Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
Todas as transformações pelo qual um indivíduo passa ao longo da vida, leva-o de certa forma à uma única conquista: Autoconhecimento.
Flávia Abib
Era uma vez
Eu e você
E o Amor que estava prestes a acontecer,
Parou no caminho do quase
Virou utopia
Nos tornamos aqueles que poderiam ser;
Sujeitos,
Pretérito imperfeito
De onde não conseguimos passar do quase;
Ficamos na primeira fase
Findamos o meio do caminho
Cruzamos a linha do começo,
mas não sustentamos o depois.
Tocamos o futuro,
mas não virou nós dois
Fomos além do quase,
mas não do fim.
Cheguei no limite da razão, atravessei uma tempestade de emoção, fiz-me forte...descobri-me frágil. Nos extremos do que podemos chegar entre dor e alegria reside a escolha: levantar-se ou ficar a mercê da piedade, largar-se caído...na vida. E nesse vendaval de sentimentos você mostrou-me outra vez: ANJOS não morrem, perdas não significam separação de ALMAS.
Flávia Abib
Observe uma folha presa ao galho.
Ela ainda está ali,
mas já não é mais parte do agora.
O vento passa, toca, insiste.
Não a empurra com violência,
apenas lembra que o tempo segue.
A folha não resiste por medo,
nem cai por fraqueza.
Ela apenas escuta o instante certo.
Há momentos em que permanecer
é apenas atraso disfarçado de fidelidade.
E há quedas que não são perdas,
são conclusão.
A folha não decide quando o vento vem,
assim como nós não decidimos tudo o que nos atravessa.
Mas decide não lutar contra aquilo
que já cumpriu seu sentido.
Cair, às vezes,
é o gesto mais lúcido de quem compreendeu.
Nem tudo que se solta é abandono.
Algumas partidas são apenas maturidade.
Observe uma gota de chuva no vidro do carro.
Há apenas uma.
Veja-a com atenção.
Tente entendê-la não apenas pela sua visão, de dentro do carro,
mas também pela perspectiva dela —
que te observa estando dentro, e não fora.
Talvez ela esteja vivendo um momento difícil,
sabendo que, quando o carro seguir viagem,
precisará seguir o seu próprio caminho.
Ou talvez compreenda que, se o carro seguir,
ela já terá cumprido a sua missão.
A gota não controla o movimento do carro,
assim como nós não controlamos tudo o que passa por nós.
Ela apenas existe enquanto está ali,
fazendo o que pode.
Cumprir a missão não é permanecer,
mas saber a hora de seguir —
ou de deixar seguir.
Nem toda despedida é fracasso.
Algumas são apenas consciência.
A gota não é fraca por cair.
Ela é inteira por entender o seu tempo.
Porque nem tudo que vai ficar precisa ficar para sempre,
e nem tudo que vai embora perdeu o seu valor.
"Não somos feitos para possuir o mundo, mas para iluminá-lo; e cada gesto de amor é uma chama que jamais se apaga."
Roberto Ikeda
Seres cuja estupidez é gritante são sempre causadores de desordem. Uma coisa é clara: são caóticos por dentro a tal ponto que não conseguem sequer controlar a si mesmos — meros imbecis ambulantes.
Ó Bom Deus, uma pequena "fagulha" da Tua extraordinária Presença excede ao valor dos mais caros e valiosos tesouros existentes, sejam debaixo do Teu Sol ou imersos nas profundezas do Teu Mar.
Hoje senti uma forte lembrança sua...
Amada que tanto amei...
No acaso do trabalho, uma linda moça me apareceu ao corredor do mercado...
Havia nela às curvas dos teus olhos, Havia também o mesmo sorriso seu bondoso pairando sobre o livre arbítrio daquele lugar...
Eu lembrei de tudo...
Lembrei de quando me enchi de alegria ao chegar do trabalho e ao te ver longe, me atirei correndo ao teu encontro...
Era tanto amor sem reconhecimento...
Lembro de quando só queria ficar ao seu lado, mas tal presença minha era em vão aos teus olhos...
Certo dia segurei firme sua mão e você não entendia, mas sentia profundamente o seu valor, E não te toquei nem forcei beijar, mesmo sozinho sobre aquele lugar, mesmo eu e você... Somente tive ousadia em lhe pedir um abraço...
Você para mim era tão valiosa que desejei manter tal integridade intocável...
Eu do outro lado segurando um mundo com às mãos e enxergando alguém que jamais irei encontrar novamente...
Erros meus me acompanham para onde vou...
Deves me odiar, me esquecer...
Não te desejei por ser egoísta, não te desejei por idealizar, eu fiz de tudo, porque sabia que seria impossível encontrar outra igual você em meio uma geração jogada ao desatino como está...
Lembro-me de sua voz doce, dás vezes que me preocupei e tu não ouviu, era dolorido...
Dói escrever e lembrar disso, mas foi bonito meu amor e ainda é...
Eu sempre estive lá e estou aqui, Mas eu segui...
Às vezes encontro pedras ao meu caminho, sinto medo de amar; me entreguei a dúvida depois que perdi esperança em ser feliz...
Já ando vazio, mas quando me lembro de quando era cheio, isso dói... dói tanto...
Eu fico longe, mas desejo que viva, sorria, tenha família e filhos...
Eu não tive tudo que você teve... Eu só tentei e depois desisti de tentar...
Eu te amei da maneira mais louca possível...
Mas também me matei da maneira mais dolorosa...
Eu perdi o senso de amar...
Mas se voltasse aqueles dias, ainda apertaria sua mão, e ouvira sua voz, mesmo sabendo do final...
Amar foi bonito; foi bonito ver em alguém às qualidades que sempre desejei em uma mulher...
Rosas são bonitas... Mesmo com dor, os espinhos fazem parte da flor.
S[...]
Às vezes não é amor.
É só uma obra-prima
eterna do coração de
alguém, gravada para
sempre na galeria da
sua alma.
"Mãos que recebem a Graça e coração que transborda Cristo: que hoje cada gesto seu seja uma oração e cada encontro uma oportunidade de ser luz."
“Você tenta controlar o futuro julgando o passado. E, no fim, só produz uma sentença: paralisia.”
— Douglas Santos, em O Paradoxo do Tribunal
“Existe uma diferença gigantesca entre arrependimento e autoexecução. Arrependimento gera vida, porque te empurra para Deus. Autoexecução gera morte, porque te empurra para o esconderijo.”
— Douglas Santos, em O Paradoxo do Tribunal
“Vivemos em uma era de clamores. Gritamos para sermos vistos, porque temos medo de desaparecer no esquecimento.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
“Fé não é ouvir uma voz trovejante; é confiar mesmo quando o céu parece de bronze.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
"O que à primeira vista chamamos de bênção pode ser uma tragédia disfarçada, e o que percebemos como ausência divina é, muitas vezes, amor pedagógico, uma lição silenciosa."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
