Conto Amor de Clarice Lispector

Cerca de 95603 frases e pensamentos: Conto Amor de Clarice Lispector

A história de um amor e uma despedida.


Capítulo 1 — O Olhar que Não Devia


Miguel era casado.
Não infeliz, mas preso a uma rotina onde o amor havia aprendido a falar baixo demais.
Clara vinha do fim recente de um relacionamento — ainda recolhendo os pedaços, ainda aprendendo a ficar sozinha.
Eles não se conheciam.
Não deveriam sequer se notar.
Naquela lanchonete comum, em um fim de dia qualquer, os olhos se encontraram por acaso. Foi rápido. Intenso. Proibido. Ambos desviaram no mesmo instante, como se o mundo tivesse ficado pequeno demais.
Nada foi dito.
Mas algo nasceu ali.

Mariana
Um pedaço de amor solto no mundo,
Mariana,
a Bahia inteira numa unica moça,
Mariana,
Uma fala arrastada cheia de dengo,
Baiana,
E os cabelos carregando uma menina,
Baiana,
E nas veias corre ternura no sangue,
africana,
Florida no sorriso em todos os dias,
Emana,
Como não amar tu Mariana?

Inserida por marcoskm7

⁠A Gestão do Amor
Como em uma corrida de F1,
Recebem meu coração como troféu
E classificam-se as que vencem.
O destaque do pódio lhes pertence,
Por velozmente permanecer até o final.
Mas isso não muda o fato,
De que, hoje, irrelevantes e desclassificadas,
As anteriores presentes
Estiveram lá, correndo bem ou mal.

Inserida por JuniorLacerda

⁠A medicina cura o corpo. A psicanálise cura a mente. Mas só o amor de Jesus cura a alma; e a cura da alma restaura o corpo e a mente.
A alma não é imortal? Como pode ser ferida?
A alma sente onde está ligada, como o cérebro sente o que acontece ao corpo.
Portanto, corpo curado não garante mente curada; mente curada não garante alma curada.
Se a alma sente onde está ligada, ligue-a a Cristo!

Inserida por JuniorLacerda

⁠A conexão entre as palavras “amor” e “amo” é mais do que uma curiosidade linguística; ela revela uma profunda verdade espiritual. Ambas derivam do verbo latino “amare”, sugerindo que a autoridade do verdadeiro Senhor não pode ser dissociada do amor e do serviço. Isso é visível no chamado de Jesus para que nos amemos e sirvamos uns aos outros:
“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” (João 13:34).
Aqui, Cristo, o Senhor supremo, nos exorta não apenas ao amor mútuo, mas também ao serviço, mostrando que seu senhorio é fundamentado no amor, e não na opressão. A palavra “amo”, com sua origem no amor, reflete o caráter do Senhor que, em vez de nos dominar com dureza, nos serve, cuida e se sacrifica por nós. Jesus não é um Senhor que oprime, mas um Senhor que ama a ponto de entregar sua vida (João 10:11) e lavar os pés dos seus discípulos, como um servo (João 13:14-15).
Essa semelhança entre “amor” e “amo” também ilustra a diferença entre a escravidão física e a escravidão espiritual. Enquanto a opressão do “amo” humano poderia ser tirânica, o “amo” divino, Jesus, exerce seu poder com o mais puro amor, chamando-nos a servir uns aos outros, assim como Ele nos serviu (Marcos 10:45). Ele nos convida a sermos escravos do amor, onde o Senhor nos guia com liberdade, nos libertando da verdadeira escravidão do pecado (Romanos 6:18).
Quando Cristo nos manda amar e servir uns aos outros, Ele não apenas nos ordena a viver em harmonia, mas nos revela que o próprio sentido de liderança, de ser “amo”, está enraizado no amor e no serviço. Somos, assim, chamados a sermos senhores de nosso próximo com o mesmo amor e espírito de serviço com que Cristo nos amou e nos serviu (Gálatas 5:13). O governo de Jesus é o do amor e da servidão voluntária; aquele que verdadeiramente ama, governa com justiça, misericórdia e serviço.
Essa é a essência do versículo: amar e servir uns aos outros, como o Amo nos ama e nos serve.

