Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov

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"As pessoas observam a situação que voce está
vivendo e tendem a julgar como se você estivesse
fazendo exatamente o que elas fariam se
estivessem no seu lugar."

É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.

O Sentimento Sem Nome


É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.

​"Como posso encontrar palavras para lhes dizer obrigado por me permitirem servi-los?"

Quando você falha, você se pune. Como se pune, perde a motivação.

"Se o céu é o destino de gente como você, prefiro não entrar. Pessoas como você transformam qualquer paraíso em inferno."

Um dia alguém vai te enxergar com uma clareza tão profunda, que você vai se perguntar como conseguiu sobreviver tanto tempo sendo mal interpretado.


Alguém vai olhar além das suas defesas, além das versões que criaram sobre você, além das dores que te fizeram diminuir a própria luz para caber no conforto dos outros. E nesse dia, você vai ouvir sobre si coisas que nunca teve coragem de acreditar.


Vai doer.
Porque às vezes a cura dói mais do que a ferida.


Dói perceber que você passou anos aceitando migalhas emocionais quando carregava um universo inteiro dentro de si. Dói descobrir que não era difícil de amar — apenas estava cercado de pessoas incapazes de enxergar profundidade. Dói entender que muitas das culpas que você carregou nunca foram suas.


Mas junto da dor vem o grito.


O grito da liberdade.
O grito de quem finalmente se reconhece.
O grito de quem passa a existir sem pedir desculpas por ser intenso, sensível, verdadeiro e raro.


Porque existem palavras que não entram pelos ouvidos — elas atravessam a alma.
E quando alguém te revela a beleza que você passou a vida escondendo de si mesmo, algo dentro de você desperta violentamente.


Você percebe que nunca foi pequeno.
Só passou tempo demais tentando sobreviver em lugares que diminuíam tudo o que Deus colocou dentro de você.


E depois disso… você nunca mais consegue voltar a se enxergar da mesma forma.

Você fala como se eu fosse a pessoa que passa por aí compartilhando suas dores com todo mundo. Como se eu fosse alguém que para para ouvir histórias e depois as leva adiante. E talvez, se em algum momento eu realmente parei para ouvir alguém, eu nem tenha percebido. Se isso te machucou, me perdoa.


Às vezes eu me pergunto se existe algo de errado em mim. Talvez eu seja mais difícil de entender do que imagino. Talvez eu carregue coisas que nem eu mesmo consegui nomear ainda. Há dias em que me sinto um estranho para mim mesmo, como alguém que ainda não se encontrou por completo.


Ninguém imagina o que vivi. E, sinceramente, nem quero que imaginem. Não desejo a ninguém o peso de certas memórias, a dor de algumas palavras que ouvi, a sensação de algumas ausências que senti ou as cenas que fui obrigado a testemunhar. Existem marcas que não aparecem na pele, mas acompanham cada passo que damos.


Mesmo assim, eu continuo acreditando que um dia tudo fará sentido. Talvez não da forma que esperamos, talvez não no tempo que desejamos, mas fará.


E quando esse dia chegar, quem entendeu e quem não entendeu, quem ficou e quem partiu, quem julgou e quem acolheu, todos estarão ligados por algo maior. Como os dois lados de um laço em um calçado: diferentes, mas necessários para formar um único nó perfeito.


Obrigado por existir.


Em meio a tantas coisas que não consigo explicar, essa é uma das poucas certezas que tenho.


Eu só quero ser um homem bom para mim mesmo, ser um homem exemplar e servir de alguma forma todas as pessoas que eu encontrar pelo caminho até eu chegar lá!


Amo-te.

No final das contas, o seu maior superpoder é a presença. Dizer algo como: "Cara, eu não sei o que te dizer, mas eu tô aqui com você pro que der e vier".

Se, como observa Werner Mitsch (1936–2009), “o homem foi capaz de inventar a bomba atómica, enquanto nenhum rato, em qualquer parte do mundo, jamais foi capaz de inventar a sua própria ratoeira”, então talvez a inteligência não deva ser medida apenas pela capacidade de criar, mas também pela capacidade de não criar aquilo que pode destruir o próprio criador.


Nesse sentido, pode-se dizer, paradoxalmente, que o rato é mais inteligente do que o homem: o homem inventa a ratoeira para capturar o rato; o rato, porém, nunca inventou uma armadilha para destruir a sua própria espécie. Ao contrário, o homem criou diversos instrumentos bélicos capazes de provocar destruição em larga escala e de ameaçar a própria humanidade.


