Coleção pessoal de VerbosdoVerbo
Graça, Gratidão e Contentamento.
O contentamento ou a felicidade é um estado da mente. Em 1ª Timóteo 6.7-8 está escrito: Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.
Em Hebreus 13.5 o autor diz: Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.
Em Filipenses 4.12 Paulo declara: Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;
Em Marcos 8.36 Jesus é enfático: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
O contentamento ou a felicidade é um estado de gratidão de um coração que entendeu que tudo é Graça de Deus nesse mundo caído.
A gratidão é um sentimento de reconhecimento a um favor recebido ou atendido. Com a gratidão vem o amor, fidelidade, amizade etc. A palavra gratidão tem origem no termo do latim gratus, traduzido como agradecido ou grato. Também deriva de gratia, que significa graça. Na Palavra de Deus a gratidão também está associada à adoração a Deus por um favor concedido. Pois a gratidão é uma forma de louvar a Deus (Ts 5.16-18).
A gratidão é uma das últimas “conquistas” do ser humano no processo de amadurecimento; pois ela nos introduz em um estado de reconhecimento feliz de que todas as coisas de fato cooperam para o nosso bem (Rm 8.28).
A gratidão faz muitas adversidades fazerem sentido, mesmo quando essas adversidades parecem absurdas! A gratidão é a única força com poder de manter nosso coração incontaminado pelas mazelas, traições e decepções deste mundo caído.
Pense nisso, seja grato sempre e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
A Tradição Sempre Venerou Imagens e Ícones?
Católico: "A tradição da igreja primitiva sempre venerou imagens e ícones".
A Tradição (pais da igreja, discípulos dos Apóstolos) da Igreja Primitiva:
"Eles se chamam gnósticos. Possuem umas imagens, algumas pintadas outras feitas de materiais diversos, dizem que representa o cristo (...) e lhes prestam homenagem assim como fazem os pagãos". Irineu de Lyon, Cont. Heresias, XXVI.VI (Séc. II).
"Mas na verdade não é possível conhecer a Deus e orar para as estátuas. É tolice não só orar para as estátuas, mas também se acomodar às massas e fingir orar para as estátuas, (...) Recusamos por este modo honrar as estátuas". Orígenes, Contra Celso LXV. LXVI (Séc. II).
"Você que faz imagens de ouro e prata e madeira, e pedras e barro, e serve fantasmas e demônios e espíritos em leques, e todos os erros não de acordo com o conhecimento, não encontrará ajuda deles". Tertuliano, Contra a idolatria IV (Séc. II).
"Imagens não devem ser colocadas em igrejas, para que elas não se tornam objetos de culto e adoração". Concílio de Elvira, Cânone 36 (Séc. IV).
"Eu entrei para orar e encontrei uma cortina pendurada nas portas da referida igreja, tingida e bordada. Ela tinha uma imagem de Cristo ou de um dos santos. Não me lembro direito de quem era a imagem. Vendo isso, e sendo contrário a que a imagem de um homem fosse pendurada na igreja de Cristo, contrariando o ensino das Escrituras, rasguei-a em pedaços". Epifânio de Salamina, Epístola 51 (Séc. IV).
"Constança, viúva de Licínio e irmã de Constantino, tendo pedido a Eusébio a imagem da figura do Salvador, recebe recusa e repreensão. Quando lhe chegou à mão uma destas imagens, ele a destruiu, argumentando com Paulo 2º Cor 5-16: (...) Eusébio se revela iconoclasta fervoroso, e, deste modo, estava na verdadeira tradição cristã, hostil às artes, à pintura. Por isso, se recusa a enviar à princesa a imagem que ela lhe pedira e põe princípios que são a condenação de qualquer culto de imagens". Eusébio de Cesárea Hist. Eclesiástica, (séc. IV).
"Quem cria imagens para venerar, comete sacrilégio". Atanásio de Alexandria, Contra os pagãos (Séc. V).
Assim como muitos protestantes desconhecem o protestantismo e a tradição, muitos católicos também desconhecem a tradição que tanto defendem.
Pense nisso, leia os pais da igreja e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
O Espírito Santo sempre está gerando novas canções e ministrações. Mas Ele só libera essas canções e ministrações nos corações que estão quebrantados diante dEle no lugar secreto.
Para muitos, adorar em cima da plataforma não é difícil; o difícil para muitos é adorar quando descem da plataforma. Na plataforma podemos fazer uma performance, mas adorar na vida exige testemunho e lugar secreto.
