Contexto da Poesia Tecendo a Manha
Balança
05/02/21
Nunca há só uma direção,
Caso não aja caminho,
Na direita ou na esquerda,
Vá na contramão,
Caso sinta ódio,
Não ache estranho,
Ódio também faz parte do ser humano,
Só não se perca nesse caminho,
Voltar é difícil,
Não se conforme,
Com o que você vê na sua frente,
Caso precise,
Lute com unhas e dentes,
Deixe os arrependimentos,
Para aqueles que se calaram no presente,
E não se precipite,
Por um futuro,
Que ainda não chegou,
Viva o hoje,
E veja no que você mudou,
Já a mudança é variável,
Pode ser boa ou ruim,
Mas tenha certeza,
Que cada uma tem seu fim.
Adner Fabrício
(Prisão sem chave) 16/02/21
Cada um na sua casa,
Cada um na sua prisão,
Os que eram pra estar,
Lá não estão,
Qual a desculpa,
Super lotação?,
O sufoco é a máscara,
Na TV informação não se acha,
Governos corruptos,
Vish! cilada,
Você trabalha,
Você recebe,
Só não usufrua para viver,
Aí você perde,
Você faz o que quer,
Ou o que te mandam,
Você questiona?,
Estou te questionando,
O amor atual,
É padrão e vive de aparência,
O filtro já tirou sua essência,
Ainda bem que sou poeta,
Doze do seis,
Amor de nascença,
Nossos direitos estão presos,
A liberdade escorre pelos dedos,
Me diz aí amigo,
Sadisfeito?! .
Adner Fabricío
Último vento
07/03/21
Pássaro que voou de mais,
Por estar cansado,
Suas asas pararam de bater,
Enquanto cai,
Sua mente esvai tudo aquilo que lhe fez sofrer,
Aquele que alto subiu,
Pela última vez desce,
Das nuvens ao chão,
Ecoam aos ventos,
Às últimas batidas de seu coração,
O céu perdeu um de seus filhos,
Morreu o passarinho.
Adner Fabrício
(Soltem as amarras)
11/03/21
Cada folha é meu diário,
Cada poema um mal aliviado,
Sei como funcionam
os pensamentos ruins,
E nessa eu não caio,
Entra dia,
Sai dia,
Entre as multidões vejo ira,
A máscara cobre o sorriso,
Que antes não cobria,
Vejo em nossa população,
Um grave problema de visão,
Dessa vez o óculos,
Não é a solução,
Se ainda há esperança?,
Temo que não,
A cada dia o cerco se fecha,
Com menos espaço,
Você tropeça,
Caso seja claustrofóbico,
De antemão inicie uma reza,
Porque não vão ter pena,
Enquanto isso,
O medo engole parentes e amigos,
Poucos são os de pé,
Que continuam resistindo,
Já não sei se vejo pessoas,
Ou fantoches,
Esquecem que uma moeda
Tem dois lados,
Igual aos homens de terno do Senado,
Assistem e obedecem,
Tudo aquilo que é dito na TV,
Lugar onde a verdade,
Não costuma aparecer.
Adner Fabricío
(Sonolência poética) 09/04/21
Penso em você,
Já é noite,
Me encontro cansado,
Dormir é bom,
Melhor ainda se eu sonhar com você ao meu lado,
O mundo é simples,
Nós é quem complicamos as coisas,
Facilita pra gente,
E deixa a química rolar solta,
A vergonha que eu tinha,
Se foi com a última gota,
Pra finalizar,
Virou fumaça e saiu pela boca,
Atiçou minha mente,
Me deixou sorridente,
Fiz versos por amor,
Sei que hoje durmo contente.
Adner Fabrício
MÃE DE TODAS AS HORAS
Ela ouvi a nossa voz,
E nos livra das mãos do algoz.
Ela nos escuta amorosamente
E sabe do sentimento da nossa mente.
Nos momentos de escuridão,
Ela nos reconhece corporalmente.
Mãe, é guerreira, forte e valente,
Tem dentro de si um imenso coração,
Para defender o filho na hora da aflição.
