Coleção pessoal de ricardo_ferraz_1

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[...] Não me preocupo com riquezas, nobreza já é ouro demais pra mim.
Ricardo F.

Apesar da distância da lua, ela é o que mais me aproxima de ti, pois quando meus olhos a olham, os seus também estão lá.
Ricardo F.

[...] e o que há nela de mais especial, é que ela é ela. Ela é sempre ela. E se tem alguma coisa nela que quero que mude? Não, ela é ela, e eu amo o jeito dela.
Ricardo F.

[...] dê-me apenas teu céu, que te pinto as estrelas.
Ricardo F.

Não te torna feliz quem te acrescenta. Te torna lúcido pra você conseguir ver toda felicidade que já existe em seus detalhes, e que antes não via. Tem pessoas que são assim, elas aparecem ao acaso só pra te fazer entender o quão importante você é. E se amando, automaticamente, você as ama também.

[...] só pode ser algum erro de anatomia em mim, pois, eu juro pra você que até sou discreto, mas meu coração é extravagante demais.
Ricardo F.

Alguns amores, por incrível que pareça, não são amores para se ter consigo. A gente tem sempre uma mágoa enorme que sempre vai nos gerar dúvida do porquê eles existirem nas nossas vidas, e não podermos vivê-los, porém, o fato de que gostar de alguém que, provavelmente, jamais ficará do nosso lado, é justamente o que nos faz acreditar que a direção que estamos é a que deveríamos estar mesmo. São eles, estes amores que julgamos eternos ou errados, é que nos fazem aceitar as outras coisas que a vida nos oferece, não por querer acomodar àquilo, ou medo de enfrentar algo novo, mas porque nem sempre é errado aceitar, eles nos ensinam a sermos felizes assim, do jeito que somos e com tudo que temos. O tempo é meio cruel, e, por vezes, a gente se pega perguntando o porquê tudo isso acontece no nosso mundo, o porquê mesmo tentando fugir para evitá-los, eles sempre acontecem, e aparecem com mais força ainda nas nossas vidas quando a gente menos espera, e nessa hora fica aquela duvida que ao menos uma vez enquanto existirmos, virá: "E se eu tivesse escolhido outro caminho?". Bem... é comum, mesmo que você seja uma pessoa resolvida, que sabe o que quer, a uma certa hora se fazer essa pergunta. E não que ela vá te incomodar, pois, você sabe muito bem o motivo de sua escolha, porém, é nessa pergunta que fica a doçura e o porquê daquilo não ter seguido em frente, ou não ter acontecido por uma ou outra razão, a resposta para tudo é que tudo isso era para ter sido apenas aquilo mesmo, e que jamais sairá de dentro de você o que aconteceu, é seu e de mais ninguém. Aquilo existiu, existe, e não vai morrer tão fácil, mas ele será apenas suporte para a sua afirmação de que você é feliz, mesmo não estando ao lado dessa pessoa. Você é o que é. Você é presença na vida dela, como ela também é presença na sua. Ela faz parte da sua história de vida, mesmo que distante, como você também faz parte da história dela. E assim é a vida, aprendendo cada dia mais a respeitar o limite das nossas ações, do nosso despreparo pra poder lidar com coisas que o coração tem dificuldade de aceitar, mas principalmente, com leveza pra saber que a vida é muito bonita em todos os sentidos, e que tá tudo bem se não for pra ser, tá tudo certo se não der certo. O importante é seguir fazendo o nosso destino através das nossas escolhas algo bonito de se viver, e guardar todas as nossas vontades num lugar onde é só nosso... no nosso coração. Tá tudo certo, mesmo que não dê certo.
Ricardo F.

[...] e também há algo de bom no seu sorriso, um lado bonito que ninguém vê. Nem é pelo tanto de dentes que aparecem quando sorri, é essa coisa boa que dá toda vez que isso te corta o rosto, e sem você perceber, faz meu coração sorrir também.
Ricardo F.

