Conversa
- Cristão: Você precisa de Jesus para ir para o céu. Sem ele você não tem salvação!
- Pagão: Não quero ir pro seu céu. Por que eu precisaria de salvação, se não estou
perdido?
- Cristão: Sem salvação você irá para o inferno. Onde passará sua eternidade sem
Deus; em sofrimento perpétuo.
- Pagão: Então, ou eu aceito o teu céu ou vou para o inferno? Você se esquece que
existem muitos caminhos na vida, e o universo é muito grande; Talvez existam muitos
universos por aí. Muitos mundos habitados.
- Cristão: Mas a Bíblia só fala do céu e inferno. Não há mais que dois caminhos, o
da salvação ou o da perdição.
- Pagão: A Bíblia deveria ser um livro que fala sobre tudo no mundo? Sobre tudo no
universo? Um mapa talvez indique vários caminhos e trajetos, mas a Bíblia é apenas um
guia de rota. Lamento, Não estamos atrás do mesmo destino.
- Cristão: Você só pode ir por dois caminhos na vida. Não existe mais opção, e além
do mais, os idólatras são como feiticeiros aos olhos do Senhor. E não alcançaram a
salvação.
- Pagão: Me condena à um destino de sofrimento e castigo por ser livre? E porque
sou livre me ata em cadeias. Não tenho nada contra seu deus, nem contra você. Apenas
deixe-me seguir em paz na minha caminhada pela terra.
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Meu mundo
Abri as portas do meu quarto
Mostrei a cara do meu mundo
Você aponta os meus erros
Limpo, conserto e arrumo
Será que vou viver meu sonho
Sem seu olhar de desaponto?
Você me fala as consequências
O meu caminho eu assumo
Nossa conversa tem barreiras
Minha vitória só eu sinto
Os meus defeitos aplaudidos
Os meus acertos esquecidos
Serei o que for bom pra mim
Meu choro é a face do meu medo
A minha angustia em segredo
Censura prévia não é impedir biografia-não-autorizada de si. Censura prévia é impedir, dificultar ou mesmo moderar (previamente) comentários dos outros! | 00665 | 16/10/2013
Recordo-me que para acontecer tudo isso, foi preciso à ação do tempo, trazendo as modificações cabíveis e necessárias. Relembro as nossas longas e intermináveis conversas. Fazíamos uma retrospectiva de nossa vida pessoal, familiar, amorosa... E foi exatamente numa conversa dessas, que rolou o nosso primeiro beijo.
Pessoas tímidas geralmente acabam sendo as pessoas mais legais que você conhece depois que começa a conversar com elas.
Acho fantástico perceber como muda-se a época, o tempo passa incansável, porém as pessoas são dotadas dos mesmos desejos, da mesma sede angustiada na emergência do ter, possuir, controlar.
Parece que a liberdade que lhes fora dada, fora esquecida ainda na barriga da gestante.
Ao invés de ensinar a liberdade e o direito de ir e vir, devia-se ensinar pelo menos sobre a paciência, pois o primeiro a gente esquece e acaba querendo antecipar os fatos, a o segundo nos ensinaria que por mais que não tenhamos a capacidade de entender que as pessoas são livres para amar a quem bem entende, teríamos a paciência de esperar a nossa hora, ou digamos a hora "do passarinho voltar".
Não adianta conversar com o destino, o tempo sabe todas as coisas, nos cabe apenas esperar a sombra de uma boa felicidade, um bom vinho e queijos frescos.
Se percebe quando a pessoa tende a sofrer surpresas desagradáveis no futuro pelo o pouco que ela pergunta sobre quem a esta conquistando.
Tudo o que existe, com exceção de Deus, tem um fim, mas de todas as coisas criadas a que mais faz falta quando se vai é o ser humano.
Por vezes me pus a debater com Deus se não seria melhor sequer terem nascido aqueles a quem amamos, mantendo assim, nosso coração protegido, mas Ele me perguntou: preferia ter vivido o que viveu ou morrer sem saber o valor de quem agora está comigo?
Calei-me...
