Contexto da Poesia Tecendo a Manha
Cortei os cipós do mesmo tamanho e fiz dois montes, botando em forma de cruz com as mesmas quantidades. Entrelacei os dois montes no meio da cruz, deixando-os bem preso.
Partindo do meio dessa cruz, comecei a entrelaçar cada cipó, um a um, passando cada um deles por baixo e por cima, dando o formato arredondado ao fundo do balaio.
São esses os balaios de cipó que uso na lida no campo todos os dias.
Mãe Zuza (1914-1990)
Muito Orgulhosa de mim Mesma
Não tenho um físico perfeitinho ou sarado, este ai dentro dos padrões de beleza que as revistas e mídias nos esfregam todos os dias na cara, e pelos quais contorcem-se os pescoços masculino, gosto de come e não é a esta altura da minha existência que vou me privar do que dá prazer só pra encher os olhos dos outros. A pele já não tem mais o viso dos 30, nem mesmo a firmeza dos 40, nos cabelos os brancos tornam-se mais evidente e as curvas a cada dia mais redondas. Trango cicatrizes aparentes por fora e outras tantas por dentro que de tão feias não as mostro a ninguém, tenho um antes e um depois de marcas que modificaram meu eu e minha vida para sempre, mas foi isto que me deu história e mais sabedoria. Gosto de uma boa produção de vez em quando, mas no geral vou de cara limpa mesmo, aprendi a me gostar e aceitar que inevitavelmente os anos nos marcam e modificam. Há quem me olhe desconfiado por achar que sou meio cínica ou meio louca, não é nada disso, o tempo apenas me ensinou que por coisa pouca não vale apena perde-lo, ou bater de frente com coisinhas insignificantes e que sempre haverá gente importante a minha volta e é por eles que eu vivo e com eles tenho o prazer de mostrar-me por inteira, como e quem verdadeiramente sou. Não sou dada a mimimis, mas muito cedo aprendi que os outros não tem que ser igual a mim para que eu os ame ou respeite, cada um é o que é dentro do seu tempo e da sua maturidade. Cada pedrinha que tive de tirar do caminho me deram mais músculos ao levanta-las e agradeço a elas pela força que tenho hoje. Sou apaixonada por música, boas histórias, teatro, dançar... e crianças e bichos então... se bobear rolo no chã, brinco de correr na chuva, esqueço as dores e abstraio os problemas, minha mente se enche de espontaneidade quando estou com eles... perco a noção do meu tempo cronológico e idade é só um número abafando pelo som da alegria de viver plena e abundantemente. Nunca fui muito de me preocupar com olhares ou ideias alheias e cada vez menos o sou. Quando eu gosto fica evidente e nunca é pouco, o tempo me ensinou que querer bem e ser querido é o folego da nossa existência, amizade e amor são os ventos que sopram este barquinho chamado vida, mas caso eu não goste de você ou você de mim não se preocupe, eu costumo ignorar o que é ruim, e sendo assim, você não vai me ver por perto. Perdoo fácil, sim, afinal meu tempo se escasseia velozmente e eu detesto carregar pesos desnecessários, mas não se engane, não costumo esquecer o que de ruim me atingiu, assim, evito os mesmos erros. Assim vou levando a vida, nada de deixar que ela me leve, nada mais de cumprir regras impostas por outros, tomo a frente do meu destino sem medo de errar, afinal, se aprende mais com os erros do que com os acertos, e mesmo nesta montanha russa ou turbilhão de emoções que são os meus dias, faço questão eu mesma de estar no comando do meu barquinho, ainda que modesto, nele sou eu quem decide o que fazer e para onde ir. E se alguém quiser me acompanhar será bem vindo, mas precisa saber que neste barco o leme é exclusivamente meu.
Às mulheres com mais de 30. Desafio-as postarem este texto no seu mural junto com uma foto "espontânea" que demonstre um pouco da sua personalidade e o quanto sentem-se orgulhosas de si mesmas.