E ainda tem tanta coisa pra gente ver. Temos tantos sorrisos pra dar. Tantos cafés da manhã, corridos, daqueles, tipo engole o pão, dá um beijo de desejo de bom dia, e sai correndo pra não perder a hora no trabalho. Ainda tem tantos filmes pra assistirmos juntos, tanta guerra pelo controle, tantas mãos na mesma vasilha de pipoca. Ainda temos tantos cartões de Natal pra trocar, tantos beijos de boa sorte, tanta discussão que não dá em nada, e que a gente sabe que é só mais um motivo pra descobrir o quanto sentimos falta um do outro. Ainda há tantos presentes pra te dar, tantas lojas pra ir, tanta barraquinha de feira pra percorrer, tantos desenhos pra me mostrar, tanta coisa bonita que meus olhos irão ver e vão se lembrar de você, vão lembrar de como ficam os seus, quando os recebe. Ainda vamos chorar tantas vezes, vamos discutir sobre gostos e desgostos. Tantos vestidos que quero te ver trocar. Tantas cores de esmalte quero te ver usar. Ainda vamos sair bêbados, expulsos de um bar, rindo de nossas piadas sem graça, numa noite qualquer, de um dia qualquer, e vamos levar xingamentos pela rua afora pela algazarra fora de hora, e que eles não entenderão nunca que é apenas felicidade. Ainda há tantos abraços pra te dar, tantos olhares envergonhados de um sobre o outro, tanta cama pra dividir, tanta coisa pra fazer. O que me resta é sonhar, com tudo que ainda tenho pra te dar.
Ricardo F.

(...) Eu acredito sim, que é possível se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa, pois toda vez que quis fugir deste amor, eu, mais uma vez, me apaixonei por você.
Ricardo F.

[...] e Deus sempre dá um jeitinho de por um pouco de tempero em vidas que se acham sem graça.
Ricardo F.

Eu amo você, sabe? Tá, eu não queria logo de cara te dar um susto destes, mas a verdade mesmo é essa, eu amo você e pronto! Eu não te amo como quem acaba de encontrar a chave do paraíso, com vaidade ou deslumbramento, não, eu amo com uma certa prudência necessária de quem já se desencantou muitas vezes na vida, mas hoje ama o mais puro do amor, o amor com elegância e confiança total no que sente e no que diz. Talvez, isso possa ser classificado como um amor maduro, embora que, quem pode dizer ao certo que é preciso maturidade pra se amar de verdade assim? Ninguém né. Então, de repente, a gente se pega sonhando, imaginando, respirando do mesmo ar, suspirando pela mesma pessoa, e é nessas horas que encontramos aquilo que tanto procuramos por nossa vida toda, e que, muitas vezes, desenhamos como algo tão impossível. Nós descobrimos que chega a ser tão simples que até assusta. Penso que amor não tem hora, não tem lugar, e que ele, o amor, pode vir até no vento, no cheiro daquelas coisas que ficaram guardadas na nossa memória, cheiro de sonhos antigos que de repente se exalam na nossa frente e nós os reconhecemos. Então, eu não quero te assustar, mas às vezes ele acontece sim, e assim, deste jeito mesmo, no susto.
Ricardo F.

Às vezes eu sinto falta dela, sim, eu sinto falta dela. A gente se falava, a gente se curtia, a gente ria, não havia medo nas palavras, porque a gente se entendia. Sempre dávamos um jeito, sempre caçava aquele jeitinho, e no final, tudo dava certo. Gostava de ouvir sua voz, suas músicas, suas histórias, mesmo que elas algumas vezes me ferissem sem ela perceber. Eu sinto falta do cheiro dela, de olhar nos olhos, sinto falta do jeito que ela me olhava, do tempo em que o tempo pra nós não existia, a gente o fazia. Sinto falta das ligações fora de hora, das fotos dos pratos, falta das nossas conversas completas, sem rodeios, onde a gente começava uma história e terminava a mesma, no mesmo dia. Sinto falta do tempo que ela tirava pra mim, pra poder me ouvir. Eu sei que a vida mudou, que os planos mudaram, e talvez ela nunca tenha percebido a falta que faz pra mim, a falta daquilo que era tão nosso, mas se perdeu com o tempo. O amor, bem, talvez o amor não tenha mudado, mas as coisas mudaram, os ciclos se fecharam, as fases passaram, as páginas viraram, o amadurecimento chegou, e com isso, os caminhos se tornaram outros. Eu sinto falta dela, é muito complicado ter algo tão perto, tão dentro, mas ao mesmo tão longe, e cada vez indo para mais longe. Não sei o que vai ser amanhã, e mesmo que ela nunca perceba, eu sinto falta dela, hoje.
Ricardo F.

Que eu não me permita jamais deixar de amar. Nem que isto me custe o meu coração e o meu orgulho. Só ama quem primeiro se ama, portanto; o que é que me custa doar a alguém o que já sobra em mim, excessos do meu amor próprio?
Ricardo F.

