Contos de amor
Permitir ser a tua mulher
sem pressa de viver.
o vital compromisso
com o amor no destino.
Com toda calma atlântica
no lugar que elegeste,
Na tua mão a alma austral
aceite plena, fiel e perene.
Para que o amor respire
sem que nada o sufoque,
o florescer que existe,
e nem o céu não o limite.
Assim as mãos se enlacem
na primavera que acontece,
no romance que floresce
e nenhum mau tempo alcance.
Não importa o caos do mundo,
o que importa é o que podemos
fazer com muito amor por dentro.
O silêncio não é distanciamento
quando se carrega alguém
no coração e no pensamento.
Capinxigui florescido em maio,
do desejável embalo por nada
e nem por ninguém me distraio.
Neste tempo de florescimento
que cura e adoça com mel
não só o momento e o tormento.
A Ponte Hercílio Luz em centenário
ainda não sentiu os nossos passos,
prevejo caminhos sendo traçados.
Sob o Hemisfério Celestial Sul
entre sonhos e embalos cultivados,
coloco todos nas alturas confiados.
Meu amor, você sabe bem
que os pensamentos seus
tomaram conta dos meus,
sem nenhuma censura
e com infinita ternura.
É fato que não tenho
olhos para mais ninguém;
sorrio por sua causa,
sem tempo para trégua,
muito além de maio
e nem um pouco de soslaio.
Aguardo um sinal seu
como quem aguarda um milagre
dos céus em Santa Catarina;
a Alegria-dos-jardins cresceu
e floresceu repleta de poesia.
Não sei quanto tempo
levará para que você seja meu
e para que eu seja tua;
de todo o coração, tens habitado
até na minha prece noturna.
Há beijos...
Há beijos que pronunciam por si sós
a sentença de amor condenatória.
Principalmente aqueles beijos dados
em segredo no coração não têm volta.
Gabriela Mistral, Claudio Estrada,
Rufino Blanco Fombona,
Fortoul-Hurtado e o poeta anônimo
de um poema viral — meus advogados —,
trouxeram à luz que a tua existência é a prova. Venha, porque a hora de amar é agora!
Há beijos que se dão com o olhar,
tantos dei e ainda te dou sem que saibas.
Há beijos que se dão com a memória,
os nossos não acabarão em nada.
Haverão de ser os nossos beijos
o nosso estabelecimento da íntima pátria.
...
Nota: Este poema foi inspirado no famoso "Beijos", erroneamente atribuído a Gabriela Mistral. Invoco Mistral e outros autores como "meus advogados" para denunciar ironicamente essa falsa atribuição. Uma homenagem ao verso que se tornou uma expressão popular de amor.
Tua pele de sal, sol e amor
torna quente e polida,
a minha pele de mármore
na rota da seda para o frenesi.
Carícia que ao desatar
a alta sedução encontre
posição ao se encaixar.
Não, não vou passar,
porque campos em ti
fiz a jura de conquistar;
escalar já é a direção.
Por cada imagem de alta
voltagem sedutora,
sem culpa nenhuma,
manifesto ainda que
silenciosa que em você
fiz nascer a cultura.
Não, não vou parar,
porque tornei-me como
os quatro elementos;
e o impulso incontrolável.
Moram em mim todas
as mulheres brasileiras,
que o seu vício em seduzir
enxergava ser por
costume qualquer uma,
e agora não sabe o que
fazer com tanto amor.
Não, não vai dissipar,
porque em cada curva,
tu haverá de encontrar
o requinte floral de cada
ipê de junho a surpreender,
e selvagem, haverá de querer.
Nasci para ser o seu ponto fora da curva,
por isso elegi cultivar o amor e a delícia.
enquanto há quem opte pela queda livre;
Para preservar o elevado e a real direção,
para que nada distraia do que de fato importa.
Em preparação tenho afinado o coração
como um maestro afina um coral,
para receber com gala a sua existência,
para que haja o espaço para a melodia
da Via Láctea, e na garganta seja mantida.
Para o encontro das nossas polaridades
encontrem os encaixes sob os ipês floridos,
E nada seja maior do que nossas liberdades
com pertencimento, elegância e intensidade.
Da forma mais luxuosa e cheia de serenidade
para ser e desfrutar da tua entrega com os pés
descalços na beira de um rio permitindo sentir
a ternura a tocar até mergulhar e nos submergir.
Poesia precisa de chão
para nascer e crescer;
assim como o amor,
para a gente viver,
precisa da coragem
contida no seu peito.
Sim, eu vi a florada
do manacá entrelaçada
com o Ipê-amarelo,
que tem a sua florada
por mim esperada.
Ciente disso, percebi
que o inverno rigoroso,
aqui em Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí,
que seja deste jeito,
não detém a beleza
por causa do tempo.
Se for para florescer,
sobre nós que seja
o florescer dos manacás.
Que seja do jeito que estás,
com leitura prazerosa,
e doçura sem nenhuma aspas.