"CAVALO DE TRÓIA"
*Autores: Pezão da Timba e Érico Bernardes*
*Se pensas em enganar alguém*
*Repense...*
*Pois pode estar enganado*
*E cometer um grande engano*
*E enganar-te a ti mesmo!*
*Repense... pois somos seres humanos*
*Quem sabe na volta*
*Revolta-se a vida*
*E nas voltas que o mundo dá*
*O dolo te bata na porta*
*Com o indicador a lhe apontar*
*Um "cavalo de tróia"*
*Pior que o dos gregos*
*Propenso a te derrubar*
*Repense...*
*Quem planta o mal*
*Colheita de espinhos terá*
As vezes me questiono! Por que o mundo é assim? não sei dizer... mas a Best sabe...as vezes eu me esqueço que não está tudo bem esclarecido sobre seu controle e me lembro como fui tolo.
Eu te machuquei? Fiz-te chorar de novo? Repetiu-se novamente? Mas não será por isso que esse é a primeira vez que falo sobre ti numa Poésia/Prosa.
Só quis te provar que eu posso - ti amar eu posso. Eu quero voltar, eu preciso sentir a paz do seu coração novamente, tu és a única que conhece o segredos das minhas lágrimas.
Tu és a única que sabe o porque daquelas légrimas. Eu choro, eu penso porque que eu te machuquei, mas eu não irei te fazer chorar novamente, eu sempre quis te provar, o quanto posso tudo...tudo posso por ti Best! Eu pretendo voltar ao tempo, eu preciso sentir-te novamente, eu necessito a paz do espírito.
Best Globeidinha - Gatsa Kill
Eu gostaria...
Eu gostaria de mais que desejar ter o poder de abusar das palavras.
Até ao ponto de não ter ponto algum sem propósito.
Eu gostaria de saber mais que o significado do verbo amar e assim amar sem ponto final.
Eu gostaria de olhar toda gente louca, numa busca alucinada do luxo de fazer o bem como a mais pomposa arte, a mais nobre...
Eu gostaria de saber ver Deus além e aquém das portas formosas e não julgar os homens como dignos ou indignos da graça divina.
Eu gostaria de ver os homens entenderem que Deus não é limitado como nós, embora se pareça conosco.
Eu gostaria de ver os homens desejarem ser a imagem de Deus e não forçando através da religião transformá-lo a sua imagem efêmera.
Eu gostaria...
Exílio
Preferiria ser exilado deste mundo vil
Que é cruel em não amar
E nem deixar se viverem bons sonhos
Preferiria que minhas palavras
Não ecoassem em vão e no vão morressem
Por falta de um ouvir sincero
Preferiria ficar sem insistir
Em provar que certo estou de mim
Que certo é o dom de amar sem fim
Preferiria então, exilar-me da vida sem ter que voltar e ver.
Que não se importam com o tom da paz e do céu azul.
Fealdade
Não me confunde o vulto, a sombra, a voz,
o ornamento, o intento e tudo que descreve o teu ser
Não me confunde o teu irônico sorriso que subjuga os fracos,
despedaça os sonhos, ameaça a paz
Não me confunde a presença altiva,
o ar pomposo e a classe que derrota a simplicidade de amar
Não me confundes...
Não fundes vida.
Um breve olhar teu é o bastante pra tirar o meu,
Pra me calar por um instante, e rever a alva ao virar as costas.
Não me confunde tanta maldade que mata,
que inveja, que dilacera a fé dos fracos, que impõe medo
Não me pões medo,
Deus está comigo.
És um pobre diabo.
Homens sem coração
Senhores da guerra e da
Destruição
Da morte
E da desilusão
O que ganharão?
Maldade e maldição
A guerra é o terror
O inferno
A perseguição
Mas por que tantos nela estão?
