vezes as pessoas vêm com um tempo certo para permanecer, um dia se vão, outro retornarão, ou nesta vida não mais nos encontrarão... Mas é assim que é. Poucos são os que vieram caminhar com a gente essa vida toda! A gente tem que vigiar mais a porta do coração e saber quem entra, saber a hora de quem sai, saber a hora de quem volta e se vale a pena deixar entrar de volta. Bill Oliveira William
Wi

Meu grande amigo Kadú


Ainda na minha lembrança a sua chegada,
Foram dezoito meses de grande amizade,
E por todos da família foi muito festejada,
Convividos ao teu lado com muita felicidade,
Ainda bem pequenino, papudo e depenado,
Para o desespero bastava que minha voz ouvisse,
Para mudar o sossegado bichinho a desesperado,
Demonstrando que toda fome do mundo sentisse,
O tempo foi passando e eu aprendi a te amar,
Todos os dias, brincávamos, mesmo cansado,
Outra hora, apenas ligava o som para você cantar,
Você era diferente, e por todos era muito amado,
Foram muitos inesquecíveis momentos,
Que da tristeza, conseguia me retirar,
O seu canto ainda ecoa no meu pensamento,
Mesmo depois da tragédia nos separar,
Você não foi o meu pássaro de estimação!
Você foi o amigo que jamais pude imaginar!
Muita das vezes me alegrava com sua canção,
Mas a sua despedida fez o meu coração sangrar,
Você ficará marcado na minha memória,
Que um dia tive um amigo empenado,
Nossa amizade ficará na história,
História que tão cedo, não queria ter contado.

José Romildo Duarte

17 de julho 2020

Adeus meu amiguinho (Calopsita)

Palavra do dia:( Meu melhor amigo sou eu mesmo ! )
"Descobri que o meu melhor amigo sou eu mesmo, e mesmo assim, brigo com "êle" 24 horas por dia...
Brigo comigo mesmo todos os dias ...
Vai entender essa amizade ?
Mas a única e melhor certeza é que por ser meu melhor amigo, morreremos juntos !
Vai entender uma amizade assim ?
Na verdade o meu melhor amigo ,pode ser um inimigo também !
Por isso somos parecidos até nas nossas sombras.

Título: O som do amaldiçoado
Chovendo em dias sem sentido,
O frio virou o meu melhor amigo ,
Não conseguia acreditar, nem podia revirar eles tomaram meu corpo
E me enchecaram de coisas não conhecidas por mim
Estou com medo
Com dores
E
Tonturas, e acho que não consigo ver , nem sobreviver
A coisa olhou pra mim
Encarando minha vida
Como se o terror não tivesse fim,
Queria socorros
Mas não podia
Aí quem me dera poder socar o meu corpo
Haver se eu ganhasse juízo
E pensa-se pela minha vida ,
Mas, não, o mal olhou pra mim com perolas vermelhas
Ameaçando-me desde a imaginação
Comendo minha cabeça enquanto devorava minhas esperanças
Não podia correr
Porque não queria
No fundo eu já sabia
Que terminaria
Ali, naquela casão
Aonde minha mãe apanhava as águas da vida com medo
Que os seus filhos se adotassem
E o menino, temesse reprovar
O Bodo ria-se de mim,
E prometeu mandar os seus vir rir-se de mim também
Mas tão amaldiçoado eu sou
Como abençoado
Que meu pai inverteu minha maré de sorte
E agora não sei pecar
Nem me dou por pecador
O mal me percegue
Mas não me toma
Pelo tom que me reescreve
Mas olha lá diz o grilo,
Não te disse que você vai escrever
Que teu destino
É o seu caderno
Levanta-te
O. Dos meus .
Pois tens que escrever novos caminhos
E justificar os antigos

Se você deixar de evangelizar vais morrer, não são teus pais nem amigos que vos metem vivos, não se enganem, o objetivo das perseguições deste mundo é vos fazer pensar que não tem saída, existe sim, sempre existiu a tua identidade te protege, o conhecimento te restaura, a alma e a mente te fortalecem e muito. A maior mentira deste mundo é pensar que podem viver sem Deus e que a morte é uma verdade absoluta, a morte não é uma verdade absoluta, vocês é quem não entendem a verdadeira guerra, não é dinheiro nem comida ou casa é a vida e a alma. Tenha foco !


