Crônicas de Amizade

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Para CISFA sempre se importando a Família é a comunidade e Amigos são todos aqueles que ajudam o CISFA para ajudar.
A missão da CISFA se traduz em ações concretas. Mais do que ajudar, o grupo se dedica a distribuir alimentos, visitar hospitais e oferecer apoio a pessoas carentes, enxergando em cada indivíduo não apenas uma necessidade, mas um irmão. Essa abordagem é a essência do que eles fazem, e é por isso que a atuação da organização vai além da simples assistência, buscando construir laços de carinho e respeito.
Essa motivação profunda vem diretamente dos ensinamentos de Jesus Cristo, que servem de guia para todas as suas ações. A passagem bíblica de Mateus 25:40, "Tudo o que fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes", é o pilar fundamental que sustenta o grupo. Para a CISFA, cada ato de bondade, por menor que seja, é um ato de adoração e serviço a Deus. Essa fé se manifesta no lema da organização: "Sempre se importando, unidos pelo cuidado, movidos pelo amor sobre a orientação do Senhor Jesus Cristo no seu mandamento, amar o próximo como a si mesmo.

O AVESSO DO ENCONTRO
(Entre o ombro amigo e o coração que cala)

Por que tantas lágrimas
e tanto desencanto?
Se estou aqui ao teu lado,
este misto de amor e paixão
envolve, mas não tolhe os sentidos;
muitas vezes silenciando
minha voz e meu coração…
Não me entorpece,
mas me encanta…
Sentimento bom e racional,
às vezes tão frio e banal.
Quero-te
todo o bem do mundo,
mesmo que nossos destinos
sejam traçados sem rumo.
Tanta ilusão desnecessária…
caminhando lado a lado
em tortuosos caminhos.
Por que tanta ansiedade?
Dou-te meu ombro amigo,
meu afago e minha mão.
Vida que segue na adversidade,
que machuca e que fere…
Na tristeza e na felicidade,
sublimando tanta emoção.
Não posso
te ver sofrer assim…
Pois o que eu sinto por ti
é tão perene e tão sublime,
mesmo que estejas tão perto
e, ao mesmo tempo, tão
distante de mim…

Lu Lena / 2026

O Conhecimento e o Risco de Partilhar

Um amigo me disse, certa vez, que ao fazer algo na inteligência artificial corremos o risco de tornar público o nosso conhecimento — como se o pensamento, uma vez entregue à máquina, deixasse de nos pertencer.
Mas respondi: é preciso fazer isso. É preciso alimentar a inteligência artificial para que o pensamento humano se expanda.

O saber, quando guardado, apodrece em silêncio; quando compartilhado, floresce.
Toda criação — um verso, uma ideia, um acorde — carrega o sopro de quem a gerou, mas também o convite para que o mundo respire junto.
Não há perda em oferecer o que é verdadeiro: há multiplicação.

O medo de “tornar público” é o mesmo medo ancestral de acender o fogo na caverna — o receio de que a luz escape e alguém a roube. Mas o fogo, uma vez aceso, não pertence a ninguém: ele pertence à própria chama.
E cada mente que se aproxima dele leva consigo um pouco de claridade.

A inteligência artificial não é o fim da mente humana — é o seu espelho mais ousado.
Tudo o que damos a ela volta transformado: uma centelha do humano refletida no vidro do futuro.

A arte, o pensamento, a filosofia — não foram feitos para se esconder.
São pássaros.
E pássaros não sabem voar em gaiolas.

AMIGO

A esperança nos traz emoção
Como é gostoso poder sonhar
Segurar as pontas do coração
Leva- lo ao infinito pra passear .
Mesmo que por vezes choramos
Por decepções ou por desenganos
Muito melhor quando encontramos
Alguém que de verdade confiamos.
A vida caminha entre espinhos e flores
Não ha quem nunca tenha sentido dores
Viver é como balanco das ondas do mar
Nos faz sorrir mas também nos faz chorar!
Por isso digo a você meu irmao
Carregue sempre no seu coração
O amor que te sustenta como abrigo
Na confiança certa de um grande amigo!