Inserida por JuniorLacerda

⁠“De que vale o amor, sem o pão e o vinho?”
Essa frase, árida como um deserto, me encontrou no fim do meu primeiro casamento.
Ela expôs meus erros diante do meu fracasso, revelou minha imaturidade,
Como um espelho que reflete mais do que queremos ver.
Agarrei-me a ela como quem tenta decifrar um enigma,
Pensando que o pão — caráter, sustento, proteção —
E o vinho — carinho, prazer, cumplicidade —
Poderiam bastar para sustentar o amor.
Mas o vazio permanecia, como um eco em um coração partido.
Foi então que, cansado de buscar respostas, cheguei à conclusão:
“É possível viver muito bem sem o amor, mas não se pode viver somente dele.”
Essa constatação parecia racional, mas não resolvia a dor que habitava em mim.
Foi então que Jesus, com Sua misericórdia, me encontrou.
Ele me mostrou que o amor verdadeiro não é sustentado apenas por pão e vinho terrenos,
Mas nasce do pão de Seu corpo e do vinho de Seu sangue.
Onde, através da Sua Nova Aliança, o Seu Espírito Santo preenche nossas limitações,
Nos completando dia a dia e imprimindo em nós traços do Seu caráter único.
Na cruz, Ele expôs meu orgulho e minhas tentativas falhas,
E provou o amor mais puro ao se entregar por mim.
Até a morte, morte de cruz.
Um amor que não cobra, mas que redime;
Que não aponta erros sem oferecer graça.
Hoje entendo que o amor verdadeiro não se prende às limitações daquilo que podemos dar.
Ele é paciente como o nascer do sol, bondoso como a chuva sobre a terra rachada.
Não guarda rancores, não exige retorno, não se quebra diante de falhas.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera.
Esse amor, que nunca perece, é maior que as feridas do passado.
É o amor que transforma erros em aprendizado,
Fracassos em novas chances, imaturidade em crescimento.
E, acima de tudo, é o amor que nos completa em Jesus,
Onde o pão sacia a alma e o vinho rega o espírito.
Assim, apresento a você o verdadeiro amor:
Aquele que não falha, que não se esgota,
E que nos sustenta para sempre.

Inserida por JuniorLacerda

⁠O amor! Tão intenso! Tão abstrato!
Sentido pelas palavras dos poetas;
Sentido pelos instrumentos dos músicos;
Sentido pelas canções dos cantores;
Sentido por vários outros meios;
Mas não dito pela voz do amado, que se esconde nas trevas d'alma.
Ouvida na imaginação, como uma suave e bela música,
Que envolve todo o corpo,
Alimentando a paixão,
com uma fúria das tempestades.
O coração com alegria
das crianças, a brincar
de escode-esconde.
E a alma com a luz do amanhecer.
Trazendo vida
a toda existência

⁠Amor não se explica, sente-se.
Amor chega sem avisar,
Entra pela janela e porta.
Diz: aqui estou.
Presença viva.
Cheia de nuances e cores.
Várias sinfonias soam
Ao ritmo do coração.
As flores se multiplicam,
Em mil fragrâncias
perfumando o teu caminho.
Toda natureza compactua com esse sentimento,
Ele transborda e corre como um rio
ao encontro do mar.
Transformando em ouro tudo que toca .
Ah! esse amor ...
É tão explosivo,
quando verdadeiro.
Tão intenso,
quando sincero.
Tão teu.
Tão meu.
Tão nosso.
E assim seja, amém.
Aleluia! Aleluia!


O amor!?
Tão usado como palavra,
Tão abusado como mercadoria.
Tão exigido numa relação.
Tão questionado como virtude.
Tão odiado nas distâncias.
Tão ansiado no espaço e tempo.
E tantos tão...

Ah! O amor!
Sou uma eterna criança,
Que acredita sempre,
Que ele se encontra em tudo.
Em tudo da natureza,
Em todas as pessoas,
Em todos os sentimentos,
Em todas as emoções,
Em todos os pensamentos,
E também nos sonhos.
Sim, temos que ver e sentir o amor em todas as coisas.
Serei piegas?
Talvez..

Mas é o único elixir
que o mundo precisa para resolver
Todos os problemas.
Qualquer situação de transforma,
quando há o amor.

É nossa única esperança,
Todo o dia nutrir
Este sentimento.
Acredito que todos o possuem.
Alguns não o encontram.
Ou não sabem aplica-lo,
Mas quando o descobrem,
Com toda a sua magnitude,
Um raio de luz surge
das trevas, ilumina todo o caminho.
E a esperança aparece,
dança feliz ao vento ,
E tudo se transforma,
Deveras...

⁠Entre o crepúsculo e a aurora surgiu-me uma verdade nova:
O amor quando é verdadeiro ultrapassa todos os obstáculos.
Sem tempo, sem hora,
Vai chegar, se instalar
Com toda sua força
No coração daqueles
Que desejam, com toda a sua vontade, toda sua grandeza.
O mundo parecia um sonho.
Um poema inventado,
Uma nuvem escura,
Abrindo-se diante dos meus olhos
De um coração sangrando.
Então,...
Por detrás dos meus pensamentos
E dos meus sentimentos, há um coração que sente, que pulsa,
Por ti.
Um amor vivido plenamente, em todas as suas saliências da imaginação.

⁠Amor inexplicável

O amor não envelhece
Toca o coração dos apaixonados
Se cadencia em marcha
E toda máquina acelera
O sangue irriga todas as células
A morbidade dos órgãos
É expulsa
Tudo transforma
Em energia criadora, inspiradora,
Transformadora.
Tudo ilumina-se,
Se completa.
A natureza toma cor
no silêncio ecoa sons
os vazios se preenchem
os abismos se compõem
as almas resplandecem
Se unem num elo
Inexplicável
Seguem seus caminhos
De mão dupla.
Na estrada do destino.