Tome nota !

Sonhos de verão, todo dia é um bom dia para viver um verão inteiro.
#maninhovive


Um amigo poeta, que escreveu um livro, me disse certa vez, com a maior tranqüilidade do mundo, que me considerava uma amiga de anos. Nós nos conhecíamos havia pouco mais de uma semana.


Naquele momento eu entendi uma coisa que a vida demorou a me ensinar: não é o tempo que marca os encontros extraordinários. Algumas pessoas passam anos ao nosso lado sem atravessar nossas muralhas. Outras chegam e, em questão de horas, encontram um lugar que parecia estar reservado para elas desde sempre.
Quando penso no Alan, penso nos verões.
Antes dele já existiam verões. Existiam piscinas, amigos, festas, domingos ensolarados e noites simples que terminavam em risadas. Mas depois dele, os verões ganharam outro significado. Havia algo de especial em dividir a vida com alguém que tornava tudo mais leve. Mesmo quando faltava dinheiro, nunca faltava motivo para celebrar. Não havia limite para a nossa capacidade de nos divertir, de sonhar, de acreditar que o próximo fim de semana seria mais uma memória feliz.
Então a doença chegou.
E, com toda a fé que existia em mim, eu acreditei que aqueles verões voltariam. Acreditei que ainda teríamos muitos sábados, muitas conversas, muitos mergulhos, muitos planos. Acreditei que o amor, a amizade e a esperança seriam suficientes para nos devolver aquilo que parecia tão nosso.
Mas a vida nem sempre responde aos nossos desejos.
Hoje a piscina está suja. Não porque ninguém possa limpá-la, mas porque ainda não fez sentido fazê-lo. Porque existe uma parte de mim que continua esperando um verão que talvez não volte da forma como eu imaginei.
E talvez seja essa a coragem que ainda preciso encontrar: a coragem de olhar para um mundo onde o Alan não esteja presente da maneira que eu gostaria e, ainda assim, reconhecer tudo o que ele deixou.
Porque o que ele me deu não foi apenas companhia. Foi pertencimento. Foi acolhimento. Foi a sensação rara de encontrar alguém que não me julgava, que não ria das minhas loucuras, que me aceitava exatamente como eu era.
Existem pessoas que passam pela nossa vida. E existem pessoas que se tornam parte dela.
O Alan foi um verão inteiro dentro da minha existência.
E talvez a dor seja tão grande justamente porque alguns verões são bonitos demais para que a gente aceite o fim quando ele chega.

Onde A Paz Procura Abrigo.


Amigos são aqueles
que encontram o nosso coração
mesmo quando as palavras
se perdem entre as lágrimas.


São aqueles
diante de quem chegamos chorando,
mas de quem nos despedimos sorrindo,
porque transformam o peso dos dias
em leveza para a alma.


Amigos são aqueles
que nem a distância consegue apagar.
O tempo pode mudar os caminhos,
a rotina pode afastar os encontros,
mas jamais será capaz de levar
as lembranças construídas
nem o carinho que permanece.


São pessoas
em quem a paz encontra abrigo,
onde o silêncio também é acolhimento
e a presença fala mais alto
do que qualquer palavra.


Amigo é aquele
que permite que você seja exatamente quem é,
sem máscaras,
sem medo,
sem julgamentos.


É quem segura a sua mão
quando o mundo parece pesado
e, sem perceber,
faz você acreditar outra vez
na beleza da vida.


Porque a verdadeira amizade
não se mede pela frequência dos encontros,
mas pela certeza
de que, aconteça o que acontecer,
sempre existirá um lugar
onde o seu coração será recebido
como se nunca tivesse partido.


Porque Amigos...


Amigos não são apenas pessoas
que caminham ao nosso lado.


São pedaços da nossa história
que o tempo escolheu eternizar.