PABLO PICASSO
Na tela vasta do mundo, Picasso moldou sua visão,
Um cosmos de formas e cores, uma nova dimensão.
Em linhas e cubos, ele desvendou segredos profundos,
Revelando a alma humana em seus contornos fecundos.
Sua arte é um espelho, refletindo a diversidade,
Capturando a essência da nossa própria verdade.
Cada pincelada, um eco do caos e da harmonia,
Numa dança de luz e sombra, em perpétua sinfonia.
Do azul melancólico ao rosa tão vibrante,
Picasso explorou os matizes do ser, num instante.
Na guerra e na paz, sua tela era o palco,
Onde a vida se desdobrava em cada traço, em cada facho.
Entre minotauros e mulheres em chamas,
Ele desafiou convenções, rompeu com as tramas.
No abismo da mente, ele mergulhou sem temer,
Revelando os mistérios que só um gênio poderia entender.
Picasso, visionário, mestre do olhar novo,
Em suas telas, o universo encontra o seu renovo.
Sua cosmovisão, um convite à reflexão,
Sobre a beleza e a dor, sobre a vida em expansão.
EDVARD MUNCH
No crepúsculo sombrio da alma, Munch mergulhou,
Em um oceano de angústia, onde o tormento fluiu.
Entre gritos silenciosos e rostos distorcidos,
Ele pintou a agonia de um mundo dos reprimidos.
Em cores vibrantes ou em tons de sepultura,
Munch retratou a fragilidade da nossa ternura.
Em cada tela, um eco da dor existencial,
Um reflexo da alma em busca do transcendental.
Nas noites em claro, entre sonhos e pesadelos,
Ele desvendou os mistérios mais belos.
Onde a morte dança com a vida num eterno abraço,
E a melancolia se mistura ao viço do espaço.
Entre o amor e o medo, ele traçou seu caminho,
Explorando os abismos do humano sozinho.
Em cada pincelada, uma viagem ao desconhecido,
Onde o destino se revela no olhar mais perdido.
Munch, poeta do desespero, da solidão,
Em suas telas, encontramos nossa própria aflição.
Sua cosmovisão, um espelho da condição humana,
Num mundo onde a beleza e a dor giram numa dança insana.
Dá-me uma flor
-Dá-me uma flor!
Pode ser uma rosa
em verso ou em prosa
com rubor de alegria
mesmo sem poesia
mas, dá-me uma flor
Colhe-a no jardim da verdade
no campo ou na cidade
mas que seja só para mim...
Quero-a banhada de orvalho
sem máculas nem feridas
assim como as almas perdidas
num mar de cor onde o perfume é o amor
Não me dês mais nada
mas, dá-me uma flor!
☆Haredita Angel
Transfiguração das Cores
Sempre fui fiel às primárias,
à urgência do vermelho,
ao azul que carrega o silêncio,
ao amarelo que arde sem pedir licença.
Cor pura, sem concessão.
Cor como grito inaugural.
Fugia das misturas —
como quem foge do engano.
Preto e branco?
Nem isso.
Ausências demais.
Um, silêncio sem fundo.
Outro, claridade que cega.
Preferia o mundo onde tudo começa:
a cor em estado bruto.
Mas algo mudou.
Veio um verde que cheira a memória,
um lilás que murmura coisas que não sei.
Um rosa — que nunca convidei —
se assentou na borda da tela.
Será que estou virando romântica?
Será isso… ou será que a cor
também sabe onde ferve o inconsciente?
Não sei se é hora de confiar.
Quem pinta com tons que não conhece
não caminha, atravessa.
E o que vem por aí —
não vem calmo.
Vem pirando tudo.
Porque criar
é deixar que a ausência fale,
que o excesso se cale,
e que a cor — enfim —
nos revele
onde estamos por dentro.
Algo de mim.
Sou intensa quando pretendo ser.
Amo quando quero amar.
Revelo-me em meus escritos e oculto-me em cada letra...
Talvez você consiga me sentir...
Talvez você consiga me decifrar...
Eu disse talvez...
Se eu deixar...
Se eu quiser.
Me entender não é tão difícil assim.
Não necessita inteligência.
Basta sentir...
