Cristianismo
"Não faça do cristianismo um evangelho sendo 'MODA.' Ser Cristão é um ESTILO de vida, que admitimos viver de transformações para Cristo, não de complementos para nós ."
—By Coelhinha
"CRISTIANISMO não é vigiar os outros, mas vigiar a si mesmo. Não é construir um lugar seguro para ficar protegido do mundo, mas entrar no mundo e transformar o mundo com a paz e a auto-negação. Não é pregar uma mensagem de fé e esperança, mas encarnar a mensagem em gestos e atitudes (a fé sem obras é uma fé morta -Tiago2:26). Não é viver uma vida perfeita, dentro de uma igreja perfeita, julgando quem não vive a vida igual a nossa. Não é escrever sobre o Evangelho, falar sobre oração, e combater os erros do mundo. Cristianismo é amar os excluídos como Jesus amou; abandonar a glória em favor dos pecadores como Jesus abandonou. Praticar a humildade, servir o próximo, nunca revidar; e perdoar sempre, como Jesus perdoou. E se preciso for, dar a outra face, entregar a túnica, sofrer o dano para o bem dos outros sem pensar em si mesmo."
#AvivamentoJá #VidaNoEspirito #OrarTodoTempoNoEspírito
—By Coelhinha
Paulo de Tarso – O convertido de Damasco e a alma consolidadora do Cristianismo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A história do Cristianismo não pode ser contada sem a presença luminosa e decidida de Paulo de Tarso. Nascido em Tarso da Cilícia, região então sob domínio romano, Saulo seu nome judaico fora educado sob o rigor da lei mosaica e instruído aos pés de Gamaliel, um dos mais sábios doutores da Lei. Saulo convicto, via o movimento nascente do Cristo como uma perigosa heresia que ameaçava a pureza do judaísmo. Por isso, foi perseguidor implacável dos primeiros cristãos. Contudo, o destino o aguardava no caminho de Damasco.
Ali, às portas da cidade, envolto por uma luz fulgurante que o fez tombar por terra, ouviu a voz que mudaria toda a sua existência: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9:4). O encontro espiritual com Jesus foi o ponto de inflexão de sua vida. O perseguidor se tornaria o apóstolo. O homem da lei rígida renasceria para a lei do amor. Desde então, Paulo de Tarso passou a ser o “convertido de Damasco”, símbolo vivo da transformação moral possível a todo ser humano quando tocado pela verdade divina.
As viagens missionárias e o nascimento do Cristianismo universal.
A imagem das viagens missionárias de Paulo revela o vigor e a dimensão do seu apostolado. Em quatro grandes expedições, ele percorreu milhares de quilômetros atravessando mares, desertos e perseguições levando a Boa-Nova de Cristo para o coração do mundo greco-romano. De Antioquia a Éfeso, de Filipos a Corinto, de Atenas a Roma, Paulo lançou as sementes do Cristianismo que se universalizaria.
Em cada cidade, fundava comunidades, escrevia cartas e formava discípulos. As Epístolas Paulinas, endereçadas às primeiras igrejas cristãs (Corinto, Roma, Éfeso, Gálatas, Filipos, Tessalônica e outras), não foram apenas mensagens pastorais são tratados de teologia viva, psicologia da alma e filosofia moral. Em suas linhas pulsa o mesmo Espírito Consolador prometido por Jesus: a fé raciocinada, o amor que redime, e a esperança que sustenta o caminhar humano.
Sem Paulo, o Cristianismo provavelmente teria permanecido restrito à Palestina. Foi ele quem deu ao Evangelho um alcance universal, libertando-o das fronteiras étnicas e religiosas. Graças a sua inteligência, coragem e ternura espiritual, o Cristo saiu das sinagogas e catatumbas e alcançou o coração dos povos gentios.
O Espírito de Paulo e o Espiritismo:
A tríplice luz da Verdade.
Quando o Espiritismo surge, séculos depois, nas mãos de Allan Kardec, ele traz novamente à luz o mesmo ideal que Paulo viveu: a libertação do Espírito pela verdade, pelo amor e pela razão. O Espiritismo, em seus tríplices aspectos — científico, filosófico e religioso/Moral — é o prosseguimento do Cristianismo redivivo, o “Consolador” prometido pelo Mestre.
No aspecto científico, Paulo simboliza o experimentador da fé. Ele não se contentou com teorias; foi à prova da experiência, vivendo o Evangelho em sua própria carne. Suas viagens, curas e testemunhos são expressões da ciência moral do Espírito, que o Espiritismo hoje explica e amplia pela mediunidade e pelas leis da imortalidade.
No aspecto filosófico, suas Epístolas são o primeiro tratado do Espírito imortal. Ele fala do homem velho e do homem novo, da semeadura e da colheita, da lei de causa e efeito temas que o Espiritismo retomará sob o nome de Lei de Ação e Reação. Em sua carta aos Gálatas, Paulo antecipa essa lei espiritual: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).
