Coleção pessoal de VerbosdoVerbo
Os discípulos não eram filhos do cristianismo de Constantino como nós; e nem foram doutrinados pelos teólogos patrocinados por Constantino; e, dele para frente, doutrinados pelos “doutores” dos mistérios de Deus na “Igreja”. Não! Os discípulos foram apenas pessoas simples. Eles não tinham nenhuma de nossas bobas e presunçosas questões teológico-filosóficas ou doutrinas de agremiações denominacionais. Jesus era o centro deles, o Verbo Vivo, a palavra viva, e o que Ele falava bastava.
Entenda isso: Jamais haverá no mundo uma igreja perfeita, nem haverá uma igreja certa. Quem procura uma igreja perfeita é quem acha que já é perfeito, que já é mais santo do que todos no mundo. Para quem não quer ser ensinado ou pastoreado, nunca vai existir uma igreja certa, pois ele já sabe tudo.
Lucas 15.8: Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? Na parábola da dracma perdida a mulher precisa acender a luz e varrer a casa; limpar a casa para encontrar o tesouro perdido, digo novamente perdido. Se a luz em nossa casa estiver apagada não veremos a sujeira e não encontraremos o tesouro que perdermos. Para recuperar a dracma perdida precisamos acender a luz e varrer a casa. Acenda a luz e você encontrará sujeira, varra a casa e você encontrará o que perdeu. Toda revelação dada por Deus tem o propósito de limpar a nossa vida e encontrar o que perdemos na caminhada.
Mateus 9.17: Não se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam. Não adianta orar por avivamento, não adianta jejuar por avivamento enquanto as estruturas (ODRES) forem velhas, obsoletas e desalinhadas com o céu. Se as estruturas que estão ai não mudarem, não se alinharem com o céu o vinho novo nunca vai ser derramado
Salmos 139.13-16: Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado... Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Quase 8 bilhões de seres humanos e o DNA não se repete, a formula de cada um é exclusiva. Viemos do Deus que tem todo poder em Tuas mãos. Não perca há esperança, pois num abrir e piscar de olhos Ele muda sua história.
Lucas 17.20-21: ...Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós. O Reino de Deus está dentro de nós, dentro das pessoas e não em dogmas ou estruturas de templos. Somos filhos do Abba chamados para manifestar o Reino de Deus.
Deus não cabe em pacotes de filosofias, não cabe em dogmas humanos, não cabe em nenhuma sistematização teológica. Deus tem que ser experimentado. Somente se relacionando com o Eterno, se entregando em fé, que poderemos experimentar essa intimidade. Mas o que se tem visto no meio evangélico é “Deus como uma doutrina, um dogma”, e não como experiência e relação em amor. Os sistematizadores de Deus não conseguem apreender a verdade de modo existencial e relacional, mas apenas lógico e racional.
O Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo e manifestado na história.
1º Pedro 1.19,20: mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós.
Colossenses 1.26: o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos;
Apocalipse 13.8: e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Pedro, Paulo e João entenderam isso e nos contaram algo extraordinário, que tem poder de eliminar a importância de discussões filosóficas e teológicas sobre o tempo, escolhas e processos da salvação. A criação já nasce no ambiente da redenção! Deus não levou sustos na história, pois sacrifico já havia sido feito antes da queda!
O que eles entendiam é que o evento da crucificação de Jesus de Nazaré já era a Realidade Cósmica sobre a qual todo o Universo se sustenta. Antes de Deus dizer Haja Luz, Ele disse Haja Cruz.
Deuteronômio 28.13: O Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo... A lei de Moisés.
Marcos 10.43-44: Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos... A lei de Jesus.
A Pergunta é: De quem você é discípulo? De Moisés ou de Jesus?
É por isso que eu me glorio em ser cauda, em servir; porque em sendo cauda, servindo obedeço a Cristo e me aproximo do Cabeça que é Cristo. Cristo que é O Cabeça que se fez cauda por nós; por isso os seus discípulos fieis se alegram em ser cauda, servos.
Mas muitos homens sendo cauda estão querendo ser cabeça!
Bendito seja Deus, que nos ensina a ser cauda e não cabeça.
Bendito o Deus do apóstolo Paulo, que nunca quis ser cabeça.
Bendito JESUS, que sendo O CABEÇA DOS CABEÇAS, se fez A CAUDA DAS CAUDAS e foi elevado à direita do PAI, e toda autoridade LHE foi dada, por ELE ter aceitado ser cauda e não cabeça.
