Coleção pessoal de TiagoScheimann
Minhas certezas vieram de provações, não procuro garantias, só preparo caminhos, o preparo é minha religião cívica.
Quebrei expectativas alheias, surpreendi as minhas, reescrevi limites como linhas de água, agora planto rotas onde havia muros.
Guardei recados do fracasso como lições, eles são o compasso do meu avanço, não mais tropeço nas mesmas pedras.
Um dia eu já chorei por perder tudo, hoje choro por gratidão, as lágrimas mudaram de endereço, meu rosto aprendeu outro brilho.
Na dúvida, aceitei o engano como professor, reajustei velas e segui adiante, o vento já conhece meu nome.
Venci porque quis mais do que temi, minhas decisões não esperam permissão, sou autor da minha passagem.
Cada “não” que ouvi me empurrou para dentro, lá dentro encontrei razões para persistir, fiz delas alavanca.
Perder fez-se oficina de reconstrução, coletei pedaços e os tornei ponte, atravessei o meu próprio abismo.
A coragem não me foi inata, foi escolhida, escolho-a todo dia, em passos curtos, a escolha virou estilo.
O que tentei esconder virou força para mostrar, transformei vulnerabilidade em alavanca, hoje exponho o que me fez inteiro.
Perdi a pressa de ser perfeito, passei a valorizar o trabalho bem feito, a perfeição é agora um sinal, não prisão.
Meu passado me instruiu sem amarrar, traços velhos servem de desenho, não de cela, pinto o presente com mãos calejadas.
Já fui menor que meus erros, sou maior que minhas correções, a autoexigência agora vem com compreensão, o balanço me mantém em pé.
