Coleção pessoal de professor_elmo_alves_torres
As insídias da vida maltratam e mutilam; porém, as nódoas que deixam transformam-se em lições para a eternidade.
Alegria, paz e entusiasmo são partes inerentes da nossa essência; a fé, porém, vem estritamente do Pai Celestial.
Até um erro pode ser corrigido, mas o riso é tão espontâneo que seria absurdamente impossível desrir.
O substantivo tempo nem sempre está em consonância com o verbo esperar, tampouco com o adjetivo estanque.
A alegria de viver é fascinante;
ela suaviza, supera e dilui todas as curvas sinuosas do caminho percorrido.
Meu Alvinegro
As glórias negras,
a história branca.
As conquistas negras,
a taça branca.
Os títulos negros,
a raça branca.
O suor negro,
a aura branca.
A fúria negra,
o chute branco.
As pernas tortas negras,
a enciclopédia branca.
O Pequeno Quarenta negro,
o Príncipe do Rio Branco.
A muralha negra Manga,
a folha seca branca.
O possesso negro,
o canhota branco.
O furacão negro,
o capitão branco.
O herói de 89 negro,
o zagueiro elegante branco.
O Maravilha negro,
o homem de gelo branco.
O artilheiro dos gols bonitos negro,
o Loco Branco.
O Pantera Negra negro,
o Kamehameha branco.
Entre Aparências e Essências
O momento certo nem sempre é o melhor.
O céu sempre será o limite.
A hora H nem sempre é a exata.
A regra sempre será equilíbrio.
O dia seguinte nem sempre será de aprendizado.
A metamorfose sempre será mudança.
A falta de tempo nem sempre é improdutiva.
O sopro sempre será vida.
O quintal do vizinho nem sempre tem fruta madura.
A água sempre será fonte.
O mestre nem sempre é aquele que ensina.
A luz sempre será retidão.
O risco nem sempre é iminente.
A alma sempre será essência.
A faca nem sempre é amolada.
A glória sempre será conquista.
O riso nem sempre é cristalino.
A rosa sempre será singela.
As estampas nem sempre são coloridas.
O mistério sempre será fascínio.
O bem nem sempre vence o mal.
O mel sempre será doce.
As águas nem sempre correm para o mar.
A fé sempre será o caminho.
Nem tudo é o que parece ser; mas toda essência permanece fiel ao que é.
Genericamente, as coisas permanecem estáticas por dois motivos: ou o medo impede a mudança, ou o tempo já a tornou impossível.
A vida nos ensina desde cedo a viver em sociedade; só mais tarde compreendemos que a experiência coletiva é muito mais individual do que imaginávamos.
A vida, em sua plenitude, assemelha-se a um veneno medicinal: na medida certa, cura; em excesso, mata.
Acreditar e confiar são verbos simples de conjugar, porém perigosamente fáceis de converter em ilusão.
