Construção
A reciprocidade é mais do que uma cortesia, é um alicerce para a construção de relacionamentos saudáveis e equilibrados. Então, antes de cobrar, esteja pronto para oferecer.
Antes de assumir uma ‘construção’ no meio do caminho, tenha acesso à sua planta. Assim, o risco de desabamento será bem menor.
não existe no mundo, algo mais bonito do que seus olhos, são a construção mais pura e brilhante da fonte, é como encarar o divino, olhar para a lua que posso tocar.
A literatura brasileira pode ser entendida como uma tentativa contínua de construção de identidade nacional, mas não de modo linear ou estável. Desde suas origens, ela se constitui como um campo de reflexão sobre o próprio país, suas fraturas históricas, suas influências externas e suas tensões internas. Mais do que um reflexo passivo da nação, a literatura brasileira participa ativamente da elaboração simbólica do Brasil, questionando e reconstruindo constantemente aquilo que se entende por identidade nacional.
Essa instabilidade pode ser percebida ao longo da evolução de seus autores. Machado de Assis, por exemplo, não apresenta uma obra linear. Seus primeiros romances ainda dialogam com o romantismo, enquanto sua fase realista introduz a ironia como uma forma de leitura do mundo e do ser humano. A ironia machadiana não é apenas um recurso estilístico, mas revela uma visão ontológica: o ser humano é contraditório, autoconsciente e frequentemente incapaz de compreender a si mesmo plenamente. No entanto, em sua fase final, como em Esaú e Jacó, essa ironia se suaviza, indicando que a própria visão de mundo do autor se transforma ao longo da vida. Machado, portanto, encarna uma consciência literária em movimento, que evolui e se reconfigura.
Em Clarice Lispector, a literatura deixa de ser apenas narrativa de acontecimentos e passa a se concentrar nos estados do ser. Sua linguagem pode tanto revelar quanto dissolver o sujeito. A epifania clariceana, recorrente em sua obra, é um momento de revelação que simultaneamente desestabiliza a identidade do personagem. Em A Hora da Estrela, por exemplo, a linguagem se apresenta mais linear, enquanto em outras obras se torna mais hermética e introspectiva. Em todos os casos, porém, há uma tensão contínua entre revelar o sujeito e desorganizá-lo, indicando que a identidade nunca é plenamente fixa.
Essa dimensão ontológica também se manifesta em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. O sertão, ali, é simultaneamente geografia e metafísica. Embora a narrativa se construa a partir de histórias de jagunços, essas histórias funcionam como pano de fundo para reflexões mais profundas sobre Deus, o diabo, o amor e a própria realidade. O sertão rosiano representa um estado existencial no qual o ser humano questiona constantemente o sentido de sua existência. A linguagem regionalista, elaborada e inventiva, não limita o alcance da obra; ao contrário, serve como veículo para questões universais e ontológicas.
Na poesia de Carlos Drummond de Andrade, o “eu” frequentemente se apresenta deslocado. Esse sentimento de inadequação é simultaneamente psicológico, social e metafísico. Ao afirmar que não será o poeta de um mundo caduco, Drummond revela tanto sua leitura crítica da sociedade quanto sua própria percepção existencial do mundo. O deslocamento não é apenas individual, mas também histórico e ontológico, refletindo a dificuldade de encontrar um lugar estável em uma realidade em transformação.
O modernismo brasileiro, por sua vez, buscou romper com a tradição europeia, mas também se constituiu a partir dela. Influenciado pelas vanguardas europeias — como o cubismo, o futurismo e o expressionismo —, o modernismo brasileiro não pode ser considerado totalmente revolucionário. Ele representou, antes, uma reconfiguração cultural que reposicionou o Brasil dentro de um cenário internacional. Embora tenha introduzido novas formas de expressão e valorizado elementos nacionais, manteve diálogo constante com modelos estrangeiros, revelando a complexidade da construção de uma identidade cultural autônoma.
Lima Barreto exemplifica a fusão entre literatura e política. Sua obra é simultaneamente um ato literário e um ato político. Ao desconstruir visões ufanistas do Brasil e expor desigualdades sociais profundas, ele revela um país distante da imagem idealizada. Sua escrita, crítica e amarga, continua atual justamente por evidenciar problemas estruturais que persistem. A literatura, nesse caso, torna-se instrumento de lucidez social e histórica.
