Coleção pessoal de SilvanaClaudia

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O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.

Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas, nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.

Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém.

Sentimos a dor, mas não a sua ausência.

Quem começa a entender o amor, a explicá-lo, a qualificá-lo e quantificá-lo, já não está amando.

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade também.

O amor deveria perdoar todos os pecados, menos um pecado contra o amor. O amor verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas, menos para as vidas sem amor.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

É tão simples e fácil amar. Amar de verdade!
Não precisa de disfarces, nem tem obrigações.
É assim....

Há dias assim. De interrogações. De porquês. De vazios que nos enchem as horas que se arrastam. E então, quando acontece, procuramos refugio nas lembranças, nas recordações, para tentarmos iludir aquele presente contado em segundos. Minutos que se transformam em horas.
E aí sim, sentimo-nos senhores da situação, desse mundo nosso de que nos rodeamos. Da vida!
Escolhemos de que cor vemos os horizontes, temos a capacidade de controlar sentimentos, o olhar adquire um novo brilho, descobrimos até que somos capazes de sorrir, que temos confiança em afectos e sentimentos.
Caso não existissem essas memórias, essas recordações, esse percorrer de um caminho por uma realidade tão nossa, e jamais perceberiamos como todos esses acasos nos transformaram e nos prepararam para um futuro.
Não somos quadro de um único pintor, não somos estatua, de algum escultor, somos «obra» criada por momentos marcantes - bons ou maus momentos - que não existiria se um desses momentos - um único que fosse - derivasse noutros caminhos, noutras direcções, noutras existências, noutros destinos.
Momentos que nos pertencem, que fazem parte de nós, das nossas histórias.
E as interrogações deixam de fazer sentido. Não existem. Apenas temos certezas e respostas!
A tudo!!!

Não devemos ter medo dos confrontos... até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.

Acredito que em cada dia das nossas vidas, há um momento mágico. Único!
Alguns, levam-nos a pensar, que se repetem. Jamais. São sempre diferentes, há sempre algo que os diferencia do outro que já vivemos. Um gesto. Uma palavra. Um toque de duas mãos. Um sorriso. Um olhar apenas. Algo acontece - ou não - que o torna diferente, mais completo, mais intenso... ou mais frio e distante. Por vezes a diferença é também marcada pela falta, do que já vivemos um dia.
Há alturas em que andamos distraídos e não damos conta do que temos de bom, a cada momento único, que nos deixa extasiados.
Outras vezes andamos tão atentos, que percebemos as diferenças, do que temos agora e do que já tivemos um dia e de como uma falta, por pequenina que seja, pode cobrir de sombra o que já foi maravilhoso.
Porque quem ama, sente profundamente essas diferenças, por muito pequenas que sejam, por muito que a outra pessoa tente ser igual.
No amor só há duas cores. Não há meias cores. Podem ser as que quisermos. Mas só há duas. Para mim será branco e vermelho! Uma delas representa o dar, oferecer tudo sem limites, como se dessemos todas as cores numa mistura, que pode representar esse amor, a quem entende o significado do dar, a subtileza do sentimento, a sinceridade de um olhar, de cada toque, a ternura de um sorriso, o som de uma voz que nos percorre a alma e o corpo, o momento sem pressa, sem tempo, sem direcção.
O vermelho é a paixão, sempre ouvi dizer que era a cor da paixão. E representa a forma carnal do amor. O amor e a linguagem do corpo. A forma como ele demonstra ao outro tudo o que há para dar. É o amor mais rápido, que dura menos tempo, mas que se renova a cada encontro, a cada contacto com aquele corpo que amamos, a quem queremos dar e de quem queremos receber todo o prazer.
Não pode haver no amor, só a cor "vermelho", o amor que vive só dessa cor não dura. Tem que haver o recato, a simplicidade, a sinceridade e a pureza do branco.
Só esse dura e perdura. E resiste ao vermelho, sem se deixar tingir pela força dessa cor.
Tudo isto para dizer que ontem, vivi de uma forma intensa o meu momento mágico do dia.
E nesses momentos, eu senti a diferença de outros que já tive.
Senti a diferença no beijo, no toque das mãos no meu corpo, nas palavras, e principalmente no que já não sou capaz de te fazer sentir.
Nos teus sentimentos por mim, nunca existiu o branco ou o vermelho...
Será que o «transparente» também pode ser uma cor?
Para mim, essa é a «cor» do que eu represento para ti.
Perdoa-me! Foi apenas isso que senti ontem, numa tarde cheia de cores... que só eu vi!

Deixa o tempo fermentar nas tuas feridas.
Não interessa a dor mas a cicatriz.
Interessa o coágulo que quer ser forma na pele,
rugoso, bem visível ao olhar e ao toque,
para que não te esqueças.
O tempo escolherá por ti que feridas sarar,
ou deixar para sempre abertas
Ninguém disse que iria ser fácil...