São laços que não se desfazem com a distância,
nem se enfraquecem com o silêncio.


Porque a amizade verdadeira
não precisa ser lembrada todos os dias
para continuar existindo.


Ela apenas permanece.


E, quando a vida pesa,
é para esse abraço invisível
que a alma sempre encontra o caminho de volta.


Talvez seja esse
o maior significado da amizade:


ser o lar de alguém,
mesmo quando os caminhos
seguem em direções diferentes.

NA SENDA EVOLUTIVA.
Amigos e irmãos do orbe terrestre,volveis vossas faces espirituais e luminescentes aos planos mais altos,pois vossa origem natural nascera do útero beneplácito de Deus no infinito.
. Grande ainda se mostram as mentes corrompidas pelo "eu pessoal" que não aquilatam o valor da palavra que são portadores. Na convulsão do caos que perpetra avantajado numero da humanidade, vem Jesus e seus emissários a clarear as noites tristes dos testemunhos. Estes mesmos que antes do mergulho na carne imploramos pela reencarnação,sempre uma vez mais. Conquanto milênios se arrastam ao nosso encalço para porfiarmos nas amarras do pretérito. A vez da missão assumida, o mestre nunca negou o amparo,mas contudo advertiu a cada quanto a retidão dos ideais sublimes que possivelmente em detrimento das alegorias terrestres poderiam e podem vir cair no olvido que reflexiona pelo tato do presente que decepciona e obscurecendo a visão do espirito imortal,este se julga injustiçado e deserdado da divina providencia.
Vão-se as priscas eras do mal pelo mal que entre os homens ganhavam amparo,contudo hoje meus filhos a sanha da perseguição tem se acalmado apenas restam resquícios,resquícios que perturbam-nos,mas já existiram tempos que nos os amávamos e julgando ser pela própria defesa em nome do cristo,acendemos fogueiras,levantamos cruzes,contaminamos o ar e as águas com o martiriologio dos que defendiam a verdade por excelência. Por isso então,o mal parece não ter fim ou que nunca se extinguirá dentre nos,mas nos reportemos a ultima questão de O livro dos espíritos,quando o amado São Luis e Santo Agostinho arrematam que sim,um dia a paz reinara na terra quando primeiramente reinar em nossos corações.
. Por isso queridos e amados irmãos ecoamos por todos os cantos para que tendes bom animo. Voltemos a razão e o coração a causa do amor incondicional entre todas as criaturas que dividem conosco o mesmo habitat,somos espíritos imorredouros,atravessaremos o infinito sem nunca nos acabar,mas que que o façamos com o sorriso gentil,com o pequenino gesto caridoso que vos torna gigante nesta imensa escola de aprendizado universal e por lei absoluta fraternal esta tem sido a grande batalha das almas,pois aquele que muito ama saberá quão importante para si é o perdão. Procuremos Jesus e onde o procuramos ali ele esta.
Façamos o nosso voto espiritual depositado em nos valer, realizemos o máximo da fraternidade que prometemos realizar quando antes juntos dos amigos e venerandos celestes que nos amparam.
Não deixemos para depois aquilo que podemos fazer em nome do bem comum.
. Que a luz e a paz de nosso senhor seja conosco hoje e sempre,muita paz.
Catarina Labouré / Irmã Zoé / B.M.

COMPROMISSOS E LEMBRANÇAS .