Permitir que o amor tome
conta de cada escolha,
Trazer a beleza consigo
da Juçara-da-amazônia
recebendo o pouso bonito
do tucanuçu no destino,
E deixar que tudo tenha
igual o curso de um rio.
Sob a aurora matutina
manter o pacto silente
fortalecido com a vida,
com amazona convicção,
Mesmo que tenham
destruído uma ponte
de diálogo no caminho,
nasceste com asas
e a tua pacífica direção.
Não é preciso validação
de ninguém para ser
quem és e quem deseja
ser onde você quiser,
Até para escrever
os versos intimistas:
Para dar-se o luxo
de percorrer novas rotas,
permitir viver todas
as sonhadas escolhas.
Feitas sob medida
para o seu bem-querer
como as pestanas
são os parabrisas do ver,
Do jeito que o sol
está para o amanhecer,
De um jeito novo
todos os dias renasça
quantas vezes for
preciso para manter
o seu melhor para viver.
Sem falar de amor coloquei
a mesa do nosso café da manhã
de acordo com o seu gosto,
assim muito amor te demonstro.
E em silêncio nos celebro
como o mais refinado gesto,
para que desfrute pleno
da paz no teu porto seguro.
Abri todas as janelas ao redor
com jeito para que o sol entre
junto com a palavra de amor.
Separei um colar de tucum
com carinho para cada um,
e os lábios com beijos selei com mel.
Voo imparável e com intenção.
Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.
Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.
Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.
Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o que irá acontecer
para a gente nunca mais se perder.
Entrega o que o peito e o tempo
têm silenciado porque não há
motivo para manter segredado,
Embora não saiba quem é você,
de longe te sinto apaixonado.
Confia, não tens o que temer,
da minha parte só espero
o seu sinal para começar a viver.
Quero ver o seu rosto,
sentir a sua presença corpo,
e deste pertencer ter orgulho.
Não há o que ser consertado,
nada em nós foi quebrado,
apenas seguimos o curso
dos ventos, no Mataralcito,
e dançamos os ritmos bolivianos.
Não buscamos fazer planos,
nos entretemos com o tempo
e com o som da palma zunkha;
Os corações seguem intactos
não querendo viver mais
de compromissos adiados.
O relógio e o tempo são invenções humanas,
criadas para o amor desafiar e subverter.
Amar de verdade é só para quem tem
coragem de sair de si para no outro viver.
Não existe erro e nem acerto na rota,
e sim alinhamento em uma só trajetória;
É só prestar um pouco mais de atenção:
estão abertas a porta e as janelas do coração.
O Ipê-amarelo-da-mata em floração agostina
em Santa Catarina dirá muito dessa confissão
que no embalo romântico têm sido escrita.
Somos livres. Não haverá nada que nos impeça
seja na água, no ar ou mesmo aqui na terra,
porque com pressa ou sem, só amar nos interessa.
Encontrar no Araguaney em flor,
como prova de amor e lirismo
latino-americano no coração,
nas tuas mãos se entregar
no embalo emotivo do Joropo,
como o curso do Rio Orinoco.
Deixar que a urgência de amar
domine absoluta os sentidos,
e que se cruzem os destinos
no mesmo passo e ritmo,
para que não se conheça
mais os anteriores caminhos.
Entender que o amor é mistério
que não precisa ser explicado,
mas que precisa ser vivido
intensamente acompanhado
com desejo, entrega e calor,
contigo gamado aqui do meu lado.
A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.
Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.
Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.
Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.
Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.
Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.
Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.
O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.
Como sintoma de amor
e de paixão, contando
com a sombra da Caoba,
o meu coração canta
canções de Merengue
como o Rio Yaque del Norte
canta ao encontrar o mar.
É bem deste jeito intenso
que vamos nos enveredar.
Meu é todo o seu amor,
e assim sou o teu amor;
e é assim que, enamorados,
nós vamos nos encontrar.
Não há nada que distraia
quando há vontade de amar,
seja na República Dominicana
ou em qualquer outro lugar.
No teu ouvido tu haverá
de ouvir o meu chamado
de amor baixinho até vir
me encontrar e para mim se dar;
E deliciosamente vou retribuir,
e de nós orgulho vamos esbanjar.
O Que Está Vivo Agora
O medo imagina o que pode acabar; o amor nos lembra do que está vivo agora.
Talvez uma das maiores contradições de amar profundamente seja esta: quanto mais alguém se torna importante para nós, mais descobrimos que também somos capazes de sentir medo. Não porque o amor seja frágil, mas porque finalmente encontramos alguma coisa que não gostaríamos de perder.
O medo é um viajante apressado. Ele abandona o presente e corre para um futuro que ainda não aconteceu. Inventa distâncias, ensaia despedidas, imagina silêncios, constrói ausências e depois volta para dentro de nós trazendo lágrimas de acontecimentos que talvez nunca existam.
O amor é diferente.
O amor permanece.
