Continuidade
Numa simples imagem da natureza,
é possível perceber a continuidade do tempo, enquanto que uma flor está florescendo, outra já está com suas pétalas secas mostrando um florescer que já não é mais o mesmo, entretanto, as duas possuem beleza
e outros encantos, duas importantes existências, exemplos de que a vida está sempre mudando.
O florescer não ocorre da noite para o dia, precisa ser continuamente cultivadoe uma vez alcançado, deve ser nutrido continuamente, pois um dia o presente será passado e futuro será presente e pode vir a ser maravilhoso, desde que o agora receba o devido cuidado assim como merece ser tradado um amor valioso.
Então, de acordo com um planejamento divino,
estamos todos dentro de um ciclo
temporal de movimentos contínuos,
do qual, não podemos sair,
mas podemos tirar o máximo de proveito de cada movimento,
plantando sabiamente, florescendo
e colhendo os frutos com um espírito grato e poucos lamentos.
O antagonismo e a liberdade, são intrumentos que possibilitam a continuidade da vida humana.
171123II
Para muitos, ensinamentos após a morte, descrevem a continuidade da vida, quando Cristo nos ensinou que só por meio da Sua vida é que podemos alcançar a vida eterna.
Estamos na Eternidade, a vida encerra aqui e tem continuidade. Mas os mistérios a serem revelados, não estão à disposição da humanidade.
Quando alguém sabotar o seu sonho, entregue ao Senhor a continuidade dele e pela fé será cumprido com alegria.
Minhas histórias nunca tem ponto finais, sempre nascem reticências...
Para dar continuidade a relacionamentos informais...
Com a natureza aprisionada, não pode dar continuidade ao impossível da vida
Porque o centro da verdadeira inocência nem sempre precisa ter a infância dirigida;
Mas a continuidade da vida fez necessidades no pecado da responsabilidade que por algum motivo me chamou
A razão insatisfeita derribou as dores assumidas de algum coração que se frustrou;
Nada começa se não existir uma chama
Nada se da continuidade se o desejo se fazer ausente
Ter a vida é um eterno presente
Basta saber valorizar em termos frequentes.
Quando a noite vem a tona,lembramos da ilusão
uma coisa que era tão verídica..se tornou solidão
Mesmo a mente superada,nãoconsegue ignorar
o fato de agora voltar ao antes,para mudar nosso lugar.
Deveriam refazer sua infelicidade
Reconquistar as chamas,que a muito foram perdidas
salvar sua dignidade
Reconstruir o caminho das vidas esquecidas.
A bruma na mente,sempre terá um lugar
A qual vai refletir nossas ações sem cessar
La no fundo,lembramos de sentimentos contidos
Ela se empodera deles,enquanto recuperamos o tempo perdido.
Queria eu refazer o presente,
Tanto quanto quero voltar ao desejo da vida
Se sentir viva hoje em dia é riqueza
Mas não tanto quanto lidar com uma alma ferida.
O hábito da conferência nos dá a certeza da posição dos fatos, possibilita a continuidade de nossos acertos nas mais diversificadas ocasiões da vida.
Um dia a luta acaba porque não existe vontade de continuidade e comprometimento com a luta na nova geração alienada carioca. Tudo de vez em quando explode, vira moda, aparece nas telinhas da TV aberta, é comentado nas redes sociais, vira febre e onda mas com dias contados pois o prazo máximo de validade carioca, parece ser até o próximo verão.
Servir ao próximo é exercer o nobre ofício da convivência fraterna.É dar continuidade às ações vivenciadas por Jesus.
Espaço e tempo são determinantes na continuidade, ou não, das amizades. As que resistirem são de fato profundas, preecherão livros e livros de histórias. Enquanto as demais, essas não merecem nem mais uma linha neste pensamento.
NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO — CONTINUIDADE.
Havia dias em que o porão respirava antes de mim.
Ele exalava um ar morno e antigo, como se fosse o pulmão cansado de uma casa que aprendera a guardar segredos demais. Eu descia os degraus devagar, escutando o ranger que nunca deixava de soar como um aviso não um aviso de perigo, mas de revelação. Porque o porão não dói: ele apenas devolve o que és.
E naquele dia, a luz que escorria pela fresta da porta parecia ainda mais tímida, como se tivesse vergonha de tocar as superfícies que me acompanhavam desde a infância.
Era estranho pensar que eu crescera tentando fugir de mim, quando na verdade tudo o que o porão queria era que eu me sentasse no chão frio e o escutasse.
As lembranças começaram a surgir em ondas baixas, como se alguém soprasse perto do meu ouvido. Não eram memórias lineares, mas fragmentos inquietos. O rosto de alguém que não sabia amar; a voz de alguém que soube ferir; a ausência de mãos que deveriam ter me segurado quando eu caía.
E, acima de tudo, a velha sensação de que o mundo lá fora não tinha espaços para os meus silêncios.
Foi então que percebi: o porão não era um cárcere, mas um espelho.
E espelhos, quando te devolvem inteiro, costumam ferir mais que qualquer lâmina.
Sentei-me. Ouvi. Respirei. A dor tinha um timbre próprio, e eu quase podia vê-la, uma figura pálida encostada na parede, observando-me com a paciência das coisas que não envelhecem.
Eu a encarei.
E, pela primeira vez, ela não recuou.
“Eu não vim para te destruir”, parecia dizer sem palavras. “Vim para te mostrar onde colocaste as tuas ruínas.”
Meu peito apertou. Não por medo, mas por reconhecimento.
Porque cada pessoa guarda dentro de si um porão, e quase todos tentam negar sua existência.
Mas negar o subterrâneo nunca apagou sua porta.
A dor continua ali, esperando a coragem de ser encarada.
Enquanto os minutos escorriam, percebi algo que não ousava admitir:
a luz que eu nunca encontrara no mundo não estava ausente, estava apenas voltada para dentro, como uma lamparina distante, protegida do vento pela própria escuridão que eu evitava.
E então, pela primeira vez, compreendi.
Não há arco-íris no meu porão…
mas talvez nunca devesse haver.
O porão não foi feito para cores; foi feito para verdades.
O arco-íris pertence ao céu.
O porão pertence à alma.
E não há conflito nisso.
A beleza nasce do contraste e eu, ali, no chão frio, comecei a entender que para tocar a claridade de cima, eu precisaria, antes, decifrar a minha noite.
Foi quando ouvi passos suaves atrás de mim...