Quando o meu corpo falar...
Não sou insensível e para chegar a mim,
costumo dizer que não seja questão de tocar,
Mas sim de sentir...
Sou um intenso labirinto de emoções e sensações.
Também choro às vezes e me pego sorrindo ao recordar de determinada situação.
Viu... Sou uma mulher como outra qualquer...
Ou quase...
Confesso que tenho medo de amar...
De me apaixonar...
De me limitar...
Sim tenho medo!
Então vivo com meus devaneios,
e meus diversos momentos de insensatez!
Sou uma mistura indefinida.
Perco-me em mim...
Louca, desesperada...
Em busca de algo que não sei o que é!
Então vivo a vida dessa maneira devassa e precipitada...
Talvez um dia a sanidade bata a minha porta...
Devolvendo-me a vontade de não querer saber...
De não querer sentir.
Observo as pessoas...
Sinto suas limitações...
Mulheres que querem se libertar,
que já estão cansadas de amar.
Mulheres que não querem mais compromissos...
Desejam ardentemente sentir outras emoções.
Homens que querem amar desesperadamente,
mas têm medo daquilo que tiraria sua masculinidade,
simplesmente fogem daquilo que desconhecem e por isso limitam-se...
Tentei me descrever diversas vezes...
Confesso que não me conheço o suficiente...
Que ainda não sei qual o meu limite...
Que não sei tudo ou algo de mim.
Pensei que soubesse o que era o amor...
e decepcionei-me.
Mas posso afirmar categoricamente que sou feliz!
Costumo dizer que a felicidade está fragmentada em nós...
Nos momentos insanos saímos em busca de algo que já possuímos...
Acabamos nos precipitando e nos perdendo cada vez mais.
Mas amo esta busca!
A felicidade é como um quebra-cabeça,
mas com peças infinitas e insensatas...
Cabe a nós dar o perfeito encaixe!
Por que razão por um limite em tudo?
Temos esse grande defeito...
Por isso não consigo me descrever,
não imagino um ponto final em meu ser...
Em minha essência...
Por que tentar compreender?
Por que sempre buscamos um motivo?
Por que escrever algo de mim?
Se é muito mais simples você me absorver e me sentir de uma forma completamente inimaginável....
Escrevo para sair e ficar
Não faço muito
Desejo apenas libertar
Nutrir... Iluminar
Sou barquinho frágil
Que navega em correntezas
Às vezes embalado
Outras, arremessado contras as rochas
Mas sigo... Não paro
Não crio convicções
Gosto de sentir e tocar
Libertar
Derrubar preceitos
Derrubar regras
Estimular o pensar...
Gosto de ir e ficar
*Inocência*
Não, não seja raso
não me impeça de mergulhar
não me peça para ser rasa
não tema se afogar
Podemos juntos
ser intensos
profundos
sem temer o que virá depois
de nós entre lençóis
só importa o agora
que n'alma aflora
não me peça para ir com calma
com o que inflama a alma
amo este poder que teu beijo tem
de com maestria me conduzir
a entrega a absoluta
e em instantes ser sua
e como se
já tivesse passeado por aqui
sem precisar de sinalizações
me faz tocar o céu
e como se
já tivesse passeado por aqui
me despe
me percebe
me nota
me toca
me sente
colocando fim a minha busca
não me peça para ir com calma
e calar minha carne que estremece e implora
mais e mais de você
não, não me peça para ser rasa
eu quero alcançar as estrelas
eu quero sonhar
quero amar
Quero conquista a moda antiga
Sem whatsapp
Facebook
e lista de contatinhos
quero tudo clichê
amor em tom degradê
quero encontro repentino
mensagens com carinho
sussurradas no ouvido
entregues na ponta da língua
Quero tudo bem clichê
No meu mundo
Eu e você
mundo que você não vê
com todas as versões que você não crê
quero o preto no branco
escovas de dentes encaixadas
cama de casal
lençol bagunçado
gemidos inexprimíveis
um misto de dor e prazer
nós lado a lado
quero tudo bem clichê
amor em tom degradê
quero tempo
e um lugar pra gente sossegado
te quero pra mim
de papel passado
quero tempo
com você
sem status
sem fotos perfeitas
tudo bem clichê
apenas eu e você
ultrapassando qualquer necessidade de expressão
Sinceramente, eu não ligo
se você está a pé, de busão, bike ou de carro
não ligo se chegar de regata ou engravatado
não ligo se você segue a moda
se o seu perfume é da banca da esquina
ou se é importado
gosto mesmo é do cheiro da tua pele
e de tudo em ti que te torna raro
cheiro de pele não se encontra dentro de frasco
gosto de tudo em ti que se torna raro
Luz que Reflete
Na beira mansa de um espelho d’água,
sorri o sol em forma de mulher.