Não haverá nenhum avivamento enquanto a igreja não se voltar para as Escrituras, não houver um genuíno Arrependimento e um desejo apaixonado pela Santidade Bíblica.
Tabus Sobre a Oração
Infelizmente algumas pessoas ainda têm duvidas sobre se existe uma formula mágica de orar e um lugar abençoado para oração. Resumidamente falarei sobre esse assunto e tentarei esclarecer algumas dúvidas sobre o tema.
Na Bíblia não existe uma formula mágica ou um lugar especifico ou mais abençoado para a oração!
O que a bíblia diz é que o melhor lugar para orar a Deus é no secreto, que se trata de orar no íntimo com Deus. (Matheus 6.6).
Vejamos:
- Jesus orou em um jardim chamado Getsêmani (Marcos 14.32);
- Jesus orou em montes (Mateus 14.23);
- Jesus orou diante do túmulo de Lázaro (João 11.41);
- Jesus orou crucificado na cruz (Lucas 23.34).
Isso mostra que os lugares não representam qualquer impedimento a oração.
Agora, a Bíblia também demonstra diferentes formas de orar:
- Com o rosto entre os joelhos, 1º Re 18.42;
- De pé, Ne 9.5, Lc 18.13;
- De pé com as Mãos Erguidas, 1º Tm 2.8; Sl 63.4;
- Rosto em Terra, Ne 8.6;
- Ajoelhado, Lc 22.41, At 9.40;
- Deitado ou prostrado, Js 7.6, Mt 26.39;
- Adorando, Sl 8 e Sl 84;
- Agradecendo, Fp 4.6;
- Louvando, Sl 150;
- Bendizendo, Sl 103.1-2;
- Confessando, 1º Jo 1.9 e Sl 51;
- Pedindo, Mt 7.7;
- Suplicando, Ef 6.18;
- Intercedendo, 1º Tm 2.1.
Muitas orações não são atendidas porque pedimos mal (Tg 4.3). Portanto, não é a posição, forma ou lugar que você ora que impede a oração! A posição, forma ou lugar não é importante; o que é importante é que o coração esteja alinhado e rendido diante de Deus.
Pense nisso, ore sempre e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
O motivo que mundo se incomoda tanto com o Evangelho é porque a sua mensagem lhes atinge diretamente em seus pecados.
O Mal Não é Substância
Dizer que Deus criou o mal é uma falácia non sequitur.
Deus criou todas as coisas (substâncias). E o mal não é substância! O mal (moral/pecado) consiste na deficiência da ação, é sempre causado pela deficiência do agente. Em Deus, porém não há nenhuma deficiência, pois Ele é a suma perfeição. O mal consistente na deficiência da ação, ou causado por deficiência do agente, não se reduz a Deus como a sua causa. Portanto, aquilo que Deus abomina ele não pode cometer, seria uma incoerência com seu próprio caráter.
Aquilo que Deus abomina ele não pode cometer, seria uma incoerência com seu próprio caráter (Sl 5.4; Sl 101.3).
1º Jo 3:4. Todo aquele que pratica o pecado transgride (ação) a Lei; de fato, o pecado é a transgressão (ação) da Lei. A Bíblia também afirma que Deus fez somente criaturas boas. Ao final de quase todos os dias da Criação, ela diz: “Deus viu que ficou bom” (Gn 1.4, 10, 12, 18, 21, 25). E, quanto ao último dia, declara: “Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (v. 31). Salomão acrescenta: “Assim, cheguei a esta conclusão: Deus fez os homens justos” (Ec 7.29).
As Escrituras nos dizem explicitamente que “tudo o que Deus criou é bom” (1º Tm 4.4). E um Deus absolutamente bom não pode fazer uma coisa má. Somente uma criatura e uma criação perfeita podem vir das mãos de um Criador Perfeito. O autor de Eclesiastes declara: Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias (Eclesiastes 7.29).
E o texto de João 1.3: Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.
Regra básica de interpretação bíblica: Toda palavra deve ser interpretada no seu contexto. Segundo o contexto de João, quando diz “todas as coisas” à palavra é restrita, referente à criação do mundo, cosmo, nosso planeta terra. Portanto, Deus não pode ser o criador do mal, pois automaticamente faria Deus mal!
Gn 1.31 diz que tudo que Deus criou “era muito bom”; Salmos 5.4: Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal; Tiago 1.3 fala que ai daquele que fala que Deus tentou; Habacuque 1.3 diz que seus olhos são puros que não pode comtemplar o mal; Deuteronômio 32.4 diz que Deus é justo e Nele não há injustiça; 1ª João 1.5 diz que Deus é luz e Nele não há trevas, sendo que o texto grego é enfático nisso.
