Conselho para uma Pessoa Orgulhosa

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Não consigo entender.
Como duas pessoas que se gostam.
Fazem bem uma para outra.
Sorrirem juntas quando se veem.
Precisam se afastar?
Não é ilogicamente contra o amor?
O amor pode ser definido, limitado?
Qual tipo de amor devemos definir como correto para podermos ser felizes?

Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Está aí um princípio que nos dias de hoje uma "pedra" se resume em um like de um discurso de ódio por exemplo, uma injúria implícita ou até mesmo uma brincadeira de mal gosto curtida. Onde está a consciência cristã? Quando julgar as pessoas e determinar a vida sentimental dos outros se tornou opção?
​Quem dá IBOPE para o ódio só mostra o que tem dentro do que ela sente. Curtir uma coisa que estraga a imagem do outro gera processo judicial. Porque não usarmos esta "pedra" para construir pontes entre as pessoas? Um like de uma notícia boa vale mais a pena.

Só uma ideia: quando nascemos, não escolhemos nosso próprio nome; quando morremos, não escolhemos o lugar onde nosso corpo é deixado. Como pessoas, devemos ser o mais bondosos possíveis para com os outros, para que o fim de cada um seja digno de uma vida na qual o nome, o corpo e o legado sejam de respeito.

Uma planta molhada
na menina dos olhos
da manhã nublada.

Uma Sexta-feira


Triste dia
tarde vazia
noite tão fria...
Tempo avança
deixando fatos
tristes lembranças.

Todos nós já provamos de uma sede de viver com intensidade, em que não queríamos nem dormir, nem tomar banho, nem comer... Sintomas parecidos, mas era porque a diversão que era a vida nós não queríamos interromper. Eu me apego a essa lembrança. Essa vida que flui e fluía. O oposto da depressão, para mim, é a infância bem aproveitada, feliz e encantada. ✨

Por vezes, a mentira seduz não por ser mais bela do que a verdade, mas porque a verdade exige uma coragem que ainda não possuímos. Furucuto, 2026

Nada é suficiente


Posso enfrentar
Uma ou outra situação.
Não me importo
Com a poeira da montanha,
Nem com o vento
Congelante,
Que finjo ser neve aqui no DF.


Só quero te encontrar...


Quem liga se os ônibus não param?
E que depois
Venha um bem lotado?
E daí se tenho que correr?
O que importa é o resultado final:
Você!


E daí se fico horas
Na parada,
Esperando os olhos secarem,
Até me acalmar
Da dor de vê-lo partir
Sem se despedir...


Se tenho que procurá-lo no infinito,
No passado ou no futuro,
Se fui até as dobras do tempo...
O que importa é que o encontrei
Aqui, no presente.


Só quero te ver...


Se a saudade me mata
E lateja no peito,
Se meu coração e minha alma
Entram em conflito
E não entendem a razão...


Quem se importa
Se as dores de outras vidas
Ainda me atormentam?
Se é só em você
Que eu penso.


Pode ser um estranho amor
Que chegou na noite escura da alma,
Pode ser uma dualidade
Lutando de igual para igual...


Só quero estar com você.


E daí se minha mente se confunde
Com dúvidas que não me pertencem?
Se nem tudo é matemática,
Nem tudo está na ponta do lápis...


Se tive que te amar duas vezes,
Nesta vida e em outra espiritual,
Só quero sonhar
E estar com você no final.


E nada mais importa.
Você é o ouro
Que eu preciso
No fim do arco-íris,
É a luz no fim do dia.


E sem vê-lo
Nada mais faz sentido.
É como perder a alma,
É deixar de existir...
Porque nada é suficiente.

Essa sou eu!


Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista.
Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!”


Duas semanas depois, lembrei que essa pessoa havia perdido a mãe aos 10 anos e foi viver com parentes.
Pronto. Perdi o chão. Até hoje peço a Deus que me perdoe, caso a tenha feito sofrer…
E pretendo me desculpar com ela pelo que falei.


Entendo que, às vezes, quem critica algo bom é justamente quem nunca pôde vivenciar isso.
E sei que não somos culpados pelo passado,
mas somos responsáveis pelo futuro —
e o futuro é construído agora, no presente,
com boas e novas atitudes.


Não é porque alguém sofreu no passado
que precisa viver eternamente frio, egoísta,
espalhando dor e destruindo sonhos,
preso num ciclo que só se autoflagela.

O segredo de Uma Alma


"...E de quem eu deveria esquecer…
lembrei ainda mais.
A solidão me leva por outros caminhos,
onde só me faz sentir errada.
Não entendo o que o destino está fazendo…
e isso me assusta."

É preciso ser feliz!