Ou seja, o rato é mais inteligente do que o homem: não porque saiba inventar mais, mas porque nunca inventou aquilo que pudesse transformar-se na sua própria destruição. O homem demonstrou uma inteligência extraordinária para criar, mas nem sempre a mesma sabedoria para saber o que não deveria criar.


Talvez o verdadeiro limite da inteligência humana não esteja naquilo que o homem consegue inventar, mas naquilo que, tendo capacidade para inventar, decide não criar.


Furucuto, 2026

A gente não apaga um amor Como quem apaga o fogo, Nem esquece alguém Como quem perde a hora.


Não se troca uma história Por outra qualquer, Nem se arranca da alma O que o coração ainda quer.


Não existe remédio Que apague um sentimento, Nem distância que consiga Silenciar o pensamento.


Porque tudo que um dia Foi verdade na vida da gente Pode até deixar de fazer parte, Mas nunca deixa de viver na gente.

"A democracia brilha como as mais belas utopias, mas dissolve-se em miragem quando a realidade desperta."

Super alinhada para provocar choques sem para raio.
Nao cheguei como um relâmpago com fogo nos olhos eu vim apenas vestindo pele humana.. e verdade ancestral.!




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


Copyright direitos autirais

Deslealdade é como cupim: corrói no silêncio, escondida aos olhos, até que um dia a gente percebe que aquilo que parecia sólido era apenas uma casca.

A democracia é linda como qualquer outra utopia.

O ato de cuidar como autocuidado
Respeito próprio: Guardar, limpar ou consertar algo seu é um jeito físico de dizer que você merece um espaço bom.
Hábito diário: Pequenos gestos de cuidado com os seus pertences viram gestos de carinho com o seu corpo e a sua mente.


Fonte: IA

O futebol brasileiro

O futebol brasileiro transcende o esporte
E configura-se como um fenômeno social,
Um pilar de identidade cultural forte
E uma paixão de movimento comercial.

A Seleção Canarinho é a única seleção
Que disputou todas as Copas do Mundo
E detém o recorde absoluto da competição
E o título de penta com sentimento profundo.

A seleção do passado era feita de lendas,
Hoje é composta apenas de estrelas.
Jogava-se mesmo por amor à camisa,
E nos altos salários não se economiza.

Embora o país seja uma potência histórica
O cenário atual é de muitas controvérsias,
Sentimento misto de cobrança categórica
Por melhorias estruturais reais sérias.

Todos se tornam técnicos durante a copa.
Escalam um time à sua maneira de ver,
Criam um time clássico e ofensivo como tropa,
Priorizam um equilíbrio tático para vencer.

Grandes nomes revelam talentos imortais,
Eternizando um estilo de jogo bonito.
E hoje vivendo na expectativa de finais,
Com uma equipe que nos deixa aflitos.

A velocidade nas pontas é fundamental,
A criatividade no meio-campo essencial,
A zaga precisa ser forte e atenta,
Para neutralizar o adversário e seu potencial.

O centroavante sempre atento e preciso
Para chutar a bola direto para a rede,
O gol garante a festa e o sorriso,
Matando da torcida toda a sua sede.

A seleção vai mais uma vez e tenta
Superar a conquista depois do penta
Alegrar toda a nação brasileira
E afastar para longe a tormenta.

Raimundo Nonato Ferreira
Junho/2026

Inversão de valores

Os valores estão todos distorcidos,
O certo é visto como errado ou inexiste,
Enquanto o errado é tolerado, divergindo
Ou até considerado normal. Isso é triste!

É um fenômeno que afeta a moral,
A sociedade, em especial, a cultura.
É um descompasso de caráter anormal,
Que passa despercebido na cara dura.

A honestidade, a integridade e o respeito
Foram substituídos pela vantagem pessoal.
Ver as pessoas como objetos causa um efeito
De desvalorização da vida e da moral.

Bens materiais têm mais importância
Que o amor, o afeto e a empatia humana.
E os infratores nas suas extravagâncias
São glorificados ou justificados, enquanto
O cidadão cumpridor de leis fica à distância.

A esta triste realidade chegamos.
É preciso mudar tudo de forma urgente!
Não podemos aceitar o que deixamos,
E não seremos julgados inocentes.

Raimundo Nonato Ferreira
Julho/2026

"Usar 'fariseu' como xingamento só expõe a ignorância histórica e o antissemitismo velado de quem fala. Atacar o judaísmo com provocações baratas é o recurso de quem não tem maturidade para respeitar a fé alheia."

Afirmar que só acredita no que vê é como olhar para um motor complexo sem entender de mecânica e achar que ele funciona por magia; sem ferramentas conceituais, o fato empírico vira apenas um borrão ininteligível.