Portanto o texto no capitulo de João é uma referência a toda a criação.
Mas você diz: o mal está no cosmo! Sim! Mas não faz parte dele!
Deus criou todas as coisas?
R= sim!
Deus criou o mal?
R= Não?
Então Deus não criou todas as coisas!?
Vamos ajustar essas duas verdades!
Deus criou todas as coisas! Mas o mal existe, e Deus não o criou! Logo entendemos que o mal não existe como realidade na existência! Isto é, ele passa existir como uma "sub-existência" na realidade.
Ex.: Temos um prédio, que foi completamente construído por um arquiteto. Mas automaticamente que ele passa a existir ele produz uma sombra. E essa sombra não foi criada, mas devido à existência do prédio ela passa a existir como uma sub-existência na realidade. Então o mal só existe como sub-existência por causa do bem! Esse exemplo do prédio mostra o arquiteto como sendo o criador de sua obra sem ser o originador da causa que veio após a ela!
Agora o texto de Isaías 45.7: Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.
Falácia da ambiguidade de alguns fatalistas; pois confundem mal moral (pecado) com mal de pena (calamidade).
O texto de Isaías 45.7, a palavra traduzida como mal רָ֑ע/rā e refere-se ao castigo à nossa pecaminosidade.
O mal retratado no texto é uma referência ao mal de pena (calamidade), e isto pode ser pública, tal como guerra, seca, peste, terremoto, etc.; ou pessoal, tal como doenças e mortes na família, infelicidade, desgraça, dano, aflição, etc..., tudo isto em consequência do pecado do homem e do julgamento de Deus sobre ele. Essa é uma palavra polissêmica, tendo o sentido de acordo com cada contexto que ela é empregada. No original hebraico essa expressão denota mal para quem recebe a ação, e não para quem executa a ação! Isto é, o indivíduo que recebe o juízo de Deus, interpreta isso como mal, mas para Deus isso é uma ação de justiça!
Outra coisa, o autor do livro tem uma visão monoteísta, sem a ideia de um ser antagônico chamado satanás ou diabo enfim... No A.T. tudo era aplicado a Deus, por causa da ausência de uma figura antagônica!
E o texto de Colossenses 1.17: E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas SUBSISTEM por ele.
Em colossenses 1.17 fala das coisas existindo em Deus! Em nem um momento o texto fala que todas essas coisas (mal) são originadas por ele! Isso é falar além do texto, tudo existe nele, mas não significa que tudo que existe nele foi originado por ele!
Outra coisa: Qual o sentido de Deus decretar ou impulsionar a vontade de alguém pecar se o homem já é pecador por natureza? O homem peca porque é pecador, porque já nasce em pecado e já tem vontade de pecar! Deus não precisa dar esse impulso volitivo a ele. Isso vai contra Tg 1.13 e 1ª Jo 2.16: Tudo aquilo que pertence a este mundo não vem do Pai, mas sim do mundo; ou seja: a cobiça humana, os maus desejos dos nossos olhos e a arrogância da vida.
Esse texto de 1ª Jo 2.16 é "οὐκ ἔστιν ἐκ τοῦ πατρός/ouk ek tou patros"; sendo a preposição "έκ" em sua definição etimológica o significado "de fora, de entre, de, sugerindo de dentro para". A Origem dessa preposição primária denota (o ponto de onde a ação ou movimento procede), do coração caído do homem.
Até Agostinho dizia que o mal não foi criado por um ser divino, mas acontece quando o bem se ausenta, e ai o mal se apresenta; não como entidade, mas como ausência de bem.
Pense nisso! No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Um Resumo de Como as Heresias Penetraram na Igreja de Cristo a Partir do 3° Século.
Até o 3° século a Igreja (gente, discípulos/as de Cristo) caminhava de acordo com os ensinos de Jesus, dos Apóstolos e pais da igreja (discípulos dos Apóstolos). A igreja começou a se distanciar da fé genuína a partir do fim do 3° século (313 d.C.), quando Constantino ganha a batalha de Magêncio e atribui essa vitória a interferência de Cristo em seu favor, numa suposta visão que ele teve, onde Cristo lhe dava essa vitória. Foi a partir desse episódio que ele decreta que a fé em Cristo, agora seria a religião oficial do Império Romano. A partir desse ato, o Evangelho passou a ser conhecido como Cristianismo. É a partir desse período que o Evangelho começa a ser descaracterizado e sistematicamente modificado. Agora o Evangelho é fundido com o estado, e Constantino se torna automaticamente o chefe do estado e também da igreja. Portanto, foi a partir desse período que o paganismo é a cultura greco-romana começaram a entrar na igreja e a descaracterizarem da sua forma original.
