Corda
Equilibramo-nos na corda da normalidade que outrora foi um largo caminho de muitas possibilidades de ser.
Pais nascem com uma "corda" imaginária que deve ser utilizada na educação dos filhos.
Há momentos de afrouxar, de puxar para si. E assim deve ser em todos os momentos, sucessivamente.
Porque haverá o momento de soltar, mas quando acontecer, ele deverá estar com ela na mão para também saber o momento certo de fazer a devida utilização.
Uma corda pode ser usada para selar um cavalo e nos ajudar a guiá-lo com precisão e presteza, nos proporcionando um passeio prazeroso; uma corda nos relembra a nossa infância, quando pulávamos a corda com tanta alegria e inocência; uma corda pode nos ajudar a subir em uma árvore, ou a galgar os penhascos, as montanhas; uma corda pode nos inspirar a elaborar uma obra de arte; uma corda pode ser usada por um ativista para subir em um navio, em defesa ao meio ambiente; uma corda pode ser usada para içar mercadorias; uma corda pode ser usada para salvar uma pessoa, em situações extremas, como afogamentos, incêndios, quedas, em lugares de difícil acesso, como cair numa cisterna; uma corda pode despertar insanidades nos homens, e ser usada para açoitar, lesar, marcar, tolhi o nosso próximo e os animais; uma corda pode calar a voz de um servo de Deus, um mártir, sendo usada para enforcá-lo com requinte de crueldade.
Enfim uma corda pode prender, libertar, alegrar, entristecer; está em nossas mãos as escolhas do que deveremos fazer com ela; com uma corda pode ser dado o nó cego dos nossos desejos, pensamentos!
Não há caminho fácil para o sucesso em qualquer parte do mundo;
por isso precisamos andar na corda bamba muitas e muitas vezes, antes de alcançarmos o ápice de nossos desejos.
Aproximação desinteressada é mais cruel que a insensibilidade. A arma a ser disparada ou a corda que sela o último acto, nunca vem de quem oferece o motivo, mas de quem ouve a história e segue o seu caminho, como se nada tivesse acontecido. Nos disseram que falar alivia, que era um óptimo analgésico para angústia e que afugentava os demónios que povoam o nosso interior. Só não nos contaram que podia ser a última arma contra nós mesmos, caso encontrassemos alguém mais interessado na história do que na nossa dor.
__ José Alexandre
Quanto à Palavra de Deus posso dizer: o poço é fundo, minha corda é curta e minha caneca é pequena!
A corda da insanidade está sendo esticada até os limites do bizarro, assim cada vez acostumamo-nos com o sórdido, o vil, o torpe, o baixo, com a total emantização e "humanização". Já colhemos os frutos disso: as pessoas cada vez menos afetuosas, clamando por carinho e atenção. Vivemos cercados de pessoas, mas em pleno isolamento, numa masmorra de solidão . A escritura diz: "A maldade aumentará de tal maneira que o amor de muitos se esfriará". Mas ainda tenho fé que no âmago do espírito humano, existe uma centelha divina que precisa ser abastecida, precisa ser acesa novamente.
Parece ser fraco o arco que sustenta a corda? Preste atenção, quando o arco é flexionado, é ali, naquele único momento! que descobrimos, que fraca é a corda para aquele arco.
BALANÇO DE CORDA
Balanço de corda que vivi em uma arvore solitária, que sobrevive de historias dos seus frequentadores, historias de amor e de tristezas.
Relatos são ditos através de seu balançar ao vento, são ditas palavras a chorar, soltando a sua seiva e através do desprender de suas folhas chora com o conto.
Um ponto de encontro entre um casal que falam promessas de amor e carinho, por eternidade ao vento, através do aroma das suas flores festeja a felicidade dos pombinhos.
Através de sol sombra e chuva, apodrece suas fibras que chega a soltar a madeira presa entre duas cordas, os pássaros formam os seus ninhos através da corda do balanço e vidas renasce, e a arvore vivi todas as historias de amor e tristezas... (rsm)01/06/2012.
