Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
Talvez uma gargalhada num velório seja mais honesta que um choro numa pregação religiosa.
A emoção verdadeira não obedece a protocolos, nem respeita o “ambiente adequado”.
Às vezes, a lembrança engraçada do falecido invade a mente, e rir é inevitável — e profundamente humano.
Não é desrespeito, é sinceridade.
Por outro lado, há lágrimas que escorrem, não pelo peso da fé ou do arrependimento, mas pelo constrangimento social de parecer frio.
Chora-se porque os outros choram, porque a expectativa exige um rosto molhado.
A verdade é que autenticidade não se mede pelo cenário: pode haver mais vida em uma risada fora de hora do que em mil prantos ensaiados.
O coração não conhece etiquetas — e, quando tenta segui-las, quase sempre mente.
A cada discurso de ódio, feito ou endossado por muitos que se rotulam cristãos, uma revelação medonha: o nível e a relevância dos cristãos que perseguiram o Filho do Homem.
Deixar de postar uma nota de falecimento pode prejudicar os que só aguardam esse evento para enaltecer o outro.
Uma parcela esmagadora dos trabalhadores que ignoram ou até aplaudem os que lesam os seus próprios direitos, futuramente também podem se tornar lesadores.
Há uma só verdade: enquanto muitos não compram a Bravura que os Arrogantes e Covardes tentam vender, muitos ainda se recusam a pensar com a própria cabeça.
O reino daqueles que se esquivam da comunhão com Deus pode até florescer, mas tal qual uma planta no asfalto.
Em meio a grama alta,
a serpente se acha em vantagem,
Diante dos olhos de uma águia,ela se ver em desespero.
O sexo e o amor são parecidos com uma briga de lobos,enquanto um vagueia na superfície da pele do outro,o outro crava as garras no coração desprevenido.
Duas pessoas podem escrever e assumir a autoria de uma história de amor,
mas um documentário anônimo entre dois,também tem o seu valor.
