Coleção pessoal de RivaAlmeida

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Fique sempre no presente, porque toda falsidade vem do passado ou do futuro. O que passou passou, não se preocupe mais com isso. E não carregue o passado como um fardo; do contrário, isso não deixará que você seja autêntico no presente.
Além disso, tudo o que ainda não aconteceu de fato não aconteceu, não fique se preocupando à toa com o futuro, senão isso interferirá no presente e o estragará. Seja verdadeiro no presente e você será autêntico. Estar aqui e agora é ser autêntico.

A onda não precisa procurar pela água porque ela é água. Nós não precisamos procurar por Deus, não precisamos procurar pelo nirvana, a dimensão última, porque nós somos nirvana, nós somos Deus.

O autoconhecimento é uma viagem sim, talvez a caminhada mais esperada por nossa Essência, onde nos esgueiramos por entre sombras e medos recolhidos ao longo de nossa vivência.

E quando conseguimos atravessar algum vale mergulhado na inconsciência de nossos temores, deixamos para trás um indesejado pedaço de nossas dores emocionais, que por vezes nos faz sentir a sensação de uma cirurgia. Mas o que fica para trás não é um pedaço de nós, e sim algo que nos impedia de sentir quem somos.

É um movimento que vai nos levando a nos aproximarmos de nosso verdadeiro Eu. Por isso podemos ter momentos reflexivos, sonhos que brotam de nosso simbólico universo com mensagens muitas vezes incoerentes, mas que mais adiante irão fazendo sentido em nosso sentir, alargando nossa consciência, e revelando-nos mais leves, mais “em nós mesmos”. Um sentido de segurança diferente do desejado pelo ego, pois vamos nos sentindo bem, independentemente do que acontece à nossa volta.

Siga conforme sua vontade, a vontade de seu Coração, e a cada dia mais você se expressará com a coragem de Ser quem você é.

Nossa mente é como uma antena, capta o que estamos sintonizando; o bem ou o mal. Depende de nós mudar a frequência.

Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.

Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.

Ralph Waldo Emerson, filósofo e poeta, disse: Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa.

Quando você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento.

Vou descrever agora um processo e uma técnica que ensino há muitos anos. Funciona como um encantamento. Tente-o!

Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.

Se você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranquilamente durante uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido, constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil, pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais profunda. Essa é a lei do subconsciente.

Você pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará depois fisicamente com facilidade e segurança.

Você nasceu apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus outros medos são adquiridos. Livre-se deles.

O medo normal é bom, o medo anormal é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo acarreta o medo anormal, obsessões e complexos. Temer alguma coisa persistentemente provoca um sentimento de pânico e terror. Você pode superar o medo anormal quando sabe que o poder do seu subconsciente pode mudar os condicionamentos e realizar os desejos acalentados por seu coração.

Dedique sua atenção e devote-se, imediatamente, ao seu desejo, que é o oposto do seu medo. Este é o amor que expulsa o medo. Enfrente seus temores, traga-os à luz da razão. Aprenda a sorrir dos seus temores. Esse é o melhor remédio.

Existe uma presença e um poder dentro de nós que nos orienta e nos guia, tornando nosso caminho fácil e suave. Nós só precisamos tomar consciência desse poder e deixar que ele trabalhe para nós.

Sem sonhos, a vida é uma manhã sem orvalhos, um céu sem estrelas, um oceano sem ondas, uma vida sem aventura, uma existência sem sentido.

Há uma velha estrutura a pesar. A pesar muito. Não te deixa avançar. Não te deixa evoluir. Essa estrutura é o passado. Quem foste no passado, o que sentias no passado, mas, principalmente, o que pensavas no passado.

Todo aquele acúmulo de conceitos, de julgamentos, de vitimização. Todo aquele desfiar de culpa, de medo, de ressentimento. Todo aquele peso que não confere com a pessoa que és hoje, mas que ainda aí está, prestes a explodir e a fazer valer os seus valores.

Livra-te do passado. Hoje já não és quem eras antes. Hoje já não és quem eras há cinco minutos. Tudo está a mudar tão depressa agora. Porque é que não aproveitas? Tenta desprender-te. A cada pressentimento, a cada ação, a cada situação, investe nessa nova pessoa na qual te estás a tornar, com nova consciência, com novos valores, com nova forma de pensar. Com nova essência.