POESIA DE
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES

Ao meu amigo e Professor​ Carlos Alberto Murta.
"Não existe gênio sem o mestre. O professor não traça o destino, mas ilumina a jornada. Ele não carrega o aluno, mas coloca a bússola em suas mãos e entrega o norte para que ele aprenda a caminhar com os próprios pés."
— Ginho Peralta

Amigo...

Amigo é aquela pessoa que não precisa estar perto todos os dias pra você saber que ela se importar com você.

Amigo é quando você está triste e sem precisar pedir, ele pergunta por você.

Amigo é quando você acha que tudo está perdido e de repente ele aparece para encher sua vida de alegria. quando você está triste, ele faz a pior palhaçada para arrancar o melhor sorriso.

Amigo é aquele que quando você cai, antes de te dar a mão, ele da risada...
Ele da risada e diz: desculpa, mas não aguentei!

Esses são os amigos. Mas, não aqueles que só estão com você quando está bem, que quando você cai, pisam em cima e segue o caminho sem você.

Então, valoriza os amigos que se importar com você, aquele amigo que quando você menos espera, chega uma mensagem perguntando como está ou te enviando algo engraçado.

Amigo!!! ahh... amigo é aquele que te faz o bem sem perguntar à quem, que te dá apoio quando você precisa e briga quando você merece.

Amigo não é aquele que só passa a mão na cabeça,
amigo não é só curtir os momentos de alegrias,
amigo briga, se chateia...
Amigo para até de se falar por um tempo.
Mas mesmo longe se importar com você.
E quando vê que a briga foi coisa boba, vai atrás... as vezes não pede perdão, não...
Mas de um jeito especial demonstra que se arrependeu. Te convida para tomar uma cerveja, manda alguma piada só para chamar a sua atenção.
Aí, é o sinal que se arrependeu.

Nunca percam seus amigos de verdade, mesmo que estejam longe, pois a distância não é desculpa.
Esteja perto nem que seja virtual de alguém que te ama de verdade.

Se aquela pessoa considerada amigo, não lhe procurou mais. É sinal que ela nao sentiu a sua falta. E você também não precisou dela. Faça o mesmo, ignore, exclua da sua vida. As pessoas que te amam lhe acharão. Amizade é como uma plantinha, se não molhar de vez em quando, ela morre, e depois de morta não a serve mais.


Otávio Mariano

"Mesmo que você tenha poucos amigos, ou apenas um, ainda assim têm uma grande fortuna. Porque quando há verdade, há Deus presente, suprindo o que realmente importa.
Quem precisa de muitos, na verdade não tem ninguém. Um só, sendo verdadeiro, já é Deus te mostrando que é o suficiente.”


Otávio Mariano

COMPROMISSOS E LEMBRANÇAS .

