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Coleção pessoal de RicardoBarradas

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Na arte e na cultura, assim como na educação, no pensamento e no conhecimento não cabem em si individualidades e privilégios. A pluralidade já é constitutiva da origem da ação e do movimento.

Em arte e cultura perante as plataformas criativas é quase impossível encontrar um novo que seja totalmente pré inexistente e original.

A boa curadoria sempre advêm da improvável criatividade e inter-relação encontrada pelo curador por uma nova e inusitada visão perante a obra, o período ou o personagem exposto, retratado, celebrado e reverenciado muito alem dos limites históricos, culturais e reconhecidos da gravidade e universo na atmosfera curatorial.

Pela meditação isolada no imenso vazio de dentro que é tudo, chegamos as profundezas da alma. Caminhamos por espaços, caixas, abismos e dimensões nunca percorridos. Entre as penumbras da tênue luz da meia escuridão revela se a um momento magico ou trágico, de enfim encontrarmos dentro de nos o ser adormecido mas vital, o nosso verdadeiro Eu ou nos perdermos de vez, entre as negações, as duvidas, os grandes erros, os choros e remorsos, que nos afastará para sempre da divindade, dentro de nos mesmo.

A beleza da estética mineral in natura é por si só universal, matemática, geométrica e concreta. Uma real inspiração futurística para os melhores projetos de ocupação urbana dos espaços. E o Brasil ainda possuiu uma das mais ricas diversidades de gemas e minerais do planeta. Com tudo isto a carência de cursos profissionais para o setor mineral e joalheiro é imensa, parece que ainda estamos aguardando, por piratas ou internacionais aventureiros descobridores.

Todo o projeto artístico e cultural co-patrocinado pelo estado democrático na isenção fiscal deveria ter como obrigatoriedade a contra partida da educação, da cidadania plural e da identidade cívica nacional.

Eu particularmente gostava mais do mundo no tempo de quando todas as crianças não tinham cores. Desde pequeno eu brincava em um cortiço bem perto de nossa casa no bairro da Consolação, no Rio de Janeiro. Curioso que durante toda minha infância nunca percebi diferença alguma entre minha querida família e as famílias amigas que me recebiam com carinho e amor em seus quartos um pouco mais apertados. Meu irmão jogava bola no quintal e eu ficava conversando e cantando com minhas mães de tanque e de passar, pois na sua maioria eram lavadeiras para fora. Saudades do Cortiço da Dona Rocinha.

Aceito conformado e não agitado por remorso algum, vagabundear, dormir muito e sonhar até babar para encontrar maneiras mais fáceis de resolver todos os problemas existenciais em curso de meu bem complicado mundo.

O trabalho árduo contínuo abafa os nossos melhores sonhos e cansa a vista para enxergarmos com clareza a nossa verdadeira estrela.

Enquanto as favelas forem exclusivamente um problema deles, as comunidades de baixa renda e oprimidas, sociologicamente falando, vão invadir, pouco a pouco as suas lindas praias na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

Fico triste em ver meus afagos embargados diante do injusto tribunal racional do nosso amor. Muito fácil é condenar quem ama pois a grande maioria morna só se engana, permanece viva por amizade e comodismo. Pois amar de verdade não admite medo, covardia e nem depois. Tem por emoção mais forte a liberdade e nunca a tolerante proximidade por qualquer cativo e carrasco compromisso. Sendo isto o amar é frio, tolo e corriqueiro. Tipo corrida maluca entre corpos que existe um vencedor, e é sempre aquele que goza primeiro.

A humanidade educada e sensível pelas novas gerações, infelizmente se acovarda por insegurança diante da mais antiga lei da sobrevivência. Os mais fortes escravizam ou devoram os mais fracos, com consciência ou não.

Morre se um pedacinho a mais por vez toda vez que nos sentimos esquecidos, diferentes e isolados. A tristeza não é uma doença e sim uma licita inspiração mas a solidão que nos corroí de mansinho é o mais antigo, amargo e lento, veneno.

Naturalmente afasta se da vida em silencio frente aos conflitos persistentes, insurgentes e intransigentes que temos cada vez menos possibilidades do que fazer, mudar, resolver e viver.

A bandeira brasileira não pode ser maculada por uma gota vermelha, cor de sangue, de um partido naufragado que agoniza se levantando de forma precária, por uma falsa reforma agraria, por discórdias constitucionais, corrupção crescente e a propagação de uma nefasta separação armada frente a nossa pátria,Terra Mãe Gentil. Brasil.

A arte e os artistas sempre tem o pleno direito democrático de manifestarem suas posições politicas e pensamentos filosóficos mas não ha direito moral algum e nem liberdade verdadeira para uma vendida aristocracia cultural que se alia a partidos políticos contraditórios para obterem recursos ilícitos e projetos privilegiados frente a sua comunidade.

Não me incomoda ver pinturas expressivas e coloridas sem molduras pelas paredes pois são filhas belas criativas para um mundo incompleto e inexato, que ainda permanecem órfãs por não terem encontrado um lar, o amor e uma emoção pura da patrimonial propriedade.

Feliz se os espíritos opacos das coisas entenderem que são só hospedes temporários na Terra Viva das cores.

Dentro das distorções dos caminhos da religião, de escolha, do compromisso e do serio estudo teológico ancestral em comunidade surge equivocadamente no seculo XX uma vertente metafórica confusa a instantânea espiritualidade como uma luz artificial e individual de fugaz crescimento, unilateral, solitário e egoísta, baseando se no pensar que cada comum por eventual dedicação pode ser mais que especial sozinho para o uso pessoal e indivisível da telenergia vital do cosmo sagrado planetário exclusivamente para si direcionado. Ninguém nos caminhos de Deus e da vida nunca é. Sempre nos somos.

Na sociedade contemporânea de hoje com as facilidades de sigilo tem um numero cada vez maior de tristes e indecisos candidatos no armário a espreita de convite para inversas e discretas novidades.