Vestida de branco, alma que deságua
em paz serena, no que a vida quer.
O céu bordado em nuvens de algodão
repousa inteiro dentro do seu olhar.
E a natureza, em doce contemplação,
silencia o tempo só pra escutar.
Seu riso acende o fim de tarde calmo,
e o vento dança ao redor da emoção.
É como se a vida parasse o salmo
pra reverenciar o pulsar do coração.
Ali, entre o rio, a luz e o horizonte,
floresce a essência de quem sabe ser:
não só presença, mas um monte
de fé, de graça, de renascer.
Noite Silenciosa
Na curva suave da noite escura,
A lua dança, envolta em névoa pura.
Brilha tímida entre nuvens calmas,
Como um suspiro acendendo as almas.
Lá no alto, um véu de estrelas se cala,
Enquanto a cidade, serena, não fala.
Janelas acesas em prédios distantes
Guardam histórias de sonhos vibrantes.
A árvore solitária em pé vigia,
O tempo que passa, a melancolia.
E sob o céu de um silêncio profundo,
O mistério da noite abraça o mundo.
Luz e sombra se tornam irmãs,
Tecendo segredos com mãos tão humanas.
E quem contempla esse instante, sem pressa,
Descobre que a paz, às vezes, começa…
“O Guardião da Lua”
Sob folhas de sangue e silêncio encantado,
Ergue-se o guerreiro de olhar velado.
A lâmina rubra dorme em sua mão,
Mas seu espírito vibra como um trovão.
Vestes escuras, sombras no chão,
Carrega no peito a sua missão.
Entre pétalas soltas ao vento lunar,
Ele aguarda o momento de se revelar.
O céu é um véu de nuvens e lua,
A noite é um campo onde a alma flutua.
Montanhas vermelhas, memórias em brasa,
Ecoam os passos de quem nunca atrasa.
Não há grito, nem glória, nem dor,
Somente o silêncio — seu fiel mentor.
Pois o caminho do sábio, ainda que frio,
É forjado em honra, é moldado no vazio.
“O Guardião Interior”
Num mundo de sombras e folhas caídas,
Ergue-se o homem de alma erguida.
Olhar sereno, mas com fogo no peito,
Caminha em silêncio, firme e direito.
Na noite que dança com a luz da razão,
Ele guarda segredos, coragem e visão.
Não empunha apenas espada e presença,
Mas traz no sorriso a sua crença.
Entre os ramos vermelhos da vida,
Ele encontra a paz na luta vencida.
Pois o verdadeiro guerreiro não grita —
Ele cala, observa… e acredita.
No Caminho da Graça
No processo, o chão some dos pés,
O coração se aperta, a alma desfaz.
Tem noite escura, tem vento contrário,
Tem medo calado e pranto diário.
Há dias que o cansaço grita alto,
E o “não aguento mais” parece salto
Que leva à beira do fim da estrada,
Onde a esperança jaz quase calada.
Mas ali, no limiar do desespero,
Surge um toque invisível, verdadeiro.
É Deus que sussurra em tom de paz:
“Eu te sustento, filho, vai um pouco mais.”
Não faltará graça, nem luz na escuridão,
Seu amparo vem na forma de oração.
E mesmo sem ver, teu espírito sente
Que o céu trabalha — suave e presente.
Então, se vier a vontade de parar,
Lembre-se: Deus é força pra te levantar.
Chora, luta, mas não solta a fé,
Pois quem caminha com Deus, nunca é de vez.
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