Não vêem que nela não há solução
São cegos pela percepção
De que com ela chegarão
À vitória da acumulação
Daquilo que não levarão.
Sabe aqueles dias que você derramou a ultima gota do caldo de sapos que você engoliu na vida?
Sabe quando vem a tona todas as lembranças de fracasso,de coisas deixadas de fazer,de escolhas erradas.
E você não quer nenhum coach hipócrita tentando lacrar em cima da sua fragilidade?
Ou o coach resiliente tentando enfiar goela abaixo que a vida é assim mesmo e você não é a única,mas você sabe disso mas não é questão em si?
é só um grande cansaço,é só um grande basta, era só pedindo um momento para respirar.era só um desabafo sem julgamentos.
Encontrei um sapo
meio amargurado
que tinha sido príncipe
noutro reinado
Uma bruxa malvada
apunhalara-o pelas costas
quando soube que outra
é que era a sua amada
O sapo olhou para mim
como que pedindo por favor
acredite no que lhe transmito
disse
em pensamentos o faço
porque a bruxa malvada
me tirou a fala
Não sei o que aconteceu
só sei que acordei
e que ao pé de mim estavam:
um homem, um sapo e uma fada.
Se foi sonho, ou se foi conto
não sei se vos sei dizer
só sei que foi real
tanto, ou tão
como a magia do Natal.
E o meu filho pequenino
deliciado com a história
acabou por adormecer
com esta lenga lenga
que tinha na minha memória.
ML in Lenga-Lengas da Avó
o dia que te conheci...
Como as músicas de Chico Buarque
Os olhos de Capitu
E como as artes de Van Gogh
Eu te amei no dia que ti vi.
Como Van Gogh amou suas artes no dia que ele as criou
Eu tá amei no dia que te conheci.
Eu li que da para explicar uma amizade
Em poucas estrofes mais eu não consegui
Porque em pouco tempo eu te conheci e coisas incríveis eu vivi.
Van Gogh criou a noite estrelada
Mais que bela ele fez.pena que
Ela não chega aos pés da sua linda e meiga timidez.
Costumo prestar atenção nos detalhes
Mais com vc ao meu lado não consigo
Ficar sem escrever a perfeição desse ser.
Por trás do véu da ilusão, eu descobri uma verdadeira paixão
Que é capaz de conquistar, com um lindo jeito de amar
Mesmo com poucos versos, escrevo sobre o brilho mais lindo do universo
Uma humildade e beleza sem fim, vc é o melhor que existe em mim
Com vc eu quero estar, enquanto minha deusa suspirar
Esse é o fim mais lindo que quero ter, a beleza de ter estado com vc
Acaso eu encontrei a dona do amor? Só posso crer que o destino me encantou
Quando seu beijo me encontrar, eternamente feliz eu vou estar
Com o carinho que ganhei de presente de vc, a perfeição eu pude entender
Ironicamente assim, sonhar com vc é o mais lindo que há em mim. Com essa poesia, saio de cena com alegria, sentindo a magia incrível que eu pude escrever, você é o sonho lindo que o homem mais sortudo do mundo pode receber🩷
OLHAR DE MULHER
Sedutor
poderoso
quando pisca e corteja hipnotiza
Vencedor
quando irradia
faz melodia
De bem-fazer
quando energiza
diviniza
Casa sem mulher
casa não
homem sem mulher
homem vão
Dia sem mulher
dia sombrio
mundo sem mulher
mundo sem pio
Cultura sem mulher
cultura vadia
terra sem mulher
terra vazia
Olhar de mulher
olhar de emoções
entre prazeres e paixões
seduzir e convencer
Faz homem viver
regenera e cria
faz vida ser
Mãe que tudo afilia
Olhar de mulher
olhar para acreditar
ver para querer
viver para amar.
