Cotidiano

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O Amor de Vitrine (Reflexão)
Celebra-se o amor em calendários, mas nega-se o afeto no cotidiano. O que vemos hoje é o amor estático: um amontoado de palavras sem movimento, um sentimento sem entrega, uma promessa que não sobrevive ao primeiro defeito ou à primeira tempestade. É o amor sem ação, uma escultura de gelo que derrete ao sol da realidade.
Dizer "amar ao próximo como a si mesmo" tornou-se uma divagação poética, enquanto, na prática, o amor nasce e morre no espelho. O afeto esfriou. Criamos uma barreira onde a dor alheia não nos pertence; se não me dói a carne, por que haveria de me doer o espírito? Sob o império do egoísmo e da arrogância, o que resta é o eco de pessoas vazias.
Vazias de fé. Órfãs de Deus.
Até os templos, que deveriam ser refúgios de cura, tornaram-se praças de conveniência. Busca-se o status, o compromisso social de "estar presente" e o selo de "boa pessoa" através de trabalhos externos. Mas o coração permanece fechado para o compartilhamento real.
A verdadeira Igreja — aquela feita de carne, osso e espírito — está desbotada, sem vida e coberta pela poeira da indiferença. Há muito sacrifício ritual, mas pouco entendimento espiritual. No fim, o povo padece, pois prefere o conforto da ignorância ao peso transformador do verdadeiro amor.


Texto: Islene Souza

O fanático religioso no cotidiano e online:


Um fanático ideológico religioso, possui a sua base, no que decidiu a sí próprio, em viés de confirmação emotiva, ser a alegada verdade suprema.


Ele é um ressentido com a sua trajetória mal sucedida de Vida, desta forma, inventa atalhos cognitivos para explicar o que não entende sobre ocorridos.


As suas explicações, para tudo, são de uma curta visão, e carentes de uma lógica sensata.


Consequentemente, sendo um recalcado, quase toda tentativa de debater algum assunto com outros, já chega lotada de pré julgamentos do que o outro seria, logo, ou aceitas a imaginária "verdade" ao ver dele, ou sérias um "caso perdido".


Dessa maneira, ele perde conexões salutares com as pessoas, em aprendizado mútuo, se faz um perfil de redes virtuais, não consegue ser descontraído com a Vida, tudo colocando numa caixinha de rótulos, com idéia de que sair de sua bolha não vale a pena, o mundo estaria todo perdido, tudo seria caminho para as trevas.


Como forma de solução delirante, ele se fecha cada vez mais nos dogmas de nicho limitado em experiências variadas e coletivas, para uma solução de equidade. Suas postagens são polarizadas, e sempre num mesmo assunto forçadamente mecânico, nada de seu feed pessoal é variado, ou descontraído, pois ele caiu em uma manipulação robotizada, de seitas, crenças, e religiosidade, que atrofiam o seu raciocínio de autonomia.


Ele pode até tentar variar os post's, mas sendo vítima de uma espécie de "lavagem cerebral", logo ele volta ao mesmo assunto cansativo, criando atritos, polêmicas e tumultos, sempre se imaginando o portador de uma alegada "extrema razão"!


Sir Mário Honorário

A verdade de um passado: quando "feliz dançando com o cotidiano que balança mais não cai, quando só ou rodeado, não importando quem vem ou vai se ficava só"!
"Sob a luz que tolhe a noite com o objetivo de me mostrar, me queimei nos epílogos por me revelar, e herdei uma horda de pandemônios de arrepender, com suspiros gritantes de dentro para fora do vazio em mim"!
"Veio a saudade trazendo uma cesta cheia de expectativas, desleais, com às recordações numa falsa claridade se mostrando em conforto, traduzindo no desconforto sem poder toca-la"!
"Nos dias depois do fim e nas noites sem fins do fim, com a mente diante de uma alcateia faminta das fraquezas do coração, a vida vivia cortando o ar dos pulmões inúteis da atmosfera daqueles erros"... enfim e sem meu fim aprendi com eles!

A vida não confiará seus recursos a quem reprova nos pequenos testes do cotidiano

Amar é um movimento que se expande, toca o simples e transforma o cotidiano. É a escolha diária de enxergar beleza no trivial, de acolher o outro em sua essência, de curar feridas com gentileza. É a coragem de se doar sem medo, de florescer mesmo em solo árido. Esse sentimento que nos conecta, nos fortalece e nos faz mais humanos é, no seu sentido mais puro e amplo, um amor pela Vida.

A meditação inconstante
da alma,
que busca
no cotidiano do viver,
encontra o que deseja
num simples abraço.

Nas picadas do cotidiano
Rasteja confuso, o Homem
Voraz no saber dos tolos
Braçal na máquina que o devora.

