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Contexto da Poesia Tecendo a Manha

Cerca de 30100 frases e pensamentos: Contexto da Poesia Tecendo a Manha

Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado.


A entrada definitiva na era digital,
e-mails, redes sociais, smartphones,
inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre.


Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas.
Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes.


A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real.


Ninguém está integralmente protegido.
Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam.


Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas.
A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea.


Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”?
Devemos responder com medo?
Ou com cautela consciente?


A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno.
Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa.


Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade.


No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais.
Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado.


A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos.


Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso.
O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade.


Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana.


A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu e o Mar... uma simbiose ancestral.


Antes mesmo do meu olhar
ter visualizado o Mar
pela primeira vez...
a visão Dele
já havia me capturado.


Eu até posso distanciar-me
de suas ondas 🌊🌊🌊
mas... antes mesmo de eu nascer...
a minh'alma
fora batizada por sua maresia.


✍©️@MiriamDaCosta

Indenização ao Bom Senso

Há dias em que abrir as redes sociais equivale a atravessar um mercado onde todos gritam ao mesmo tempo, mas poucos têm algo a dizer.

A sensação não é apenas de cansaço, é também de agressão sutil.
Como se a nossa cognição fosse diariamente submetida a um teste de resistência.

Diante das parvoíces que se multiplicam
com a velocidade da fibra ótica... surge a pergunta quase irônica:
Deveria existir uma lei de indenização ao bom senso?!...

Um mecanismo jurídico que compensasse os danos morais causados por opiniões rasas, desinformação reiterada e certezas infladas pela ignorância performática?!...

A proposta pode soar autoritária à primeira vista... e talvez seja....
afinal, em uma democracia, a liberdade de expressão é cláusula essencial.

A Constituição Federal de 1988 protege o direito de manifestar pensamentos, inclusive os equivocados, os imprecisos, os tolos e até os absurdos.

O Estado não pode ( e nem deve!) tornar-se árbitro do que é inteligente e do que é absurdamente tolo.

E viva essa liberdade que nos abre ao conhecimento geral e ao mesmo tempo nos
algema à suportação da parvoíce generalizada...

No entanto, há uma diferença entre liberdade de expressão e liberdade de alcance irrestrito. As redes sociais não são praças públicas neutras, na verdade são empresas privadas com algoritmos desenhados para maximizar engajamento, isso não é novidade!

Plataformas digitais como a "Meta Platforms" e o "X" operam segundo uma lógica econômica óbvia, ou seja, quanto maior a reação e o engajamento....maior o lucro.
E poucas coisas geram mais reação do que o absurdo e a mediocridade da fofoca ...

O problema não é a existência da opinião frágil,
mas sim, a sua amplificação desproporcional. A arquitetura digital privilegia o escândalo, a indignação instantânea e a polarização simplista.
O pensamento crítico e complexo, por exigir pausa e reflexão, perde espaço para a frase de efeito e o meme inflamado.

Falar em “indenização à inteligência” é, portanto, menos um projeto legislativo e mais uma metáfora ética.
Trata-se do reconhecimento de que há um desgaste cognitivo coletivo em curso.
A saturação de ruído compromete o debate público, esvazia a capacidade crítica e banaliza o erro. Fazendo o errado parecer certo... O injusto passar por justo...

Talvez a verdadeira reparação não esteja na criação de novas leis, mas no cultivo de novas posturas.
A inteligência não precisa de proteção estatal, precisa de responsabilidade individual.

Cada compartilhamento é um ato político.
Cada curtida é uma validação simbólica.
Cada silêncio também é uma escolha.

A maturidade digital exige discernimento: saber quando curtir, quando argumentar, quando ignorar e quando se retirar em silêncio... reagir com consciência a cada provocação nas redes sociais é um gesto de força, não de fraqueza.

Em tempos de campanhas pré-eleitorais devemos redobrar nossa atenção na obtenção dessa maturidade digital, né?!

O algoritmo se alimenta de indignação
e o bom senso se fortalece na contenção.

No fim, não precisamos de um tribunal para julgar a estupidez que parece reinar... Precisamos de cidadãos capazes de reconhecer que liberdade implica responsabilidade, inclusive a responsabilidade de não transformar o espaço público em palco de vaidades desinformadas.

Se houver uma indenização possível, que seja a de preservar a própria lucidez em meio ao ruído do caos.

Em tempos de excesso de voz, pensar com rigor é resistência.

Que a nossa cognição seja "indenizada" pelo nosso bom senso no almejar uma certa maturidade nessas redes sociais...
✍©️@MiriamDaCosta

É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.


É Carnaval!


Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...


Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...


Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...


Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...


O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...


É invisível aos olhos encantados
pela superfície...


Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...


É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...


Que essa mesma liberdade
não seja descuido...


Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.


Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...


O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.


Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta

Hoje durante a minha caminhada
na Serra da Tiririca, entre árvores 🌳 🌴, plantas nativas 🌾🌿, flores 🌼🌺
e frutos 🥭🍌🍒🥑🥥 ...
oxigenei o meu olhar
com o ar puro da mata🌳🌳🌳
e a minha alma de silêncio e serenidade.

No caminho, voltando para casa 🏠
observei casas com muros altíssimos, câmeras de segurança em cada ângulo dos muros e nos portões... em todas!

Da mata aberta para os muros fechados,
a paisagem mudou, e com ela, o jeito de viver...

Lembrei de um tempo, onde as casas disputavam serem as que tinham o jardim mais bonito...
com varandas cheias de vasos pendurados com samambaia chorona, renda portuguesa, dólar, dinheiro-em-penca , lambari roxo e tantas outras espécies de plantas que pendem dos vasos... os canteiros do jardim com rosas vermelhas, amarelas, brancas, rosas🌹 ... dálias de todas as cores🌸... jasmim, margaridas, girassóis 🌻flores de todos os tipos e cores🌼⚘... era um verdadeiro arco-íris... cores e aromas...

As vezes, na ida para a escola, a gente "roubava" uma das flores para presentear a professora ... ou na volta para casa para agradar a vovó, a mãe, a madrinha ou a tia...
a família , quase que toda, morava na mesma rua ou bairro...

Onde foi parar o cenário de um tempo?
Nas cercas floridas dentro do recinto amarelado das memórias.

✍©️@MiriamDaCosta

Ser mulher,
ser homem,
ser hétero,
ser homossexual,
ser bissexual,
ser transgênero,
ser o que for...
todo dia nasce um novo termo
para tentar nomear
o que sempre foi
vida pulsando...


Não me interesso
pela intimidade do outro,
não me ocupo
com o rótulo que veste
ou com o nome que escolhe
para si.


Interesso-me pelo humano
antes da etiqueta,
antes da sigla,
antes da vitrine.


Interesso-me pelo caráter,
pelo respeito (por si mesmo
e pelo outro),
pela decência,
pela capacidade de não ferir
só porque se pode
ou se quer...


Mais humanidade,
mais silêncio
e mais discrição
(quando for preciso),
mais escuta
e mais civilidade.


Mais intimidade e sexualidade
sendo íntima, pessoal e reservada.


Seria pedir demais
que a convivência não fosse
um campo de guerra
entre identidades?!...


Sem deboche,
sem hipocrisia.
sem provocação performática
de lado a lado.


Existir
e deixar existir.


E isso, no fim,
é o mínimo ético
de qualquer sociedade
que se diga
humana, né?!


✍©️@MiriamDaCosta

Carnaval, pão e circo ...
povo bobo e distraído
(ovelha, cabra e hirco)
no final, é povo traído.


Carnaval, pão e circo na avenida,
máscara sorrindo pra dor escondida.
Tambor que bate, razão que cala,
promessa velha em discurso que embala...


Povo distraído na luz do clarão,
dança algemado sem ver a prisão...
Entre serpentinas e brilho barato,
vendem-lhe sonhos a prazo e contrato...


Ovelha que segue, cabra que berra,
hirco que insiste em lamber a terra...
Ruminam slogans, engolem refrão,
mastigam migalhas de falsa nação...


Enquanto o circo levanta poeira,
a mão do administrador limpa a carteira...
Riem na festa, choram depois,
contam-se perdas, dividem-se em dois...


No fim da folia, cai o véu colorido,
resta o silêncio do povo traído...
E a história repete, sem dó nem pudor:
trocam-se as máscaras…permanece a dor...


✍©️@MiriamDaCosta

Vou falar na lata:
- Saiam da lata!


A lata viralizou 🌱
no verão 1987-1988
teve quem adorou 🚬
e quem fez até biscoito...


E nesse carnaval 🎊
a lata de novo viralizou
na critica-sátira social,
e na oposição, o povo surtou 😮


"Malditos carnavalescos sem noção!
São todos endemoniados!
Atacaram nossas famílias e religião!
Serão devidamente denunciados! "


E assim, nesse carnaval 🎭
a lata vira rainha 👑
virou assunto/polêmica nacional 🇧🇷
uma verdadeira ladainha
na defesa da hipocrisia institucional
dessa direita e sua perene picuinha .


Eita povinho chato de galocha!
Sempre com argumentação chocha,
Saiam dessa lata já enferrujada
dessa histeria desregulada
e hipocrisia escancarada!


✍©️@MiriamDaCosta

É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.


Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.


E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.


Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta

Na Praia de Itaipu,
o mar não grita,
ele conversa baixo
com quem sabe escutar.


Aqui,
na Região Oceânica de Niterói
o horizonte verde
não é promessa turística,
é confidência.


Eles correm
como se o mundo
não tivesse muros e portão
como se a areia
fosse extensão do peito
e a liberdade
não precisasse de plateia.


O vento penteia o pelo,
a onda beija as patas,
e o tempo,
(Ah, o Tempo!)
desaprende a pressa.


Entre a restinga e a espuma
há um pacto silencioso:
coabitar é respeitar
o ritmo das marés.


Eles,
como eu,
amam a praia deserta.


E eu,
amo vê-los livres,
longe do ruído humano,
longe do excesso,
longe da invasão dos sem noção.


Na Praia de Itaipu,
até o silêncio tem corpo.
E a liberdade
anda de quatro patas
ao lado da minha alma. 🐾🌊
✍©️@MiriamDaCosta

Deve ser porque
talvez…


a vida seja,
simplesmente,
essa trajetória audaciosa
que me empurra para além das margens
que me desafia a romper o contorno
que me recusa o raso.


Talvez seja isso:
um chamado constante
para atravessar os limites
que eu mesma desenho
com receio e desejo.


Ir além
não como fuga,
mas como expansão.


Muito além
do que me ensinaram,
do que esperavam,
do que tentaram podar.


Porque há em mim
essa fome de horizonte,
essa sede de infinito,
essa inquietação
que não se aquieta
com migalhas de mundo.


E se a vida é travessia,
que seja ousada,
que seja vertigem,
que seja salto.


Porque ficar
nunca foi o meu verbo.
✍©️@MiriamDaCosta

A vida
é uma escola.


O livre-arbítrio,
o professor.


A religião,
às vezes
uma cúmplice,
outras vezes
um véu.


A espiritualidade,
a aliada
que sopra sentido
onde a fé cega
não se institucionalizou.


A ciência,
um semáforo
(ora verde,
ora amarelo,
ora vermelho)
lembrando que avançar
também exige pausa,
freio.


A ética,
o pedal
(se não há impulso consciente,
não há movimento digno).


A escritura,
o universo aberto,


a interpretação,
um planeta
que orbita conforme
a gravidade de quem lê.


E no fim,
somos estudantes
assinando a própria prova
sem poder colar do destino.
✍©️@MiriamDaCosta

No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.


Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.


Não escrevo:
erupciono.


Não declamo:
transbordo.


Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.


E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta

Ode á Minas Gerais ❤🔺️


Minas Gerais
é tudo e muito mais,
é a terra de muitos “uais”,
onde já se lamentou tantos “ais”
e ainda assim, seguiu em paz.


É montanha que guarda segredo,
é fogão a lenha aceso cedo,
é café coado sem medo
e prosa que vence qualquer enredo.


É sino que ecoa na praça,
é fé que nunca se disfarça,
é o ouro que a história traça
na pedra-sabão que o tempo abraça.


É o barroco que ainda respira
em cada igreja que nos mira,
como as obras de Aleijadinho
que fez da dor arte que inspira.


É o canto que corta o sertão,
como a voz de Milton Nascimento
ecoando no coração
feito trem riscando a imensidão.


É memória da Inconfidência,
é chama viva da resistência,
como o sonho de Tiradentes
ardendo em silêncio e consciência.


Minas não se explica, se sente,
é mansa na fala, forte na mente,
é doce no queijo, firme na gente,
é lar permanente.


Ter origem mineira é bão dimais, sô!
É carregar no peito um sol
que nasce atrás das montanhas
afogueia rio, vale e cachoeira até as entranhas
e, no coração, nunca se põe.


Minas é terra sofrida
de gente boa, calma e querida
que come quieta e tem sabedoria
diante do mundo e de sua agonia.


Minas é trem bão dimais sô!
É o jeitin caipira da vó e do vô,
no fogo a lenha, o pão de queijo, o cafezin
a broa de milho, tudo quentin!


Minas Gerais
é tudo e muito mais,
é a terra de muitos “uais”,
onde ainda se lamenta tantos “ais”
e ainda assim, segue em paz.
✍©️@MiriamDaCosta

Façam calçadas!
Asfaltem as ruas!
Cimentem os quintais!


Derrubem árvores
aqui e ali,
até que o “ali” não exista mais.


Invadam serras e matas
com condomínios luxuosos
ou barracas medíocres,
a ganância,
não distingue acabamento.


Aterrem manguezais,
beiras de rios,
lagunas e lagoas!


Avancem até a beira
dos mares e dos oceanos,
como se a maré obedecesse
escritura humana.