Casal da Serra, 22 de Setembro de 2000
A realidade é que José Lins do Rego, o eterno menino de engenho, como foi aclamado, soube, com grande desenvoltura, buscar na linguagem figurativa os usos de metáforas, comparações, aliterações e outras
figuras de linguagem para criar uma narrativa que é ao mesmo tempo poética e acessível, transformando a linguagem cotidiana em algo extraordinário e belo.
Através desses recursos, Zé Lins procurou estimular a imaginação e a reflexão do leitor, permitindo que ele visualizasse e experimentasse o texto de maneira mais profunda, fomentando a capacidade de criar imagens vívidas em sua mente, tornando assim a leitura de sua obra uma experiência muito mais rica, envolvente e prazerosa.
É fato notório e indiscutível que através de sua prosa-poética, José Lins do Rego construiu um dos painéis mais fulgurantes de nossa literatura, ornando-a com seu realismo lírico, inclusive aferindo fortes
denuncias sociais contra a ganância dos senhores de engenho e dos usineiros, contrastando a beleza da paisagem nordestina com a dura realidade da vida rural, criando assim uma tensão literária expressiva, que contribui grandemente para a riqueza e a profundidade da história, acentuando a compreensão dos problemas sociais, da cultura, dos costumes e dos valores do Nordeste do Brasil.
PARODIANDO UM HINO
Que braseiro que fornalha,
nem um pão nem atenção.
Por falta dágua pedi e rogo,
com um pouquinho de oração.
-
Nesse mundo sacro são
Quanta gente pé no chão
Mesmo em plena inundação
Se tu visse, se apaixonasse, mas pela arca, da salvação.
-
Minha sina me assassina
Lá do meio do sertão
Se tu-em mim morresse
Não tinha eu mais, porque sofrer, da solidão
Da alma mais aguerrida
Passada por muita guerra sofrida
De antemão a vida querida
Como um sopro desaparece
No melhor canto da sua ala
Aladas tais quais satélites
Na órbita de seu próprio espírito
Sempre pensando e agindo
No âmbito de sua ciência
De se conhecer melhor
Para escolher o canto
Por onde vive a passagem
Para outro mundo espiritual
Que a alma se materializa
Sem ser apenas uma imagem
Virtual
Sendo mais que penas do passado
Sendo, aí, o atual.
A sedução faz parte
Pense um mundo sem
Cresceríamos até o céu
E esqueceríamos do chão
Consumiríamos tudo
Os recursos se acabariam
Por pura fome ao poder.
Poder não é sedução
É uma forma de sobreviver
Ao mundo cão
A beleza está na ilusão
De ser diferente desse caos
De procurar o belo nos contornos
Que a vida possa prosperar
Em relação com a natureza
Para estarmos sempre despertos
Às cores da vida e da luz
De nos entendermos nos
Piares dos pássaros como pilares
Entre o chão e o espaço
Que o pio ocupa em nosso ser.
Aprecio as coisas infinitas
O murmúrio do tempo
A vida que não acaba
Nas penas que se extinguem
Nos números que o mar solapa
Do vento que lhe aflige
Aprecio as coisas pequenas
Nos interlúdios que tremem o espaço
De ondas de choque crocantes
Em outros mundos que relatam sangue
E fazem do fim uma finalidade
Fatal como o dia sem luz e só sonhos
Também existem as coisas grandes
Que chegam diluídas até nós
Para experimentarmos sem medo
Como o amor, o sol, as estrelas
A felicidade, a alegria
Em porções mágicas de sentimentos
E emoções.
As estrelas são importantes
em nossa vida como mapas
Não que precisemos ler sempre
E saber o nome de tantas que são
Mas com o decorrer de nossas vidas
E com as experiências das nossas histórias
Podemos olhar para os céus e vê-las brilhando
Um pouco que seja, para nossos pensamentos
E relacioná-las com as coisas importantes
Que nos cabem, como seres pensantes
Olhar para o céu é um mimo de boas ideias.
E de céus pouco poluídos.
À exemplo de nossos antepassados.
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