O Altar do Cotidiano


Não é só quando o céu desaba em chumbo, e o peito implora o abrigo de uma mão, que a gente deve olhar pra quem, no prumo, sustenta as vigas do nosso coração. É fácil ser socorro no naufrágio, gritar o nome de quem sabe ouvir; Difícil é manter o privilégio de, no silêncio, ainda se fazer sentir. A base não se ergue em emergência, nem vive de migalhas de atenção; O amor que permanece pede coerência, presença que não cabe em distração. Que a gente saiba honrar o chão que pisa, não só quando o tropeço nos faz cair, mas quando a brisa leve nos avisa: “Alguém ficou pra te ver sorrir.” Pois quem é cais na hora da agonia merece festa, vinho e o melhor lugar. No centro exato de qualquer alegria, pra nunca o esquecimento o alcançar.

Ser feliz não tem preço; é um prazer que sentimos no cotidiano, entre cada batida do coração...

Ode ao Chá ☕ 🌱🌿🍃


Uma xícara de chá
a alma serena pode tornar
e o cotidiano suavizar...


Uma xícara de chá
é como um sopro de calma,
uma pausa que repousa
na palma da mão...


Seu perfume aquece o instante,
seus goles adoçam o tempo,
e até a pressa mais áspera
se rende ao seu lento encantamento...


Uma xícara de chá
é quase um rito secreto:
o fervor da água,
o silêncio da infusão,
o amargo e o doce
dialogando na língua...


No calor do líquido,
o coração desacelera,
o corpo respira mais fundo,
a alma se recolhe inteira,
e o caos, por um instante,
se curva diante do sagrado
ato de beber... ☕🍃🌿🌱


✍©️ @MiriamDaCosta

Sem equilíbrio,
a realidade nos embrutece.


Mergulhar demais no cotidiano cruel
nos faz emergir desumanizados:
cínicos, debochados, frios,
calculistas e perigosamente cruéis.


Toda imersão profunda
cobra um contrapeso.
A arte não é luxo,
é sobrevivência.


A poesia, a música,
ler, escrever,
silenciar junto à natureza,
conviver com os animais
sem arrogância
são pequenas doses de sanidade
num mundo que insiste
em nos adoecer.


✍©️@MiriamDaCosta

Amor se prova no cotidiano, não no discurso
É o café feito sem pedir que diz mais que mil promessas.

A vida adulta seria mais plena se preservasse a habilidade infantil de tornar o cotidiano uma aventura. Contudo, o conhecimento, ao iluminar, dissipa a penumbra onde a magia habita.

"O trilionário terrestre é aquele que transforma o cotidiano global em seu fluxo de caixa pessoal."

Para o cotidiano, ajudas mútuas. Irmãos extendendo as mãos para quem puder alcançá-las… De humano em humano… Deus usa humanos para promover o bem em seu nome, em suas causas… Deus usa as Palavras dos pregadores para alcançar nossos corações com a consciência que precisamos… Não há o que Deus não possa fazer e/ou restaurar! Deus abençoa e provê!

Para o que parece impossível, só Deus! E às vezes Deus está escondido em um simples “Bom dia!” que você precisava ouvir, num conselho que não te negaram, num elogio que você não esperava ou numa repreensão que literalmente vai te salvar do mundo. Pequenos lembretes de que Deus está ali, trabalhando na sua vida, ainda que não possa enxergá-lo ou sentí-lo!

A humanidade espera pelo futuro. Mas Deus está no passado, presente e futuro! Nosso Pai é eterno e atemporal! Então, mais que uma esperança é ter a certeza de que nada foge da vontade do Pai! Com Ele, a luz resplandece! O bem sempre vencerá as trevas ainda que a realidade atual do mundo seja de conflito espiritual! 🙏🏻

(Aline Abdalah)

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📖 “Nunca paguem o mal com o mal. Pensem sempre em fazer o que é melhor aos olhos de todos. No que depender de vocês, vivam em paz com todos. Amados, nunca se vinguem; deixem que a ira de Deus se encarregue disso, pois assim dizem as Escrituras: “A vingança cabe a mim, eu lhes darei o troco, diz o Senhor”. Pelo contrário: “Se seu inimigo estiver com fome, dê-lhe de comer; se estiver com sede, dê-lhe de beber. Ao fazer isso, amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. Não deixem que o mal os vença, mas vençam o mal praticando o bem.”

‭‭(Romanos‬ ‭12‬:‭17‬-‭21‬ ‭NVT‬‬)

Não é tragédia — é escolha. Repetida no cotidiano, sem testemunhas, sem drama, apenas a lenta adesão ao próprio desvio. O homem moderno não despenca no vazio: constrói-o, camada por camada, imagem por imagem, enquanto evita o espelho que o revelaria. Incapaz de se ver, inventa culpados, projeta faltas, cria bodes expiatórios para sustentar a ilusão de que não foi ele quem, em silêncio, edificou o próprio colapso.

“O cotidiano foi minha principal inspiração
e os amanheceres o ponto de partida”.

Corrosiva são as melhoras em uma tarde hospitalar⁠, o cotidiano de um paciente não é muito diferente de um quarto vazio. O inadecer permanece.

Há feridas na alma que desafiam a cura; elas não sangram no cotidiano, mas latejam ao menor toque da lembrança.⁠

A felicidade é a condição existencial do ignorante e a manutenção de sua vida no cotidiano.


Bertoudo Matos