Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar

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Coloca desejo que te faz bem.

Em tempos onde reprimir vontades, para expor felicidade inventada em redes sociais, está em alta, quero aqui dizer: Coloca o teu desejo onde quiser, que te faz bem!
Sair da zona de conforto custa, custa tempo, empenho, dinheiro e energia, muita energia! Alçar novos voos não é pra qualquer um, é pra quem quer e tem coragem. Tudo o que fazemos consome nossa energia psíquica e física; e estar disposto a arcar com este gasto rende com certeza muita felicidade e acima de tudo, sensação de dever cumprido consigo mesmo.
Esta é a maior sensação de prazer que se pode ter, estar em dia com nossa consciência, arcar com nossos desejos e levar a sério nossas vontades. Isto sim é felicidade. Não tem nada melhor do que desejar e colocar em prática.
Com dias cada vez mais corridos, parar para elaborar um plano de ação para colocar em prática nossos desejos fica sempre em segundo plano. Isso porque realizar nossos desejos requer sair da zona de conforto, e com ela deixar para trás (mesmo que temporariamente) status, renda, vida social e tantos outros motivos que possam elencar. Mas quando nós nos conscientizamos do nosso desejo e colocamos nossa libido nele a energia dispensada torna o desejo real.
Realizar nossas vontades é muito mais que pensar positivo é preciso colocar energia, desejo, libido...
Coloca desejo que te faz bem!
Sim! E como faz... assim quebramos paradigmas, saímos do comum, fugimos da rotina. E quantas pessoas conhecemos que fizeram isso e viveram mais felizes, não por grana nem status, mas sim pela consciência limpa de estar em dia consigo mesmo, fazendo o que se deseja, não importa se é trocar de emprego, de carro, comprar um casa, dar a volta ao mundo ou saltar de paraquedas. Importa que o seu desejo faça parte disso tudo.
Coloca desejo onde te faz bem...

Muito pitaco, pouco fundamento. Muita crítica, raras soluções. Muita intromissão, nenhum mérito.

— A unanimidade comporta uma parcela de entusiasmo, uma de conveniência e uma de desinformação.

A brusca poesia da mulher amada (III)

A Nelita

Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido herói sem mácula
Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a bilirrubina
Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco quilos
Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as confidências
E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas
Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia.
Eis que se anuncia de modo sumamente grave
A vinda da mulher amada, de cuja fragrância já me chega o rastro.
É ela uma menina, parece de plumas
E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos ventos
Empós meu canto. É ela uma menina.
Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina
Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes
Do meu amor em solidão. Sim, eis que os arautos
Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos
Para cantar seus réquiens e os falsos profetas
A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras.
Mas nada a detém; ela avança, rigorosa
Em rodopios nítidos
Criando vácuos onde morrem as aves.
Seu corpo, pouco a pouco
Abre-se em pétalas... Ei-la que vem vindo
Como uma escura rosa voltejante
Surgida de um jardim imenso em trevas.
Ela vem vindo... Desnudai-me, aversos!
Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos!
Alvoroçai-me, auroras nascituras!
Eis que chega de longe, como a estrela
De longe, como o tempo
A minha amada última!

O Poeta Come Amendoim

Mastigado na gostosura quente de amendoim...
Falado numa língua curumim
De palavras incertas num remeleixo melado melancólico...
Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes bons...
Molham meus beiços que dão beijos alastrados
E depois remurmuram sem malícia as rezas bem nascidas...
Brasil amado não porque seja minha pátria,
Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der...
Brasil que eu amo porque é o ritmo do meu braço aventuroso,
O gosto dos meus descansos,
O balanço das minhas cantigas amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,
Porque é o meu sentimento pachorrento,
Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.

Mário de Andrade

Nota: Poema musicado pela banda A Barca

O Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos - para condenar o que houve de mau na nossa sociedade.

A História é uma velhota, que se repete sem cessar

O negro só é livre quando morre.

⁠Mais perigoso que um genocida no poder, é a massa ignorante que o idolatra.

Foi na equação dificil e enigmática do amor
que te encontrei.
Entre parênteses negativos e resultados
positivos, és a minha fórmula de vida !

Ausência de resposta não é só falta de educação.
Silêncio não significa consentimento, mas a indiferença como resultado da discordância e falta de consideração.

Melhor do que sonhar, é poder realizar!

Durma bem ,pois, quando o sol raiar eu ainda te amarei e estarei aqui do seu lado esperando a eternidade...

Aquele que brinca com os sentimentos das pessoas, me desculpe mas eu não consigo achar uma definição pra este tipo de gente

Ainda que a saudade não bata mais na minha porta eu vou sempre me lembrar, ainda que eu não escute mais aquela mesma musica, eu vou sempre relembrar, ainda que aquele texto não passe novamente pelos meus olhos eu ainda vou lembrar, ainda que a ligação seja perdida, o contato cortado, as esperanças tenham acabado, os sonho interrompidos, outros abraços encontrados, novos olhares se cruzado, eu vou lembrar, pois as memorias nunca morrem.

Deuses, forças, almas de ciência ou fé

Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé.

Por que o havia de compreender?
Pois sim, mas também por que o não havia?
Água do rio, correndo suja e fria,
Eu passo como tu, sem mais valer...

Ó universo, novelo emaranhado,
Que paciência de dedos de quem pensa
Em outras cousa te põe separado?

Deixa de ser novelo o que nos fica...
A que brincar? Ao amor?, à indif'rença?
Por mim, só me levanto da barrica.

Álvaro De Campos

Sem o mito do amanhã não existiríamos. Não fora o amanhã e secaríamos à beira dos caminhos, esboroaríamos como um cascalho no deserto. O amanhã é que fermenta o hoje, que fermenta o ontem.

"Prefira afrontar o mundo servindo à sua consciência a afrontar sua consciência servindo ao mundo."

Há um anseio por uma retorno ao tempo em que não precisávamos fazer escolhas, livres do remorso pela inevitável perda que toda escolha (no entanto maravilhosa) acarreta.

É uma luta contra os próprios pensamentos, e meu medo é um dia eles me vencerem.