No aspecto religioso, o amor é o eixo central. Paulo eleva o amor acima da fé e da esperança: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, nada serei” (1 Coríntios 13:1). Eis o cerne do Cristianismo redivivo que o Espiritismo vem restaurar o amor como lei universal, ciência de Deus e filosofia de vida.
Léon Denis e Joana de Ângelis: Ecos paulinos na era moderna.
Léon Denis, o grande continuador de Kardec, via em Paulo o primeiro pensador espiritualista do Cristianismo. Em Cristianismo e Espiritismo, Denis afirma:
“Paulo foi o gênio inspirador do Cristianismo, o intérprete mais lúcido da mensagem do Cristo, o apóstolo do Espírito e da liberdade interior.”
Ele reconhece que, sem o impulso intelectual e moral de Paulo, a doutrina de Jesus teria permanecido circunscrita aos limites do judaísmo e talvez não resistisse à pressão da cultura pagã. Denis o considera precursor do Espiritismo porque suas cartas já traduziam os princípios da vida futura, da comunicabilidade dos Espíritos e da imortalidade da alma.
Séculos depois, Joana de Ângelis através de Divaldo Franco retoma o espírito paulino em linguagem psicológica e luminosa. Em Jesus e o Evangelho à luz da Psicologia Profunda, a mentora espiritual analisa Paulo como símbolo do “homem em processo de individuação espiritual”, que, após a queda interior, reencontra a luz da própria essência divina. Joana vê no episódio de Damasco uma alegoria da cura interior: a perda temporária da visão física para alcançar a visão do Espírito.
Ela escreve:
“Paulo desvela a força transformadora do amor. Ao reencontrar Jesus dentro de si, transcende o ego e ilumina o self, tornando-se, não mais o perseguidor, mas o servidor fiel.”
Assim, Paulo é o arquétipo do discípulo que se refaz pela dor e pela fé esclarecida o mesmo caminho que o Espiritismo oferece ao homem moderno, convidando-o à reforma íntima e à libertação pelo conhecimento espiritual.
O martírio e a herança eterna.
Após décadas de trabalho incansável, Paulo foi preso em Roma, sob o reinado de Nero. Diante do tribunal romano, não negou sua fé. Como cidadão romano, recebeu o direito de ser decapitado, e não crucificado como Pedro. Sua morte, porém, foi apenas o início da sua imortalidade espiritual.
No mundo invisível, segundo narrativas espirituais, Paulo continua atuando como um dos mentores da causa cristã, inspirando consciências que buscam o mesmo ideal de redenção e coragem moral. Sua vibração está presente nos tempos novos, guiando corações ao Cristo interior, como o fez outrora nas estradas poeirentas do Mediterrâneo.
Os ecos de Paulo nos séculos.
Ao longo da história, o verbo paulino reacendeu em muitos corações: em Francisco de Assis, que viveu o amor em sua pureza; em Teresa de Ávila, que o transformou em mística ardente; em Allan Kardec, que lhe deu corpo doutrinário e lógica imortal; e em missionários modernos do Espírito como Léon Denis, Chico Xavier, Divaldo Franco, Irmã Dulce e Madre Teresa.
Todos, à sua maneira, ecoam a voz do convertido de Damasco: “Já não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2:20).
A luz que jamais se apaga.
Paulo de Tarso é o elo entre o Cristo e o homem moderno. Sua mensagem continua viva porque é eterna. Suas cartas falam à consciência e ao coração. Seu exemplo traduz a essência do Espiritismo: transformar o sofrimento em aprendizado, a culpa em libertação, a fé em razão e o amor em ciência divina.
O Espiritismo, com sua tríplice base ciência, filosofia e religião é o prolongamento natural do Cristianismo que Paulo semeou. O convertido de Damasco foi o primeiro grande psicólogo da alma, o primeiro teólogo do Espírito, e o primeiro apóstolo da universalidade do amor.
Como escreveu Joana de Ângelis:
“A mensagem de Paulo ainda ecoa pelos séculos, convidando os homens a deixarem as sombras de Damasco e seguirem o Cristo-luz.”
E como conclui Léon Denis:
“O Espírito de Paulo não morreu; ele trabalha, de plano em plano, pela vitória do bem, pela ascensão da alma humana e pela glória eterna de Deus.”
"O amor que Paulo pregou ainda é o mesmo que o Cristo vive. O tempo passa, mas o Evangelho permanece o roteiro das almas que despertam para a luz."
Sei que a igreja tem suas tolices, incoerências e irrelevâncias; mas amo minha mãe, a despeito de suas fraquezas e rugas.
Pastor que tem cargo na igreja não deve se envolver com Política e nem deve aceitar Político no altar. O que vemos hoje é um falso cristianismo avarento, político e corrompido.
Igreja?
- Não, obrigado.
Hoje é dia 28.10.18 e só consigo ver estampada a hipocrisia do que o “cristianismo” se tornou. À memória, em compasso binário, dobram-se os joelhos na Marcha da Família com Deus (1964).
