Coleção pessoal de swamipaatrashankara

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É fácil escrever pensamentos e até concordar com eles. Difícil mesmo é seguir cada ideia embutida. Penso que pensar não faz mal a ninguém. Quem sabe seja um começo de alguma coisa melhor.

Se seus fins não deram o resultado que queria pode ser porque os seus começos não foram bons. A vida trará mais oportunidades. Aproveite.

Sempre ao analisar qualquer coisa que leia, ouça ou veja, tenha certeza que existem 3 Verdades embutidas. A Verdade de um, a Verdade de um outro e a sua Verdade. Em qual vai acreditar - incluindo a si - depende diretamente da Verdade que carrega. Todo cuidado é pouco ao julgar qualquer coisa.

Em relações humanas, não quer ser ofendido? Simples. Não ofenda antes com atitudes e/ou palavras. As pessoas não lhe devem obrigação alguma em suportar. A regra é simples, mas pouco observada: o limite de um acaba exatamente onde começa o do outro. Pisou no território do "inimigo" que imagina ter, acaba por dar o direito a ele ser igual a você, ou não, isso depende das situações. Ofendeu antes e não quer ser ofendido? Nesse caso seria importante fazer exame de consciência, pois nem sempre o mundo está contra você, o contrário pode ser verdade, mas o mundo, todo o mundo, nem sempre.

Seria importante saber reconhecer que seus braços, em algumas situações, não são suficientemente longos para agarrar coisas que insistem em se manter distantes quando você tem pressa. Assim como a evolução, a vida também não dá saltos. Paciência é arte para poucos.

O fato de alguém estar seguindo o pensamento de alguém, não qualifica esse alguém, mas qualifica quem está seguindo.

A maior falta de iluminação espiritual é achar que apenas você conseguiu e os outros não. Pode ser que alguém do seu conhecimento "está mergulhado em seus próprios pensamentos e emoções negativas e ignora qualquer tema de iluminação espiritual de vibração positiva e de criação consciente", li essa pérola em algum lugar. Quem escreveu isso deve ser fantástico em analisar os outros e isso já denota até que ponto conseguiu chegar com sua suposta iluminação, ou seja, nada, pois está julgando e imaginando talvez que o caminho dos outros deve necessariamente passar pelo seu próprio. Se realmente é iluminado, isso tem que ser analisado por outras pessoas do seu convívio e não da sua ideia a respeito de si mesmo. Até um psicopata pode achar que é um "iluminado". Só depende de que lado está.

Um dia - quem sabe - a gente aprende a sobreviver às outras pessoas. Conviver até conseguimos, seja por obrigações sociais pretéritas ou aquelas que adquirimos com o passar do anos. Complicado mesmo é sobreviver num ambiente que não tem nada a ver com que somos, mesmo que o que somos não seja lá muito adequado para o que se aceita como normal. Ninguém nesse mundo vive realmente o que gostaria de viver. Mesmo os mais revoltados que supõem viver a vida como lhes apetece fora dos parâmetros da sociedade, família, está preso a ela, pelo menos em pensamentos ou até em atitudes. Um ermitão está preso na sua solidão, na sua caverna. Por mais que possamos nos achar livres em algumas coisas e até viver dessa forma, o ser humano não consegue se desprender dos seus pensamentos. Mesmo que consiga, ainda será regido pelo que acontece ou acontecerá com o planeta que habita. Não há escapatória. Não existe um, existem todos. Existe o Todo e é nele que habitamos.

