Coleção pessoal de ricardo_ferraz_1

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Tocar alguém na alma é algo tão raro, tão sagrado, tão difícil, que só quando acontece pra você compreender a força que o amor tem.
Ricardo F.

[...] daí vem aquela vontade de te deitar no meu colo, passar minhas mãos por seus cabelos, beijar sua testa e te dizer "Calma, vai passar." Cuidar, sabe? Te cuidar, entende?
Ricardo F.

[...] Ela é de touro, ele aquário. Ela tem os pés no chão, ele sempre voa na lua. Ela ri toda vez que ele viaja, mal sabe ela que enquanto dorme, ele colhe estrelas pra ela.
Ricardo F.

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Que eu não te seja porto, porque porto é parada, e você foi sempre partida.
Que eu não te seja momento, porque momento é o hoje, e eu sempre fui eternidade.
Que eu não te seja apenas silêncio, porque silêncio acalma, mas também inquieta.
Que eu te seja chegada, porque saudade aperta, sufoca, e chegada é laço.
Que eu te seja verdade, porque verdade desprende, e quem se desprende ganha as nuvens.
Que eu te seja encontro, porque encontro é surpresa, e desencontro é certeza.
Que eu te seja seja esperança, porque esperança é um sopro, um respiro, e um respiro é impulso.
Que eu te seja amor, porque amor é vida, e vida é tudo aquilo que mais te desejo.
Que eu te seja força, porque força é inspiração, e inspiração é tudo aquilo que você sem

Vez em quando eu sinto uma saudade estranha de algo que não tive, algo que não vivi, mas é como se tivesse vivido. No fundo mesmo, acho eu, que isso acontece porque em algum canto do planeta tem alguém pensando do mesmo jeito. É como se um coração estivesse mandando recado pro outro: Me espera que eu tô chegando.
Ricardo F.

[....] é tão bom quando a gente percebe que não precisa mais de espelhos, porque finalmente entende que alma não têm rugas.
Ricardo. F.

[...] Bem que você poderia aparecer numa tarde dessas qualquer, assim, de surpresa, pra tomar uma xícara de café comigo. Pode ser chá se não gostar de café, sei lá, tomar um refrigerante, um suco, qualquer coisa que você quisesse. Nem precisaria tomar nada se não quisesse, você só precisaria aparecer, assim, do nada, mais nada.
Ricardo

[...] e que venha o mau tempo. Aprendi que quem tem um sol dentro de si, não tem medo de tempestade.
Ricardo F.

[...] Vai indo, saudade para de doer, e vira apenas calo.
Ricardo F

[...] Às vezes a gente só sente falta, não é tristeza, não é solidão, é só falta mesmo.
Ricardo F

É tão fácil gostar de alguém quando tudo está bem, quando a vida está perfeita, quando não existem contas pra pagar, preocupações, coisas banais que sempre nos atropelam no dia a dia. É fácil gostar de alguém quando se está na Chanps-Élysées com uma taça de vinho sobre a mesa, jogando farelo para os pássaros no chão, observando o Arco do Triunfo e o atropelo das pessoas com suas máquinas fotográficas e celulares, escolhendo o melhor ângulo pra ficar bem na fotografia. É fácil gostar de alguém, em cima de um navio, quando os olhos estão no azul do Mar Egeu, mesclando com o branco das casas da Grécia. É fácil amar alguém tomando um chá em Londres depois de conhecer o Big Bem. É fácil amar as pessoas quando estamos todos limpinhos, com um mundo inteiro aos nossos pés. É fácil amar alguém com uma vida pronta, com as dores esquecidas, com as dificuldades em estado zero. Eu nem digo que pessoas assim não se amam, o amor é sensação, não escolhe status, não se especifica pelo que você é ou tem. O que eu digo é que quero ver amar alguém com todos os planos ainda por fazer. Amar alguém com sonhos remendados, amar alguém com uma vida destruída pela cansaço e por erros do passado. Quero ver amar alguém com 80 parcelas de uma casinha popular pra pagar. Amar alguém com uma fusquinha 1974, azul, vazando óleo na garagem. Quero ver amor de verdade quando descobrir que seus sonhos vão além daquilo que pode. Quero ver amor de verdade quando ela estiver gorda, cheia de estrias, com celulite, chegando tão cansada em casa ao ponto de não conseguir fazer seu jantar. E você moço, ainda assim vai amá-la?
Ricardo F

[...] porque por mais que a gente não perceba, sempre deixamos algo de bom no coração de alguém. E não há nada neste mundo nada mais bonito do que acordar pela manhã, abrir a janela, olhar as cores do dia, e saber que em algum canto do mundo, somos importantes na vida de outra pessoa. Não se precisa estar do lado pra estar junto, basta estar dentro. Sem querer, a gente se pega sorrindo.
Ricardo F.