Acho que todos nós chegamos num momento da vida da gente que a gente desisti, e não é por falta de vontade de continuar lutando, é que a gente cansa de brigar pelo que que não existe.
Ricardo F.

Eu sabia que não era assim, mas gostava de imaginar que as pessoas não magoavam as outras, mesmo que sem querer. Eu gostava do tempo em que tinha que me preocupar apenas quando meu brinquedo se quebrava, ou quando ficava em apuros se meus pés não alcançassem o chão toda vez que subia em árvores. Tempo em que o corpo apenas sentia os cortes, e o coração absorvia e perdoava um simples “tô de mal.”
Ricardo F.

Há alguns dias atrás, eu estava sentado numa dessas lanchonetes com mesinhas de madeira pela calçada larga, tomando uma cerveja, enquanto aguardava um sanduíche ficar pronto pra eu levar pra casa, quando de repente, avistei um casal com um carrinho de bebê vindo na minha direção. De longe, a moça que segurava um paninho amarrado à uma chupeta não me era estranha, e realmente me lembrei dela com muita facilidade quando se aproximou da mesa onde eu estava. Estava um pouco diferente, mais velha, com os cabelos um pouco mais claros que antigamente, mas continuava muito bonita, e automaticamente a reconheci. Ela sorriu pra mim, e tenho certeza que para ela também veio aquela conexão com o passado. Eu me levantei, a gente se abraçou, e sim, claro, aquela velha frase começou a conversa: "Nossa, quanto tempo!". Me apresentou ao marido, que empurrava o carrinho, um cara de um sorriso simpático e tranquilo, boa praça. Me disse que estava morando em Londres há não sei quantos anos, nos falamos um pouco, me mostrou o filho Lucas de 10 meses, e eles foram embora. Eu me sentei novamente e me pus a pensar e lembrar de alguns fatos passados. Me lembrei de um amigo que há muitos anos também não ouço falar. Me lembrei do Jhonny, lá da minha adolescência nos anos oitenta ainda. Jhonny na verdade era João, mas todo mundo chamava ele de Jhonny por se parecer tanto com o Steve Perry do "Journey", e sei lá, ele usava sempre a mesma jaqueta surrada de couro, alguma coisa remetia ele ao rock, punk, acho que todo mundo achava mais underground chamá-lo assim. Jhonny foi colega meu de escola, e amigo nas horas vagas. A gente sempre se encontrava, e ele era apaixonado por Elisa, a moça do carinho de bebê. É impossível voltar nos meus tempos de adolescência e juventude, e não me lembrar de quantas serenatas fizemos para "Lis", de quantas rosas roubamos nos quintais e deixamos na janela para ela, quantos bilhetinhos ajudei Jhony a escrever e ainda desenhava meus corações tortos, quantos planos os dois me contavam sobre ter filhos, comprar aquele som 3x1, aquela viagem pra Ubatuba que nunca aconteceu. Quantas vezes tanto Jhony quanto Elisa choraram um pelo outro no meu ombro e eu tinha de dizer: vai ficar tudo bem, quando na verdade, com o tempo, mal podia acreditar que jamais ficaria bem. Sabe, fiquei pensando sobre tantas coisas, tantos sonhos, tantas loucuras que fazemos em determinado momento nas nossas vidas, e que no fim, no outro dia, muda-se tudo. A vida segue, flui, os objetivos diversificam, as pessoas mudam, nós mudamos também, algumas vezes nos perdemos delas, mas sempre nos reencontramos em outras. No fundo, tudo se ajeita, tudo se encaixa dentro daquilo que mais precisamos no momento. Não sei por onde anda Jhonny, mas sei que pelo que sempre o conheci, ele está bem. Com certeza tem uma vida tão boa quanto Elisa, e de certa forma, me fez bem pensar assim. Me levantei, peguei meu sanduíche, paguei, saí de lá, parei na esquina, fechei os olhos por um milésimo de segundo e disse pro nada: Jhonny, segue firme ai velho, a Lis tá bem!
Ricardo F

Me encanta pessoas que não desistem, mesmo sabendo elas que podem ir quando quiser. Pessoas assim me têm por inteiro, porque não existe nenhuma prova de amor maior que aquela que insistir com aquilo que o mundo desistiu faz tempo.
Ricardo F