Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
Sou uma garotinha que sonha,
uma menina que desenha,
uma moça que beija,
uma mulher que provoca.
Podem me chamar de DIFERENTE, mas sou apenas uma pessoinha querendo viver em um mundo onde pessoas NORMAIS constroem Bombas!!
Um amigo se faz amigo apenas em alguns instantes ou por uma vida inteira. Demonstra-te carinho e desejo, um desejo preocupado com a felicidade, um carinho identificado pelo modo de olhar, pelo jeito de estender a mão.
Amigos são aqueles que preenchem as horas mais oportunas de maneira única e insubstituível, são aqueles que amparam e protegem quando necessário, tomas as dores e oprimem se preciso, são aqueles que lhe chamam para rir ou para dividir um choro. Amigos são aqueles que dizem “não tenha medo”, aqueles que apertam forte sua mão e dizem “coragem”. Amigos são aqueles que têm ouvidos para guardar um elogio e apenas um buraco para passar as ofensas. Amigos não precisam de orgulho, nem pudor, trazem consigo apenas amor. Amigos sabem dizer “eu te amo”, amigos sabem dizer “eu sinto sua falta”, amigos sabem dizer “eu te perdôo”.
A ideia de seguir em frente é só uma ilusão. Assim como Einstein disse. As coisas mudam na superfície, mas no fundo permanecem as mesmas.
É verdade, disse uma voz que vinha de longe. É verdade que aquele garoto era indeciso e que não sabia o que era o amor, o que era amar. E não sabia o que queria dizer quando ouvia das bocas dos mais românticos ou via nas páginas de velhos livros que amor é fogo que arde sem se ver, que é ferida que dói e não se sente. Não entendia esse paradoxo triunfante que marca gerações com versos de Camões. Mas queria entender. Talvez por isso mesmo fosse sozinho. Não entendia o que queria, muito menos o que sentia… Talvez nem quisesse saber. O mais engraçado era ver como todas essas dúvidas se convertiam em corpo, som e movimento. O que tiver de ser será. Mas aquela voz não soava palavras ao vento. Ela projetava um corpo que sua, que dança, que ama.
Aprenda a caminhar sozinha e a ser feliz com você mesma. Inventa uma nova história, desenha novos sonhos, floreia novo caminhos e vai. Quando você aprender a se amar, a se cuidar e a se valorizar, então finalmente terá compreendido tudo sobre a vida, e a companhia dos outros que te cercam será apenas uma mera escolha.
Ela é bem mais...
Ela é uma mulher sensacional, daquelas incríveis, de sorriso doce, olhar meigo e atitudes maduras. Ela é daquelas que você sempre sonhou, deslumbrou-se ao seu lado enquanto sonhava semi-acordado nas noites frias de inverno, essa mulher é muito além da sua realidade. Ela vai chegar na voadora, impondo, cobrando e querendo, você mal saberá pra onde correr, por isso, prepare-se: a bronca é grande. Se não der conta, não atender as expectativas ela vai embora, vai beber, vai malhar e segue à vida, sem tristeza, sem remorso, pois ela tem um pacto com a vida: o pacto de ser feliz. E caso vá, foi culpa sua e caso fique também, por isso, guarde os momentos, os instantes, pois ela é instável, hoje está aqui, amanhã só ela sabe. Essa de não saber, essa instabilidade te fará viver mais feliz, fara ser mais ousado, fara arriscar mais, essa de não ter um amanhã traçado te dará prazer, medo, mas no final te trara alegrias e uma história incrível ao lado de alguém que também o é. Assim, encare-a, ela vai gostar e depois no decorrer do tempo vai estar preparado a tudo, pois ela é a melhor, é incrível, vai destroçar seu coração, seus pensamentos, suas saudades tornando-te forte a viver o amor. Ela vai te dar medo, mas nem se compara ao quanto amor ela te dará, basta você tratá-la como merece, ou seja, como nunca foi, isso mesmo, ela quer alguém como ninguém já foi com ela.
O amor, embora seja um verbo, antes de uma emoção, é uma daquelas áreas nas quais todos nós gostaríamos de controlar os dois lados da equação, mas só podemos controlar o nosso lado. E torcer!!!
É suposto você estar triste no outono. Uma parte de você morreu a cada ano quando as folhas caíram das árvores e seus galhos estavam nus contra o vento e a luz fria invernosa. Mas você sabia que haveria sempre a primavera, como você sabia que o rio fluiria novamente depois de ele ser congelado. Quando as chuvas frias continuaram e mataram a primavera, era como se uma pessoa jovem tivesse morrido sem razão alguma.
Quero te fazer uma proposta, mas tenho receio da sua resposta.
Ofereço-te meu amor, carinho, afeição.
Em troca quero o seu coração.
