Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar

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⁠Poemas não precisam ser especiais. Escreve alguma coisa que gostaria de dizer. Sabe como é, coisas que você sempre quis falar.

⁠Sou sempre assim. Sou eu que insisto em ir embora, mas espero que todos fiquem onde os deixei.

Eu, Você e Toda uma Vida (série)
1ª temporada, episódio 15.
Inserida por pensador

O sentimento que eu tive naquele dia, o sentimento que continuou crescendo, eu quero muito que ele chegue até você.

16 (metas) poesias para 2016:
1. Deixe o amor pular o muro.: O Amor Bate na Aorta; Drummond.
2. Tenha apenas duas mãos e o sentimento do mundo.: Sentimendo do Mundo; Drummond.
3. Pense nas crianças mudas telepáticas.: Rosa de Hiroshima; Vinícius de Moraes.
4. Sinta um acréscimo de estima por si mesma.: O Primo Basílio; Eça de Queirós.
5. Aprenda a viver Apesar De.: Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres; Clarice Lispector.
6. Veja com outros olhos e não com os olhos dos outros.: Catatau (Livro); Paulo Leminski.
7. Dance até o sapato pedir para parar, tire o sapato e dance o resto da vida.: Rápido e Rasteiro; Chacal.
8. Lembre-se que perder-se também é caminho.: Cidade Sitiada; Clarice Lispector.
9. E não esqueça de anotar que A maior riqueza do homem é sua incompletude.: Retrato do artista quando coisa; Manoel de Barros.
10. Deixe que o tempo passe e veja o que ele traz.: Amor nos Tempos do Cólera; Gabriel Garcia Marquez.
11. Viaje como quem troca a roupa da alma.: Mario Quintana.
12. Aprenda com Capitu, tenha ideias atrevidas. Aos 14 ou não.: Dom Casmurro; Machado de Assis.
13. Abrace uma(s) pessoa(s) como se as trouxesse mais para perto.: Eleanor and Park; Rainbow Rowell.
14. Mude de rosto, não deixe sua face perdida em espelhos.: Retrato; Cecília Meireles.
15. Deixe arder no coração o tumulto e o clamor de um largo oceano.: Dualismo; Olavo Bilac.
16. Faça sua poesia.

Inserida por meustextos2

“Aquele nó que se forma na garganta quando você está perto das pessoas… Eu sei que dói. Sei que você finge todos os dia ser alegre e ri de tudo. Sei que você diz que está bem só pra não correr o risco de machucar quem ama. E mais que tudo… Sei bem como isso dói.”

Inserida por MissHayley

Eu conheci ele na manhã da cerimônia de boas-vindas, sob as flores de cerejeira.

Inserida por pensador

Ele despertou o meu coração e eu quero que isso consiga chegar até você.

Inserida por pensador

Ele é simpático com todo mundo, não importa quem seja. Ele é sempre o centro das atenções. E é sempre alegre e agradável. Todos se sentem atraídos por ele. E ele me trata como trata todos os outros. Ele é a minha inspiração.

Inserida por pensador

Na verdade, eu sempre prefiro a noite. Ainda mais as noites de verão, são mais agradáveis. O ar e os cheiros, o farfalhar das folhas e o som dos insetos.

Inserida por pensador

É verdade que eu me sinto atraída por ele, porque ele é gentil, simpático, alegre e sincero.

Inserida por pensador

Amanhã é um novo dia. Um novo outro qualquer. Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé.

Eu não posso abrir tua mão à força e dizer-te:
pegue, guarda contigo este diamante.
O máximo que posso fazer é dizer-te:
olha, veja aí um diamante.
Pegá-lo ou não será decisão tua.
Ninguém pode obrigar ninguém a ser feliz.

Nao e sabio dizer..Viverei.Amanha ja e tarde demais,vive hoje.

Dizer que meus dias estão contados nada significa! Assim foi sempre. E assim sempre será para todos nós. Mas a incerteza do lugar, da ocasião e do modo, incerteza que nos impede de ver distintamente esse fim para o qual avançamos inexoravelmente,...

As vezes nós também racionalizamos, quer dizer, tentamos mostrar a nós mesmos, e aos outros, que temos outros motivos para fazer o que fazemos em certas situações, e não revelamos os reais motivos que nos levaram a agir de certa maneira, simplesmente porque eles são constrangedores demais.

Sim, meu Deus. Que se possa dizer sim.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Dies irae.

...Mais

E é só o que posso dizer a meu respeito? Ser “sincera”? Relativamente sou. Não minto para formar verdades falsas. Mas usei demais as verdades como pretexto. A verdade como pretexto para mentir? Eu poderia relatar a mim mesma o que me lisonjeasse, e também fazer o relato da sordidez.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Para um Amor na Rua

Meu amor,
vem pra casa que ouvi dizer
que vai estourar a guerra
Nostradamus previu
Raimunda, nega Raimunda confirmou
Por favor, ponha os pés na terra
Chão firme cama da gente
ouvi dizer que vai estourar a guerra.
Você que é mundano convicto
você que erra
vai argumentar que não há perigo e o escambou
que é apenas o "bicho" internacional.
Vai confundir tudo com show
vai dizer que tem Prince, Rock n'roll
Gun's N'Roses e talvez Gal;
É mau, meu bem
tem também Sadam, Bushes e mesquinharias
Vem pra casa guardar num cofre sua ingenuidade
vem proteger da maldade sua fotografia.
Aqui fiz cuscuz farofa e feijão fraldinho
aqui pintei filosofia, comigo-ninguém-pode
espada de São Jorge, jasmim, arruda, carinho.
Tudo anti-míssil
tudo bruxaria anti-crueldade bélica
Lá fora alguns meninos
querem experimentar a potência
de seus terríveis brinquedos.
Não tenha medo
vem pra casa sem nem telefonar
aqui tem ar, poesia, fé
e tudo que a alegria da alma encerra.

Vem, meu amor
que ouvi dizer que vai estourar a guerra.

(verão de 1991)

Não tenho uma palavra a dizer. Por que não me calo, então? Mas se eu não forçar a palavra a mudez me engolfará para sempre em ondas. A palavra e a forma serão a tábua onde boiarei sobre vagalhões de mudez.
E se estou adiando começar é também porque não tenho guia. O relato de outros viajantes poucos fatos me oferecem a respeito da viagem: todas as informações são terrivelmente incompletas.
Sinto que uma primeira liberdade está pouco a pouco me tomando... Pois nunca até hoje temi tão pouco a falta de bom-gosto: escrevi “vagalhões de mudez”, o que antes eu não diria porque sempre respeitei a beleza e a sua moderação intrínseca. Disse “vagalhões de mudez”, meu coração se inclina humilde, e eu aceito. Terei enfim perdido todo um sistema de bom Mas será este o meu ganho único? Quanto eu devia ter vivido presa para sentir-me agora mais livre somente por não recear mais a falta de estética... Ainda não pressinto o que mais terei ganho. Aos poucos, quem sabe, irei percebendo. Por enquanto o primeiro prazer tímido que estou tendo é o de constatar que perdi o medo do feio. E essa perda é de uma tal bondade. É uma doçura.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Eu e vc. . .
não é assim tão complicado
não é difícil perceber

Quem de nós dois
vai dizer que é impossível
o amor acontecer ??

e cada vez que eu fujo...
eu me aproximo mais ....



[Quem de Nós Dois]