Ele olha para o rosto que está diante de nós e diz: “Está aqui.”
Escuta a voz e diz: “Ainda posso ouvi-la.”
Sente o abraço e responde: “Então abrace mais forte.”
O amor não pergunta o tempo inteiro quanto tempo vai durar. Ele pergunta quanto de verdade somos capazes de colocar no instante que temos.
Talvez eu tenha começado a compreender isso justamente agora, quando amar alguém passou a significar tanto para mim. Porque quando o coração encontra alguém que muda nossos planos, nossos pensamentos e até a maneira como imaginamos o amanhã, nasce uma vontade quase impossível de pedir ao tempo: não toque nisso.
Mas o tempo não nos pertence.
Nunca pertenceu.
E talvez seja justamente por isso que o amor seja tão precioso.
Porque amar é segurar uma mão sabendo que não podemos segurar o próprio tempo. É olhar profundamente nos olhos de alguém sem possuir nenhuma garantia sobre o amanhã e, ainda assim, dizer silenciosamente: “Hoje eu escolho você.”
O medo quer garantias.
O amor oferece presença.
O medo pergunta: “E se um dia terminar?”
O amor responde: “Mas por que sofrer pelo fim enquanto ainda estamos vivendo o começo, o meio, o agora?”
Quantas vezes destruímos um momento bonito tentando protegê-lo de uma tristeza que ainda nem chegou?
Quantas vezes deixamos de sentir plenamente um beijo porque nossa cabeça estava ocupada imaginando a possibilidade de um último beijo?
Não quero amar assim.
Não quero transformar aquilo que está vivo em saudade antes da hora.
Se existe amor hoje, quero senti-lo hoje.
Se existe um abraço, quero morar alguns segundos dentro dele.
Se existe um sorriso capaz de mudar meu dia, quero contemplá-lo sem perguntar quando deixarei de vê-lo.
Se existe alguém que fez meu coração reaprender a bater de outra maneira, quero agradecer pela existência desse sentimento em vez de interrogá-lo todos os dias sobre sua eternidade.
Porque talvez o “para sempre” não seja uma quantidade de anos.
Talvez o para sempre seja a profundidade com que determinados momentos permanecem dentro de nós.
Há pessoas que passam décadas ao nosso lado e quase não deixam marcas. Outras chegam inesperadamente e, em pouco tempo, reorganizam nossa alma inteira.
E quando isso acontece, sentimos medo.
Claro que sentimos.
Mas não devemos entregar ao medo a caneta com que escrevemos nossa história.
Que ele fique sentado em algum canto, se precisar.
Que murmure suas dúvidas.
Que invente seus futuros.
Mas que seja o amor a escolher as palavras.
Porque o medo continuará imaginando tudo aquilo que pode acabar.
Enquanto o amor, silenciosamente, continuará apontando para aquilo que está diante de nós e dizendo:
“Olhe.
Sinta.
Abrace.
Ame.
Ainda está vivo.
E é agora.”
"Você pode o quiser, meu amor, quem não pode sou eu.
Você pode ser de quem quiser, eu não posso, pois sou seu.
Você pode errar o quanto quiser, quem não pode errar sou eu.
Tudo o quanto quiseres um outro alguém pode lhe dar, quem pode me dar o que eu quero é só eu.
Bem da verdade, o que eu quero é você, então é só Deus.
Você pode ser feliz, radiante; tudo o que almejo, parece-me, morreu.
Você pode desfilar sob o Sol, você é luz, é brilho; pra mim, restou somente o breu.
Podendo ser o que quiser, você escolheu ser tudo, menos o amor meu.
Na sua vida repleta de prazeres, jamais imaginara que na minha, a sua ausência, fora o que mais doeu.
Você pode ser a Santa, devota, fiel, mas na madrugada, ninguém ouviu minhas orações, restou-me ser ateu.
Na injustiça da vida percebi que: você pode o quiser, meu amor, quem não pode sou eu..."
DESPEDIDA
Meu amor...
Escute as minhas ultimas palavras
Por favor
Você não soube entender
Que eu atirava em suas mãos
Toda possibilidade de ser feliz
Você fez de mim mais uma
Esquecendo que em nenhum lugar
Amor como este encontrará
Você precisa saber
Das descobertas dos sonhos deste amor
Você fugiu de mim
Desconhecendo a força
Que o mundo atraia sobre nós
Voce saiu de si
Fugiu de mim
Desconheceu meu mundo
Desbotou meu sorriso
Apagou minha esperança
E é por tudo isso
Que agora lhe digo
Um triste e amargo Adeus...👋
Imensurável amar
O amor é muito mais
que conjecturas e
teorias adornadas
por pontos de
interrogação
ou exclamação...
Amor é o suspiro,
o soluço, o sorriso e
as lágrimas,
hoje e amanhã - é vida...
O amor é mistério,
e precisamente por isso,
basta senti-lo e honrá-lo,
nada mais, nada menos;
o preto no branco.
Jorge B Silva