Mas lembrem-se:
a terra precisa respirar.
A água precisa fluir.


Não reclamem
quando a água visitar a sua sala
sem pedir licença.


Não reclamem
quando a terra,
cansada de sustentar excessos,
desmoronar sobre os seus projetos.


Você não viu.
Você não se importou.
Você derrubou,
aterrrou e invadiu.


Um dia
a Natureza reaverá
cada centímetro desapropriado.


A Natureza tem leis.
O ser humano as infringe
até que a sentença chegue.


E nessa hora
não há Santo,
não há Deus,
não há Jesus
que dê conta
de tanta insensatez.


O ser humano é insaciável
e irresponsável.
A Força da Natureza
é implacável.


✍©️@MiriamDaCosta

Acreditar no que é falso
ou desacreditar do que é verdadeiro?


Ou (melhor ou pior ainda)
desconfiar de tudo
e não levar fé em nada?


Eis a questão em tempos modernos,
onde é fácil a manipulação e criação
de imagens, vídeos, expressões faciais
e voz com a ajuda da IA.


O paradoxo nosso de cada dia está servido!


Não é apenas o risco da mentira,
é o risco da erosão da confiança.


Quando tudo pode ser fabricado com ajuda de IA, surge um fenômeno perigoso que estudiosos chamam de dividendo do mentiroso: mesmo diante de provas reais, alguém pode dizer “é IA!” , e pronto, instala-se a dúvida.


O perigo maior talvez não seja acreditar no falso e nem desacreditar do verdadeiro,
é desistir da busca pela verdade.


Porque quando desconfiamos de tudo
e não levamos fé em nada, nasce o cinismo.
E o cinismo é terreno fértil para qualquer tipo de manipulação.
Se confio demais, sou ingênua.
Se desconfio demais, me isolo.
Se não confio em nada, me anestesio.


Acreditar ou não acreditar?
Eis a questão!


Confiar, uma opção.
Desconfiar, a solução.


✍©️@MiriamDaCosta

No calendário é (ou seria…) verão 🌞
mas o sol parece uma promessa
que não assinou contrato com o céu.


Já nem me lembro
da última vez
em que estendi as roupas lavadas
no varal do quintal,
onde o vento fazia carinho
e o sol beijava as roupas
até deixá-las com perfume de tarde.


Faz tempo. 🌞


Tempo de nuvens espessas, 🌧
de chuvas que não pedem licença,
de previsões que mudam de humor
como quem muda de roupa,
e ironicamente
a roupa é que não muda de lugar.


Agora estendo tudo no varal do porão,
entre paredes
e uma claridade tímida
que entra pelas frestas
como quem pede desculpas.


É verão no papel, mas por aqui
as estações parecem suspensas.


E enquanto as roupas
demoram a secar,
eu penso que talvez
haja dias assim também na alma,
dias de porão,
em pleno verão.
✍©️@MiriamDaCosta

Tudo "culpa" do Mercúrio retrógrado em Peixes
( de 26 de fevereiro a 20 de Março, teremos o primeiro Mercúrio retrógrado de 2026).


Está escrito nas posições astrais do momento...


Torna-se necessária extrema atenção á comunicação em geral... para evitar desentendimentos e incompreensões conflituais ... aconselho também o adiamento de decisões importantes, diálogos/conversas esclarecedoras e presas de posição.


✍©️@MiriamDaCosta

Venho observando um aumento de "influenciadores" , "YouTubers", "TikTokers"
e outros "criadores de conteúdos" de redes sociais várias , que devido a "popularidade" tornaram-se politicos com cargos de uma certa importância e relevância.


O resultado catastrófico dessa "ascensão profissional " é verificável nas atuações dos mesmos em seus cargos políticos.


Há de se ter clareza e cognição na escolha
dos candidatos aos vários cargos politicos.


Vejo e prevejo um número consistente de candidaturas desse especifico naipe para as próximas eleições.


Foi demonstrado que:


1° Popularidade não é competência administrativa.


2° Carisma não é projeto de Estado.


3° Engajamento não é governabilidade.


✍©️@MiriamDaCosta

Felicidade postada = Infelicidade velada.


Felicidade postada
é vitrine iluminada.
Por trás do filtro,
cômodos escuros
e silêncios não compartilhados.


Quanto mais sorrisos em alta definição,
mais baixa a autoestima.
A vida vira vitrine,
o afeto vira algoritmo,
e a dor...
essa ninguém marca.


Felicidade postada
é como flor de plástico:
não murcha,
não sente,
não vive.
A verdadeira
às vezes nem tem foto,
mas tem pulso.


✍©️@MiriamDaCosta