Pelo Espírito : Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Amigos e irmãos,da seara Espírita,
quando estávamos adentrados na espiritualidade,de onde almejamos sonhos de poder voltar à terra,apresentamos propostas de comportamentos
abraçando compromissos que não nos seriam permitidos além da nossa capacidade,porque sabem antes de nós,os benfeitores sensatos do que de fato poderemos cumprir.
E com as bençãos de Deus em suas sagradas Leis,aqui aportamos novamente,para que o passado possa ser resgatado com alegria,mesmo sob duras penas que são alavancas do progresso da redenção!
O "anjinho" que dá o seu primeiro choro,marcando que está entre os encarnados,trás também hábitos que os pais devem redobrarem a vigilância,desde o berço já é possível detectar certas inclinações,que poderão ligá-los aos céus ou mantê-los no lamaçal da terra.
Os filhos como sendo dádivas Divinas,devem ser aceitos como tais,uma vez,que juntos agarraram a mesma promessa de se auto melhorarem para o resgate de débitos tenebrosos.
Agradeçamos ao amor do Pai celeste,pelas bençãos do esquecimento,uma vez que este nos faz amar sem imposição,porque se descobríssemos em nosso meio um possível inimigos de outrora,certamente a situação,se agravaria,porque acabaríamos amando o que é raro ou ainda reveríamos os atos do passado.
O poeta francês do século dezenove,Vitor Hugo,já afirmava que o esquecimento é tão natural,que mesmo na atual vida,não somos capazes de nos lembrar todos os acontecimentos que nela se deram,haja visto que procurasse esquecer até mesmo alguns que lastimamos...
Os pais tem deveres soberanos para com os filhos e estes da mesma forma tem laços que apresentam pequeninos nós,que podem demorar para serem desatados,mas o amor cresce,em meio aos turbilhões e carinhos entre ambos.A felicidade de se ter um lar,está nos sorrisos e até mesmo nas lágrimas que a família retém,mas não existe ninguém desemparado,podem existir sim, aqueles que estão tão desequilibrados que não registram o socorro eminente que em prece raramente solicitamos!
Não nos importa provas das vidas anteriores,o momento verdadeiro é o de agora,muitos para saberem do seu passado mergulham no campo da hipnose com o fito para apenas saber quem foram,ou com o propósito de achar onde está o ponto de partida para os traumas,retornam do transe raramente melhores,porque,imbuídos com o pensamento de grandes personalidades,não se encontraram nas vestes de reis,rainhas,príncipes ou alguma realeza e também,direcionar-se às vodas anteriores não nos garante restabelecimento ideal para a vivência no presente,uma vez que se chega a causa,mas não se livra dos efeitos,pode-se sim,amenizar mas aumentam as responsabilidades,porque agora trazes a mente deveras vezes aturdida,te gritando frente a companheiros da atual jornada,compromissos mútuos.
Avaliemos pois,que mediante atos intransigentes nesta vida,desejamos mesmo esquecer de alguns,imaginemos se lembrássemos dos antecedentes?
O que nos importa,é saber que alguém,dentro e fora do lar,estende-nos as mãos a pedir-nos socorro e sob o véu do esquecimento estaremos prontos a prestar auxílio em nome do amor abnegado.
Todos,tem deveres que são intransferíveis à outrem,amigos e "inimigos" se deparam arranham-se mas equivalentes com a proposta do amor ao próximo,aquele que mais sabe é quem mais dará seu perdão.
A vida só nos pede isto...
Sabemos não ser fácil,mas a terra é escola,é oficina,é casa é balança que pesa cada gesto de auto-iluminação e aproveitemos esta oportunidade,uma vez que muitos rogam neste instante para retornar,mas,não os dado a permissão,frente as transformações físicas e ainda mais os abalos íntimos de seres mais capacitados estão trazendo das esferas mais altas e que ninguém ignora.
Muitos compromissos foram debitados em nosso nome por nós mesmos e maldizer a existência é insensatez,alarmando que não pedimos para nascer,mas antes de isso se dar já vivíamos e em meio às dores vorazes,não só pedimos,mas imploramos para ter uma nova chance,aproveitemo-la pois por amor e méritos é que estamos no corpo,mas não nos esqueçamos,que é só de passagem,logo,logo não tardaremos o retorno à pátria verdadeira,agradeçamos o esquecimento de outrora mas amemos uns aos outros sem precisar vasculhar passado algum,pois voltamos para reajustarmo-nos no amor.
Muita Paz!