Olho para o passado
e vejo tristeza, desprezo e tormento.
E, mais uma vez,
isso me faz sofrer.

É preciso esquecer o passado,
olhar para frente
e viver, simplesmente,
o meu presente.

Esse presente
que não sei ao certo
quanto tempo vai durar,
pois também, um dia, passado se tornará.

Não sei se sonhar é possível.
Não sei que futuro me espera.
Mas sei que, antes de tudo,
é preciso ser feliz!

Saudade x Saudade


Acabei de vê-lo,
mas uma saudade
invade o meu peito…
como se algo fosse
sugado de dentro para fora,
se quebrando em mil pedaços.


Me pergunto
se ele sente o mesmo.
Nem sei se é isso que desejo,
pois não lhe quero mal algum.


E o que sinto agora
é quase inexplicável
de tão dolorido.


Quando estamos por perto,
nos completamos.
A falta dá lugar ao desejo,
e dele nasce o desespero.

Seu filho - em outra família


A vida espiritual não tem volta.
Uma vez sentida…
você nunca mais é a mesma.


Talvez você não entenda agora —
mas o que é seu… encontra um caminho.
Sempre encontra.


O texto diz que volta como neto.
Mas eu sinto que pode vir antes…
em qualquer rosto,
em qualquer criança que cruza o seu caminho.


Sem anúncio.
Sem milagre visível.
Só presença.


E, ainda assim…
você reconhece.


No meio de mil,
é aquela.


Algo chama.
Algo pulsa.
Algo sussurra: é ela.


E você escolhe…
de novo,
e de novo,
mil vezes, se for preciso.


Porque o amor —
quando é de verdade —
não precisa de explicação.
Nem de forma.


Pode vir em
uma criança especial ou
de outras maneiras
não convencionais.


Você vê traços,
marcas,
gestos…
um pedaço seu
em alguém que não te pertence.


E, mesmo assim… é.


Vem uma paz estranha,
dessas que abraçam por dentro.


Até que, um dia,
distraída,
ela te chama de “mãe”…


tão natural
que o mundo para por um segundo.


E a lágrima vem —
não de tristeza,
mas de reconhecimento.


Eu não sei se isso é bênção
ou prova.


Ver de longe…
amar em silêncio…
esperar.


Mas, no fundo,
fica a certeza quieta:


o amor não se perde.
Ele só muda de caminho…


até voltar pra casa.🌞🌜

Feliz Páscoa!!!
(Somos tudo e nada)


Mais uma data especial para agradecer pela saúde,
pelas pessoas e por cada momento vivido…
por tudo.


É o universo deixando claro o quanto somos frágeis e
o quanto a vida pode ser imprevisível.


O que se quebra é para sempre…
Mas não precisamos colar os pedaços.
Com os cacos, podemos fazer algo novo.


Uma nova amizade, um novo conceito…
A partir de uma mesma pessoa, de uma mesma situação.


Pegar o que for bom:
as experiências, as expectativas, as oportunidades…
E construir, juntos, um novo caminho a seguir.


Não reconstruir — porque buscamos o novo todos os dias.
Recomeçar, também não… começar.


Não “renascer”, e sim nascer.
Nascer a cada dia, depois de cada batalha.


Veja as alegrias do outro,
mas nunca queira estar no mesmo lugar,
porque ninguém sabe o custo de cada sorriso.


Cada um carrega a cruz e os calos que conquistou,
assim como a dor e o peso de suportá-los.


Somos tudo e nada…
Hoje podemos ser tudo,
e amanhã, nada.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Deus se revela...


Terminei de crescer perto de uma cidade rica...


Logo aprendi sobre as diferenças sociais...


Não entendia por que alguns tinham tanto, enquanto outros tinham tão pouco...


Hoje vivo exatamente desse jeito...


Se acredito em Deus?


Sim...


Plenamente...


Mas, pelas inconstâncias da vida, às vezes duvidei e acreditei que
Ele não morava aqui na Terra...


Que Ele morava em outro lugar,
lá na cidade rica...


Que estávamos sozinhos aqui...


Que, na verdade, já estávamos no inferno e não sabíamos...


Mas Ele veio e me mostrou os Seus passos na areia,
enquanto, tantas vezes, me carregou no colo,
lá na cidade pobre.

E Mãe Brinca?


Passei uma semana em um resort e, no penúltimo dia, vivi uma conversa muito especial.


Havia um tipo curioso de pessoas que permanecia à beira da piscina, quase imóvel.


Não podiam molhar o cabelo, mantinham sempre um penteado impecável, óculos de sol e chapéu.


Reclamavam da água quando estava quente e também quando estava fria.


