Conquistar Menina que Ja tem Namorado
" Sorte daquela menina que pode chamar o seu melhor amigo de namorado. Sorte daquele menino que é amado, perdidamente e pode chamar-la de “minha”. Mais sorte ainda daqueles que tem tudo que um namorado (a) pode ter, mas mesmo assim só são amigos.
Eles discutem, brigam se excluem do facebook, se arrependem, pedem desculpas. Se abraçam, se beijam, seguram na mão do outro e sorriem. Ficam sem se falar por semanas. Ignoram-se incansavelmente. Encontram-se na rua e sorriem como se tudo estivesse “normal”, e voltam a sair juntos. Conversam, tem ataques de ciúmes e se beijam. Gostam de estarem juntos, fazem loucuras, fogem e até arriscam a vida. Eles vivem.
Carta no correio, bilhete colado na moto dele e indiretas no facebook. Uma hora se curtem, em outras se matam. Paixão bipolar. Amigos, apenas amigos.
“Amixão”, amizade com paixão. Não tem cobranças, ambos são livres. Fazem o que bem entendem. Não tem celular tocando toda hora, nem tendo que falar onde você está a cada momento. Não precisam de “mimimi” para provar para todos que se gostam. Pelo contrário, discrição reina. Ele sai com quem quiser, e ela também. Raramente estão juntos!
Mas quando estão... Sai da frente. Se gostam, talvez se amam. Vivem o agora, pensando no amanhã. Riem hoje, para no outro dia a saudade chegar. Amigos, apenas amigos.
Protegem-se, para um não fazer o outro chorar. Querem-se hoje longe, mas no amanhã perto. Querem evitar grandes brigas, querem evitar um relacionamento sério, afinal, ele tem que ser é feliz.
Hoje não, quem sabe amanhã? O verdadeiro namorado é aquele amigo que vai te defender e cuidar de você. O verdadeiro namorado é aquele que ama em silêncio. Aquele que vive, aquele que te trata bem, aquele que quer o seu bem, e por fim, aquele que um dia vai dizer: casa comigo?"
Menina mulher, já dizia o Poeta: "todas as mulheres deviam ser meninas".
Mulher menina, mistura perfeita para ser desejada.
Mulher, postura firme, imponente, mas o melhor mesmo, é quando nas horas certas, se deixa, se permite, sentir a menina que tem dentro de você.
Mulher desejada, amada, se protege, difícil de entender, mas sabe que deixa um doido, quando menina se permite ser.
Menina mulher, nas suas mãos, homens pensamos ser, mas na verdade, garotos somos, frágeis, impulsivos ao poder, que tanto nos faz enlouquecer. Enlouquecer de amor, de fazer e jamais cansar de querer.
Depois de muitas travessuras, um merecido descanso as voltas dos meu braços, menina volta a ser, e me permite pensar que tive o poder de fazer você se sentir mulher.
A decadência da oferta espelha-se na penosa invenção dos artigos para presente, que já pressupõem o fato de não se saber o que presentear porque, na verdade, não se tem nenhuma vontade de fazê-lo.
Que importa que já o saibas? Só se sabe o que já nos não surpreende.
Não importa muito com quem te casas, já que na manhã seguinte seguramente descobrirás que se tratava de outra pessoa.
O homem que sabe ler fala com os ausentes e mantém vivos os que já morreram. Comunica-se com o universo - não conhece o tédio - viaja - ilude-se. Mas quem lê e não sabe escrever é mudo.
Existem cerca de 100 bilhões de estrelas na galáxia. Esse já foi considerado um número grande. Mas é apenas cem bilhões. É menos que a dívida interna! Antigamente, estes números eram chamados de números astronômicos. Agora, deveríamos chamá-los de números econômicos.
Canção de Primavera
Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.
Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.
Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.
Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.
Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?
Um homem que acaba de arranjar um emprego já não faz uso do espírito e da razão para regrar a sua conduta e as suas atitudes perante os outros: toma de empréstimo a regra do seu posto e da sua situação; donde o esquecimento, a altivez, a arrogância, a dureza e a ingratidão.
Cheguei demasiado tarde
e já todos se tinham ido embora
restavam paeis velhos, vidas mortas,
identidade, sujidade, eternidade.
Comeram o meu corpo e
beberam o meu sangue; e, pelo caminho, a minha biblioteca;
e escreveram a minha Obra Completa;
sobro, desapossado, eu.
Resta-me ver televisão,
votar, passear o cão
(a cidadania!). Prosa também podia,
e lentidão, mas algo (talvez o coração) desacertaria.
Pôr-me aos tiros na cara como Chamfort?
Dar em aforista ou ainda pior?
Mudar de cidade? Desabitar-me?
Posmodernizar-me? Experienciar-me?
Com que palavras e sem que palavras?
Os substantivos rareiam, os verbos vagueiam
por salões vazios e incendiados
entregando-se a guionistas e aparentados.
Cheira excessivamente a morte por aqui
como no fim de uma batalha cansada
de feridas antigas, e eu sobrevivi
do lado errado e pela razão errada.
“Que dia? Que olhar?”
(Beckett, “Dias felizes”)
Que feridas? Que estanda-
te? Que alheias cicatrizes?
Estou diante de uma porta (de uma forma)
com o – como dizer? – coração
(um sítio sem lugar, uma situação)
cheio de palavras últimas e discórdia.