Sê quem és, hoje. Pode não conferir com o teu passado. Não faz mal. Estamos na era da mudança. Até um dia em que acordes, olhes ao espelho e vejas o ser absolutamente luminoso em que te tornaste.

O livro da luz – pergunte, o céu responde

Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver pacificamente sozinho, é muito difícil viver pacificamente com outra pessoa, porque os dois mundos colidem, dois mundos se encontram...

Somente através de decisões você fica cada vez mais cônscio, somente através de decisões você fica cada vez mais cristalizado, somente através de decisões você fica mais afiado. Do contrário a pessoa torna-se apática.

As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um templo para outro; não porque sejam grandes buscadores, mas porque são incapazes de decidir. Assim eles ficam de um para outro. Essa é a maneira deles evitar comprometer-se.

O mesmo acontece com outros relacionamentos humanos: um homem fica de uma mulher para outra, vai mudando. As pessoas acham que ele é um grande amante; ele não é um amante de jeito nenhum. Ele está evitando, ele está tentando evitar algum envolvimento mais profundo porque com envolvimento mais profundo os problemas precisam ser enfrentados, e precisa passar por muito sofrimento. Assim a pessoa simplesmente joga seguro; a pessoa toma a decisão de nunca se envolver profundamente com alguém. Se você for muito fundo, você pode não ser capaz de voltar facilmente. E se você for muito fundo com alguém, outra pessoa irá fundo com você também; é sempre proporcional. Se eu for muito fundo com você a única maneira é permitir que você também vá fundo em mim. É um dar e receber, é um compartilhar. Então a pessoa pode ficar enrolada demais, e será difícil escapar e o sofrimento pode ser grande. Assim as pessoas aprendem como jogar seguro: basta se encontrarem superficialmente; um caso de amor do tipo bata e corra. Antes de ser agarrado, corra.

Isso é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão imaturas, tão infantis; elas estão perdendo toda a maturidade. A maturidade chega somente quando você está pronto para enfrentar a dor de seu ser; maturidade chega somente quando você está pronto para aceitar o desafio. E não há um desafio maior que o amor.

Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver pacificamente sozinho, é muito difícil viver pacificamente com outra pessoa, porque os dois mundos colidem, dois mundos se encontram… Mundos totalmente diferentes. Como é que eles são atraídos um pelo outro? Porque eles são totalmente diferentes, quase opostos, polos opostos.

É muito difícil ser pacífico num relacionamento, mas esse é o desafio. Se você fugir disso, você foge da maturidade. Se você vai fundo nisso com toda a dor, e assim mesmo continua, então pouco a pouco a dor se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção. Pouco a pouco, através do conflito, surge a fricção, a cristalização. Através da luta você fica mais alerta, mais cônscio.

O outro se torna como um espelho para você. Você pode ver sua feiura no outro. O outro provoca sua inconsciência, trazendo-a para a superfície.

Você terá que conhecer todas as partes ocultas de seu ser e o caminho mais fácil é ser espelhado, refletido, num relacionamento.

Mais fácil, digo assim, porque não há outra maneira, mas isso é difícil, árduo, porque você terá que mudar através disso.

Quando você vem para um mestre, um desafio ainda maior se apresenta diante de você: você tem que decidir, e a decisão é para o desconhecido, e a decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno. Surgem tantos conflitos. Mas não continue mudando sempre, porque essa é a maneira de evitar a si próprio. E você irá permanecer mole, você irá permanecer infantil. A maturidade não acontecerá a você.

Somente o desconhecido deve ter uma atração para você porque você ainda não o viveu; você ainda não andou por esse território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer por lá.

Sempre decida pelo desconhecido, seja qual for o risco e você irá crescer continuamente.

Mas continue decidindo pelo conhecido e você fica se movendo repetidamente num círculo com o passado. Você prossegue repetindo-o; você se torna como um gravador gramofone.

E decida. Quanto mais cedo você o fizer, melhor. Adiamento é simplesmente estupidez. Amanhã você terá que decidir também, então porque não hoje? E você pensa que amanhã você será mais sábio do que hoje? Você acha que amanhã você estará mais vivo que hoje? Você acha que amanhã você estará mais jovem que hoje, mais renovado que hoje?

Amanhã você estará mais velho, sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua esperteza será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a dar sinais e a ficar mais assustado. Nunca adie para amanhã. E quem sabe? Amanhã pode chegar ou pode não chegar. Se você tem que decidir você precisa decidir agora mesmo.