Eu não minto nem suporto mentira. Por isso afirmo... Sim, já vi enterro de anão! Sim, já vi cabeça de bacalhau! Sim, já vi japonesa loura! O que ainda não vi é biógrafo fazer biografia (autorizada ou não) de si (próprio) ou de outros biógrafos. Isso nunca vi! E eu não minto nem suporto conversa fiada! | 00645 | 11/10/2013
Se "biografia não autorizada" fosse bom para todos, biógrafos teriam escrito a própria ou feito a de outros biógrafos, não é? Ou será que não é? Hein? | 00648 | 11/10/2013
Se "biografias não autorizadas" rendessem apenas medalhas (e nenhum dinheiro) haveria certos tipos de biógrafos? Haveria? | 00649 | 11/10/2013
Se for para fugir, fuja da velha forma diferente de ser igual. Dê chances para as oportunidades, perdão para os fracassos, comece, recomece, desacostume-se a perder muito por pouco, ouça sua consciência e converse mais com seu coração.
O ateísmo como mera descrença em Deus não tem muito a oferecer. É um corretivo para todo um conjunto de más ideias, mas ele não coloca nada no lugar das más ideias. É um corretivo necessário, mas o que preenche o vazio é a ciência, a arte e a filosofia. O ateísmo é apenas uma maneira de abrir espaço para uma conversa melhor.
Quer ser ouvido (a)?
Procure um psicólogo (a).
Conversando com “amigos”, você começa a falar e logo é interrompido pelos pronomes: Eu, meu, minha.
Então, quando converso com Deus, me acalmo. E quando no silêncio ouço a sua voz, sinto-me cada vez mais forte.
joanarodrigues.com.br
Quando estiver em silêncio, escuta tua linguagem interna. Quando estiver falando, observa teu silêncio interno.
Não era uma distância longa entre um olhar e outro. Mas longe o bastante para que os olhares se deturbassem, uma distância suficiente para que fosse agregado ao olhar certa subjetividade e interpretação um tanto ousadas. E foi isso que aconteceu.
Dia após dia os olhares se encontravam, abraçavam-se, mas nada diziam. Talvez porque não achassem que ali estaria se criando visões de algo, de alguma coisa. E em linha reta, a conversa continuava. Não em palavras, mas na subjetividade dos olhares. Não é preciso dizer nada para que fosse percebido que ali por meio dos olhos a comunicação se fazia. E seus interlocutores sempre certos de que estavam sendo compreendidos. Será?
Talvez sim, talvez não. Os olhos não são muito claros, vejam o trocadilho, quando se trata de sentimentos. Alerta de espolie. Sim, um sentimento nascia por meio daqueles olhares. Pelo menos da parte do dono de um dos pares de olhos. De uma pequena semente por trás daqueles olhos nascia um sentimento. E alimentado pelo imenso terreno fértil da carência cresceu tanto que já não cabia mais no corpo. Começou a transbordar.
Saia por todos os poros da pele. Fugia pela respiração. Os olhos, porém, pareciam não saber transmitir essa mensagem. O olhar não tinha a força de levar à compreensão desse sentimento a pessoa a quem estava endereçado. E a dona do outro par de olhos não recebeu essa informação. Não imediatamente, apesar dos olhares continuarem ininterruptos.
E eis que entra nessa história um terceiro par de olhos. Na verdade, um par de ouvidos. Ao escutar a confissão do amigo, não crer. Ele que acompanhou e ouviu todos os cochichos daqueles olhares, percebeu de imediato que os olhos daqueles dois jovens não estavam falando a mesma língua. E a dona do segundo par de olhos ouviu da boca do amigo o que o dono dos olhares interpretou.
Ela não acreditou. Mas ficou calada, pois nada a boca tem a ver com a conversa dos olhos. E deixou então que os olhares fugissem e que ficassem calados para que não fossem mal interpretados. Mesmo assim, vez por outra eles se encontram, pois estão sempre no mesmo caminho, desviam-se e vão embora. E o terreno fértil da carência continua suprindo o amor que o dono de um dos pares daqueles olhos pensa existir. Olhares são perigosos. Eles falam muito, no entanto, nada escutam.
