Coleção pessoal de robertoauad
Já que o mundo acabou e me encontro virtualmente vivo...
dou-lhe o beijo que nunca lhe dei
um beijo eterno e delirante.
Hoje eu não vou só te cutucar,
mordiscarei sua nuca
e te agarrarei bem forte ao encontro do meu corpo.
o resto é com você.
Vejo-a por esta minúscula tela todos os dias
ao lado,
livre e sorridente
acalenta-me um sonho virtual
converto-me à tua vida.
dobro as roupas, guardo-as milimétricamente.
beijo-a em toda eternidade,
o seu existir me entorpece e envenena meu estar alucinado.
Os olhos vagueiam por teu corpo
Não se preocupe,
meu devaneio é apenas o primeiro sinal de meu amor.
perdi anos
sem uma notícia
todos os momentos
desperdiçados, despedaçados, desdenhados.
todo este momento, vivido por um breve olhar
e desta voz rouca, nem uma palavra para te aquecer.
Vou, mesmo num dia louco como poucos, caminho solitário,
ilusoriamente com poucos e só
caminho.
Lavei as louças
enxuguei-as, deixei-as só, secando.
Coloquei a roupa na máquina
Estendi-as suavemente.
Fui ao supermercado
compartilhei da loucura dos olhares turvos.
Almoçamos, rapidamente,
estressamo-nos.
Fomos andar de bicicleta.
Levo uma vida sossegada
bebendo meu jack daniel"s
por louco que pareça
morando num belo horizonte
olhando as pernas curvilíneas das moças
terminando as paixões na noite
recomeçando-as na madrugada.
Sara
Serrano sereno sem sono/sonho sonhado saudade/semiótica seminua singela/surfar sugar sua saudade/sobreviver sem ser/sair sujo surumbático/ sobrevoar sobreviver solapar/ sugerir sumir saara/ sAuadades Sara.
Foi-se a ilusão
O amor chegou, um beijo molhado
doce, envolvente, cativante
beijei-a impiedosamente
calou-me com sua língua
envolveu-me entre seus braços
acariciei-lhe a alma
e
mãos dadas sobrevoamos o destino.
Braço, braçado e a curupira espreita no norte do uritizeiro.
Um homem vive e veve das minas e dos góias
corajô ou medrô no sertão,
num sabe o viver e atravessá a montanha do gerais.