⁠O beijo

O amor ilumina,
Desabrocha,
Colore,
Perfuma,
Cria,
Alimenta,
Sensibiliza,
Enrique a alma,
Com virtudes,
Escondidas
A chave
No baú
do esquecimento.

O beijo do amado!
Oh! O beijo,
Esse simples toque.
Encostar uma
Boca na outra.
Diz tanto...

Podes fingir em tudo,
Jamais no beijo.
Nunca engana
Uma boca apaixonada.
Toca a boca,
as frequências alinhadas.
Bocas amando.
Toca ou não toca.
Os castelos edificam?Desmoronam.
Senão, é apenas
Um beijo.

⁠Paixão e amor

A paixão reflete no corpo
Movimento,
energia,
furor,
dor,
aquece,
incendeia.

O amor incandeia
Nos olhos,
na boca.
Um leve sorriso,
no canto dos lábios,
Faceiro e å toa.
Eleva.

Olhares magnetizados,
Atrai a alma
Une, resplandece.
Carisma telepático,
Sem palavras,
No silêncio,
Cantam o amor,
Vivem intensamente,
O imaginário envolto
em sentimento
Que dispersa pelo vento
Encontra dois corações
Sincronizados, atados,
Perdidos no amor.

⁠aMor


O amor!
Não se explica, sente-se.
O que é esse sentir?
Às vezes dói...
Muitas vezes flutuo.
Outras vezes,
inflamo-me de vida:
Visível, frenética, luminosa,
Real, imaginada, inteira,
E nesse coquetel
de sensações, sigo.
Alimentando, protegendo,
Isso que chegou sem avisar,
Nas habita agora dentro de mim,
Como um fogo que mantém a chama,
Acesa com o nascer do sol.

⁠Amor Platónico

Não me peças para esquecer-te!
O amor que sinto por ti, completa em si;
É um amor que está além da matéria,
É espiritual;
Mesmo nos tempos difíceis, é equilibrado;
Quando o pensamento inflama com tuas lembranças, estou serena e sóbria;
É fruto da minha vontade, não dá minha carência;
Esse amor não será afetado pelo tempo,
Nem pela distância, é duradouro;
Não te aprisiona, ele te quer livre;
Nem a morte será a inimiga,
Pois te amarei por toda eternidade.

⁠Amor Platónico

Com o peito apertado
Sinto cada palavra,
Atingindo profundo o coração:
-Nunca, jamais, não...
Cresça, supere a dor,
Tudo passa...
Assim sigo,
Cada dia, como se fosse o último.
Tentando achar motivo
Para continuar sem o sonho
Avassalador de te amar
Que vivi até aqui.
A contemplar o sol, como
Sendo só o sol.

⁠Amor incondicional

Vivi meio século,
Então chegou:
O amor!
Não esse dos filmes, dos romances,
Mas o da poesia.
Incondicionalmente,
Sem pretensões de ser,
Sem pensamentos,
Sem vontades,
Somente existir.
Dominou-me.
Que susto!
Esperneei, enlouqueci,
E, resignei-me.
Completa-me.
Deixa estar...
Sente-se ao meu lado
Aprecia a paisagem:
Tudo é belo!

⁠Evolução

A leveza do ser,
O amor fluir,
Sem poder,
Só sentir.

Às horas passam
Os raios de sol ultrapassam
A neblina do caminho,
A luz amplia-se
A visão desembaraça.
A paisagem clarifica.
Clara, limpa,
Sem nuvens.

Emoções fundem-se
Sentimentos criam raízes,
E o amor germina,
Transforma,
Une,
Amplifica
E vive.
Simplesmente vive.

⁠Final


Tudo surgiu de repente.
Aquele aperto no peito,
Angústia, prazer, tristeza, amor...
Eram muitas emoções, sentimentos que se cruzavam,
Aconteciam com a força de uma tempestade.
Entre ressacas, e belos nascer de sóis, restou um corpo, estendido na praia, uma carcaça, sem vida...
Mas de repente uma brisa leve soprou, e a paisagem se compôs.
O silêncio se fez, e clarificou.
Como diz o poeta: a luz no fim do túnel.
O pulso voltou, a respiração lenta,
Mas com rítmo, com vontade, decidida a superar os obstáculos.
Caiu da cama?
Magoou-se?
Não, acordaste.
Acabaram-se as esperas,
o tempo perdido, este ruge.
A vida é movimento, ação, decisão, se não às tem, tenho eu
desculpe-me amigo,
mas fui!
Adoos hombre!
Até lá vista!

⁠Sonhei!
Sonhei um amor desejado,
Aspirado sofregamente.
Tudo se compunha.
O cheiro, o toque,
A música e o poema.
Cada melodia, era o amor.
Batia forte em cada nota,
Mas dentro do peito,
Somente no meu peito.
Quando o tempo, e o vento
Trouxe essa realidade,
Tudo se compôs.
Encharquei-me de lembranças
E continuei a sonhar.