NA SENDA EVOLUTIVA.
Amigos e irmãos do orbe terrestre,volveis vossas faces espirituais e luminescentes aos planos mais altos,pois vossa origem natural nascera do útero beneplácito de Deus no infinito.
. Grande ainda se mostram as mentes corrompidas pelo "eu pessoal" que não aquilatam o valor da palavra que são portadores. Na convulsão do caos que perpetra avantajado numero da humanidade, vem Jesus e seus emissários a clarear as noites tristes dos testemunhos. Estes mesmos que antes do mergulho na carne imploramos pela reencarnação,sempre uma vez mais. Conquanto milênios se arrastam ao nosso encalço para porfiarmos nas amarras do pretérito. A vez da missão assumida, o mestre nunca negou o amparo,mas contudo advertiu a cada quanto a retidão dos ideais sublimes que possivelmente em detrimento das alegorias terrestres poderiam e podem vir cair no olvido que reflexiona pelo tato do presente que decepciona e obscurecendo a visão do espirito imortal,este se julga injustiçado e deserdado da divina providencia.
Vão-se as priscas eras do mal pelo mal que entre os homens ganhavam amparo,contudo hoje meus filhos a sanha da perseguição tem se acalmado apenas restam resquícios,resquícios que perturbam-nos,mas já existiram tempos que nos os amávamos e julgando ser pela própria defesa em nome do cristo,acendemos fogueiras,levantamos cruzes,contaminamos o ar e as águas com o martiriologio dos que defendiam a verdade por excelência. Por isso então,o mal parece não ter fim ou que nunca se extinguirá dentre nos,mas nos reportemos a ultima questão de O livro dos espíritos,quando o amado São Luis e Santo Agostinho arrematam que sim,um dia a paz reinara na terra quando primeiramente reinar em nossos corações.
. Por isso queridos e amados irmãos ecoamos por todos os cantos para que tendes bom animo. Voltemos a razão e o coração a causa do amor incondicional entre todas as criaturas que dividem conosco o mesmo habitat,somos espíritos imorredouros,atravessaremos o infinito sem nunca nos acabar,mas que que o façamos com o sorriso gentil,com o pequenino gesto caridoso que vos torna gigante nesta imensa escola de aprendizado universal e por lei absoluta fraternal esta tem sido a grande batalha das almas,pois aquele que muito ama saberá quão importante para si é o perdão. Procuremos Jesus e onde o procuramos ali ele esta.
Façamos o nosso voto espiritual depositado em nos valer, realizemos o máximo da fraternidade que prometemos realizar quando antes juntos dos amigos e venerandos celestes que nos amparam.
Não deixemos para depois aquilo que podemos fazer em nome do bem comum.
. Que a luz e a paz de nosso senhor seja conosco hoje e sempre,muita paz.
Catarina Labouré / Irmã Zoé / B.M.

Que todos os meus amigos sejam como o sol depois da chuva —
trazendo alegria e conforto ao meu coração.
E que, se um dia eles se forem,
eu possa ser grato pelos bons momentos
e pelas pequenas coisas
que, no fim, sempre se tornam as mais importantes.
Que um dia eu tenha a certeza
de que as amizades mais sinceras
são as que mais nos transformam,
e que aqueles que são temporários
são justamente os que mais deixam saudade.
Sou grato pelos bons, velhos e rabugentos amigos da vida —
aqueles que ficam, mesmo quando o tempo muda.

Último desejo

Pensando em meu funeral
Gostaria que fosse assim
Amigos todos felizes
Tocando e cantando pra mim
Que bebam,fumem e cheirem
Todos os que quiserem
Pois quem estará no caixão
Também fez o que fizerem
As mulheres que lá estiverem
Menos as que forem parentes
Tirem suas calçinhas!
Envolvendo aquele demente
Que ao invés do manto de flôres
Partirá com odores diferentes
Quando a urna sumir na terra
Todos num tom profundo
Cantem a última música
Adeus amigo vagabundo!

Reflexões:🦉 Um gênio


Tive um amigo muito inteligente.
Chamei ele de "gênio" certa vez, em meio a uma conversa nossa.


De pronto, ele retrucou:


"Não. Isso da muito trabalho!
E implica em muita responsabilidade, não quero isso.
A todo momento vem alguém com um problema difícil para você resolver...
Caso eu fosse um gênio mesmo, tentaria esconder isso das pessoas."