Se quisermos ser discípulos segundo o Evangelho ensinado por Jesus, devemos saber fazer distinção entre “deus” e Deus, entre instituição e Igreja, entre crença e fé, entre fé nas doutrinas e fé Palavra, entre "milagres" das campanhas e Milagres sem barganhas, entre profissionais da fé e vocacionados e entre ter é ser.
Deus não é linear! Deus não está condicionado na linha do tempo como os humanos; Deus não cabe em pacotes teológicos; Deus não pode ser sistematizado; Deus não tem começo e nem fim; Deus não existe, Ele É.
Marcos 7.6-8: Jesus respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: Este povo Me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Em vão Me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens. Jesus não deixou nenhuma duvida nesse tema. Por causa da tradição, anulamos no decorrer da história muitas experiências neotestamentárias. As novas gerações de lideres devem evitar as tradições vãs dos homens, como também as novas doutrinas e os modismos dos novos “apóstolos”. Devemos voltar ao caminho antigo, como certa vez alertou o profeta: Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a vossa alma. (Jeremias 6.16). Caminharemos no caminho antigo? Ou continuaremos seguindo as tradições de homens? Vamos abraçar as novas doutrinas e modismos ou vamos perseverar na Sã Doutrina? Voltemos a simplicidade do Evangelho.
Muitas empresas da fé que ainda funcionam hoje não têm mais credito algum na sociedade, estão quase que totalmente descartada pela nova geração, elas ainda se sustentam apenas pela força da propaganda, do entretenimento, dos shows, dos artistas e pelas muletas e escoras de coaches que prometem sucesso e riqueza aos seus frequentadores.
O “discipulado” praticado hoje por alguns lideres religiosos não passa de um feudalismo travestido de discipulado, que na verdade é uma fabrica do diabo transformando seres humanos em mão de obra barata e fonte de renda. Tudo não passa de manipulação que visa transformar pessoas em um exercito de empregados, onde eles exploram e extorquem. É o processo histórico se repetindo com uma roupagem e linguajar novo, mas a dinâmica da opressão continua a mesma de Ninrode, Adoni-Bezeque, Nabucodonosor e os lideres religiosos do tempo de Jesus.
Todas as ações de Jesus tinham um sentido profundo. Curar um cego misturando barro com saliva e colocando-os nos olhos do homem era um desafio direto à ordenança judaica que proibia curar aos sábados misturando barro com saliva! (Mishnah e Shabbat 108:20). Comia sem lavar as mãos sob o olhar crítico dos fariseus, desafiando a tradição estabelecida por eles. Jesus se recusou curvar-se as pressões da religião. Era a revolução do Verbo Vivo. Jesus não teve medo de enfrentar aqueles que tentavam impedir que o Evangelho do Reino fosse instalado dentro das pessoas. Ele nunca deixou de anunciar as verdades do Reino por causa do ódio de seus inimigos. Por isso precisamos entender que Jesus não veio apenas como Messias para libertar o povo do pecado. Não veio apenas como Salvador, pagando a nossa dívida. Não veio apenas como Profeta, dando esperança aos oprimidos. Não veio apenas como Sacerdote, mediando os homens diante de Deus. Não veio apenas como Rei. Mas Jesus veio também como revolucionário, rompendo com o odre velho, para trazer o vinho novo. Sem esse rompimento do odre velho o vinho novo não chega.
A religião gosta de guardar e preservar o que Deus recusa; Marcos 7.7-9: E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, GUARDAIS a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para GUARDARDES a vossa própria tradição.
Todos nós estamos amparados e sustentados, pura e unicamente na Graça maravilhosa de Jesus. Ninguém pode comprar seu lugar na casa do Abba, mas foi Jesus, que por meio da Sua vida nos garantiu vida eterna.
Todas as vezes que um grupo de irmãos e irmãs decidirem retornar ao princípio da igreja do Segundo Testamento, assim como Jesus, sofrerá oposição da instituição e seus coronéis. Isso é o processo histórico se repetindo na comunidade de Jesus, pois esses mesmos questionamentos foram feitos pelos líderes religiosos para Jesus e seus discípulos há muitos séculos atrás: “Com que autoridade faz estas coisas? E quem te deu tal autoridade?” (Mateus 21.23).
A igreja neotestamentária se reunia somente em torno de Jesus. Nessa igreja não havia visões particulares de um líder, não havia individualidades, nem independência, nem lideranças autoritárias ou projetos para crescimento de um ministério pessoal. Voltemos à simplicidade do Evangelho.
