Comecei a Viver de Verdade
Quem vive pensando ser insubstituível vive preocupado em não perder sua posição e se esforçando para provar para si mesmo que não é inferior aos outros.
A Ditadura do Amor
Vivemos em um mundo onde se é obrigado a amar.
Quem não ama é o vilão, o mau.
Mas como amar em um mundo tão cruel?
Quando apenas nos basta respeitar e aprender a conviver.
Te encontrar foi algo assim tão bom.
Como talvez fugir da razão.
Eu vivia só, e tirou-me da solidão.
Meu desejo coloriu-se no seu olhar.
Não tinha razão pra sorrir.
Impossível negar que você mudou o meu viver.
E agora eu sei que você é tudo que eu sempre quis.
Te conhecer foi algo assim tão feliz, não posso esquecer, pra sempre vou amar você.
Teu olhar é algo assim tão bom,
Que faz-me sentir a emoção.
Você transformou o meu coração.
Minha paixão, você é tudo pra mim.
Não posso explicar, é tão simples assim.
Nada pode parar. Nosso amor é o que me faz dizer,
nas estrelas e no mar, eu vou declarar: Eu amo você.
Te dar prazer, e te acordar, te ver sorrir e te abraçar, dizer que é bom estar com você.
Te amar foi algo assim tão bom,
fez mudar tudo dentro de mim.
Agora eu sei, com você quero viver.
Quando estou com você, quero me envolver,
me entregar, ser seu pra valer.
Sentir seu calor e nunca mais andar sem amor.
Não vou me arrepender de te conhecer. É você que faz-me entender que longe de ti é como morrer.
Pra sempre viver
Ao seu lado ficar
E pra sempre te amar
É assim tão bom
um homem sábio me disse uma vez... "Se você se importar com o que eles fazem, você não vai viver em paz."
Cemitério mental
No final, a vida não passa disso
Um imenso cemitério de memórias das quais vivemos
Umas boas, outras ruins, mas todas passadas no imenso matadouro que é viver
Todas estão enterradas na mente.
Sem palavras
Meu amor, queria que existissem
Palavras para descrever
O tanto que te amo
E o quanto quero contigo viver
Em você encontrei o amor
Também a paixão
E aquela sensação
Que aquece o coração
Você me mostrou o que é amar
Mas não sei demonstrar
De forma alguma em meu falar
O quanto é incrível a ti se apaixonar
Eu acho que é você
A melhor pessoa que conheci
E que fez eu me sentir
Como uma nuvem a subir
Meu amor, você me deixa sem palavras
eu amo você!!!
Todas as dúvidas foram aclaradas
Numa surpresa pelo destino oferecida,
Que me preencheu a vida,
Me fez perceber,
Que serias quem me faria finalmente viver
E daria o dom
De acreditar num mundo
Onde existe algo de bom.
Insólito
Vago por
um tudo
que é
amorfo
Gozo
viagens por
onde não
se toca
É ar
vento e brisa
que esbarra e
passa
Vida
Jorge B. Silva
Viver é ser loucamente real em alguma vibe a vida toda do que for vivido, sofrendo de tudo por ninguém que pode ser apenas um nada, contra tempo, passa tempo, perde tempo...
O destino é algo intitulado por tradução de intuição na sua expressão. O perdido no espaço se coloca em perfeita imperfeição com direito a iusão.Talvez ao dormi seja apenas um ensaio de como não mais existir e se seria de fato lembrado após o ultrapassado. Porém não se sabe se real ou facto, se complexo ou neutro em profunda ou densa sensação permeia numa aproximação.
Não há como dimensionar outra vida sem ter sequer vivido e morrido para saber se vai morrer ou reviver.
Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
INQUIETAÇÃO
Insisto-me entre a inquietação e o quase extinto.
Quando saio de mim, rumores restauram procura.
Me parto compassado, a estiar anseios, na vigia.
Abro-me em clareiras, soergo esperas, às vezes me avisto.
Enxergo o que entrementes não desbota, na audácia.
Pungidos olhares, fração reflexa, reverbero esquecimento.
Não me apraz desconhecer. Não me entristece distinguir.
Posso imolar finais prescritos, acontecer-me de outro.
Descreio que a finitude nos reserve,
Apenas nada na transcendência de tudo.
Tenho que viver-me como quem se conta,
Alembrado da existência que exprime.
In Poemas para Versar
OUSADIA
No meu intimo, uma desnecessidade se aguça.
Creio descomplexa, de não ter nada a desdizer.
Já me levo inteiro de indagações a juntar atalhos,
De quem bem sabe o quanto custa o desviver.
Mas não existo o bastante para deixar de aspirar.
Espio manhãs. Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana estatura.
Minhas inquietações desfiam-se visíveis.
Confesso-me indisciplinado com as formalidades do risco.
Em quase tudo me arde, o que suponho merecer.
E se não o sentir, não me impele o florescer.
Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido.
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso em não desfrutar o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como se vindo da alma.
Carlos Daniel Dojja
".. Mas não existo o bastante se deixar de aspirar.
Assim espio manhãs. Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana envergadura.
Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso, em não desfrutar, o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como num desenleio da alma..."
In Poema Ousadia
