Coleção pessoal de VerbosdoVerbo
Somos a coroa da criação de Deus; por isso, o nosso coração não encontra descanso e propósito em nada menor que o Eterno.
A soberba é o disfarce que a alma insegura veste para andar entre os homens. Uma autoilusão trágica, na qual a pessoa precisa gritar para o mundo a sua falsa força, apenas para silenciar o próprio pavor de encarar a sua fragilidade.
Para os “doutores” cessacionistas, o Espírito Santo entrou com o pedido de aposentadoria no fim do século I e nunca mais renovou o ministério.
Quando os cristãos se omitem da vida pública, a política não fica vazia; ela apenas passa a decidir, sem nossa voz, até os limites da liberdade de viver a fé.
O ódio e a aflição da velha mídia marxista não se dirigem apenas aos conservadores. O verdadeiro alvo é o cidadão comum que ousou começar a pensar por si mesmo, sem a mediação de sua grade de programação ideológica. Eles não suportam essa independência intelectual porque perderam o controle sobre a mente das pessoas — e nada enfurece mais uma elite acostumada ao monopólio das ideias do que ver o povo escapar de suas mãos.
Se abrimos mão de participar da vida pública por medo ou omissão, não é a política que deixará de existir; ela continuará moldando o mundo em que vivemos. E pode chegar o dia em que descubramos, tarde demais, que o silêncio dos cristãos ajudou a diminuir o espaço da própria liberdade de viver e testemunhar a fé. Não porque o Reino de Deus dependa da política, mas porque a omissão também produz história.
Quando escuto um cessacionista tagarelar sobre o fim dos dons espirituais, imagino o Espírito Santo dizendo: 'Missão cumprida. Agora é só protocolo e liturgia'.
A essência teológica da traição de Cristo nos lembra que o mundo é marcado por beijos falsos que mascaram intenções egoístas. Nem todo afeto é lealdade, pois o amor humano é falho; somente o amor incondicional de Deus é a base que não pode ser perdida.
O tolo transforma a ruína do próximo em entretenimento. O sábio, contudo, enxerga no tombo do outro o espelho da sua própria fragilidade e o severo, mas misericordioso, alerta da graça divina.
A igreja moderna consulta currículos; a igreja apostólica olhava para a mesa de casa. O lar revelava quem o homem realmente era.
O perigo não reside apenas no fato do Estado tentar assumir uma paternidade que nunca lhe pertenceu — o que por si só seria um desastre existencial. A perversidade real é que essa pedagogia estatal não busca o bem das nossas famílias, mas sim a domesticação das próximas gerações para o serviço de seus próprios altares ideológicos.
A ostentação na aparência costuma ser inversamente proporcional ao conteúdo interior. Na ausência de princípios sólidos e de sentido, o homem passa a maquiar o vazio com alardes e superficialidades.
