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Cronica de Graciliano Ramos

Cerca de 29869 frases e pensamentos: Cronica de Graciliano Ramos

Sabe gente,
eu tenho lido por aí, muito textos sobre ingratidão. E devo dizer que eu também, muitas vezes já escrevi. Mas também já postei aqui, textos em que eu dizia que se tivesse que fazer por uma pessoa tudo que já fiz, mesmo sem retribuição, eu faria. Faria sim!
Se eu tiver que doar a minha atenção, o meu tempo e o meu coração. Com certeza faço tudo novamente.
Mesmo que a pessoa um dia esqueça de tudo que eu já fiz por ela. Mesmo que não venha da parte dela, à gratidão.
De coração, eu faria! (Sem hipocrisia).
Porque sempre tem uma razão, mesmo que a gente desconheça. Mesmo as vezes ficando com o pé atrás, porque não somos perfeitos em nada.
Pois quem pede é o nosso coração.
E como nada é em vão...
Deus sempre recompensa aquele que faz o bem pelo seu irmão.
Nada é perdido!
E como na vida, tudo que vai, volta. A gente sempre acha alguém que também baterá na nossa porta quando precisarmos, assim como já aconteceu comigo.
Então, não tenha receio em fazer a sua parte. Reparte o seu coração quando for preciso.

Mas um ano que vai se despedindo...
E o que levamos dele foram os momentos, felizes ou não.
Então, que o nosso coração só absorva as boas lembranças, só o que foi bom.
Não se lamente, não guarde o rancor. Pois o tempo passa muito rápido para perdermos tanto tempo.
Que nele só permaneça a gratidão e o amor.

E o que passou, passou.
Nada mais podemos fazer
para mudar.
O que falamos, pensamos
e agimos
ficaram para trás.
Agora, é hora de olharmos
para frente e entregarmos
tudo nas mãos de Deus e
pedirmos a ele, que ele faça
o melhor para a nossa vida.
Que ele nos conduza na
direção do bem. Pois,
se no passado, nada podemos
fazer para mudar, que
no amanhã, de alguma maneira
nós possamos melhorar.

Nem tudo que se diz é verdade.
Nem todo o dia tem cor.
Nem todo abraço é de amizade.
Nem todo perfume é de flor.

Nem todo rosto bonito é beleza.
Nem todo suspiro é saudade.
Nem todo dinheiro é riqueza.
Nem toda esmola é caridade.

Nem toda distância é ausência.
Nem toda luta é coragem.
Nem toda dor é experiência.
Nem todo gesto bonito é bondade.

Nem toda lágrima é de tristeza.
Nem todo choro é de dor.
Nem todo sorriso é de alegria.
Nem todo beijo é de amor.

Mães novas e mães idosas.
Mães simples e mães vaidosas.
Mães zelosas, mães carinhosas e caridosas.
Mães solteiras e guerreiras.
Mães pais, mães avós, mães irmãs e mães
bisavós.
Mesmo as que estão lá no céu,
por quem os filhos choram.
E as que choram pelos seus filhos que estão no céu.
Todas as mães são amor.
Amor de sangue ou de coração.
Para elas não há diferença.
Mãe é quem ama!
Seja lá como for, a maneira como se chama.
Mãe é quem cuida e protege.
Mãe é quem agradece por ver
o filho contente.
É quem pede a Deus para que ele fique bem.
E mãe vai além!
Mãe também é flor que tem espinhos.
Que as vezes precisa ferir para corrigir e depois ver o filho sorrir.
Mãe é presente, é carinho, é proteção.
Mãe é colo, é conforto, e dedicação.

Maldade tem nome, nome de gente recalcada, frustrada e mal amada.
Sendo, que não devemos nos preocupar.
Deixemos de dar atenção.
Pois, sempre terão aquelas que gostam de falar.
Falar demais e nos julgar, como se a vida delas fosse sempre de paz e alegrias diárias. Perfeitas e Sem falhas.
Isso não tem jeito!
Essas pessoas sempre vão existir.
Ficam em busca de aliados, pessoas como elas, para que se sintam mais fortes. Coitada delas!
Viram chacotas na boca das pessoas.
São usadas e não se dão conta disso.
Basta que as deixemos de lado sem darmos ibope.
Eu sei que os ignorados se sentem ameaçados e querem atacar, nem que tenha qualquer coisa para inventar.
Pois que fiquem com suas maldade até que aprendam que a vida é feita de gente de verdade. E não, de pessoas que vivem de falsidade.
30/10/2018

E o ano está quase acabando,
mas antes dele ir embora, ainda dá tempo de fazer aquela faxina. Jogando fora o que não nos serve mais.
Tudo que nos tira o brilho, o sorriso e a paz.ainda dá tempo de fazer aquela faxina. Jogando fora o que não nos serve mais.
Tudo que nos tira o brilho, o sorriso e a paz.


