Covardes
Que a vida nos permita enxergar além das falhas de empatia e das atitudes covardes, e que não nos permitamos ser afetados por elas.
Pregadores covardes são aqueles que só usam o púlpito para se auto promoverem e nunca para conhecerem publicamente as ovelhas antes ou depois da sua pregação.
Os covardes fragilizam as vidas das pessoas, deixando-as à deriva, quando eles mesmos serão atormentados, em tempo oportuno, pela sua própria covardia.
A ingratidão é a saída dos fracos e a solução dos covardes, mas as perdas são lamentos dos orgulhosos;
Niilismo é a ideologia dos covardes que preferem adorar o nada a ter coragem de construir algo do nada.
O cinismo é a armadura dos covardes; é muito fácil fingir que nada importa para nunca ter que arriscar nada pela verdade.
Não há interesses mais confusos e covardes quanto aos que confundem amor com carência, e acabam após saciados.
Porque o Amor Verdadeiro não se esgota quando a fome é saciada — ele nasce justamente quando o outro deixa de ser remédio para a solidão e se torna companhia na inteireza.
A carência só quer preencher um vazio; o amor, transbordar!
Quem ama pela falta, consome, desgasta e até usa o outro.
Quem ama por plenitude, compartilha o que tem de mais inteiro.
Por isso, é tão fácil ver relações que começam com tanta intensidade e terminam em silêncios tão ensurdecedores — eram tão somente gritos de necessidade disfarçados de afeto.
O amor não almeja saciedade, mas sim, permanência.