Garantias no amor

Como é fácil destruir o que amamos! Com que rapidez surge uma barreira entre nós, uma palavra, um gesto, um sorriso! A saúde, o humor e o desejo nos entristecem e o que era maravilhoso torna-se insípido e opressivo. Pelo uso, nós nos desgastamos, e aquilo quer era vivo e claro torna-se cansativo e confuso. Por meio de constantes atritos, esperanças e frustrações, aquilo que era belo e simples torna-se terrível e cheio de expectativas.

Relacionamentos são complexos e difíceis, e poucos conseguem sair deles ilesos. Embora quiséssemos que fosse estático, duradouro e contínuo, o relacionamento é um movimento, um processo que deve ser profunda e completamente entendido, e não forçado a se conformar a um padrão interno ou externo. A conformidade, que é a estrutura social, perde seu peso e autoridade somente quando há amor. O amor no relacionamento é um processo purificador, pois revela os mecanismos do Eu. Sem essa revelação, o relacionamento tem pouca importância.

Mas como lutamos contra essa revelação! A luta assume muitas formas: controle ou submissão, medo ou esperança, ciúme ou aceitação e assim por diante. A dificuldade é que nós não amamos; e se nós de fato amamos, queremos que isso funcione de uma forma particular, não lhe damos liberdade. Nós amamos com nossas mentes e não com nossos corações. A mente pode se modificar, mas o amor, não. A mente pode se tornar invulnerável, mas o amor não; a mente pode sempre se retrair, ser exclusivista, tornar-se pessoal ou impessoal. O amor não é para ser comparado e tolhido. Nossa dificuldade está naquilo que chamamos de amor, que é realmente da mente.

Enchemos nossos corações com as coisas da mente e mantemos nossos corações sempre vazios e cheios de expectativas. É a mente que se apega, que é ciumenta, que controla e destrói. Nossa vida é dominada pelos centros físicos e pela mente. Nós não amamos e deixamos em paz, mas ansiamos por ser amados; nós damos a fim de receber, que é a generosidade da mente, não do coração. A mente está sempre buscando garantia, segurança; e pode o amor ser garantido pela mente? Pode a mente, cuja própria essência é temporal, perceber o amor, que é sua própria eternidade?

Mas mesmo o amor do coração tem seus próprios truques; pois corrompemos tanto nosso coração que ele é hesitante e confuso. É isso que torna a vida tão dolorosa e cansativa. Em um momento nós achamos que temos amor e no próximo ele é perdido. Aí entra uma força imponderável, que não é da mente, cujas fontes não podem ser sondadas. Essa força é mais uma vez destruída pela mente; pois nessa batalha a mente, invariavelmente, parece ser a vitoriosa. Esse conflito dentro de nós mesmos não será resolvido pela mente astuta ou pelo coração hesitante. Não há um meio, uma maneira de fazer esse conflito terminar. A própria busca por um meio é outro anseio da mente por domínio, para livrar-se do conflito e ficar tranquila, para ter amor, para tornar-se algo.

Nossa maior dificuldade é estar ampla e profundamente atentos ao fato de que não existem meios para o amor como um objetivo desejável da mente. Quando entendemos isso real e profundamente, há uma possibilidade de receber algo que não é desse mundo. Sem o toque desse algo, façamos o que quisermos, não poderá haver felicidade duradoura no relacionamento. Se você receber essa graça e eu não, naturalmente estaremos em conflito. Você pode não estar em conflito, mas eu estarei; e em minha dor e tristeza eu me desligarei. A dor é tão exclusiva quanto o prazer, e até que exista aquele amor que não seja uma construção minha o relacionamento será dor. Se houver a bênção daquele amor, você nada poderá fazer a não ser me amar pelo que sou, pois então não moldará o amor segundo o meu comportamento.

Quaisquer que sejam os truques da mente, somos independentes; embora possamos estar em contato um com o outro em alguns pontos, a integração não é com você, mas dentro de mim. Essa integração não é resultado da mente em nenhum momento; ela forma somente quando a mente está inteiramente silenciosa, tendo alcançado o limite de suas forças. Somente assim não existe dor no relacionamento.

