Corpo
A maior limitação está na mente, não nos membros atrofiados do corpo. Quem dança por dentro, rebola por fora.
A morte é um grande mistério...
Tanta dor na despedida!...
Mas quem morre perde o corpo,
Nunca perde a luz da vida.
Deixemos o tempo envelhecer nosso corpo, ajuizar nossa mente e deteriorar nossas esperanças pra que percebamos o quão fúteis são nossas esperas. Abandone seus caprichos e aceite que a vida é agora antes que o tempo cumpra seu legado.
Você é lindo!
Como posso ver seus lábios e não querer beijá-lo?
Tocar seu corpo como se estivesse em um sonho
Olhar profundamente em seus olhos e não querer pensar em mais nada
Acariciar seu rosto, deslizar em seus cabelos
Ser engodado pela chama do teu abraço
Querer te encontrar e dizer:
Beije-me
Atraia-me
Toque-me
Olhe-me, sinta-me e ames-me porque te amo
Ames-me porque amo você
Fecha teus olhos e abra os olhos do teu coração para mim
Embora tudo que acima escrevo parece ser sem sentido, decifre-me sem tirar meus mistérios
Mostre-me o mundo que desconheço
Meus olhos brilham ao pôr-do-sol e minha face recostada a teu peito ouve o teu pulsar que dispara ao meu encontro
Como se fosse um sonho...
O que me nutre é a esperança
(mesmo minúscula)
Há dias em que a mente para e o corpo permanece aceso — aceso de impossibilidade.
Penso com precisão cirúrgica, mas não atravesso o quarto.
O chuveiro vira montanha, o cabelo vira florestas que não domino,
a pia é um mapa de guerras que não escolhi lutar.
Abro a geladeira e nada combina com nada;
as panelas, como constelações desconhecidas, me olham de volta.
Eu sei o que fazer.
Eu só não consigo começar.
De fora, pedem senha: “Fala. Pede ajuda. Sorri.”
Quando falo, dizem que me exponho; quando calo, dizem que me escondo.
Se aceito convite, tenho medo de ser peso; se recuso, pareço descaso.
Não é orgulho. Não é ingratidão.
É que o corpo virou freio de mão num carro em descida.
E eu, para não atropelar ninguém, puxo mais forte — e paro.
Meu avô sussurra de um lugar antigo:
“Veja onde deposita a confiança.
O melhor amigo do seu melhor amigo… não é você.”
Aprendi a guardar as palavras para que não me devolvam em lâminas.
Mas guardar também dói — o silêncio incha, aperta, afoga.
Dentro, uma assembleia: anjos e demônios.
Os anjos falam baixo: “Respira. Existe um depois.”
Os demônios gritam com provas: a bagunça, o atraso, a lista de não feitos.
E eu, no meio, tentando não me perder dos dois.
Não são eles que me nutrem; se algo me sustenta, é outra coisa —
um fio de luz quase microscópico,
uma esperança que cabe entre a unha e a pele,
mas que ainda assim puxa o meu nome de volta para mim.
Às vezes olho para frente e só vejo um eco.
Não me reconheço no futuro que inventaram para eu caber.
A estrada é reta, sem desvios: seguir — arrastando ou não.
E, na beira da estrada, um abismo bonito demais.
O desejo de pular tem cores. A vista é linda.
Eu sei. Eu vejo.
Mas fico.
Fico pelo quase, pelo mínimo, pelo que ainda pode nascer do pó.
Há também a casa — esse espelho ampliado.
O acúmulo desenha no chão a cartografia da minha exaustão.
Cada objeto fora do lugar me aponta que falhei em existir.
E, ainda assim, entre a louça e o cansaço, às vezes encontro um gesto respirável:
um copo lavado.
Um fio de cabelo preso.
Uma toalha estendida como bandeira branca.
São pequenos tratados de paz com o dia.
Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.
Escrevo para não me perder de mim.