É fácil de entender; quando ela(a pessoa), tem de te amar, vai te amar, não tem jeito. Não precisa ser bonito, não precisa ser linda, não precisa arrumar os cabelos e nem cabelos precisa. Não precisa se maquiar, arrumar as unhas, mudar a cor dos olhos com lentes, comprar roupa de grife, botar um óculos maneiro, falar três idiomas, saber se sentar à mesa, comer de garfo e faca, andar com elegância, falar bonito sem atropelos, viajar para Paris, ter grana no bolso pra tomar um Moët & Chandon numa sacada na Quinta Avenida. Se tiver de te amar, vai te amar descalça ou despenteado. Pouco importa se você é uma Emo, uma metaleira, um louco, ou um caipira de chapéu, cinturão e bota de couro falso afivelando suas calças. Nem vai ligar se gosta de macarrão na chapa com queijo e ovo frito por cima. Ela(a pessoa) não vai ver nada disso e nem vai ficar destacando as suas falhas, porque no fundo, são elas que diferenciam você de todos que já passaram pela vida dela. Se tiver de te amar, vai te amar do jeito que você veio ao mundo, pois se isso for real ela vai ver apenas o que existe em você, lá dentro, entendeu?, e não o que está em você. Se tiver de te amar, vai te amar de qualquer jeito. Basta ser você, e isso basta. Amor, não escolhe vício...
Ricardo F.

[...] Não é você que me causa espanto todas as vezes que aparece. É o espanto que fico comigo mesmo por não conseguir fechar meus olhos e deixar sempre meu coração escapar num sorriso.
Ricardo F.

[...] Mas, meu bem, amor já é estar em sã consciência. Não é louco quem se atira nesse precipicio, é quem, suficientemente, toma a decisão e a coragem de mostrar ao mundo o universo que habita dentro.
Ricardo F.

[...] Saudade é uma oração que a gente entoa sozinho, com o desejo de que esteja tudo bem, com quem tanto nos causa saudade.
Ricardo F.

Eu acho que nem preciso mais dizer o quanto te amo, todo mundo já sabe disso. Sua mãe sabe, seu pai sabe, sua avó sabe, seus amigos sabem, a rua toda sabe, até aquela vizinha neurótica que se tranca dentro de casa sabe, o universo todo sabe, e o mais importante de tudo isso, "você" sabe. Quer saber mesmo, até um cego enxerga isso em mim muito mais que os outros, porque amor é aquilo que se sente, aquilo que você respira, sorri por dentro, e logo depois joga pra fora no meio de um sorriso bobo. E toda vez que ele lê a minha alma em braile, ele suspira.
Ricardo F.

Eu não aprendi a perder pessoas...