Pai
Abençoa-me para que eu possa
Te encontrar no templo de cada pensamento e de cada atividade.
Encontrando-Te dentro de mim, eu Te encontrarei fora,
em todas as pessoas e em todas as condições.

Sou merecedor. Mereço tudo o que é bom.
Não uma parte, não um pouquinho, mas tudo o que é bom.
Agora me afasto de todos os pensamentos negativos, restritivos.
Liberto e deixo ir todas as minhas limitações.
Em minha mente, sou livre.
Agora me transporto para um novo espaço de consciência,
onde estou disposto a me ver de maneira diferente.
Estou decidido a criar novos pensamentos
sobre mim mesmo e minha vida.
Meu modo de pensar torna-se uma nova experiência.

Eu agora sei e afirmo que sou uno com
o Poder de Prosperidade do Universo.
Assim, prospero de inúmeras maneiras.
Está diante de mim a totalidade das possibilidades.

Mereço vida, uma boa vida.
Mereço amor, uma abundância de amor.
Mereço boa saúde.
Mereço viver com conforto e prosperar.
Mereço alegria e felicidade.
Mereço a liberdade de ser tudo o que posso ser.
Mereço mais do que isso. Mereço tudo o que é bom.
O Universo está mais do que disposto
a manifestar minhas novas crenças.
Aceito essa vida abundante com alegria,
prazer e gratidão, pois sou merecedor.
Eu a aceito; sei que é verdadeira.
Sou grato a Deus por todas as bênçãos que recebo.

Desde antes dos tempos eu sou livre.

Este corpo não sou eu.

Eu não sou limitado por este órgão.

Eu sou a vida sem limites.

Eu nunca nasci,

e eu nunca morri.

Olhe para o mar e o céu cheio de estrelas,

manifestações de minha mente, verdade maravilhosa.

Desde antes dos tempos, eu sou livre.

O nascimento e a morte são apenas portas pelas quais passamos, limiares sagrados no nosso caminho.

Nascimento e morte são um jogo de esconde-esconde.

Então ria comigo,

segure a minha mão,

vamos dizer adeus,

despedir-se, reunir-se novamente em breve.

Nós nos encontramos hoje.

Nós vamos nos encontrar novamente amanhã.

Nós vamos nos encontrar na fonte a cada momento.

Nós nos encontramos uns aos outros em todas as formas de vida.

Se você é capaz de ser feliz quando está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz.

AS PORTAS DO CÉU

Um homem havia acabado de falecer. Logo depois de deixar seu corpo físico, viu uma luz branca, muito bela, calorosa, viva e acolhedora no céu. Sentiu que deveria seguir esta luz.

Assim que se integrou a luz branca, percebeu que se encontrava num local imenso, com suntuosas catedrais e templos, num vasto e verdejante jardim muito florido. As ruas eram de pedras preciosas, e havia abundância de cristais de quartzo. Pessoas vestidas de branco passeavam calmamente pelos jardins, junto com animais. Era um local belíssimo que só poderia ser chamado de "paraíso".

No entanto, o homem percebeu que havia um portal imenso, feito de pedras preciosas, separando este local abençoado do local onde ele estava. Dessa forma, o homem entendeu que deveria cruzar este portal para ter acesso a esse sublime reino celestial.

Caminhou em direção ao portal, e assim que chegou, um ser o abordou, era o guardião do portal. O guardião disse que, antes de cruzar o portal, o homem deveria responder algumas perguntas, pois ele deveria demonstrar sua dignidade e pureza de coração e intenção para merecer sua entrada.

O guardião então lhe fez as seguintes perguntas:

- Você praticou boas ações?

- Você pensou egoisticamente em si mesmo, ou soube compartilhar suas coisas com os outros?

- Você amou a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo?

- Você respeitou os animais e todas as obras da criação?

- E, por fim, você foi uma pessoa humilde em sua vida?

O homem pensou e disse:

- Procurei sempre praticar boas ações. Sempre coloquei a caridade em prática e ajudei muitas pessoas. Sempre amei a Deus sobre todas as coisas e amava os seres humanos. Sempre procurei respeitar os animais e todas as obras da criação.

- E quanto a última pergunta? questionou o guardião do portal. Você é uma pessoa humilde?

O homem refletiu, e chegou a conclusão de que, apesar de todo o bem praticado, ele não se julgava humilde suficiente para merecer todo aquele paraíso. Ainda se via como um ser humano falho, instável, e com vários defeitos. Não se sentia apto a integrar aquele local paradisíaco do reino celeste.

