Consciência
Ter plena consciência que está num labirinto, com os dias, meses e anos sucedendo, tempo passando, a idade aumentando, a saúde minguando, angustiado, ouvindo e sentindo a vida transcorrer lá fora e confinado, penitenciado e desesperançado no labirinto, sem saída. Ufa! Nossa! Acordei, era um pesadelo e faça o favor de acordar também!
A consciência nasce por contraste. Em um ambiente de mediocridade, nenhum medíocre vai perceber o quão medíocre é; mas se um magnífico é posto neste ambiente, pelo contraste será percebido
“Celebre o que conquistou com equilíbrio e consciência. O bem-estar é o nosso maior brinde à vida.” – Os`Cálmi
Nem toda distância é abandono; algumas são formas superiores de cuidado. A consciência que se preserva aprende a retirar-se sem rancor, sabendo que permanecer onde o sentido se perdeu é trair a própria inteireza. A maturidade não está em ficar a qualquer custo, mas em saber partir sem destruir o que foi verdadeiro.
"Quando você puder fechar os olhos e, através da medicação, expandir sua consciência até sentir o universo inteiro como seu próprio corpo, então, Cristo terá nascido em seu interior."
O texto aponta para uma experiência que ultrapassa crenças formais e alcança o núcleo da consciência humana. “Fechar os olhos” simboliza o abandono das formas habituais de percepção, nas quais o mundo é visto como algo externo, fragmentado e separado do eu. É um gesto filosófico de recolhimento, onde a verdade deixa de ser buscada fora e passa a ser reconhecida no interior do próprio ser.
A “meditação” surge como um caminho de dissolução das fronteiras ilusórias do ego. Ao aquietar a mente, o indivíduo percebe que a identidade pessoal não é um ponto fixo, mas um campo aberto de presença. Nesse estado, o universo deixa de ser um objeto observado e passa a ser vivido como continuidade do próprio existir. O corpo já não termina na pele; ele se estende no espaço, no tempo e na vida que pulsa em tudo.
Sentir o universo como o próprio corpo é uma ruptura com a lógica da separação. Onde antes havia um “eu” isolado, surge uma consciência que reconhece a interdependência de todas as coisas. Essa percepção transforma o modo de existir: o outro não é mais um estranho, a natureza não é um recurso, e o sofrimento alheio não é algo distante. Tudo participa de uma mesma realidade viva.
O nascimento de Cristo, nesse contexto, não se refere a um evento histórico, mas ao despertar do princípio da unidade, do amor consciente e da inteligência espiritual no interior do ser humano. Cristo representa a consciência que reconhece a presença do divino em tudo o que existe e age a partir dessa percepção. É o logos encarnado na experiência interior, não como crença, mas como estado de ser.
Quando essa consciência desperta, a vida cotidiana se torna o verdadeiro campo espiritual. Cada gesto carrega sentido, cada escolha revela alinhamento ou afastamento dessa unidade percebida. A transformação não é externa nem espetacular; ela acontece no modo como se olha, se pensa e se vive.
Assim, o texto convida a uma revolução silenciosa: a passagem da fragmentação para a totalidade, do medo para a comunhão, da ignorância de si para o reconhecimento de que o infinito não está distante, mas se revela no mais íntimo da consciência desperta.
A consciência não amadurece por acúmulo, mas por desapego. Tudo o que pesa demais — certezas, rótulos, expectativas — acaba por deformar o olhar. O ser lúcido aprende a caminhar mais leve, não por indiferença, mas porque entendeu que apenas o essencial atravessa intacto o tempo.
Quando se tem consciência
Na força da coletividade
Entende-se que a união
Faz diferença de verdade
É saber que se pode contar
Com muita gente para lutar
Com fé, energia, positividade.
A consciência dos ciclos da vida não elimina a perda,
mas nos ensina a atravessar, com lucidez, o que vem e o que se vai.
William Contraponto
Amar é alinhar escolhas,
não repetir palavras.
Quando a consciência guia os passos,
a verdade se revela no viver,
não no discurso.
O amor reconhece quem caminha com integridade,e se manifesta no íntimo.
Felizes os que com a consciência tranquila podem adormecer em berço esplendido com a certeza do dever cumprido.
“O peso das grandes decisões recai apenas sobre quem tem consciência de suas consequências. A esses, exige-se resiliência. Aos outros, a ignorância basta como abrigo.” - Leonardo Azevedo.
Nem toda dor quer palco.
Algumas só querem consciência.
Quando eu dei nome ao que doía,
a dor diminuiu
e eu cresci.
🌙🌱