Na poesia de Cecília Meireles, a temporalidade assume caráter ao mesmo tempo nostálgico e metafísico. Seus versos frequentemente refletem sobre a passagem do tempo e a transitoriedade da vida, construindo uma nostalgia que não se limita à memória pessoal, mas se expande para uma reflexão existencial sobre o destino humano. O tempo, em sua poesia, é consciência da impermanência.
A questão da identidade nacional atravessa toda a literatura brasileira. Durante muito tempo, a produção literária refletiu fortemente influências europeias. Apenas ao longo do século XX, especialmente após o modernismo e nas décadas seguintes, é possível perceber a consolidação de uma identidade literária mais autônoma. Ainda assim, essa identidade permanece instável, construída em diálogo constante com referências externas e internas. A literatura brasileira não define uma identidade fixa; antes, revela a dificuldade de estabelecê-la de forma definitiva.
Por fim, a relação entre forma estética e verdade social é central na tradição literária brasileira. Em obras como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a linguagem seca e direta corresponde ao conteúdo narrado, criando uma unidade entre forma e temática. A estética não suaviza a realidade, mas a traduz e a intensifica. Quando forma e conteúdo caminham juntos, a literatura alcança maior potência expressiva e crítica.
Assim, a literatura brasileira pode ser compreendida como um espaço simbólico em que a identidade nacional é continuamente construída, questionada e reformulada. Ela não oferece respostas definitivas, mas evidencia a complexidade de um país cuja identidade permanece em permanente elaboração.
“ O modo como a pedra bruta é desbastada decide, se ela sustentará a construção, ou se não passará de descarte ”.
Márcos Frèitas
O amor é uma construção diária e pura que envolve decisões, carinho, perdão, desejo e compreensão de ambas às partes.
A paixão é uma atração física ardente que se não for alimentada passa como os status do facebook.
A amizade é uma reciprocidade pura que envolve carinho, respeito e compreensão.
"A identidade brasileira é, por definição, uma construção de síntese, nunca de exclusão"
(PERRONE FILHO, 2024)
A construção do "eu" é, portanto, uma eterna negociação entre o que somos e o que o inconsciente nos impulsiona a ser.
Eu gosto de construir.
Na vida, tudo é construção.
Gosto de propósito também.
Construir relacionamentos,
com propósito.
Construir projetos,
com propósito.
Construir a mim mesma,
com propósito.
A vida tem propósito.
Mas o que é propósito, afinal?
Propósito é cuidar quando ninguém está olhando.
É seguir, mesmo sem ter certeza de nada.
É continuar vivendo.
Propósito é o que te move.
Propósito é o que te cura.
Propósito é a decisão silenciosa
de construir algo bom no mundo.
Ana Caroline Marinato
O amor é uma construção, exige empenho, paciência e uniformidade de trabalho. Sem base sólida e nivelamento pode ruir rapidamente com o tempo.
Queria ser tudo, queria ter tudo que desejo.
contudo, ainda tou em construção, e como não tenho
aquilo que almejo, só me resta a rotina de me ser.
-dias iguais
A parte mais importante de uma construção são os seus alicerces; que a sua vida esteja firmada na Rocha de Deus, pois Ele é a Base inabalável que sustenta todas as coisas.
A verdadeira inovação só acontece quando a diversidade faz parte da construção das soluções. Durante muito tempo, pessoas com deficiência foram vistas apenas como público de políticas sociais, quando na verdade também são produtoras de conhecimento, criatividade e inovação. Incluir essas vozes não é apenas uma pauta social, é uma estratégia inteligente para empresas, organizações e sociedades que desejam construir futuros mais relevantes e humanos.
Eawh humanos . Na real de hoje .
Relacionamento não é campo de batalh é construção.
Mulher não deve tolerar falta de respeito.
Mas homem também não foi feito pra viver sendo testado o tempo todo.
O problema é que hoje muita gente romantizou o desequilíbrio.
Tem mulher que chama desrespeito de “personalidade forte”,
manipulação de “inteligência emocional”,
e ego de “amor próprio”.
Só que não é.
É controle.
É jogo.
É desgaste disfarçado de modernidade.
Faz o que quer, na hora que quer…
some, volta, testa limite, provoca…
e quando o homem reage, ainda tenta inverter a situação, como se ele fosse o errado por não aceitar.