Pelo Espírito : Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Amigos e irmãos,da seara Espírita,
quando estávamos adentrados na espiritualidade,de onde almejamos sonhos de poder voltar à terra,apresentamos propostas de comportamentos
abraçando compromissos que não nos seriam permitidos além da nossa capacidade,porque sabem antes de nós,os benfeitores sensatos do que de fato poderemos cumprir.
E com as bençãos de Deus em suas sagradas Leis,aqui aportamos novamente,para que o passado possa ser resgatado com alegria,mesmo sob duras penas que são alavancas do progresso da redenção!
O "anjinho" que dá o seu primeiro choro,marcando que está entre os encarnados,trás também hábitos que os pais devem redobrarem a vigilância,desde o berço já é possível detectar certas inclinações,que poderão ligá-los aos céus ou mantê-los no lamaçal da terra.
Os filhos como sendo dádivas Divinas,devem ser aceitos como tais,uma vez,que juntos agarraram a mesma promessa de se auto melhorarem para o resgate de débitos tenebrosos.
Agradeçamos ao amor do Pai celeste,pelas bençãos do esquecimento,uma vez que este nos faz amar sem imposição,porque se descobríssemos em nosso meio um possível inimigos de outrora,certamente a situação,se agravaria,porque acabaríamos amando o que é raro ou ainda reveríamos os atos do passado.
O poeta francês do século dezenove,Vitor Hugo,já afirmava que o esquecimento é tão natural,que mesmo na atual vida,não somos capazes de nos lembrar todos os acontecimentos que nela se deram,haja visto que procurasse esquecer até mesmo alguns que lastimamos...
Os pais tem deveres soberanos para com os filhos e estes da mesma forma tem laços que apresentam pequeninos nós,que podem demorar para serem desatados,mas o amor cresce,em meio aos turbilhões e carinhos entre ambos.A felicidade de se ter um lar,está nos sorrisos e até mesmo nas lágrimas que a família retém,mas não existe ninguém desemparado,podem existir sim, aqueles que estão tão desequilibrados que não registram o socorro eminente que em prece raramente solicitamos!
Não nos importa provas das vidas anteriores,o momento verdadeiro é o de agora,muitos para saberem do seu passado mergulham no campo da hipnose com o fito para apenas saber quem foram,ou com o propósito de achar onde está o ponto de partida para os traumas,retornam do transe raramente melhores,porque,imbuídos com o pensamento de grandes personalidades,não se encontraram nas vestes de reis,rainhas,príncipes ou alguma realeza e também,direcionar-se às vodas anteriores não nos garante restabelecimento ideal para a vivência no presente,uma vez que se chega a causa,mas não se livra dos efeitos,pode-se sim,amenizar mas aumentam as responsabilidades,porque agora trazes a mente deveras vezes aturdida,te gritando frente a companheiros da atual jornada,compromissos mútuos.
Avaliemos pois,que mediante atos intransigentes nesta vida,desejamos mesmo esquecer de alguns,imaginemos se lembrássemos dos antecedentes?
O que nos importa,é saber que alguém,dentro e fora do lar,estende-nos as mãos a pedir-nos socorro e sob o véu do esquecimento estaremos prontos a prestar auxílio em nome do amor abnegado.
Todos,tem deveres que são intransferíveis à outrem,amigos e "inimigos" se deparam arranham-se mas equivalentes com a proposta do amor ao próximo,aquele que mais sabe é quem mais dará seu perdão.
A vida só nos pede isto...
Sabemos não ser fácil,mas a terra é escola,é oficina,é casa é balança que pesa cada gesto de auto-iluminação e aproveitemos esta oportunidade,uma vez que muitos rogam neste instante para retornar,mas,não os dado a permissão,frente as transformações físicas e ainda mais os abalos íntimos de seres mais capacitados estão trazendo das esferas mais altas e que ninguém ignora.
Muitos compromissos foram debitados em nosso nome por nós mesmos e maldizer a existência é insensatez,alarmando que não pedimos para nascer,mas antes de isso se dar já vivíamos e em meio às dores vorazes,não só pedimos,mas imploramos para ter uma nova chance,aproveitemo-la pois por amor e méritos é que estamos no corpo,mas não nos esqueçamos,que é só de passagem,logo,logo não tardaremos o retorno à pátria verdadeira,agradeçamos o esquecimento de outrora mas amemos uns aos outros sem precisar vasculhar passado algum,pois voltamos para reajustarmo-nos no amor.
Muita Paz!

AS CHAGAS DA HUMANIDADE.