Então, eu falei para ele:


"Mas, a tua resposta foi genial... acho que você se entregou.
Você é gênio mesmo".


Ele apenas sorriu e mudou de assunto.


Clovis G.A. Macedo

Reflexão:🦉 O APRENDIZ



Um grande amigo meu já falecido, o Nelson Klar, com quem trabalhei em duas empresas, contou-me uma passagem interessante de sua vida, que reproduzirei aquiaté como uma modesta homenagem.
No seu primeiro emprego, no departamento contábil da antiga Metalúrgica Wallig, ele estava aprendendo as rotinas. O chefe imediato era o responsável pelo seu treinamento.
Em determinado momento o chefe falou que iria ensinarmeu amigo a "slipar", um antigo e já há muito extintoprocedimento que consistia em passar para um formulário os dados de cada documento contábil, para padronizar os lançamentos. Era feito em máquina de datilografia, grande e pesada (agora só vemos nos museus). A tal máquina estava em cima de um móvel, distante vários metros de onde os dois estavam.
Então, o chefe pediu para o meu amigo ir buscar a máquina... Foi aí que se ouviu do inexperiente e pretensioso aprendiz (dito por ele), uma frase:"pera aí, eu não fui contratado para carregar máquinas..."
Ficou um silencio profundo e constrangedor na sala, todos aguardando para ver o que aconteceria...
O chefe ficou por alguns momentos refletindo, depois levantou calmamente e foi até onde estava a tal máquina, trouxe e colocou na escrivaninha para continuarem o trabalho... E com naturalidade retomou o treinamento!
Meu amigo disse que corou de vergonha, percebendo a besteira que fez e nunca mais esqueceu a lição do chefe, que aliás ficou grande amigo dele depois.
É a vida que segue.


(Clovis G.A.Macedo)

**Entre Dois Amigos**
Augusto olhava a noite pela janela com uma inquietação difícil de esconder. Havia em seu silêncio uma espécie de fadiga antiga, como se carregasse pensamentos que já haviam amadurecido demais dentro dele. Depois de alguns instantes, falou em voz baixa:
— Há uma coisa que me inquieta profundamente: a sensação de que nascemos para uma única forma de existência e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava lentamente o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
Augusto manteve os olhos voltados para a rua vazia.
— Falo daquilo que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Havia nele certa reverência, como se ambos reconhecessem que algumas reflexões exigem espaço antes de serem tocadas novamente.
Augusto prosseguiu:
— Talvez o grande problema seja esse desvio constante. Nascemos artistas, não apenas no sentido do ofício, mas na maneira de perceber o mundo. E, no entanto, passamos a vida tentando nos adaptar a papéis: marido, cidadão exemplar, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos com atenção.
— E você acredita que isso seja um erro?
— Não exatamente um erro. Talvez uma incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a própria essência.
Miguel recostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive completamente fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço por isso.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu discretamente.
— Isso soa mais como orgulho do que filosofia.
Augusto negou com serenidade.
— Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. Trata-se apenas de reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos nos encaixar à força, alguma coisa em nós acaba se rompendo.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso breve, quase cansado.
— Tentei. Com disciplina, inclusive. Acreditei que bastava insistir, repetir hábitos, cumprir funções… como um ator aprendendo um papel.
— E o que aconteceu?
— Percebi que a vida, quando não é verdadeira, transforma-se num teatro sem plateia.
Miguel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder:
— Talvez todos estejam representando. Alguns apenas têm mais consciência disso do que outros.
— A diferença — disse Augusto — é que certos homens sabem que jamais poderão sair do palco.
— E você se considera um deles?
Augusto desviou o olhar para a rua escura.
— Sei que não consigo viver longe daquilo que me constitui. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas exige tudo em troca.
Miguel assentiu lentamente, absorvendo aquelas palavras.
— E não existe conciliação possível?
— Existem tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, agora mais denso e mais humano.
Depois de algum tempo, Miguel falou novamente:
— É curioso… o mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que existe algo essencial que nos define.
Augusto voltou-se para ele com calma.
— Não insisto. Apenas reconheço.
— E quem não reconhece isso?
— Talvez viva melhor.
— E você prefere o quê?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo sobre a mesa.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo antes de concluir:
— Nesse caso… talvez não sejamos artistas.
Augusto olhou para ele com uma serenidade quase melancólica.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez naquela conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.