AS RAÍZES DA CORRUPÇÃO NO BRASIL
O brasileiro corrupto, na sua maioria o é por uma questão de cultura. Todo povo carrega em sua cultura peculiaridades que lhes são marcantes. Infelizmente nosso país carrega em seus ensinamentos naturais de berço a marca da corrupção e da marginalidade.
Nosso povo é formado de brancos, negros e índios.
Os brancos em sua maioria foram na época da colonização os enviados de Portugal para povoar a terra diante do receio de perderem o domínio e não ser possível explorar suas riquezas. Assim foi enviada para o Brasil a escória de Portugal, representada por bandidos, prisioneiros condenados, ladrões, assassinos, prostitutas e toda espécie de gente renegada pela sociedade portuguesa.
Os negros, por terem sido subjugados na escravidão e tratados como sub-raça humana aprenderam a se defender com muita garra, porém não havia exemplos de dignidade que pudessem seguir a não ser os de suas tribos de origem que ficaram na memória dos primeiros que aqui chegaram. Assim tornaram-se naturalmente corruptos como os brancos.
Os índios, os mais indefesos, sempre minoria, acabaram por perder a sua identidade. Uma pequena porção deles ainda hoje luta para manter sua cultura de origem. Porém, a maior parte desfaleceu, desanimou, baixou as machadinhas e se corrompeu.
Na mistura dessas três raças, que é o principal cruzamento genético brasileiro, não houve escapatória.
O povo brasileiro aprendeu a se aproveitar maliciosamente de tudo nesta vida.
O Brasil tem apenas 500 anos... dessa mistura de raças a que mais tarde acresceu-se outras culturas, advindas de imigrações européias e orientais, resultou um povo alegre, fascinante, de uma beleza que lhe é peculiar e esplendorosa. Porém facilmente assediável pelo vício da corrupção, desonestidade e alienação. O povo brasileiro não se importa com muita coisa. Não se permite ter memória para se defender do mal e se deixa levar facilmente por falsas promessas. É o povo que mais cai no conto do vigário. Porque é de boa-fé e não rancoroso.
Defeitos e virtudes à parte, penso que o nosso povo que aí está adulto, dificilmente mudará o seu jeito. Se há uma saída esta e encontra a partir da educação de nossas crianças. Os pais, e os mestres, o governo e as ONGs, todos num esforço de propósito precisamos investir nas crianças brasileiras, para ensiná-las e nos esforçar para não sermos maus exemplos a serem seguidos. Não se muda a cultura de um povo se não mexer na educação. Tarefa dura e de difícil adesão diante do quadro que se apresenta na geração atual. A saída conhecemos, mas como torná-la uma realidade?
Vi uma borboleta de cor viva
Em direção a um jardim de flores com cores vivas
Era bem livre e brincava de voar
No jardim perfumado repousava e se protegia em meio as cores
Que de tão vivas brilhavam como luz
E luz é a sua virtude
Me seguia como se me protegesse com sua leveza e sabedoria
Eu vi suas assas sobre a minha alma
Eu vi um novo caminho de desenhar feito com suas cores vivas.
Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim!
TERÇA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2007
Existe sempre uma coisa Ausente - Caio F.
Paris — Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular. Depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até Notre-Dame. Acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do Ocidente. Sempre penso em Joana d’Arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de Santiago de Compostela, do qual Notre-Dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de História que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo.
Sempre acontecem coisas quando vou a Notre-Dame. Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via pelo menos á2o anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.
Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.
Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.
Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.
Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.
O Estado de S. Paulo, 3/4/1994
(Renascimento de uma fênix)
Frutos da causa e efeito, das más e boas experiências, somos, fomos e seremos. Passamos por um processo de continua auto-reciclagem a cada dia vivido. Por vezes nos tornamos impacientes, arrogantes, talvez, por todas as traições, as decepções para com as pessoas com as quais empenhamos confiança. Nossa esperança é machucada, e um dia ela volta, anestesiando a nossa dor, clamando por um novo recomeço, clamando por felicidade, pois temos esse direito, mas as coisas voltam a sua estaca aparentemente inicial, novamente percebemos que as pessoas valem menos a cada dia, e então sofremos calados, ainda crentes de que um dia as coisas mudarão. E um dia percebemos que tem gente realmente disposta a nos ajudar sem receber nada mais em troca que um único sorriso em nossas faces agradecidas, um pagamento valioso para poucos, e superficial para muitos. Percebemos que existe gente disposta a nos amar sem intenção alguma de nos magoar, ou de se aproveitar negativamente disso. Percebemos que o mundo não é feito somente de pesares, passamos a enxergar mais cores em uma visão antes monocromática e triste, mas ainda assim, machucada, e a partir daí nasce um singelo sorriso, que até então, fora reminiscência de uma face petrificada e corrompida pelos maus que lhe causaram. Nasce uma nova esperança, ainda que pequena e digna de precaução, mas ainda assim, esperança...