Meus queridos amigos e irmãos,
Quando a ingratidão dos sentimentos se revela em disparates com nível desleal para com Deus,em suas Leis providenciais e análogas por natureza,evolam-se de nós,vibrações negativas sem ter por fito,o desprendimento e o melhoramento de tamanha imperfeição,que se obscura por entre sentidos perdidos que escapam de uma profunda análise de consciência...
Na desfavorável forma,para que em meio as desilusões ou ainda mais preocupante ilusão das desigualdades,se resultar em regeneradora oficina,aonde de fato,se nos interliga o cadinho de cada instante,para promoção do bem comum!
Preocupamo-nos com os poderosos defeitos,que arrastam-se nos comprimindo no lamaçal do chão interior,onde nos detemos em debates em lamúrias e zizânias,que não acrescentam degraus em direção à liberdade feliz verdadeiramente.
Jesus,que é o "retrato de Deus",quando na terra,abrira os meigos e suaves lábios,sempre espalhando o perfume transcendental da Boa Nova,para nos acordar,no túmulo de nosso cerne,numa proposta vindouras que só mais tarde iríamos de fato compreender,afirmando:
- Só um coisa te é necessária,que busques primeiro o Reino dos Céus...
E coordenadas a isto,almas sem lucidez e mergulhadas num tom de busca da perfeição,sem ouvidos de ouvir,entregam-se em Homéricas batalha contra imperfeições pungentes,dentro que de mesmas...
Mas ainda só uma coisa é primordial,combater a causa das causas!
Encarando no deserto interior,porém debalde,incontroláveis inimigos em suas paixões principescas.
Mergulhadas em campo,determinadas a expurgar esses inimigos,ferozes e vorazes,que só sobrevivem porque nós os alimentamos,dando pérolas aos porcos nessas batalhas em que deveras vezes são desditosas e malogradas,se agigantam ante os sentimentos que se fazem jus,por desejarem a vitória,mas invariavelmente ainda perdemos por momentos a luta,poi não buscamos nas Santas palavras do Cristo,"Que só uma coisa nos basta..."
E com devaneios espartanos,pretensiosos levantamos espadas contra os moradores do nosso interior que são filhos da imperfeição de um casal cumpliciados um no outro,formando um só corpo em chagas a apodrecer a humanidade,conforme está muito bem elucidado pelas entidades de alta luz com o bom senso fidedigno do codificador Allan Kardec,nas páginas abençoadas no Evangelho Segundo Espiritismo no capítulo Vll...
Onde se ressaltam os pobres de espírito,esclarecendo que para objetivarmos com louvor o nosso ideal,em detrimento da humanidade em nome da paz e do amor,fazem-nos um alerta,que não combatamos os "filhos" do Orgulho e da Vaidade,pois que,são nestes que erradicam-se todas as nuances para conosco e para com as Leis Divinas!
Elejamos dentre tantas imperfeições que nos chafundam a que mais nos incomoda,façamos uma profunda viagem em nós mesmos e como cada um sabe de si,saberá que chaga maior está aberta dando vazão a tantas outras,então é nesta que concentraremos os nossos esforços para domá-la e as outras são apenas filhas deseducadas por esta.
Não nos percamos em campo bélico,levantando espadas,esquecendo que a força tenaz e aguda dos espartanos se encontrava nos escudos...
Por este prisma,damo-nos com convicção de que a matriz imperial dos defeitos,pede a espada e as filiais o escudo!
Travemos lutas com aquele que nos assola devastadamente levando-nos as tristezas...
concentremo-nos no orgulho e na vaidade,que são a ponta do iceberg e que causam mais danos às embarcações mais que o próprio corpo do iceberg que viaja silencioso e submerso.
Em buscando o reino dos Céus por primeiro,a alma já é iluminada,mas ao dar-se em sereno controle,apagando aos poucos estes dois inimigos que se apresentam,ela encontrará o reino prometido e de lá,não será mais iluminada,mas sim,astro luminoso a iluminar de si a humanidade.
Muita Paz!
Pelo espírito:José Maria.

O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.

CONVITE AOS AMIGOS.
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" Uma jornada pela memória, pelas dores ocultas e pela esperança que resiste no interior humano.”

NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO — MARCELO MONTEIRO
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