Cotidiano
Viver a vida
Saber viver, deve fazer parte do nosso cotidiano, você deve seguir sempre em frente e crescer diariamente em pensamento e com humildade.
"Precisa se de coragem para nascer diariamente, pois nosso cotidiano se embriaga na morte."
Giovane Silva Santos
A melhor forma de aprender é saber por em prática aquele conhecimento, e conectá-lo ao cotidiano. O conteúdo a ser ensinado deve ser tangível, alcançável e acessível, senão, tornam-se palavras ditas a paredes.
A produção do cotidiano dentro do qual uma pessoa existe produz ela mesma, na medida em que fornece vestimenta, comida, economias e ecologias, gestos, ritmos, habitats e noções de espaço e tempo particulares, significativos. Mas é importante que estes modos não sejam simplesmente diferentes. Eles incluem a afirmação da vida ao invés do lucro, o comunalismo ao invés do individualismo, o “estar” ao invés do empreender, seres em relação em vez de seres em constantes divisões dicotômicas, em fragmentos ordenados hierárquica e violentamente.
Esse, ele pensou, era o objetivo essencial da arte - capturar o universal no cotidiano, que era particular do aqui e agora: o presente.
Enfrentando a verdade
O caráter humano tem inclinação para o mau.
O corriqueiro cotidiano.
Que se envolve no engano.
Todo dia o juízo final.
Minha coragem de dizer.
Meu medo de sofrer.
Minha coragem na revelação.
O medo da solidão.
Minha coragem de assumi.
Tamanha minha necessidade.
O destino venha reprimi.
Minhas insanas vaidades.
O medo e a coragem lado a lado, de frente na colisão.
Machucado fica a vulnerável paixão.
Os prazeres e dizeres com segunda intenção.
Intenso, voraz e frágil o desditoso coração.
O ego.
O orgulho.
Ambição.
Um emaranhado que arrebenta a paz.
Uma intranquilidade.
Tirana maldade.
Vida fugaz.
Giovane Silva Santos
O brilho um dia é ofuscado.
As novidades tornam-se parte do cotidiano.
Os sorrisos são trocados por uma lágrima.
Os sentimentos, esquecidos.
O desejo trocado por um outro novo desejo.
A alegria tem revezamento com a tristeza.
E as expectativas disputam um espaço com a insegurança.
O dia é trocado pela noite, que no lugar das estrelas, um novo sol toma este novo cenário.
E assim temos a vida, que repleta de aventuras, lembranças e de batimentos cardíacos, é transformada em uma simples saudade.
Cotidiano..
Às vezes quando a gente ama deixamos certas coisinhas corriqueiras e sem motivos fazer nos esquecer de momentos tão divinos e maravilhosos de amor e de alegria que vivemos.
Que fica quase impossível de entender, pois certas coisas acontecem ser precisar acontecer.
A medida que seu nervosismo faz parte do seu cotidiano, o seu cotidiano faz parte do seu nervosismo.
Entre as divagações bestiais do cotidiano, cá estou, na sacada, de visão absurdamente citadina, a contemplar o barulho da máquina de lavar roupas, imaginando ser ela de escrever.
Em minha frente os saltos altos demais e o batuque deles, me lembro da escola de samba. É carnaval.
E me vem a mente, presente em minha frente, sobre a mesa, a figura do anjo branco e rosa. Que balançava suas ancas, num vai e vem calmo e doce. Com olhos fundos e tristes ela me acompanha.
Agora, a máquina enche de água novamente, me fazendo imaginar a cachoeira.
Ela lava a sujeira fétida das roupas e o que não presta vai pelos canos.
Assim funciono. Todos os dias um recomeço, como meu nome diz!
Tem Coragem
Nas contingências afligentes do cotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a injunção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes estremunhar, nem te arrebentes em blasfêmias alucinadas, com que mais complicarás a situação.
Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse.
Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias, que se não acabe.
A saúde perfeita passa; a juventude louçã desaparece; o sorriso largo termina; a algaravia de festa silencia...
Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta; a enfermidade se extingue; a miséria muda de lugar; a morte abre as portas da vida em triunfo...
Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe precioso acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, ao processo da evolução.
Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem mudariam a situação dos que sofrem escassez. No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam-se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo...
Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplicá-la a benefício geral. Não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados...
O bem deve ser feito como e onde cada qual se encontre.
Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de atos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula.
A vida são o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios.
Um dia sucede o outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser.
Recorre, as situações diversas, aos recursos positivos de que dispões, e aguarda os resultados desse atitude.
Jesus é sempre o exemplo.
Poderia haver liberado todos os enfermos que encontrou pela senda; mas não o fez.
Se quisesse, teria modificado as ocorrências infelizes, que o levaram às supremas humilhações e à cruz; todavia, sequer o intentou.
Conferiria fortuna à pobreza, à mole esfaimada que O buscava, continuamente; todavia, não se preocupou com essa alternativa.
Elegeria para o Seu labor somente homens que O compreendessem e Lhe fossem fiéis, sem temores, nem fraquezas; porém optou pelo grupo de que se cercou.
Modificaria as estruturas sociais e culturais da Sua época; sem embargo, viveu-a em toda a plenitude, demonstrando a importância primacial da experiência interior e não dos valores externos, transitórios.
Apresentar-se-ia em triunfo social, submetendo o reizete que Lhe decidiu a sorte; apesar disso, facultou-se viver sob as condições do momento em plena aridez de sentimentos e escassez de amor entre as criaturas...
Jesus, no entanto, conhecia as razões fundamentais de todos os problemas humanos e a metodologia lenta da evolução; identificava que a emulação pela dor é mais significativa e escutada do que a do amor, sempre preterido; sabia do valor das conquistas superiores do Espírito, em detrimentos das falazes aquisições que se deterioram no túmulo e dissociam os tesouros da alma.
Tem, portanto, coragem e faze como Ele, ante dificuldades e problemas que passarão, armando-te hoje de esperança para o teu amanhã venturoso.
Normalidade da vida da gente
faz da gente prisioneiro do cotidiano
e do cotidiano se faz tédio
o tédio que estraga a vontade
encerra os olhos
cala a língua
Normalidade que afeta o paladar
inodora o cheiro.... emudece palavras
Normalidade que sofre
quer se rasgar as roupas
desnudar pensamentos
e inibi-se a alma
fecha-se janelas
e do outro lado continua-se andando
continua-se falando
erra-se no seguinte da vontade
a ação encerra
fecha as portas da normalidade
onde sente-se só
desamparo em meio as vírgulas
em meio aos pontos finais
a ação é o próprio desfecho
nos pontos finais do dia a dia
Renata Nunes
02 de outubro de 2007
Nessa militância do cotidiano, faminta em conciliar razão, sentimento, poesia, idéia, forma, conteúdo, teoria, prática, comprometimento, análise, testemunho, discurso... Ufá se fosse fácil... Qualquer um seria... Escolhemos a transversal do tempo e é isso que nos legitima... Sempre entre o fértil e o fútil, porém sutil.
O mundo inteiro contem belezas e bondades extraordinárias. Os detalhes mais ínfimos do cotidiano, a mais modesta simplicidade, a pobreza mesmo, tem um significado, a vida bendita e esplêndiada. Os pássaros, as nuvens, o sol, as pessoas, todos indivisíveis.
Ocupe sua mente com algo totalmente estranho ao seu cotidiano. Você vai ver como as misérias interiores se dissipam...
Eu odeio tornar cotidiano em mim esses sentimentos Banais, e por mais que me frustrasse como individuo eu os deixei entrar
Sem nenhuma cerimônia, habitando a caixa e a ocupando
Sufocando as regalias que me propus a ter das quais amar ficava em ultimo lugar
Para de propósito não ter a dor como aliada, mas já agora ela é intima
Se de certo comanda minhas duas mãos que enfraquecem o pincel e torna fraco o que havia a lhe dizer.
Foge de controle as minhas palavras e quando a mim voltam, se tornam essa rasura de dor
Essa fraca carta de amor.