A evolução das heresias na Igreja de Cristo:
No ano 300 d.C. se iniciou a oração pelos mortos, e nesse mesmo ano também adotou-se o sinal da cruz.
No ano 320 d.C. foi autorizada a confecção e o uso de velas de cera nos períodos de culto.
No ano 375 d.C. a igreja adota a adoração aos anjos, dos santos mortos e do ofício e confecção do uso de imagens.
No ano de 394 d.C. a missa é instalada e ordena-se que seja feita diariamente.
No ano 500 d.C. os padres se autoproclamam sacerdotes, começando a se vestir de forma diferente dos leigos.
No ano de 593 d.C. Gregório I cria a doutrina do purgatório (lugar intermediário onde ficam as almas); nesse purgatório as almas podem ser salvas pela intervenção dos vivos aqui na terra, com orações, missas ou ofertas em dinheiro por elas.
No ano 600 d.C. Gregório I introduz o latim nas missas, e nesse mesmo ano orações são formuladas para serem dirigidas a Maria como mediadora de Deus e os homens.
No ano 607 d.C. o papado romano é instaurado; o imperador Flávio Focas se declara bispo universal, dando início a uma das maiores heresias da igreja, o papado romano.
No ano 786 d.C. o culto a cruz e o culto às imagens e relíquias foram autorizados pelo papado.
No ano 850 d.C. a água benta é misturada com sal, abençoada por um sacerdote, santificando o local onde ela é aspergida.
No ano 995 d.C. o papa João XV ordena a canonização dos santos e em 998 certos homens e mulheres passaram a ser considerados santos.
No ano 1079 d.C. Gregório VIII decreta o celibato (proibição de casamento para os sacerdotes) do sacerdócio.
No ano 1090 d.C. é instaurado o rosário, uma reza mecânica, criada por Pedro o Ermitão.
No ano 1184 d.C. é instituída a inquisição pelo concílio de Verona. A igreja entra na chamada era das trevas, onde se inicia a caça a bruxas, perseguições, torturas e mortes contra todos que discordassem de suas leis.
No ano 1215 d.C. é introduzido o ensino da transubstanciação (onde a hóstia se transforma no corpo de Cristo real) pelo padre Inocêncio III e nesse mesmo ano também é instituída a confissão de pecados aos sacerdotes no concílio de Latrão.
No ano 1229 d.C. é instaurado a proibição da Bíblia aos leigos e colocado no índice de livros proibidos no concílio de Valença. A leitura da Bíblia passou a ser permitida somente pelo alto clero.
No ano 1251 d.C. foi criado o escapulário (um pedaço de pano que envolve integralmente os ombros de quem o veste) por Simão Stock, um frade carmelita inglês. O escapulário surgiu de suposta visão de Stock de uma certa figura que se autodenominou nossa senhora de Carmelo; e essa figura na visão, lhe entregou o escapulário como símbolo de proteção, e então eles passaram a acreditar que esse escapulário era um sinal externo de proteção Mariana, que consiste na consagração da santíssima virgem Maria.
No ano 1414 d.C. é proibido o uso do suco da vide na ceia.
No ano 1439 d.C. o purgatório é proclamado como um dogma pelo concílio de Florença, no mesmo ano é instaurada a doutrina dos 7 sacramentos (batismo, crisma, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio).
No ano 1508 d.C. é aprovado a oração para ave Maria pelo papai Sisto V.
No ano 1506 d.C. o papa Júlio II iniciou a construção da basílica de São Pedro, que custaria uma fortuna. Foi quando ele teve a ideia de implementar uma das piores heresias dentro da igreja, a indulgência papal (era um documento assinado pelo papa e comprado por qualquer pecador que receberia perdão total de seus pecados, garantido assim seu lugar no céu). O perdão agora, já não era mais pelo sacrifício de Cristo.