O que perdemos parece sempre ter mais importância do que ganhamos. Tolhemos a consciência para o que já temos com a ansiedade do que almejamos, tornando-nos escravos do futuro que ainda não chegou. Sequer nos alimentamos das benesses que já conseguimos. Quando pensamos nos descendentes, tolhemos um julgamento adequado, pois é verdade mesmo que alguns dos nossos descendentes merecem tal sofrimento? É mesmo fato que só por colocarmos mais pessoas nesse pequeno planeta, eles são realmente merecedores? Perdemos e ganhamos para a felicidade de outrem, mas onde fica nosso momento, nossa alegria pela conquista, nosso viver pelo que conseguimos nessa vida? Perdemos cada momento nosso para o momento futuro de alguém seja mais feliz que o nosso? A defesa das crias, é até compreensível, até os animais fazem isso. O único momento de viver é o presente. Os que vão sobreviver a nós terão que viver com o presente deles com ou sem nossa ajuda. Vivamos nosso momento e não o momento que imaginamos que alguns com nosso esforço e nenhum próprio vão viver. Como dito no início, mas ao inverso como um aviso aos que se beneficiam com o esforço alheio: o que vivemos parece ter mais importância do que perdemos.

As rugas de um rosto podem mostrar que o tempo passou para uma pessoa, mas um coração alegre e bondoso não tem rugas. Ele é cheio de uma coisa simples e poderosa ao mesmo tempo. Chama-se amor.

Pensamentos alegres me deixam alegre. Pensamentos tristes não fazem diferença, pois sei que tenho a alegria de saber que pensamentos tristes não tem o poder de me deixar triste, quando muito, pensativo. Existe tristeza, mas alegria maior é saber não compartilhá-la.

De vez em quando seja um lápis. Ao usarem um apontador em você haverá um certo sofrimento com a madeira que lhe tiram, mas no final, você estará mais afiado. Destarte, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Um ato vergonhoso não deve ser cometido nem na presença de outros nem em sua única presença. O respeito pessoal vem antes de qualquer coisa; não o fazendo em segredo, não fará na presença de ninguém. Fazendo, no particular, o costume é um vilão: cedo ou tarde mostrará quem é de verdade.

Você é uma pessoa que não faz a mínima diferença pelo ato de estar vivo ou faz uma diferença mínima pelo mesmo motivo?

Na evolução você troca um problema por outro e quando resolver, um mais aparece. Enquanto estivermos vivos isso nunca terá fim. A capacidade de solucionar problemas distingue o grau que conseguiremos chegar.

Passamos a amar não quando encontramos a pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.

Se procuramos sempre a média das coisas seremos sempre medíocres. Se procuramos a excelência, seremos excelentes. Não que isso seja parâmetro de felicidade, mas o medíocre sempre será medíocre.

Um fato da vida que eu e muitas pessoas ouvem ou leem a respeito: "Ela tirou meu marido, namorado, amante, ele me deixou". Quer dizer então que é mais conveniente acreditar nisso e ainda pensar que todos os homens são anencéfalos o suficiente para serem "roubados" ao bel-prazer de cada uma que aparece? Caramba, ninguém é forçado a nada. Se foi embora com outra foi porque quis. Alguém coloca uma arma na cabeça de um homem e diz "de agora em diante você é meu"? Ou seria uma desculpa para livrar a cara? Se o sujeito parou de amar, gostar, seja o que for, é porque alguém deu motivos suficientes para isso, pois se estivesse feliz num relacionamento não teria motivos para pensar em outra pessoa e muito menos ser "roubado" por ninguém. Pensando dessa forma, nem precisa pensar em se vingar, pois se o sujeito é bundão, banana o suficiente para ser "roubado" por outras, logo, logo estará substituindo novamente e nesse caso, quem o perdeu primeiro, não perdeu grande coisa. Isso serve para os homens abandonados também. Compactuar com a realidade das coisas e como elas são de verdade pode ser algo extremamente salutar. Economiza-se lágrimas desnecessárias.

Desilusão nada mais é que a consciência da verdade que esteve sempre ali, mas foi ignorada pela ilusão que tem contornos mais alegres conforme a necessidade de cada um.

Andar sempre à procura - vazia - da espiritualidade, das experiências ditas "transcendentais" desde a menor delas até as mais intensas é para muitos uma forma medíocre de fugir de si mesmos, da realidade que persiste apesar de tudo. Mentes despertas, inteligentes e livres não precisam dessa procura, dessas experiências. A luz é luz, não anda à procura de mais luz e dependendo da procura pode achar escuridão.