Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov

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Que toda arte, assim como a música, nos reforce o motivo de nossa existência.

"Como neurodivergente (AH/SD), na minha visão, a inclusão verdadeira é respeitar o funcionamento da mente, sem rotular, julgar ou espiritualizar negativamente. Sendo que, nem todo funcionamento diferente é problema - às vezes é apenas uma mente que opera em outra frequência."

"Ageísmo: Frases como: 'Você passou da idade' refletem o preconceito etário enraizado em nossa sociedade, onde a maturidade é subestimada. Essa forma de abuso psicológico busca limitar seu potencial, quando, na verdade, a maturidade é um estado de evolução que deveria ser admirado e almejado por todos."


- Michele Stringhini - Psicanalista Clínica

"Há comportamentos que, à primeira vista, parecem apenas atitudes isoladas — como testar o outro, "colocar o outro à prova", provocar reações ou criar situações para ver “até onde a pessoa vai”. Mas, na prática, isso quase nunca nasce do nada. Por trás dessas atitudes, geralmente existe algo mais profundo acontecendo: emoções mal resolvidas, inseguranças silenciosas e tentativas, ainda que confusas, de lidar com o que se sente por dentro."


Michele Stringhini - Psicanalista Clínica

"Exige-se, muitas vezes, dos outros, quase como um juiz, que honrem aquilo que foi dito e estabelecido. Contudo, quando a exigência recai sobre si próprio, a coerência se dissipa. Mais ainda: quando envolve o outro e a família do outro, o discurso passa a apresentar inconsistências e incoerências ainda mais evidentes. Isso levanta uma questão central: trata-se de incapacidade de sustentar a própria palavra ou de uma precipitação em assumir um papel que não lhe cabe — como se “provar” o outro fosse uma prerrogativa legítima, quase equiparada a um juízo superior?"


Michele Stringhini
Psicanalista Clínica

‎A ALMA E AS FUNÇÕES EXECUTIVAS



‎A Alma Humana, vista como o Eu Puro e considerada inútil para a Psicologia por William James (1890), é a Variável Independente fundamental para a ocorrência das Funções Afetivas, Cognitivas, Executivas e Motoras no Organismo Humano!



‎Porque de acordo com Luiz Pasquali (1999), é a Alma ou o Eu Puro que Sente e Conhece e Age!

⁠Fico me perguntando: como é possível sentir falta de algo que eu nunca experimentei?Talvez seja o fascínio pelo desconhecido, pelas infinitas possibilidades que a vida nos esconde.
E mesmo sabendo que são apenas fantasias, não consigo deixar de senti-las como verdadeiras. O que me leva a crer que, talvez, não sejam as experiências que definem o que sentimos,mas sim a profundidade com que nós a desejamos.

O Alento da Ausência


Outrora, eu era vigília e fresta,
ansiando o teu olhar como quem acende a luz
no cais de uma espera deserta,
suplicando ao horizonte que te trouxesse de volta.


Hoje, as sombras me bastam.
Prefiro o abismo desse silêncio inteiro
à tua presença fragmentada, que não habita apenas visita.
Pois o que oscila entre o vir e o partir
não oferece abrigo; apenas turva o cristal da memória.


Ver-te agora, ainda que sob o véu da distância,
não é bálsamo, mas interrogação.
Cansou-me o fardo dos intervalos,
os sinais que desbotam antes de se tornarem rastro,
esses quase-encontros que são, em verdade, desertos.


Se o teu destino é o não-estar,
que a tua ausência seja, enfim, absoluta e limpa.
Sem o eco de passos breves,
sem o toque fantasma que tateia mas não sustenta.


Há uma quietude austera em renunciar à espera.
Descubro, no vagar dos dias, a lição mais difícil:
que o esquecimento, por vezes,
é a forma mais profunda de zelar por si.

⁠Manifesto de Uma Alma Livre

Sempre tão ansiosa a respeito do futuro,
Eu me antecipava, como se pudesse vencer o tempo.
Carreguei expectativas que não eram minhas,
Engoli silêncios,
Tolerei situações e palavras que me desgastavam,
Até perceber que me perder de mim mesma
Era a pior prisão que eu poderia aceitar.

Eu não nasci para competir por atenção,
Nem para provar nada a ninguém.
Minha única missão é superar a mim mesma,
Acordar a cada dia com a vontade urgente de ser mais.

Exploro tudo o que sinto
Porque negar minhas emoções seria negar minha própria natureza.
Sou intensidade, movimento e recomeço.
Se algo me magoa, eu não finjo que não doeu.
Eu sinto, permito queimar,
Mas transformo as cinzas em impulso.

Não guardo mágoas, mas não esqueço histórias.
Lembro-me de cada nome e cada olhar,
Não por rancor,
Mas porque não há aprendizado sem memória.

Eu aprendi a dar um sentido temporário a tudo,
Porque permanência é ilusão.
O que eu amo pode ser eterno dentro de mim,
Mas sei que o mundo está sempre em movimento.
E eu também estou.

Se há algo para melhorar,
Vou encarar sem medo.
Se há algo para deixar para trás,
Vou soltar sem arrependimentos.

Nada me congela, nem a dúvida, nem a razão.
Se tiver que cair, eu caio com coragem.
E se cair, volto com um propósito maior.

Porque viver é experimentar, é sentir, é arriscar.
É construir e destruir se for preciso,
Até encontrar aquilo que faz meu coração vibrar.

Eu sou intensa, sim.
Não fujo de mim mesma.
Exploro o mundo com a mesma coragem
Com que mergulho em meus sentimentos.

E, mesmo sabendo que nada é para sempre,
Continuo a escolher sem medo
Tudo o que me faz sentir viva.

CICLO DA RAZÃO (III — Razão)


Agilson Cerqueira


E então surge a razão.


Não como pedra fria,


nem como montanha isolada,


mas como um horizonte


que se abre no pensamento.


Ela ilumina o que foi sentido,


revela o que foi pensado,


e costura o mundo


à consciência.


Na razão,


as coisas encontram forma,


e o pensamento encontra direção.


O ser humano percebe


que compreender


é também uma maneira


de tocar o infinito.


Pois cada ideia


é uma ponte invisível


lançada entre o eu


e o universo.


E assim,


o mundo continua


a nascer todo dia


com sentidos, mente e razão.


Vida!

O silêncio ativo ecoa como acordes de plenitude e grandeza.

Nada como o vendaval do tempo para soprar a poeira que encobre a verdade.

O viver de aparências reluz como diamante, mas acaba por te quebrar como vidro.

Use o passado como ensinamento, não como morada.

Somos como veleiros: alguns se deixam prender pelas âncoras do passado e ali ficam, com as velas tristemente amainadas; outros soltam as correntes, içam as velas e seguem, vivos, pelas águas do presente.

Quando a consciência paira como bruma, a virtude por vezes se faz pesada.

Como julgar a coragem, se ela é ação imediata diante do risco?

Não devemos tratar como normal o que nos agride; logo os maiores absurdos virão nos assombrar.

Amadurecer é renunciar ao conforto da ilusão e aceitar a verdade como único caminho.

Quem romantiza a um covarde é como passar verniz no caráter.