A igreja de Cristo havia se perdido e se tornado herética, e estava afundada no paganismo. Mas isso não quer dizer que todos os discípulos/as de Cristo tinham se desviado, porque sempre houve homens e mulheres que desde o início da estatização e paganização da igreja no 3° século se posicionaram contra; mas quase todos foram perseguidos, presos, torturados, calados e mortos das piores formas possíveis por uma "igreja" que não era mais a Igreja de Cristo; mas que havia se apropriado do nome de Cristo e se tornado uma potestade do mal entre os homens. Essa caricatura bizarra da Igreja de Cristo, agora dominava quase tudo e todos (ciência, artes, religião, territórios etc...) por um período conhecido como a idade das trevas ou idade média (séculos IV e XV).
Foi nesse período que Deus trabalhou no coração de um monge da ordem Agostiniana, que morava no interior da Alemanha, na cidade de Wittenberg. O nome desse monge era Martinho Lutero, que lutava internamente com sua salvação e não entendia como funcionava a justiça de Deus. Mas quando ele é enviado para Roma, e começa a estudar o Novo Testamento Grego, se depara com a carta de Romanos, no capítulo 1 e versículo 17, onde diz "que o justo viverá pela fé", sua compreensão muda completamente, é ai que ele dá início ao movimento da Reforma protestante, iniciado 100 anos antes pelos pré-reformadores (João Wycliff (1325-1384), João Huss (~1372-1415) e Jerônimo Savonarola (1452-1498), por combaterem irregularidades e imoralidades do clero, condenar superstições, peregrinações, veneração de santos, celibato e as pretensões papais), mas calados pela "igreja" estatal.
A reforma protestante tinha o objetivo de fazer a igreja voltar às fontes, ao Evangelho genuíno, de onde ela nunca deveria ter se desviado. O restante da história nós já conhecemos e não é preciso relatar o que aconteceu depois que Lutero afixou as 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Falsos pastores e falsos profetas são tão astutos e diabólicos, que eles dominam e manipulam as pessoas e simultaneamente as convencem de que elas não estão sendo dominadas e manipuladas.
Qualquer pessoa tem o direito de dizer o oposto do que disse antes. Não é vergonha mudar de posições, não é feio se arrepender.
A Disposição de Deus Para Perdoar
A natureza divina é rica em misericórdia (Ef 2.4), não necessita de nada para tornar Deus misericórdiamente disposto a oferecer o perdão gratuito a pecadores ARREPENDIDOS.
O Primeiro e o Segundo Testamento demonstram essa disposição para perdoar, bem como as seguintes características de Deus:
A santidade de caráter para nossa reverência é imitação (Lv 11.44-45), livre de qualquer vingança ou retaliação (1ª Jo 1.5-7; 1ª Pe 1.16; Ap. 4.8).
Amor ou benevolência imparcial, que leva a Deus a adiar o julgamento e oferecer o perdão (Jr 31.3). O caráter moral essencial de Deus (1ª Jo 4.8).
Bondade e benignidade, uma disposição voluntária interior (Sl 86.5) movendo a mão de Deus para conceder muitas bênçãos (MT 7.11).
Graciosidade, inclinando-se em bondade em relação ao interior (Ne 9.17).
Misericórdia, o fluir do terno espírito de compaixão (Lm 3.22); um sentimento de empatia com a miséria e a desgraça da humanidade (Ef 2.4).
Longanimidade, tardio em irar-se e paciente diante da provocação (Na 1.3); tardio em punir nossos erros e pecados (Rm 2.4; 2 Pe 3.9).
Filantropia, amor pela humanidade, expressando a afeição de Deus (Tt 3.4).
Bem, no sentido da beleza moral (Jo 10.11; Hb 6.5).
Bondade, manifestando-se em boas ações (Lc 6.35; Rm 2.4).
Graça, alegria e prazer em demonstrar misericórdia (Rm 3.24).
Alegria ou benevolência em oferecer a expiação pelo pecado (Lc 18.13).
Compaixão, um anseio emocional pela salvação do homem (Mt 9.36; Tg 5.11).
Piedade, preocupação pesarosa com trágico estado do homem (Rm 12.1; 1ª Tm 2.4).
Simpatia, compadecer-se de nossas fraquezas (Hb 4.15).
Consolo, chamado para receber força e bênção (2ª Co 1.3, do Pai; em 1ª Jo 2.1, do Senhor Jesus; em Jo 14.16, do Espírito Santo).
Paciência, tolerância com o dano e o abuso que a para a prática do mal pode causar (Rm 15.5).
Indulgência, retendo ou adiando a punição (Rm 2.4).
Portanto, ninguém precisa temer a falta de perdão, pelo contrário, Deus é riquíssimo em amor e misericórdia!
Pense nisso e ótima semana a todos!
No Amor do Abba, Marcelo Rissma.
