Crença
Ser fiel a uma crença divina, significa acreditar em um futuro de paz e amor. Seria o mesmo que admirar as maravilhas do nascer e desabrochar de uma linda Flor!!!
Pterodactilia.
Era doença sem nome.
Uma crença que não tinha um credo.
Era Deus a fazer poesia
Daquelas que o tempo não leva
Tão belas, que leva muito tempo
Para lê-las todas
Um meio-dia infinito
Era um minuto na eternidade
Mas o vento
Sempre as levaria
Pra lugar distante
Pois, diante de força tamanha
A existência do Universo
É breve
A verdadeira força do vento
Se esconde
No ato de soprar de leve
E sem pressa
Transformando
A mais alta montanha
Em algo leve
Em algo que o vento leve
Tão depressa quanto a vida
Era a pterodactilia de Deus
Doença de fazer
Versos
Poesias
Universos
Fazendo-as parecer
Um pensamento esdrúxulo
E em meio a tudo isso.
Durante o correr de Eras
Saber que era o mundo inteiro
Alguma coisa que coubesse
dentro de um cinzeiro
E sobraria espaço
Era somente questão de espera
Outra parada em qualquer estação
Escrito e previsto
Que o começo e o fim
Se encontram num lugar comum
Num ângulo
de trezentos e sessenta graus
Vai e volta e se consome
E assim bem e mal se vão
Todo lugar é um lugar qualquer
E qualquer lugar é lugar nenhum
Aquilo que ontem era tudo
Desaparece em movimento mudo
Em questão de momento
O vento leva
Até mesmo o sinal de igualdade
E tudo acaba
Sendo eternamente igual
Não se divide o invisível
Em partes iguais
Ponto final
Nada mais.
Edson Ricardo Paiva.
A fraqueza o medo à crença e a dor é um problema de saúde, mas achamos sempre um diabo para culpá-lo...
E para tantos a resposta é a crença na concepção e perdão do pecado, são partes de um mundo religioso a visão do mundo surreal, mítico, simbólico elaborados perfeitamente por um plano divino.
Para o cristão não há uma liberdade de crença ou de escolha, mas o verdadeiro e o falso, a ruína, o bom e o pecado.
- Você acredita em Deus? - Foi o que me perguntaram!
Antes de afirmar sobre a minha crença me atento a uma reflexão. “Deus é uma ideia, um conceito, um parâmetro para distinção do bem e do mal e dos valores morais, essa verdade divina em geral sobrepõe todas as outras verdades.”
Acreditar ou não em Deus é tomar partida de uma existência de um Deus. A pergunta é pretenciosa, ela conota uma afirmação de que Deus existe, mesmo que minha resposta seja um Não. Para tanto eu poderia melhorar a pergunta:
- Deus Existe?
- Não. - Respondo.
Isso não é suficiente. Outra pergunta surge:
- Por que o mundo existe?
- O mundo não tem causa para sua existência, até que se descubra. O que não tem mais sentido para mim é eu aceitar que Deus é a causa da existência do mundo. Se Deus é a causa do mundo então o homem por todas as suas malevolências é a consequência da existência de um Deus nada humano. - Respondo
Para Bertrand Russel
"O que realmente as impulsiona a acreditar em Deus não é absolutamente nenhum argumento intelectual. A maior parte delas acredita em Deus porque foi ensinada desde a primeira infância a fazê-lo, e essa é a razão principal." (B.RUSSEL).
Não percebendo um ser existencial na sua materialidade e de nenhum outro modo transeunte, resta desdém espiritual sobre minha cabeça humana. A teoria dos dogmas religiosos faz o que pretende fazer, em ter um Deus como utilidade pública e social para justificar todas as causalidades.
Surge à terceira pergunta:
- Você é Ateu, Crente, Agnóstico, afinal o que você é?
- Nada, eu não sou nada...
A fé é o fruto da religião, logo o humano é um produto da religião que cultua um Deus onisciente, onipotente e onipresente. Portanto para Deus e para o verdadeiro e fervoroso cristão afirmo: "eu não sou nada..."
A. Valim
Crença
O cérebro humano funciona como uma máquina do exercício da crendice, e para a distorção dos fatos a memória associa a alguma divindade, mas há um viés deste empirismo conotando certo ceticismo involuntário.
A crença é uma forte aliada do cérebro capaz de fazê-lo funcionar a verdade apoiada em um ser supremo não necessariamente existente. A crença aumenta nas pessoas com estados emocionais abalados ou por suas necessidades cotidianas, na busca incessante para a satisfação abstrata e irracional em conformidade com a lei religiosa. A crença ajuda a funcionar algumas coisas como a ansiedade, ilusão, ignorância, conforto, aceitação da dor e morte, auxiliando nas emoções entre o falso e verdadeiro para a satisfação das necessidades tida como espirituais.
Há necessidade do contínuo da educação do cérebro sempre observando audaciosamente aquilo que é crença, a transformar essa máquina de crendice em eventos vistosos e palpáveis, desmistificando os fenômenos sobrenaturais geradores das ideias irracionais, fazendo com que a crendice siga em um segundo plano livremente desejável, mas não acima do real.
Para o cristão não há uma liberdade de crença ou de escolha, mas o verdadeiro e o falso, a ruína, o bom e o pecado.
CRENÇAS ALHEIAS
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Quando discriminamos as crenças alheias
Deixamos claro que a crença que temos nas veias
Não nos reveste com o princípio do respeito
Isso torna a nossa crença algo questionável
Porque o mínimo que se espera do fiel sábio
É que saiba respeitar os alheios preceitos.
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As pessoas são maiores do que as suas crenças
E são as atitudes que as tornam propensas
A conquistar a nossa admiração
Como os pássaros que nos fascinam
E que com os seus cantos nos contagiam
Mesmo não tendo nenhuma religião.
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O religioso que nos cantos do presbitério
Usa a crença como o mais importante critério
Para a avaliação do caráter de um indivíduo
Torna-se o mais vil dos filhos de Deus
Pois foi Deus quem a todos concedeu
O direito de exercer o livre-arbítrio.
"Em sua mente você tem acelerador e freio, conhecemos, aqui! Por crença e o freio por fé. Você é pupilo ou piloto experiente. E nunca esqueça que quem cria o tempo e o espaço entre acelerar e freiar é a estrada, pois a crença irá acelerar seus pensamentos através da imaginação e a fé irá frenar através da observação muda, sem crença não existe fé; a crença é uma condição sine qua non a fé, como a aceleração da frenagem. Sem acelerar não poderá freiar".
Amor que é amor, é algo sem medida, sem cor, sem raça e crença.
A partir do momento que aparece a preocupação por causa de uma dessas coisas, o sentimento já se transformou em algo vazio.
VENTENA
Lá pras bandas da verdade
Há uma luz que sempre arde
Crença que há outra metade
Rebuscada vai vaidade
Charmosa simplicidade
Se num lado escuridão
Noutro existe um clarão
Num: ternura e emoção
Lá frieza da razão
Partes de um mesmo sistema
Pra fazer valer à pena
Há que ser meio ventena
Esporeando a vida plena!
Entre tantas coisas que motivam um passarinho a pousar, pode está a crença de ter encontrado um lugar seguro, ainda que aparente, para o pouso.
O novo é como um passarinho que pousa em nós, e que sabemos que irá voar. Se nos mantermos certos da dignidade do lugar seguro que somos, passarinho sempre pousará.