Reclamavam do sol e, curiosamente, da sua ausência.


Pareciam seguir um mesmo padrão social e filosófico,como se existisse uma maneira correta de aproveitar a vida.


Eu percebia muitos olhares sobre mim, mas um deles chamou minha atenção.


Aproximei-me e disse:


— Oi!


Nenhuma resposta.


Ela me observava.
Às vezes com admiração, às vezes como quem observa algo completamente fora do comum.


Perguntei seu nome, mas não obtive resposta.


Ela me seguia com os olhos, aproximava-se e se afastava, até que finalmente criou coragem e perguntou:


— Você trabalha com o quê?


— Sou professora.


Ela pareceu surpresa.


— E professora brinca?


— Brinca.


— E professora nada?


— Nada.


— Quem é esse menino?


— É meu filho.


Então vieram as perguntas que mais me marcaram:


— E mãe brinca?


— Sim.


— Mãe nada?


— Sim.


— E mãe mergulha?


— Eu mergulho.


— E mãe usa o espaguete para nadar?


— Eu uso.


Sorri e perguntei:


— A sua mãe não faz essas coisas?


Ela respondeu com toda a sinceridade:


— Não. Nem meu pai.
Eles só sentam, conversam, me olham e depois subimos.


Fiquei em silêncio por alguns segundos.


— Entendi. Mas você pode brincar com a gente.
Quantos anos você tem?


— Tenho quatro anos.


Naquele instante, percebi que, para algumas crianças, o mais extraordinário não é um brinquedo novo, uma piscina enorme ou uma viagem inesquecível.


Às vezes, o que mais desperta encantamento é descobrir que os adultos ainda sabem brincar.


Que mães mergulham.


Que professoras nadam.


Que pais podem rir sem motivo.


E que crescer não deveria significar abandonar a alegria de viver.

Não preciso mexer nas obras de Deus.
Elas são perfeitas.
Até uma flor que se arranca precisa de um motivo, uma razão, uma circunstância;
caso contrário, é matar em vão.

Mais que destino, foi profecia

Grande demais para ter uma festa, pequena ainda para entender que ela é a homenageada, mas que a celebração é minha.

Aquele laudo inesperado, meses antes do casamento, dizendo que eu não seria mãe; as lágrimas secando, a cura e a volta da razão...

Aquilo tudo não era uma sentença, porque nada pode contra Deus, e Ele já tinha me mostrado o resultado final.

Era fé.
Era destino.
Era profecia.
Era amor.

E já estava escrito, lá nas estrelas e no meu caderno, quando eu era apenas uma adolescente.

Às minhas gêmeas, Iala e Isla, e ao caçula, Iarane Jr. Era como se o meu amigo imaginário saísse dos meus sonhos, das nossas conversas telepáticas intermináveis, e viesse ao meu encontro para ser o pai dos meus filhos. Sim, estava escrito. Eu mesma escrevi... porque Deus me permitiu.

Então, era apenas uma questão de tempo. Eu esperaria um ano, faria tratamentos, desceria qualquer escada de joelhos, não por duvidar Dele, mas porque acreditava que nada vem de graça; é preciso merecer.

Coloquei uma data, sem compreender o tempo divino. Não sabia que aquele sono inesperado durante o show do Cirque du Soleil, enquanto tentava assistir ao La Nouba, nem que o sono durante as apresentações da NASA, em Cabo Canaveral, e a fome constante no Magic Kingdom eram por acaso.

Ela era, realmente, uma princesa vivendo o seu primeiro drama: uma viagem clandestina de ida e volta, acompanhada da irmã.

Aquele teste de farmácia e o exame de sangue não eram as provas necessárias para um milagre. A confirmação viria no ultrassom. Mas a alegria e a dor, muitas vezes, moram juntas, e, naquele dia, apenas um coração batia.

Eu não estava errada. Ele não errou. Talvez fosse apenas o intervalo entre as linhas... Talvez, quando pensei que havia perdido, Deus apenas estivesse me conduzindo a um novo destino.

Logo entendi que o tempo e o espaço trabalham de maneira diferente no mundo divino. Nem toda alma gêmea chega junto, e nem todo gêmeo nasce ao mesmo tempo.

Eu iria até o infinito. Brigaria com o inimigo. Seria humilhada e viveria uma vida diferente daquela que imaginei... tudo para proteger, para vê-la feliz.

Existe algo muito maior, muito além daquilo que conseguimos compreender. É difícil explicar. Pequeno para mim e, ao mesmo tempo, grande demais para uma menina entender que tudo é uma questão de amor e fé...

Ou talvez de fé e amor.

⁠vivemos em um tempo que uma hora é um minuto.