- Não… respondeu o homem com toda a sinceridade. - Não creio ser alguém humilde. Portanto, sei que não mereço o paraíso.

- Está bem – disse o guardião do portal – Que assim seja!

O guardião desapareceu, e o portal do paraíso permaneceu fechado. Quando o homem deu a volta para ir embora, o portal começou a se abrir. Raios luminosos começaram a sair de dentro e um anjo veio busca-lo. Assim que o ser angelical chegou, o homem disse:

- Espere, mas eu não sou uma pessoa humilde, eu inclusive admiti isso ao guardião. Não creio merecer este reino celeste.

O anjo respondeu:

- Meu querido filho. Se você tivesse admitido ser uma pessoa humilde, essa seria a maior evidência de que você não o é. Quem se acha humilde, não é humilde de verdade. O sábio não faz propaganda de sua sabedoria; o humilde não arroga sua humildade; o homem puro não faz alarde de sua pureza. Não admitir a sua humildade é uma demonstração de humildade, pois pessoas que se julgam humildes, no fundo, são pessoas orgulhosas de sua humildade. A frase “Sou bom porque sou humilde” não cabe no reino celeste. Você tem um coração puro, e portanto, os portais deste plano superior estão abertos a você.

O homem chorou… O anjo estendeu-lhe a mão, e o conduziu ao paraíso.

Um filho nunca será perfeito o suficiente para atingir a pura grandeza de sua Mãe. Mas, será sempre perfeito aos seus olhos.
Porque Mãe e filho se completam. Preenchem-se num espaço único. Cabem em um só.
Refletem entre si compartilhando do mesmo corpo, do mesmo sangue, da mesma respiração.
Suas dores e alegrias não se somam. São as mesmas. São únicas e não conseguem nunca ser incompatíveis.
Não há melhor abraço, melhor carinho, melhor acolhimento.
Não há maior amor, maior compreensão, maior respeito.
São feitos em um ciclo harmônico e recíproco. O filho nasce para Mãe. A Mãe nasce para ter o filho. E são o mundo e a vida um para o outro.
E Mãe nasce duas vezes.
Pois, não há vida de mãe que não renasça junto ao nascimento de seu filho. Muda-se a razão de sua própria existência.
O seu filho será sempre a imagem pela qual buscarão os seus olhos, a voz que buscarão os seus ouvidos. Será aquele de quem sempre se ocuparão seus pensamentos.
Amor entre Mãe e filho é incondicional.
É o amor pronto. Acabado em si mesmo. É um amor que não espera em exigências, porque ele tudo acolhe, tudo compreende, tudo aceita, de tudo se satisfaz.
E não é cego. É o amor que mais enxerga, o que vê através de tudo. E por isso mesmo é o mais sincero e verdadeiro, porque nele há a certeza da pessoa que se ama, e a certeza de que o ama mesmo assim.
E quando separados pela distância, Mãe e filho se perfazem na maior expressão de saudade, porque longe um do outro são incompletos, e a saudade passa a ser até de ‘si mesmo’.
Mas, seus caminhos nunca se afastam. São traçados lado a lado, pois não há distância que os impeça de se acompanharem.
E não importa quão longe caminhe um filho, ele nunca encontrará outro lugar que sempre poderá voltar assim como sempre o poderá para os braços de sua Mãe.
É o colo que sempre lhe cabe, os braços que sempre o alcançam, e o coração que sempre o ama.
É o amor que exala sem nem precisar ser dito. É uma paixão que o aquece como fonte de vida.
Os filhos devem agradecer às Mães por ter-lhes dado a vida. Devem agradecer às Mães por viverem com eles, para eles e por eles.
Mãe e filho. Uma só vida. Um só sentimento. Uma só razão.