28/12/2019

Alguém bateu a minha porta e eu fui atender. Quando abri, ouvi dizer, encomenda pra você.
_Uau, o que será e quem me mandou...
Rapidamente recebi o pacote, agradecendo o entregador.
Coloquei o pacote em cima da mesa e uma onda enorme de ansiedade se fez presente.
Na minha cabeça, eu só pensava:
_ Quem será que me enviou.
Comecei abrir e me deparei com uma caixa bonita, e junto, um cartão.
Dentro da caixa havia anjos feitos de gesso e pintados à mão.
Fiquei surpresa.
Qual seria o significado?
Então, resolvi logo abrir aquele envelope onde estava escrito:
Minha filha, esses anjos significam aqueles que te guardam.
E sob a minha permissão, eles te protegem em qualquer situação.
Que eles representem para você, amparo.
Que você olhe para eles e se lembre de mim, porque eu não me esqueço de você.
Sinta-se amparada nos melhores e piores momentos. Aqueles em que você precisa de sustento.
Saiba que eles não te deixarão sozinha e que a eles, eu confiei a sua paz.
Por fim, sinta-se segura, pois quem te guia, não descansa jamais.

Resumo da história.
Deus envia seus anjos para nossa proteção. E mesmo sem vê-los, eles estão ali nos ajudando em qualquer situação.
Pois a eles, Deus confiou a nossa guarda.
A eles, Deus confiou os nossos sonhos e através dos pensamentos, a nossa intuição.
Basta ouvirmos a voz do nosso coração.

17/12/2018

Não tente passar a frente de ninguém.
Também, não queira chegar junto como se fosse uma competição.
Deixe que te ofereçam a vez.
Espere ser convidado(a) e desejado.
Não arrisque que te chamem a atenção.
Que te peçam para dar um passo atrás.
O bonito nesta vida é ser querido e não desagradável e sem noção.


02/12/2018

Deixe que os dias sigam sem pressa. Sem ansiedade no amanhã.
A vida já é tão corrida... Quando nos damos conta passaram-se dias, meses e quando prestamos atenção, é o ano que já está terminando, e ficamos com aquela sensação que nada fizemos, que só desperdiçamos tempo com coisas fúteis e inúteis.
Que tudo que planejamos, não realizamos.
Aprendi a viver um dia de cada vez, sem pressa e sem medo.
Pois cada dia que chega, é esperança, e quando ele termina, é gratidão que eu sinto.

E eu já perdi a conta de todas as vezes em que eu,
em minhas aflições, falei com Deus e ele me ouviu.
De todas as vezes que o desânimo tomou conta de mim,
e ele me fortaleceu.
Que ele continue a me
sustentar com fé, com força, com ânimo
e com perseverança,
em todos os dias de
toda a minha vida.
Amém!
29/06/2019

Não espere ter muito para dar um pouco que tem. Ou,
não se dê o trabalho de desculpar-me por ter tão pouco e não poder dar nada a ninguém.
Nem todos precisam de muito. Como muitos, as vezes, precisam de tão pouco.
O importante é a boa vontade, é o que manda o coração.
É saber que em algum lugar, tem sempre alguém precisando de atenção.

25/02/2019

Querendo ou não, mesmo tentando esquecer, vivemos o reflexo de ontem.
Por vezes, passamos por situações que nos deixaram, muitas vezes, marcas profundas, difíceis de cicatrizarem.
Frases que evitamos dizer.
Nomes que não queremos lembrar.
Pessoas que deixamos de ver.
Caminhos que devemos evitar.

17/02/2019

Ao Meu Olhar


Debruçada sobre a mesa observo a chuva que escorre pela parede branca craquelada do jardim de inverno que não plantei


Alguns raios de sol ultrapassam as nuvens e fazem brilhar as gotas que estão na vidraça como lágrimas que escorrem


O tempo se esgota a cada manhã como a chuva passageira esvaindo-se aos poucos lentamente em meu olhar atento


Marlene Ramos Martins
28/02/2026

A Urna Veio?

Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”

À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.

Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.

A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.

Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.

Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.

A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.

No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).

Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.

A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.

Série II- Pensar o nosso tempo
Texto VIII – Poder

O poder teme mais o pensamento do que a rebelião. Apesar de rebeliões iniciarem através de pensamentos.

O facto é que a rebelião pode ser reprimida; o pensamento, não.

Por isso, a crítica é congelada, a Filosofia qualquerizada e a palavra reduzida a ruído. Um povo que pensa torna-se difícil de governar pela mentira.

Pensar é um ato solidário, mesmo quando silencioso.

Pensar o Nosso Tempo


Texto VII – Educação


A educação não falha por falta de programas.
Falha quando esquece o humano.


Ensina-se para o exame, para o número, para a estatística. Raramente para a consciência. Quando a escola exime-se de formar o pensamento crítico, passa a produzir obediência acefálica.


Educar é mais do que instruir: é formar sujeitos.

Exercícios De Pensar


Texto II – Ensinar


Ensinar não é entulhar respostas.
É atiçar inquietações duráveis.


O ensino que preze ser bom não molda repetidores de conteúdos, mas sujeitos capazes de perguntar quando todos se calam por medo de serem silenciados.


Por isso, ensinar Filosofia nunca foi neutro: ou desperta consciências, ou é reduzido a formalidade vazia.


Ensinar é uma aventura. Mas é também um compromisso com o futuro.

Exercícios de Pensar


Texto III – Escrever


Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.


A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco.


Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro.


E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.

Exercícios de Pensar


Texto IV – Filosofia


A Filosofia não serve para decorar conceitos, mas para desinstalar o que parece óbvio.


Ela começa quando desconfiamos do que parece natural e perguntamos quem ganha com o silêncio, com a exclusão, com a ignorância.


Por isso, a Filosofia é sempre um incómodo: começa quando não aceitamos que o mundo é como é porque tinha que ser assim mesmo.


Filosofar serve para contrariar.


— Ramos António Amine