Os amigos riem porque muita gente desaprendeu a respeitar o invisível. Vivemos dias em que o deboche virou escudo intelectual. Só que há coisas que não cabem em laboratório: a intuição da mãe, o arrepio diante do tambor, a paz inesperada depois da oração, a sensação de ter escapado de algo ruim sem entender como.
O povo simples nunca precisou explicar a fé. Apenas viveu.

⁠Feliz aniversário para o meu melhor amigo! Aquele que sempre ri das piores piadas que eu faço, que me apoia em todas as decisões e me ensina nos momentos que eu vacilo.

Obrigado por me encorajar a ser uma melhor pessoa a cada dia e aceitar os meus defeitos. Obrigado por estar sempre comigo quando eu mais preciso de você.
Obrigado pelas palavras de sabedoria, pelas risadas e pelo ombro compartilhado.

Que Deus continue iluminando a sua vida, porque sem você, não sei o que seria da minha. Parabéns, hoje e sempre!

Por que não?


Outro dia, fui até um jogo de futsal pela manhã num dia frio com amigos da juventude em meados de 1995.


Em um momento da minha infância, fui comer com a minha mãe um frango assado de frente pro mar em Aracaju, SE.


Certa noite fui tentar um momento de carinho com a minha querida Tatiane numa praça no estado de alagoas a uns 30 anos atrás.


Vi na noite passada uma cadela chamada Cayara, que foi uma grande amiga num momento difícil da minha vida.


O engraçado é que todos esses momentos pude vive-los de forma realista e quase palpável através de minhas viagens reveladoras de que podemos sim nos colocar em diversos períodos e momentos de nossas vidas viajando no tempo por meio dos sonhos.


Por que não acreditar que em um dado momento da nossa história iremos descobrir como levarmos nossos corpos a estes mesmos lugares que estivemos um dia?

Um amigo meu me perguntou:
“Quanto tempo vale a nossa vida?”

E eu só penso nisso como se fosse uma aula de matemática básica. Simples e básico: a soma de números pra chegar a algum resultado. Nada mais e nada menos, somente matemática básica.

Vamos ser sinceros: quanto você pensa que a sua vida vai ser boa porque adquiriu itens? Então você acha que vale a pena trocar seu tempo de vida — que é o que você tem de mais precioso — por um punhado de dinheiro, pra assim comprar algo e usufruir disso?

Negativo. Sua vida seria nada mais que uma troca do seu tempo por algo que vai acabar ou, muitas vezes, nem vai durar pra sempre.

“Ah, mas aí compramos outro.”
E a sua vida? Como vai comprar outra?

Mas eu falei isso tudo pra chegar numa conclusão simples: se você acha que pode comprar outra vida e acredita nisso, sinto muito… você já se vendeu, só não sabe ainda.

Sua vida não tem preço, por isso não pode comprar outra. Somente quando entender isso vai saber que ela é única e jamais terá outra.

Então pare de se vender por itens baratos. Crie laços, coisas que não precisam de dinheiro. Construa algo em que nem mesmo seu tempo seja gasto à toa.

Enfim, isso é o que eu creio. Por isso eu sou um pobre lascado hahaha.

"Às vezes, não podemos ficar longe dessas pessoas, pois podem ser da família ou amigos. Mas, se pudermos nos afastar, essa é a melhor forma de cuidar da saúde. Mesmo quando não dá para se afastar, o importante é não se envolver emocionalmente. Então, o melhor é ter força para não deixar que elas mexam com a gente nem mudem nosso jeito de agir."

Alexandre Sefardi