Se um dia eu cair, que esta página seja pista: lutei mais do que pude.
Se eu ficar, que estas linhas sejam prova: a esperança, mesmo minúscula, ainda alimenta.
E se amanhã for só um pouquinho mais macio do que hoje,
já terá sido milagre suficiente.
Não prometo grandiosidades.
Prometo o próximo gesto possível:
abrir a janela;
encostar a testa no azulejo frio;
deixar a água tocar a nuca como quem batiza;
pentear um nó;
lavar um prato;
responder “talvez” a um convite;
aceitar um abraço que não pergunta nada.
Eu caminho dentro de uma fé tímida — às vezes vacilo, às vezes desacredito.
Olho para o céu e digo: “Se houver um Deus, que me veja quando eu não consigo.”
E quando não sinto nada, ainda assim repito — por teimosia, por pequena ousadia.
Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Se eu chegar, celebra comigo esse quase invisível triunfo:
o fio de vida que atravessa a noite e acende um ponto no escuro.
No fim, é simples e é imenso:
o que me nutre é a esperança.
Por mais minúscula que seja.
Jorgeane Borges
06 de Setembro 2025
Os súditos do ditador do futuro serão governados sem sofrimentos por um corpo de engenheiros sociais altamente instruídos.
(Admirável Mundo Novo)
Uma pessoa mentirosa é pior que uma cobra venenosa, seu veneno não prejudica o corpo mais feri profundamente à alma
Talvez eu não seja ninguém. É verdade que tenho um corpo e não posso escapar dele. Eu gostaria de sair da minha cabeça, mas isso está fora de questão.
Qual a melhor forma de sentir calor
Sem seu corpo quente.
Qual o melhor jeito de falar de amor
Sem falar da gente.
Ame seu cabelo, suas espinhas, seu corpo, sua barriga, suas pernas, sua celulite, suas estrias. Se ame, assim os outros vão aprender a te amar também.
Por coração uma pedra
e no corpo este vazio
Crescem a sede
e as mágoas
no parado deste frio
Se vens acordo
e esqueço
que o coração de pedra não sente
Volto a ser rio
Amor à primeira vista é alma trocando
de corpo feito pássaro de ninho, é sede
repentina, sede da água do outro...
Oceano de Desejo
Meu corpo é maré alta, um oceano que se agita, sempre à espera de algo que o toque, que traga a calma ou o caos. Não são todas as mãos que sabem navegar esse mar profundo. Algumas apenas afundam, outras seguem sem perceber a profundidade. E eu espero por quem tenha coragem de mergulhar, por quem entenda que desejo não é só pele, mas a união de duas almas que se reconhecem no abismo e se elevam juntas, sem medo de se perder, mas prontas para se encontrar.
Mulher
sedutora,
perigosa.
É a mulher que sabe seduzir com o corpo.
Pior é a mulher que te mata,
e te conquista com a mente!!
..
Sabe o que descobri?
Que não sou apaixonado pelas curvas do teu corpo, mas sim por teu cheiro, tua voz, teu toque, tua pele, teu beijo, teu respirar, cheguei a essa conclusão quando percebi que os momentos mais intensos foram quando eu apenas te senti, pois estava de olhos fechados, não estava olhando para você. Também pelo motivo de me faltar o ar, quando apenas lembro do seu sorriso e seu rostinho de felicidade, meu corpo todo sente a necessidade esta perto desse conjunto harmonioso que me faz tão bem, ouvir a tua voz me alimenta a alma, me faz esquecer do mundo, das dores, dos erros, dos problemas e até da própria realidade.
Nessa prisão me sinto liberto para amar o que não poderia ser amado, e nessa contra mão me vejo diante de você a quem tem por posse todos os meus desejos e sentimentos mais puro dentro do que é mais impuro de ser vivido.
Confuso? Não!
Sei o que é preciso ser feito, que é apenas viver!
