Coleção pessoal de VerbosdoVerbo
Muitos se frustram na caminhada porque absolutizam a instituição e relativizam o Messias, esperando da engrenagem religiosa o que só Deus pode dar.
As boas obras são a prova da fé verdadeira (Tg 2.14-24; Mt 25.31-46; Tt 3.8,14; Ap 20.12). Paulo, Tiago e Jesus não se contradizem: eles diferenciam boas obras (fruto da fé) de obras da lei (práticas da antiga aliança ou Deuteronômio). Paulo sempre refuta as obras da lei ao exaltar a graça, mas nunca descarta as boas obras como evidência da salvação.
A verdade tem sido silenciada todos os dias, dando lugar a uma era de falsidade sem precedentes. A mentira infiltrou-se no cotidiano — da política à ciência, da religião ao jornalismo —, atingindo toda a sociedade. Isso é a 'operação do erro' descrita pelo apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2.11-12, um sinal claro que antecede o retorno do Senhor.
O Evangelho não veio para massagear o ego, mas para quebrar o coração. Se a mensagem que você ouve o deixa confortável no pecado, ela não é a Palavra do Deus vivo.
A fé repousa na certeza daquilo que não se vê; quando passamos a exigir sinais textuais do céu, já não é a fé que clama em nós, mas sim a dúvida mascarada de devoção.
Que o peso da nossa desobediência a Deus nos confronte com mais profundidade do que o desconforto das nossas aflições temporais.
A Escritura não existe para ser guardada, mas para ser desvelada no íntimo. Se o Texto Sagrado está em suas mãos, debruce-se sobre ele; se os seus olhos já o percorreram, permita que o Espírito converta a leitura em fé convicta. E se a fé de fato brotou, que a sua própria existência se torne a tradução viva da Palavra no cenário da vida.
O verdadeiro drama humano não está em quem peca contra você, mas na sua própria condição. Afinal, a cruz não foi para cobrar os erros dos outros, mas para curar a sua inimizade contra o Criador.
Não se iluda: o grande drama da tua existência não está nas feridas que te causaram, mas nas tuas próprias transgressões diante do rosto de Deus. É aí que tudo se decide.
A graça divina é um mistério tão profundo e escandaloso que a maior surpresa da eternidade não será a ausência de quem julgávamos perdido, mas a minha própria inclusão entre os redimidos.
Pastor, em certo momento da caminhada, o Senhor te chama a subir ao púlpito e proclamar uma palavra tão afiada e verdadeira que ela pode custar-te o próprio lugar. Porque o Evangelho nunca foi seguro para quem o prega com integridade.
Não transforme a sua vida em um palco para o aplauso dos homens, pois o brilho que busca o ego é apenas treva disfarçada. Seja, antes, uma fresta de luz; um canal desimpedido e quebrantado, para que, ao olharem para a sua caminhada, os homens não se demorem em você, mas esbarrem na transcendência e vejam o Pai.
Quem brilha para si mesmo consome-se na própria sombra. O nosso papel é iluminar o caminho com tal fidelidade que as pessoas glorifiquem a Fonte da Luz, e não o candeeiro.