Houve, na atualidade, uma barganha do respeito, pelo amor ao ódio. Da liberdade, pela opressão. Da justiça que atinge a todos, pelo vulto da seletiva justificação e santidade para com a segunda pessoa do singular. Senso vago de justiça que prefere iludir-se, enganar-se, perder-se no desconhecido óbvio, afastado-se da realidade. Como a amante que não se importa em ver seus valores banidos, mas apaixona-se perdidamente, cega, pela figura mitológica criada só na falsa intelectualidade da sua irracionalidade.
Do cristianismo que liberta, passam para o apresso a ideologia que exclui, para o culto à idolatria do pensamento escravocrata doutrinário, longe do realismo do próprio Deus. A Verdade (pelo menos a visão humana construída sobre ela) não liberta mais, mas oprime, reprime, persegue, acusa. O dogma, há tempos, vale muito mais que a graça. A aparência, bem mais que o conteúdo. A intenção limita-se ao ideologismo, tendo bem maior valor e importância do que a real verdade (falha, manchada, suja mas passiva de modificações). A máscara vale bem mais que a realidade.
Caiados sepulcros rachados já não cheiram bem. Por isso causam repulsa social, ao invés de atração. O ‘atrativismo’ contemporâneo embasa-se no deus da troca (venha para receber) pois perdeu-se a essência do Deus da existência (venha para ser), dando reinado ao deus da penitencia. Nesse “cristianismo”, que da tradição só restou a indulgência do pensamento culpado, Cristo já deixou de ser o centro há tempos.
Já fazem algumas estações que o vento tem gritado: “Eu já não estou na igreja”; “Nunca preferi a sinagoga”. O grande problema é que a repulsa cria ânsia e ânsia fortes dores estomacais. Se é pra perder a fé? Óbvio que não! É pra amplia-la, já que o som das paredes da sinagoga, há algum tempo, falam mais alto a respeito do auto égo do que da realidade que transforma, individualmente, o ser, este que a ele ainda é audível a pergunta: “você quer vir após mim?”.
Por isso, hoje, se o ofertório questionador é:
Igreja (templo material)?
A resposta possível é: - não obrigado!
"Uma coisa que muitas vezes esquecemos é que todas as religiões são compostas por pessoas, e o amor ao outro é o Cerne de todas as crenças"
Muitos estão em igrejas, seguindo a Jesus nos próprios termos, que lhes convém. Têm uma certa crença em Deus, mas se recusam a sujeitar suas vontades a Ele. São os ultimamente chamados de cristãos modernos. Eu, contudo, os chamo de religiosos que provavelmente nunca foram salvos.
"Deus criou a matéria, que constitui os mundos. Também criou seres inteligentes, que chamamos Espíritos, encarregados de administrar os mundos materiais, segundo as leis imutáveis da criação, e que são perfectíveis por natureza. Aperfeiçoando-se, eles se aproximam da Divindade."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"O Espírito, propriamente dito, é o princípio inteligente. Sua natureza íntima nos é desconhecida. Para nós, é imaterial, porque não tem qualquer analogia com o que chamamos matéria."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Os Espíritos encarnados constituem a Humanidade, que não se circunscreve à Terra, mas que povoa todos os mundos disseminados no espaço."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"O Espírito culpado é punido por meio de sofrimentos morais no mundo dos Espíritos e, na vida corporal, pelos sofrimentos físicos. Suas aflições são a conseqüência de suas faltas, isto é, das suas infrações à lei de Deus, de sorte que constituem, ao mesmo tempo, uma expiação do passado e uma prova para o futuro. E assim que o orgulhoso poderá vir a ter uma existência de humilhação, o tirano uma de servidão, o mau rico uma de miséria."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Há mundos apropriados aos diferentes graus de adiantamento dos Espíritos e onde a existência corporal se apresenta em condições muito diferentes. Quanto menos adiantado é o Espírito, tanto mais pesado e material é o corpo que o reveste. À medida que se purifica, passa para mundos superiores, moral e fisicamente. A Terra não é o primeiro, nem o último, porém um dos mais atrasados."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"O Espiritismo não é uma luz nova, mas uma luz mais brilhante, porque surge de todos os pontos do globo, por intermédio dos que viveram. Tornando evidente o que era obscuro, põe termo às interpretações errôneas e deve ligar os homens a uma única crença, porque só há um Deus e porque suas leis são as mesmas para todos. Enfim, assinalará a era predita pelo Cristo e pelos profetas."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Aquele que ora com fervor e confiança é mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para o assistir. E um socorro jamais recusado quando pedido com sinceridade."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Aquele que pede a Deus o perdão de suas faltas não o obtém senão mudando de comportamento. As boas ações são a melhor prece, porquanto os atos valem mais do que as palavras."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Ore cada um segundo suas convicções e do modo que julgue mais conveniente, porquanto a forma nada vale e o pensamento é tudo. A sinceridade e a pureza de intenção, eis o essencial. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras, que se assemelham ao ruído de um moinho, mas onde o coração em nada toma parte."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"A fortuna é um depósito cujo possuidor é apenas usufrutuário, desde que não a leva consigo para o túmulo. Prestará severas contas do emprego que lhe tiver dado."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
