Com o Tempo eu Vou te Amando

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Eu gosto é de mulher independente,
dinâmica, inteligente, segura de si,
que não se intimida diante do mundo
nem dos desafios da vida,
mas, curiosamente, este é o tipo de mulher
que mais tem medo de mim...

Tivesse eu os panejamentos bordados dos céus, (...)
Estenderia esses mantos a teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas sonhos;
E estendi meus sonhos a teus pés;
Pisa com delicadeza, pois estás pisando em meus sonhos.

E eu te espio da janela, indo embora. E quero berrar o quanto gosto de você.
E te pedir em namoro. E rasgar sua roupa(...) E mais uma vez agir como um homem. Mas eu cansei de ser homem. Chega de usar o homem que eu não sou pra ferrar comigo. Eu sou menina.(...) Dessa vez vai ser assim. Chega.
E se você não se apaixonar por mim mesmo com todo esse teatro de moça banal que eu estou fazendo, vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale a pena.

Mas eu insisto em nós e vim aqui te pedir cuidado. Não me deixa ir embora.

Quã louco e estranho e divertido parecia tal plano, na hora que eu pensava nele! - seguir os passos da sombra, ver onde é que ela vivia, se é que vivia mesmo, e conversar com ela como se fosse uma pessoal igual ao resto de nós.

E se eu tiver motivos pra sorrir, amigos pra abraçar, música e energia boa no ar, nada mais importa.

E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero sins.

Eles passarão, eu passarinho.

Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Restos do Carnaval.

...Mais

Você foi mais eu em teus passos.
Viveu junto comigo os meus sonhos.
Enxugou minhas lágrimas quando eu chorei,
e ficou mais feliz do que eu mesmo com o meu sorriso!
Você foi o maior presente
que a vida deu pra mim.

Eu estou pedindo a tua mão, me leve para qualquer lado.

Por isso eu acho que a gente se engana as vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo porque não aguenta o fato de estar sozinho.

Minha vontade hoje é curtir a minha vida e mesmo que isso não inclua quem eu acho que deveria. Ter a oportunidade de ver quem se preocupa comigo, quem está comigo mesmo que seja em pensamento, refazer velhas amizades e passar a reescrever a minha história à minha maneira. Parar de sobreviver pela felicidade de outros ao invés da minha. Mesmo que pareça egoísta, eu hoje quero ser feliz.

ASAS E AZARES

Voar com asa ferida?
Abram alas quando eu falo.
Que mais foi que fiz na vida?
Fiz, pequeno, quando o tempo
estava todo do meu lado
e o que se chama passado,
passatempo, pesadelo,
só me existia nos livros.
Fiz, depois, dono de mim,
quando tive que escolher
entre um abismo, o começo,
e essa história sem fim.
Asa ferida, asa ferida,
meu espaço, meu herói.
A asa arde. Voar, isso não dói.

E no meio de tanta gente eu encontrei você... Ainda bem que foi você!

- Eu estou bem.
- Não, está mal.
- Eu nem disse nada… (?)
- É exatamente por isso, quando você está bem, nunca para de falar.

Eu sou bem boba, às vezes retardada, dou risada de coisas sem graça, tropeço em tudo, eu não sou normal.

‎E lá vem você me olhar apaixonado e, no segundo seguinte, frio. E me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você.

Eu já fingi estar feliz pra deixar alguém bem, e você?

Eu perdi o meu medo da chuva. Pois a chuva, voltando pra terra, traz coisas do ar.