Depois de ser mãe, entrei em contato com a beleza das coisas simples. No meu colo, um pequeno ser se comprimia em busca de calor e alimentação. Eu era, para ele, seu mundo e ele era para mim a escola do amor.
Depois de ser mãe, eu aprendi a rejeitar o que, até então, me dava imenso prazer. Quando estava distante, olhava para o relógio, para que o tempo corresse e eu pudesse novamente aconchegar o meu bebê.
Depois de ser mãe, conheci a preocupação e ela passou a fazer parte de meus pensamentos, esquecendo-me até mesmo de mim. Tive que fazer um grandioso esforço para poder tomar-me de novo em afeto. Mas até isto, teve como causa primeira, a independência, gradual, mas crescente, que se fazia necessária no momento.
Conheci, enfim, a loucura de ser mãe.
Depois de ser mãe, senti o orgulho de me ver co-autora de uma criatura, que sabia vir de Deus, e que teria sua missão neste mundo. Desconhecia qual era e, em meus sonhos, desejava o máximo. Almejava algo extraordinário, digno dos grandes personagens.
Depois de ser mãe, já podia me comunicar, sem dizer uma palavra e também entender um choro, um sorriso, um olhar. Era o diálogo do entendimento, límpido, certo, cristalino e sem máscaras.
Depois de ser mãe, senti o peso da responsabilidade, sabendo que tudo que fizesse ou dissesse, haveria de ser um exemplo, um paradigma. Senti o futuro tocar em minhas mãos e em meu coração.
Depois de ser mãe aprendi a renunciar a tudo em prol daquele que gerara. Nada era mais importante, nada era mais urgente. Seguia seus passos, de longe, dando-lhe a liberdade almejada, dentro de certos domínios.
Depois de ser mãe, senti meu coração arder, por um gesto apenas, um olhar, um sorriso, um abraço. E no retorno ao lar, após um dia de trabalho, era isto tudo que aspirava.
Depois de ser mãe, eu desejei agir, mas nem sempre o fazia, deixando o pequeno ser arriscar. E quão amargo é cada queda, mas sempre compreendia a importância do crescimento e ele não acontecia sem frustrações.
Depois de ser mãe, fiz mais projetos, que não finalizavam simplesmente em mim, mas incluía aqueles que gerei. Era como um pintor, diante de sua obra, a decidir seu destino.
Depois de ser mãe, também aprendi a recuar, a me reinventar, a acordar de sonhos, para moldá-los segundo a realidade. E entendi que filhos são como palavras, colocadas no mundo, têm seu tempo, têm seu lugar e formulam pensamentos. Filhos também têm projetos, nem sempre semelhantes aos nossos. Nada é igual. Tudo está entre o antes e o após ser mãe. Às vezes nem eu me reconheço. Sou outra mulher.
Depois de ser mãe, ainda me surpreendo. Mas é uma doce surpresa, uma alegria, uma tristeza, uma ansiedade, uma doçura, o tudo e o nada na maravilhosa experiência de ser mãe.
Antes de ser mãe, eu fazia e com aos alimentos ainda quentes. Eu não tinha roupas manchadas, tinha calmas conversas ao telefone. Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria, Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.
Antes de ser mãe, eu limpava minha casa todo dia. Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar. Antes de ser mãe, eu não me preocupava: Se minhas plantas eram venenosas ou não. Imunizações e vacinas então eram coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe, ninguém vomitou e nem fez xixi em mim, Nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas. Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente, Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, e dormia a noite toda.
Antes de ser mãe, eu nunca tive que segurar uma criança chorando, para que médicos pudessem fazer teste sou aplicar injeções. Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam. Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha. Nem fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela. Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor. Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida e que pudesse amar alguém tanto assim. E não sabia que eu adoraria ser mãe.
Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação, de ter meu coração fora do meu próprio corpo. Não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto. Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança. E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante.
Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite toda, cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem. Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe. Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes. Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo. Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

Eu, sempre quis ser mãe, e ser mãe de meninas
ter lindas bonecas pra arrumar e pentear os cabelos
sempre sonhei com isso, só não imaginava que ser mãe
me traria uma alegria imensurável e uma amor que mal caberia no
peito.
Minhas filhas são mais do que eu poderia imaginar,
me ensinam mais do que eu possa ensinar.
Delas vem os abraços mais carinhos e os beijos mais sinceros
Minhas filhas são minha realidade, e tpda minha felicidade
se resume nelas.

Amor de mãe não se explica, se sente
Amor é um sentimento que não podemos explicar, só sabemos sentir. O amor de uma mãe é arrebatador, é aquele que consegue forças, mesmo quando já está esgotado. Uma mãe pode sentir dor e não deixar transparecer, sabe chorar sem que o filho perceba que ela está triste. Amor de mãe se entristece quando você sofre uma derrota e se alegra quando as vitórias chegam. Esse sentimento é inexplicável, mas é eterno.