Criação e inspiração
Intuição é o Criador dando cola.
- Segue a tua reta, não faça curva, se o amor é a meta esqueça as regras.
“A vida é cheia de sabores. Tempere sua existência com as melhores cores. Use raras olências; sinta o aroma mais doce e delicado dos seus dias.” (Arfelli, 2014)
Ainda não inventaram nada melhor que a democracia, mas a única coisa que a distingue dos regimes totalitários, é que nela você pensa que tem o poder.
Escrever é como desabafar em linhas.
É poder criar um mundo novo, acrescentando tudo aquilo que aprendemos,tudo aquilo que vimos. Contudo, sem deixar a dúvida para trás, de que a vida real é assustadora. Pois se acreditássemos em tudo que lemos por ai, certamente o mundo seria o pátio de um grande hospício, e eu e você, loucos.
BOAS COISAS VEM, PARA AQUELES QUE CREEM
COISAS MELHORES VEM PARA AQUELES QUE SÃO PACIENTES..
MAS AS MELHORES COISAS VEM PARA AQUELES QUE NÃO SE RENDEM
NÃO DESISTA!
..
Não se deve luta contra o amor; o melhor é deixar que ele nos de as mãos e nos arraste até onde ele bem quiser, deixa que ele nos alçar-nos ou despenhar-nos. Quem sabe encontraremos sustento nas nuvens para próxima viagem.
Heróis diários
O mundo tem andado infestado de ídolos em todas as áreas. Inspiradores natos. Mas, tem se vivido uma escassez de heróis.
Não se fabrica mais heróis como antes, não se vive mais o auge de outrora, nem a fartura da nobreza.
Todo dia é dia de luta. Todo dia é dia de realizar proezas, fazer sobrar na mesa e dividir com o restante da família.
É ai que nascem os verdadeiros heróis. Heróis sem asas, nem espadas, nem poderes e nem o dom de realizar milagres como Deus.
Aliás, ai reside o milagre terrestre, sobreviver à escassez de verdadeiros heróis e não apenas sobreviver de ídolos.
Não apenas idealizar sonhos, viver fantasias através do outro, longe, distante, por meio de uma tela separando mundos.
Herói é aquele que levanta de madruga e atravessa a cidade sem reclamar da distancia entre ele e seu ganha pão.
Heroína é aquela que não desiste, apesar de ser tentada a desistir de tudo diariamente. Heroína é quem resiste e sobrevive a mais um dia.
Herói é aquele que vive o pesadelo dessa realidade caótica, mas sempre vê aquela luz no fim do túnel, entre a estação e os seus sonhos.
Heroína é aquela que educa seu filho em tempos de crise e violência em ebulição sem perder as esperanças no amanhã.
Herói é aquele que te segura pela mão e atravessa a rua sob a faixa branca em tempos de guerra, sinalizando com a paz.
Heroína é aquela que enfrenta filas diariamente sem perder a compostura, nem esmorecer, desanimar diante do caos na saúde.
Heróis de verdade somos todos nós mortais. Heróis anônimos. Os heróis diários. Heróis sem destaque, nem manchete na tevê. Ídolos sem fama.
O mundo anda tomado de heróis sem máscara, sem nome, nem identidade. Heróis, além de uma super exposição.
Nós os heróis sem super poderes é que merecemos os créditos por nossas histórias de vida!
Tentar comprar o que podes ter de melhor em tua vida
Seria tolice
Pois nem mesmo irias poder sentir.
O amor e a felicidade precisam emanar
Precisam vir de dentro para fora
E não de fora para dentro
O melhor remédio pra dor é o tempo, ele cura todas as feridas e mostra que somos capazes de viver sem algumas pessoas, mesmo não esquecendo elas.
“Engole esse choro, menina!” – Passei a infância escutando esse conselho. Fui criada pela mulher mais forte que eu conheço, em cujo rosto raramente vi rolar uma lágrima. Só no velório do meu avô ou nas vezes em que o seu mundo desmoronava e ela desistia dos seus disfarces de grande mulher inatingível e desabava no nosso colo.
E eu sempre achei cruel essa coisa de sofrer calado, como se fosse pecado. Essa coisa de ter dó e certo desprezo por quem chora, por quem ama, por quem sente saudade. Como se cada lágrima só pudesse ser sinônimo de fraqueza, e não de força ou sabedoria.
É que a gente cresce achando que a vida é sempre sobre levantar a cabeça e seguir em frente: Como uma grande competição pra ver quem supera primeiro. A gente não pode se dar ao luxo de sofrer, de amargar uma perda, uma dor, uma decepção. O mundo se move rápido demais e, se a gente fica muito tempo afundado na nossa tristeza, acaba ficando pra trás. Pois é, a vida não quer saber de quanto tempo você precisa.
Ainda mais cruel é essa mania que as pessoas têm de se atropelarem. “Estou bem” é como um mantra, palavras mágicas para que você seja considerado agradável, alegre, desejável. Pra que você seja visto como alguém forte a quem as desgraças da vida simplesmente não abalam quando, no fundo, a quem, afinal, a vida não dilacerou?
É cruel sorrir amarelo quando se quer cair aos prantos; se esconder atrás de um sorriso só porque é mais bonito e mais admirável.
Sofrer não é pecado. Luto não é fraqueza. Toda tristeza precisa de um período de recolhimento, do choro que alivia, da solidão que restaura nossas forças, nossas crenças, nossa vontade de vida. É justo, é saudável, é salutar.
Não tenta atropelar a vida porque ela é do tipo que atropela como ninguém. Então, se o choro vem, descarregue; se a tristeza vem, viva – porque ela veio pra ser degustada como quase tudo na vida. Sinta, sofra, chore, amargue – e depois lave o rosto cansado e comece tudo de novo. Sofrer é humano – desumano é querer se esconder das tempestades da vida que chegam pra cada ser vivente em algum momento. E quando se diz que, na vida, é preciso se permitir, isso certamente engloba – também e principalmente – permita-se chorar.