Mas vamos ser claros meus caros humanos .
homem não quer ser dono de ninguém…
mas também não aceita ser feito de opção e ser o idiota cordeirinho de mulher mal resolvida .
Homem quer leveza. Não um outro alpha pra guerra .
Quer parceria, carisma e lealdade.
Quer alguém que some, não alguém que complica. E que na real paga de solteira na rede social pra receber elogios de gente quem nem conhece. Roda e roda sem saber aonde quer chegar. Porque são tantas opções que nao se apena a um tenso ,
humano na leitura ? Ainda aeh ?
Essa tal “mulher moderna” que vive de extremos…
ou quer mandar em tudo, ou não assume nada…
ou exige demais, ou entrega de menos…
Só sabe culpa algo menos os próprios erros . Homem tá se esforçando pra gosta de mulher, esse são os papos delas quando não conseguem manipular o cara . Tira onda na cara do cara e não pode esboçar nada de reação , dançar, pulam ,se exibir pra outros caras nas redes socie sociais no dia a dia e ta tudo bem . Ei bico calado seu banana ,frouxo tóxico. Ah chega são tantas situações que aqui virava filme ou livros de 20 vol.
isso cansa.
E homem quando cansa, não grita…
ele se afasta.
Porque no fim das contas, relacionamento não se sustenta com jogo,
se sustenta com respeito, verdade e equilíbrio dos dois lados.
Quem entende isso constrói.
Quem não entende… só repete ciclo e chama de destino.
Wlw humanos leitores
By Evans Araújo
KAIRÓS
“O papel transformador do presente na construção da existência humana.”
@R_DRIGOS
Introdução
“O presente não é um passado em potência; ele é o momento da escolha e da ação.” — Simone de Beauvoir, defende que o indivíduo não deve se enxergar como passivo em relação à sua história.
Ainda assim, muitos vivem aprisionados pela espera ou pela saudade, sem perceber que o agora é o único tempo possível capaz de transformar a própria existência.
Nesse contexto, percebe-se a configuração de um relevante problema existencial, em virtude de escolhas e ressignificação.
Desenvolvimento
I- Escolhas
A princípio, observa-se que as decisões, ao serem tomadas, demonstram potencial para provocar transformações significativas, revelando percursos antes obscurecidos pela indecisão.
Segundo Jean Paul Sartre, “o homem está condenado a ser livre”; diante do dever dessa liberdade, escolher torna-se um ato necessário, dotado de potencial para enxergar com clareza o que antes era apenas uma possibilidade.
Nesse contexto, o tempo presente deixa de ser um mero intervalo e passa a constituir-se como agente que ilumina a diferença entre aquilo que o homem escolhe ser e aquilo de que abre mão.
II- Ressignificação
Outro ponto relevante é a ressignificação, processo capaz de oferecer ao presente uma nova perspectiva diante dos vínculos psíquicos de um passado obsoleto, sendo sua aplicação eficaz na promoção de uma existência mais livre.
A peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, propõe uma profunda reflexão sobre a reformulação existencial a partir da vivência de Vladimir e Estragon, personagens que atravessam um ciclo contínuo de espera marcado pela ausência de acontecimentos significativos, o que impede a superação da estagnação e compromete a capacidade de ressignificar o presente.
Assim, observa-se que a escolha entre perpetuar a espera ou reinterpretar o presente com novos sentidos não está atrelada a fatores externos, mas sim à adoção de uma postura ativa diante de uma realidade em constante transformação.
Conclusão
Portanto, para que a dificuldade de transformar o presente deixe de configurar-se como um entrave ao avanço pessoal, medidas devem ser tomadas.
Para que isso ocorra, é necessário que o ser humano faça escolhas orientadas por atitudes concretas, capazes de dissipar a dúvida e abrir caminho para mudanças significativas.
Além disso, torna-se necessário agir ressignificando o presente a partir de objetivos passados que não tenham evoluído como esperado e que se tornaram fonte de sofrimento, promovendo, assim, maior leveza à existência humana.
Autor: @R_Drigos - 04/08/2025 - Goiânia
Nós, e tudo o que em nós habita, não somos uma construção que se ergue, mas uma morada que sempre existiu; resta-nos apenas habitá-la. Não é sobre tornar-se algo, mas sobre ser o que se é; contudo, para manifestar essa essência, o autoconhecimento é indispensável.