Eu não aprendi a perder as pessoas. Por mais que minha vida esteja no rumo que eu escolhi, ou que a própria vida escolheu para mim, eu nunca me habituei ao fato de me faltar alguém que um dia foi tão presente, tão importante. Não sei qual é a interpretação que possa passar, mas é irrelevante não deixar claro que ninguém passa por minha vida sem deixar algo. Nada é perdido, nem de fácil livramento, quando este, fez alguma coisa que me fez crescer, me deixou uma melhora no jeito de agir, de pensar, e me pôs na dúvida do porquê de tanta coisa. Nenhuma perda é pequena ou pesa menos, ou deixa de pesar. Perder é sinal de algo que conquistei, algo que esteve do meu lado, e um dia me ouviu, chorou junto, me apoiou, se apoiou em mim, trocou figurinhas do cotidiano sem ao menos pensar no futuro, sabendo sempre que, o depois é algo tão incerto, e como dizia a música, "... que o pra sempre, sempre acaba”, mas mesmo assim fechou os olhos e seguiu, porque a vida tem de ser assim, não é? Eu não aprendi a ficar sozinho, a deixar ir, dizer adeus, a seguir em frente, sabendo que um dia eu fui um elo entre o que havia de velho e o que eu trazia de novo na mala, sabendo que um dia nem precisava de mim, mas viu que eu poderia ser um acréscimo de coisas boas em sua vida. Não aprendi a ficar na casa vazia, não sei ficar em silêncio, eu não sei ficar sozinho, não sei ter o controle das coisas, não sei trocar de canal, não sei ter liberdade, não sei olhar pro lado e ver um buraco ali no canto, ver uma roupa pendurada, um fio de cabelo solto na barra do vestido esquecido no fundo do armário, um desenho bonito girando por ai. Não sei ficar sem ouvir bom dia, não sei ficar sem olhar a luzinha verde, não sei dormir mais sem dizer “durma bem, esteja em paz, onde quer que esteja”. Não sei como faz pra desentortar minhas emoções, nem sei mais onde faço caber aquilo que já não me cabe, não sei mais escrever sem carregar na tinta uma gota de lágrima atrevida qualquer. Uma pedra quebrou uma vidraça, e aquele buraco me incomodou dias até trocar o vidro quebrado, mas mesmo trocando o incômodo continuou, porque aquele vidro não é queimado do sol, mofado pelo tempo como os outros, é diferente, não é o vidro que havia, e eu gostava daquele vidro. E se apenas um vidro faz falta, imagine uma pessoa inteira? Sabe, eu não sei me levantar da mesa sozinho. Sinto falta hoje, de não ter guardado tantas coisas, não ter tido o hábito de segurar tudo aquilo por mais um tempo, para que, quem sabe um dia, eu pudesse voltar e saber que estive ali, que fiz parte do processo de evolução, e mesmo que minha memória seja fotográfica, sabendo sempre que a gente sempre deixa algo, é uma dor estranha essa de não poder mais ser parte daquilo, mesmo tendo a nítida certeza de que estive lá. Eu não sei andar sozinho, não sei soltar as cordas, as rédeas, não sei ter controle, não sei partir, não sei soltar das mãos, não sei levantar da cadeira e simplesmente ir embora sem saber o que vem de sobremesa. Há uma profundidade de ligação que o tempo criou que faz com que a pessoa se torne parte de mim, uma metade do corpo, um dependência humana que fica na pele, como o cheiro colado nas paredes que nunca sai, como o espinho no chinelo que vez ou outra você pisa e ele te lembra que ainda está ali. Pessoas são como portas abertas, e é muito difícil ter que fecha-las. Só sei que a gente chega a um ponto da vida que é preciso saber o que fazer, saber abrir mão, entender que as vidas já estão completas, que o nosso lugar não é este, que por mais que exista amor, o tempo é errado. Tenho pena de tanta coisa, pena por mim mesmo, por tudo que sonhava, e admito o quão é difícil se acostumar aos excessos e ter de lidar com a falta deles. Nunca vou te ouvir tocar o piano, nunca vou ver com você o sol se pôr no mar num domingo à tarde. Nunca vou te levar bombons no trabalho. A gente se despede dos sonhos com a leve convicção sempre, de que viveu o que pode ser vivido, nem mais, nem menos, o bastante para ser chamado de Para Sempre, o bastante para não saber ir embora. Pessoas possuem profundidade.
Ricardo F.
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Eu, por muitas vezes, não entendia o que era amor, mas eu entendia o que era você pra mim, e você me fazia falta, sempre! Então, talvez, não era por questão de te ter ou não, era pela falta que fazia, e foi na falta que entendi que era amor.
Ricardo F.

[...] Tá, pode ser que não esteja aqui, quem sabe numa dessas viagens que a gente nem espera que aconteça, de repente, um fim de semana inesperado, uma surpresa meio improvável. E pode ser que quando estiver lá, você pegue o telefone e me ligue no meio da tarde, só pra saber como eu estou, só pra dizer onde você está e o que vê. A gente vai rir, ficar meio desengonçado, tropeçando no até semana que vêm, naquela vontade de continuar se falando, mas as palavras não saem muito bem. Você dirá tchau, fica bem, eu te direi; tá tudo bem, se cuida também.
Ricardo F.