Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov

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⁠Em luto pelos dias levados, grato pelos dias compartilhados ao seu lado.

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⁠Somos seres pulsionais, limitados por freios morais.

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⁠A terapia muda nosso olhar, e esse olhar pode mudar o outro.

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⁠Concordar com tudo é fraqueza disfarçada; não concordar com nada, soberba declarada.

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⁠Entre discordar de tudo e concordar com tudo, reside o absurdo.

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⁠Entre o não automático e o sim sistemático residem o defensivo e o submisso.

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⁠Entre a inconveniência de discordar de tudo e a subserviência de concordar com tudo, reside o absurdo.

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⁠Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo de recusar por padrão ou agradar por convenção.

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Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo de negar por impulso ou ceder por costume.

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⁠Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo.

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⁠Conatus é resistência viva; entropia, decadência definitiva.

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⁠Na pós-modernidade, a razão vira produto segmentado; cada grupo escolhe a sua verdade no mercado.

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⁠A substituição da verdade objetiva por opiniões pessoais alimenta o relativismo exagerado e a pós-verdade, onde sentimentos e crenças sobrepõem dados e razão.

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⁠Um centraliza para aparecer; o outro cede para se esconder.

Ambos manipulam — um pela ação, o outro pela omissão — um sofre pela solidão e outro pela submissão.

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Quem centraliza tudo manipula pela ação e enfrenta a solidão do poder; quem cede tudo, passa ‘procuração’, aceita o jogo, manipula por omissão e enfrenta a humilhação de se submeter.

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Até que ponto a explicação social justifica a absolvição moral?

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Se o Estado foi ausente, que o assaltante cobre do Estado, não de gente inocente.

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⁠Meu corpo, minhas regras até onde a convivência permite; não estamos sozinhos no mundo, e no coletivo também há regras e limites.

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⁠Não venha me dizer o que eu tenho de fazer, mostre-me com o exemplo.

Benê Morais

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⁠Sabemos do pó, do átomo, do chão;
mas a alma escapa pela contramão.

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