Coleção pessoal de silasoliveira13
Se você se Distância de Deus, o será limite p vc!!!???
-Você viverá condenado a suas escolhas, vivendo nelas suas consequências, preso em um paradoxo, do que era p Ser liberdade, e nao aconteceu.
°₩ß
HAD I the heavens' embroidered cloths,
Enwrought with the golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and half-light,
I would spread the cloths under your feet
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams beneath your feet;
Tread softly because you tread on my dreams...
When you are old and gray and full of sleep,
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;
How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face.
And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.
O homem é o artífice de sua própria
Felicidade.
Se seu olhar coagula todos os corações,
Que não se queixe de uma recepção fria,
Se ele manca ao caminhar
Que não se queixe das asperezas
Do caminho.
Se tem os joelhos fracos,
Que não diga que a montanha
É escarpada.
(WILLIAM YEATS)
O PRAZER DO DIFÍCIL
Tradução: Augusto de Campos
O prazer do difícil tem secado
A seiva em minhas veias. A alegria
Espontânea se foi. O fogo esfria
No coração. Algo mantém cerceado
Meu potro, como se o divino passo
Já não lembrasse o Olimpo, a asa, o espaço,
Sob o chicote, trêmulo, prostrado,
E carregasse pedras. Diabos levem
As peças de teatro que se escrevem
Com cinqüenta montagens e cenários,
O mundo de patifes e de otários,
E a guerra cotidiana com seu gado,
Afazer de teatro, afã de gente,
Juro que antes que a aurora se apresente
Eu descubro a cancela e abro o cadeado.
-WILLIAM BUTLER YEATS-
"He Wishes For The Cloths of Heaven"
Tivesse eu
as roupas bordadas do paraíso
tecidas com luz
dourada e prateada...
Tivesse eu
o azul e o escuro
e os negros panos da noite
e a luz e as metades luzes...
Eu espalharia essas roupas
sob os teus pés.
Mas, sendo pobre,
tenho apenas os meus sonhos.
Eu tenho espalhado
os meus sonhos
sob teus pés!
Por isso, pise suavemente,
afinal você está andando
sobre meus sonhos.
Tivesse eu os panejamentos bordados dos céus, (...)
Estenderia esses mantos a teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas sonhos;
E estendi meus sonhos a teus pés;
Pisa com delicadeza, pois estás pisando em meus sonhos.
Se a um espelho e depois a outro,
pergunto se tudo vai bem
não é por vaidade:
procuro o rosto que tinha
antes do mundo o transformar”.
Muitos amaram teus momentos de alegre graça,
e tua beleza, com falso ou vero amor,
Mas um homem amou a alma peregrina em ti,
E as mágoas de teu rosto sempre a mudar.
COM O TEMPO A SABEDORIA
Embora muitas sejam as folhas, a raiz é só uma;
Ao longo dos enganadores dias da mocidade,
Oscilaram ao sol minhas folhas, minhas flores;
Agora posso murchar no coração da verdade.
AEDH DESEJA OS TECIDOS DOS CÉUS
Fossem meus os tecidos bordados dos céus,
Ornamentados com luz dourada e prateada,
Os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz e da meia-luz,
Os estenderia sob os teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.
Eu estendi meus sonhos sob os teus pés
Caminha suavemente, pois caminhas sobre meus sonhos.
O Mapa
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(E nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Tudo quanto fazemos, na arte ou na vida, é a cópia imperfeita do que pensamos em fazer. Desdiz não só da perfeição externa, senão da perfeição interna; falha não só à regra do que deveria ser, senão à regra do que julgávamos que poderia ser. Somos ocos não só por dentro, senão também por fora, párias da antecipação e da promessa.
A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.
Mais do que arte / Plus que de l’art- poesia traduzida por Angela Viegas
Plus que de l'art, je l'appellerais sentiment
celui qui tout en aimant le monde, sur la vie s’est concentré
et qui sur la terre peint un tableau qui rend réel ce moment,
où la pluie chante la chanson que le vent lui a enseigné.
La nuée sombre par la foudre éclaircie,
balance en l'air sans le moindre signe de douleur
et vêtue de sa royauté naturelle, accepte ravie
la voix forte du tonnerre qui sait lui parler d’amour.
Et chaque goutte d'eau est comme un baiser sur la terre,
où le sol se sent comme un ventre enchanté,
germinant la semence dans les plaines ou dans les montagnes,
demeurant dans mes yeux comme un long baiser.
À qui dois-je remercier pour une telle beauté
pour pouvoir sentir que pendant la nuit tant de vie s’anime,
si le nuage cache la lune, le soleil l’illumine
et la pluie devient libre en tombant sur la feuille qui l’a capturée
Et le texte original:
Mais do que arte
Mais do que arte, eu chamaria de sentimento
àquele que amando o mundo, na vida se concentrou
e na terra pintou um quadro que torna real este momento,
onde a chuva canta a canção que o vento lhe ensinou.
A nuvem negra pelo relâmpago aclarada,
balança no ar sem o menor sinal de dor
e vestida da sua natural realeza, aceita encantada
a forte voz do trovão que lhe sabe falar de amor.
E cada gota de água é como um beijo na terra,
onde o solo se sente como ventre encantado,
germinando a semente na planície ou na serra,
demorando nos meus olhos como um beijo demorado.
A quem devo agradecer tamanha beleza
ao poder sentir que na noite tanta vida se acende,
se a nuvem esconder a lua, o sol a fará luz acesa
e que a chuva se liberta ao cair na folha que a prende.
É engraçado como depositamos tanta confiança e tanto sentimento nas pessoas. Em pessoas que achávamos conhecer, mas, que no fim, só mostraram ser iguais a todos. E por esperar demais, sonhar demais, criar expectativas demais, sempre acabamos nos decepcionando e nos machucando cada vez mais.
Não tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito.
Faça a sua parte, se doe sem medo.
O que importa mesmo é o que você é.
Mesmo que outras pessoas não se importem.
Atitudes simples podem melhorar sua vida.
Não julgue para não ser julgado.
Um covarde é incapaz de demonstrar amor
- isso é privilégio dos corajosos.
O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
